quinta-feira, julho 12, 2007

O presente

HOJE acordei sem despertar,
e a rotina "plausível" caiu sobre mim.
Lendo "Da morte" de Schopenhauer,
voltei a mim,
com a percepção da minha existência
e consciência de não mais perder-me no outro.
Dar forma ao verbo transitivo
do latim transformare.
Principalmente com toda a profundidade
que em mim faz-se necessária.
O tempo é fugaz, passa, passa, passa...
Como será o amanhã?
O processo se desenvolve;
bom, eu espero que seja evolutivo.
E a minha narrativa,
_pronome possessivo
pertence a mim.
Viver o presente, olhar o passado
para enfim, num futuro próximo,
continuar vivendo o presente.
Olhar pra si e perceber-se clareando
os pensamentos,
com a minha máxima influenciada
pela leitura matinal
dita por jovens hegelianos,
conduzindo à fórmula final:
Edite, bibite, post mortem nulla voluptas.
E por mais que possa levar a uma bestialidade
materialista,
criticada por Schopenhauer, faz com que minhas
inclinações tornem-se não somente racionais,
que nada mais é, minha vontade,
meu desejo de realização racionalizada por mim.
E as inclinações, essas tais inclinações...
Eu estou procurando...como defini-las, todos os dias...
logo, eu as encontrarei, com muito prazer.
Passar o olho sobre a minha história,
coisas boas acontecem sempre, se é bom ou ruim,
só o futuro dirá;
descobrir-se mais forte
quando a vida o surpreende.

S.A