sexta-feira, dezembro 15, 2006

to repeat,
repeat,
to repeat the same music...
"I've still got sand in my shoes
And I can't shake the thought of you
I should get on, forget you"...
e toda vez esqueço meu cigarro no cinzeiro...
I know you think that I shouldn't still love you,
I'll tell you that.
But if I didn't say it, well I'd still have felt it
where's the sense in that?
I promise I'm not trying to make your life harder
Or return to where we were...
And when we meet
Which I'm sure we will
All that was then,
Will be there still
I'm coming round to open the blinds...

I should get on, forget you
But why would I want to?
Anything else would've been confused but
I wanna see you again

And I can't shake the thought of you
I should get on, forget you
But why would I want to?
Anything else would've been confused but
I wanna see you again....

I'm no angel - Dido

If you gave me just a coin
for every time we say goodbye ...
Well, I'd be rich beyond my dreams
I'm sorry for my weary life

I know I'm not perfect
but I can smile
And I hope that you see this heart
behind my tired eyes

If you tell me that
I can'tI will, I will, I'll try all night
And if I say I'm coming home
I'll probably be out all night

I know I can be afraid
but I'm alive
And I hope that you trust this heart
behind my tired eyes
'cause
I'm no angel, but please don't think that I won't try and try
I'm no angel, but does that mean that I can't live my life?
I'm no angel, but please don't think that I can't cry
I'm no angel, but does that mean that I won't fly?

I know I'm not around each night
and I know I always think I'm right
and I can believe that you might look around
'cause I'm no angel, but please don't think that I won't try and try
I'm no angel, but does that mean that I can't live my life?
I'm no angel, but please don't think that I can't cry
I'm no angel, but does that mean that I won't fly?


Dido

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Espasmo de loucura...

Joder!
é inútil olhar pra si mesmo,
ter consciência disso,
de si...
Como um idiota que tivesse consciência
que é idiota!
Onde fui que eu me perdi?
Já sei...
Dionísio!
insight...
É a dança, a leveza e a éféméridade,
de todas as coisas!
ótimo!
olvida-te.
E páre de esperar explosões emocionais,
esses seus ataques de paixonite...rídicula...
se atropelando com essas manifestações barulhentas.
Vamos manter os pratos da balança bem alinhados...
Sim, vamos dançar,
Mira...aqui se baila así!
traz mais um anestésico...
Brindemos a leveza...
a falta de esperança em coisa alguma,
não! não é esperança, a segunda das virtudes...
nem é espera,
sei lá o que é!
tá, eu sei que preferiria estar sozinha,
numa constante incógnita
andando do quarto pra cozinha...
e vice-versa.
Tá bom! eu sou flexível...
Vamos respirar a noite!
Eu vou, ver no que dá...
Vamos curtir no arco-íris!
Eu, junto a Pequena e Cheia de Graça!
Ficarei suspirando por minhas perdas a noite toda,
se não te importa?
Vamos...

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Insônia e noite derrogadas

Quanta coisa...
dois telefones, fumaça, café gelado, biscoito frito...que asia...
insônia, femproporex, omeprazol...
sem sono, sem sombra,
cortinas bem fechadas,
esmalte vermelho, cortinas...vermelho...
Noites com burriqueiros nos contaminam assim...
Coisas e lousas...
Meus olhos mentiram,
não adormecem e todavia não quero calar-me...
Inventando motivos para continuar.
Vá se acostar, que o tempo não está fixado,
e o equilíbrio talvez venha após o repouso.
já não adianta ficar a balbuciar;
desassido e fastidioso;
quem vai digerir essa porcaria?
náuseas...
vertigens.
Vivi muito hoje e o que ficou?
Foram mais algumas horas que não duraram,
simplesmente passaram...
uma noite em vão,
assuntos medíocres, pessoas medíocres...néscios insignificantes.
que me deixam assim,
olhando pra toda a bagunça a minha volta...
nada eloqüente pra dizer.
O efêmero abreviado,
o desprazer em consentir tacitamente;
ser indulgente;
deixar passar;
permitir;
desculpar;
suportar.

S.A

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernando Pessoa

terça-feira, dezembro 12, 2006

Autopsicografia

Autopsicografia
Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Para "tu"..

A lareira era você,
e assim percorria o fogo de tua
forma beijando-te...
sim, chovia e estava frio...
eu, alma frágil te procuraria onde agora?
Minhas memórias circulantes?
meus vícios, poemas de Álvaro Campos,
e a voz eloqüente ao fundo?
onde estaria agora?
onde eu estaria agora?
retalhos expostos e devorados no varejo,
nessa vitrina de imbecilidades,
fugindo... eu te encontro,
falando e cantando, como pode ser assim?
Cinzas espalhadas, respingos não falam de mim...
Enquanto ias comigo te toquei,
te amei sem que eu o soubesse, e busquei tua memória.
Entreguei-te minha nudez e muito mais espesso
foi o que eu te dei.
Além de nomes...discursos e declarações.
Sim, também acordei triste,
longe da perseverança dos pingüins.

Do riso e do esquecimento...

Me propusera a falar de amor...
sim, eu iria começar a dizê-lo,
contemplar a amenização do tédio de rotina,
não se pode tê-la com a cabeça nas nuvens...
transportados
pelo que chamamos amor.
Eu, estalando os dedos para mudar de dimensão,
e ir habitar o mundo dos enamorados,
tolos e encharcados de engano,
num prazer que sempre morre.
Num vazio que estando vivo, não manifesta os sintomas próprios da vida.
Desenganos...
mais uma vez me faz calar,
bocejar,
enojar...disso, de tudo isso..
Fazer muita fumaça e não dar a mínima ao porvir,
afinal,
tudo cai no esquecimento,
e todas as alegrias e divertimentos se esgotam
na repetição.
Exausta vou perdendo minhas forças
para alcançar boa reputação...
de autorizar junto a ti metáforas num texto sem nexo,
poesia, metafísica e mentiras...
ilusões,
torno-me escrava de uma dívida que fiz ao espelho.
E agora esqueci, já são 4:20 e preciso dormir...

sábado, dezembro 09, 2006

O que é positivo em Nietzsche? - Por Paulo Ghiraldelli Jr.


Ao avaliar alguns passos da história da filosofia, o filósofo estadunidense Richard Rorty disse que ao final do século XIX jamais poderíamos imaginar que ao final do século XX os únicos dois filósofos daquela época que ainda apresentariam interesse ao público seriam Nietzsche e Frege. Penso que Rorty está certo. Atualmente, se alguém se dedica a fazer filosofia analítica, então ganha o direito de filosofar. Nesse caso, a base é a compreensão de Frege e a tradição da nova lógica e os problemas da filosofia da linguagem atual. Se alguém se recusa a isto, então resta se transformar em professor de história da filosofia ou, se quer continuar filósofo, pode seguir Nietzsche ou alguns daqueles que trilharam seus caminhos ou aderiram a posições também anunciadas por ele.
Mas, apesar de Nietzsche ainda ser um filósofo lido, será que ele é bem lido?
Deleuze dizia que não se poder ler Nietzsche sem rir. Rorty disse que rimos muito, sim, ao ler Nietzsche, mas que rimos mais quando rimos de termos ficado rindo de Nietzsche. Em um primeiro momento, como foi o caso de Deleuze, rimos muito ao ler Nietzsche porque ele não deixa de ser engraçado com suas frases duras contra tudo que é o moderno, iluminista e crítico. Tudo aquilo que acostumamos a chamar de “ponto de vista filosófico”, distante do senso comum, é tomado por Nietzsche como sendo o senso comum de fato. Lemos Platão e seguimos com Marx, e então aprendemos que há algo como a ilusão dos sentidos ou então a ideologia, e nos tornamos críticos, ou seja, os que podem escapar da ilusão ou da ideologia e enxergar o que está por detrás das coisas. Nietzsche nos pega: quem disse a vocês que essa idéia de que existe algo por detrás das coisas não é, ela própria, uma grande invenção? Ora, então, não há como não rir.
Mas o que Rorty fala é que essa visão de Nietzsche, que nos faz rir, só é engraçada quando, depois de um tempo, vemos que a verdadeira graça está em acharmos que ela era engraçada. Como pudemos rir do que Nietzsche dizia? Achar que aquilo era engraçado, eis aí a verdadeira coisa engraçada. Pois, de fato, do mesmo modo que podemos rir da idéia de que há algo por detrás das coisas, também podemos rir da idéia de desmascarar quem diz que não há algo por traz das coisas. Pois se o primeiro riso foi por conta do filósofo parecer pedante diante do que ele chama de senso comum, e então ser desestabilizado pelo riso contra a pedanteria, no segundo caso o riso vem de percebermos que aquele que diz que não há máscaras, ilusões e ideologias está, ele também, naquele momento, mesmo que não queira, tentando tirar uma máscara, desfazer uma ilusão, destruir uma ideologia.
Assim, ler Nietzsche nos levaria a um abismo. A denúncia da denúncia é também ela nada mais que uma denúncia.
Mas Nietzsche, então, é só isso, só aquele que nos leva ao abismo? Seria ele apenas o criador do jogo de espelhos, como chamou a isso Foucault?
Não, Nietzsche deixa várias coisas positivas. Uma delas é sua própria doutrina da “vontade de potência”, que alguns acham que se trata de metafísica, e outros acham que é uma proposta de um modo de filosofar diferente – uma cosmologia em vez de uma metafísica ou qualquer outra coisa. O que vejo em Nietzsche, além disso, é que ele nos remete à percepção do caráter completamente metafórico de nossa linguagem. E isso me parece tão interessante quanto a sua proposta de filosofar como cosmólogo e não como metafísico ou filósofo moral ou como filósofo social.
Como Nietzsche faz isso? Simples. Em sua época, ou melhor, pouco depois de sua época, vários atacaram o positivismo, dizendo que este usava de uma linguagem das ciências físicas para querer compreender as ciências sociais e humanas, e que isso, ao não ser aceito como um procedimento metafórico, nos daria uma compreensão errada – coisificada – da vida humana. Nietzsche inverteu a seta. Ele disse que nossa aceitação da vida social como ela havia se organizado modernamente, ou seja, de modo democrático, é que havia conformado nosso modo de conversar e teorizar sobre a natureza. Assim, ele escreveu que era do fato de não vivermos mais sob as hierarquias do mundo dos nobres que havíamos achado natural que nada tivesse hierarquia. Por conta disso, teríamos inventado a idéia da regularidade e igualdade das leis naturais (Galileu e Newton à frente). Toda a nossa física, ao achar que leis universais podem ser aplicadas em todo e qualquer lugar, de modo equivalente, nada mais seria que a vitória, na cabeça científica, de um tipo de “sociologia” ou, melhor, de pré-sociologia feita sob a batuta da Revolução Francesa, a que instaurou no mundo a tal da igualdade.
Nietzsche foi quem alertou: acreditar que estamos sob leis, que todos nós estamos sob leis – as mesmas – nada mais é que a incorporação, por parte dos físicos, da idéia de “igualdade perante a lei”, algo próprio da Revolução Francesa e da Revolução Americana, algo do mundo moderno, algo do homem moderno, democrático e fraco. O homem que não suporta hierarquias.
Considero esse insight nietzschiano o suficiente para mostrar a positividade de Nietzsche. Se aprendemos algo de positivo com Nietzsche, esse algo é a idéia de que nunca falamos de modo literal, sempre estamos, quando nos expressamos, “figurando”, fazendo metáforas, metonímias, etc. Aliás, é isso mesmo que é a definição de verdade de Nietzsche: um bando de metáforas. Uma concepção da nossa linguagem, quando ela fala o que chamamos de verdade, como sendo um bando de metáforas, não é algo positivo? Não nos ensina algo, filosoficamente falando, que nos ajuda a ter uma espécie de “teoria da linguagem”?
Paulo Ghiraldelli Jr. é filósofo e diretor do Centro de Estudos em Filosofia Americana e Coordenador do GT-Pragmatismo da ANPOF.

Tolices...do senso comum...

Por que deveria eu pensar em você?
em mim?
isso só me faz esquecer, e eu sei que é chato o verbo conjugado
sempre na 1º pessoa.
Mas o que posso fazer se somente sei falar de mim?
e mesmo que queira traduzir uma alma,
ou que sejam muitas...
total realidade minha
de tão infinita e eloqüente na ausência, na necessidade de sentidos...
pobres mortais...
desprezível singularidade,
autêntica indiferença, provinda de uma imbecilidade de inseto...
e com sentidos maiores,
vamos comer juntos?
sentarmos em um grande banquete onde todos estão felizes,
celebraremos, brindaremos,
e mesmo assim...
insatisfeitos questionaremos...
ou questionarei...como é mais confortável a primeira pessoa...
egocentrismo?
ah! que me importa,
questionarei a efêmeridade e significados de todas as coisas.
O que não passa de tolices ao senso comum,
ao ridículo senso comum.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Ócio e baboseiras...

Por não ter nada a fazer,
procuro algo pra roer,
rimas?
não! nada disso.
Que vontade de nada,
sem o adjetivo de niilista,
é pura ociosidade mesmo..
além do mais não dá pra fazer muita
coisa com esse torcicolo...
feriado e noite...
perfeito!
Ócio que nem Dostoievski
traz entusiasmo...
nem mesmo regueton,
nenhum brinde e saldos de vida,
já me anestesiei...
num ócio empobrecido, sem cor...
e se me fazem aquela perguntinha peculiar de
feriado a noite...tá de bobeira em casa?
é realmente tudo uma bobeira..
e com mais uma única rima...
uma baboseira!

Ode triunfal

Para Theron de Acragás (a II Olímpica

Sempre em noites iguais,
em dias iguais
com sol, isenta de penas
os bons recebem a vida, e a terra
não revolvem com a força de seus braços,
nem a água do mar,
ao longo de uma vida vazia; pelo
contrário, junto dos que são caros
aos deuses, aqueles que se
regozijaram com a fidelidade aos juramentos
passam uma vida
sem lágrimas.
Os outros padecem
uma provação
que o olhar não suporta.

Píndaro

Esternocleiodomastódeo

Ainda bem que cheguei a ver o sol,
acordar duas vezes não é bom...
a primeira muito cinza e agora
raios solares...ah! que bom!
tudo anda noturno demais...
só faltou o píndaro pra assoviar
aos meus ouvidos!
Acordei...
acordei?
feriado cansativo com esse
latente e inflamado
esternocleidomastódeo
é pra pedir cama,
massagem, contos de Tolstoi, que bom!
O problema é a distância entre dois pontos...
dois bem-te-vis...
dois esternocleidomastódeos..
que dói.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Pensamentos vários...

Como meus horários estão confusos,
e o meu tempo passa com maior
facilidade
do que
dos outros...
ultimamente
ele
o meu tempo
vai se perdendo...
pensando que talvez pudesse morrer
de amores;
de sei lá o quê...?...
as coisas acontecem e ficam aqui
na lembrança,
e vem outra,
outra,
mais aquela,
não...olvida te..
e vem uma nova,
e surge um sonho,
um anseio,
um querer, um livro,
uma fome do que me faz bem...
do que eu quero ser,
do que eu gosto...
ich...da minha melancolia,
de meu desespero,
do que eu sei, e recorrer aos primórdios de filosofias...
saber de nada, duvidar de tudo.
Penso, penso em que?
Pensamentos vários...
e não importa qual vai a frente de...hã?

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Estranho, muito estranho...

Outra vez fui pega desprevenida,
e além de ter intenção para falar do meu dia,
tento entender o que se passou,
o que poderia ser mais nostalgico...?
e muito mais filosófico e atraente,
você é tudo o que eu queria ser!
O que de verdade queremos é alguém que veja
o mundo parecido com os nossos olhos,
com o que vemos...
e numa perspectiva de um futuro;
de construção de mim???
talvez.
Não são títulos, são almas afins...
cheias de símbolos, cobertos por razão
e muita dúvida...
Estranho, muito estranho...
mais uma vez posso dizer o que vem
em memórias circulantes,
de um prazer louco e desesperado,
numa entrega de afinidades,
agradeço mais uma vez a Nietzsche...

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Tardes Cinzas...

Agora, por párar um pouco e
tentar simplesmente descobrir
o que se passou...
e que já não seja mais a mesma,
desses últimos dias que se passaram.
Onde eu me encontrava doente,
Sócraticamente falando viver estava sendo uma
enfermidade,
tudo porque???
mais tolices, e efemêridades que
tentaram aprisionar-me,
eu ainda não sei quem sou, sempre
perco-me em amores vãos...
E prefiro muito mais agora minha
melancolia latente de ânsia de não saber de
que,
agora já entendo,
como dizia Nietzsche,
o desespero é o preço que
se paga pela autoconsciência.

terça-feira, novembro 28, 2006

Dia de chuva

Muitos litros de água vem despencando dos céus
neste dia,
uma terça às 4 da tarde,
o dia não importa...é mais um dia sem você,
e o que se pensa numa horas dessas?
o que vem pensando sucessivamente...no meu caso,
estás agora com o coração partido e sentir-se assim
é penoso,
eu, literalmente quero voltar a pisar em terra firme,
não numa razão sem emoções...
mas viver romances impossíveis é minha praxis..
sou tão ambígua que mesmo achando o amor
muitas vezes, ou na maioria delas...
ridículo,
eu o busco a cada momento...
Nossa! e como minha busca vai longe,
hoje tá passeando em Guadalajara,
e eu nem sei como está o céu por lá...e tampoco devo perguntar.
Sem esperar regresso,
só desejo minha sanidade de volta.
E logo eu,
que sempre digo...
não coloque sua felicidade nas
mãos de nada...sob o julgo de nada...
blá blá blá
e mais uma vez não entendi nada do que se passou,
de que me adianta Nietzsche agora?
me enojo de toda essa gente,
simplesmente,
por não poder tê-lo
eu o desejo mais que tudo que tenho...

domingo, novembro 26, 2006

Sunday, down...

Depois de esperar um dia inteiro por um telefonema,
ou uma video conferência,
até o amor está modernizando,
mas a chuva cai la fora,
e o dia já se despede,
eu cheia de vícios latentes,
escrevo tolices ao vento,
canto amores que não existem,
ou existem,
eu nem sei...
ainda te espero,
e esperarei pelo o que?
não me faça suplicar por teu amor,
o meu amor é somente um regalo...
e exprimindo o que de mais belo há em
mim,
e que antes era somente virtude,
hoje se fez, vício, depressão e melancolia,
num pálido e domingo cinzento e em vez de
crepúsculo,
me veio a tempestade,
e a agora queria estar em um sonho,
aquele sonho onde teve aquela lagoa,
aquele céu, aquela lua, aquele espanhol roto,
como estampado em um quadro,
e agora em minha alma poética,
que me faz rir,
que me faz chorar de saudade...
e o que não gosto em você é a minha
ausência.

E a chuva cai lá fora...

É melhor esquecer...

Não saberei o que fazer agora diante dessa
próxima fase...
sem ter poemas direcionados...
de uma fragilidade, de uma poesia
do amor,
estou novamante "enojada"
de tais entregas...
puxa! eu outra vez me senti perdida,
entrei em realidades que já não eram minhas,
me senti em um pesadelo,
de uma efêmeridade, e de sentidos...
que ora bonitos, ora tão feios,
eu sinto muita saudade,
e as novidades?
que novidades?
meu mundo se desabou,
eu me perdi em confiar além de
minhas possibilidades reais...
Alguém me salve desse mundo,
agora sim estou no esquecimento,
e o meu riso?
esse se perdeu com a partida de sentimentos,
emoções poéticas...
e que agora não passam de arquivos memorizados
e que levemente vão mofando e se perdendo com
o tempo...
e na distância eu posso te ver,
te sentir,
me odiar por isso,
chorar só por isso...
me cansar desse mundo por não ter você por perto,
como um abismo entre lembranças,
e uma realidade que me pede os
dias que estive ao teu lado.
Mas que agora tenho que esquecer...
ou melhor olvidalos...

segunda-feira, novembro 20, 2006

Hoje...

Depois de ter sido atropelada
a nível de ônibus e caminhão,
que me pegou destraídamente,
deixando lesões, arranhões...
e estou sangrando...
ah..que nostalgia a minha,
foi só um amor que não me deixa pensar,
me faz pensar,
me deixa ridícula, me faz esperar...
que tolice,
que lindo...
muda todos os meus planos e,
me inspira momentos maravilhosos,
impossível olvidar tudo o que se passou,
minha alma precisa de cura,
e é de uma cura desconhecida,
não pergunte se é amor...eu não sei,
me atropelou e não me deixa em paz,
agora não sei mais muito bem o que escrevo,
entrei no mundinho dos tolinhos...
que se entregam para
um outro ser cuidar,
dar carinho,
beijinho,
cheiro...
e literalmente ambos verbalizarem a realização do amor,
em todas suas formas e expressões,
símbolos e fantasia...
alguém me liberte
dessas amarras
lembranças
assim
não me curo...
Meu Deus...
o que é isto?
já estou apelando para os céus...
é meu fim...vou morrer de amores,
posso até ser perdoada de tantos errores....
Sâmara

"Aún ni siquiera te tengoy ya tengo miedo de perderte,
amor que rápido se me ha clavadoque dentro todo esté dolor.
Es poco lo que te conoscoy ya pongo todo el juego a tu favor no tengo miedo de apostarte,
perderte si me da pavor.
No me queda más refugio que la fantasíano me queda más que hacer
que hacerte una poesía.
por que te vi venir y no dudéte
vi llegar y te abrazé
y puse toda mi pasión para que te quedaras
y luego te besé y me arriesgue con la verdad te acaricié
y al fin abrí mi corazón para que tú pasaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras.
Ahora esperaré algunos días para ver se lo que te di fue suficiente
no sabes que terror se siente
espera cada madrugada
si tú ya no quisieras volverse perdería el sentido del amor por siempre
no entenderia ya este mundo
me alejaria de la gente
No me queda más refugio que la fantasía
no me queda más que hacer
que hacerte una poesía.
por que te vi venir y no dudé
te vi llegar y te abrazé
y puse toda mi pasión para que te quedara
sy luego te besé y me arriesgue con la verdad
te acaricié y al fin abrí mi corazón para que tú pasaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras...." Cancion Te vi venir (Sin Banderas)

segunda-feira, novembro 13, 2006

Agora lo sé...

Todos los dias me acuerdo de ti,
y no hay nada que cambie lo mas belo que siento,
y como duele por que esteas tan lejos...
ahora sí,
escribo para otro corazón específico,
y no hay distancias que no me llevam a ti.
Y lo amor me mata
se no me deja mirar tus ojos, tu boca,
y que seas solo estar contigo,
y que sepas lo amo demasiado,
no se porque, no se como,
no nada,
pero te amo.
Y ahora entiendo las músicas de los enamorados,
me muero, te quiero.
Te busco y mi tiempo solo és para esperar,
la demasiada gana que tengo de ver te otra vez.
Y no importa cuanto tiempo tenemos,
estas clavado en mi corazón,
desde que llegaste a mi vida...
No hay noches belas sin ti.
Y desde que te vi entrego todo,
y simpre sepas que soy tua,
y no hay raziones para solamente una razion,
el amor que siento por ti.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Volta e meia a viagem habitual do "é estranho, muito estranho"

Lembro quando li "Um lugar ao sol" de Érico Veríssimo,
aquela bíblia de um cotidiano
chato e monótono,
a saga de um jovem,
e não sei pq lembrei agora,
acho que foi um feixe de luz...
um lugar ao sol...
o que ele queria dizer eu ainda não sei
bem o que era...
o sol brilha hoje e sempre...
e daí?
me deixe falar de minha angústia latente,
de não saber bulhufas de coisa alguma,
de querer sempre me dar alguma chance,
em uma espera que eu não sei bem de que...
e como dizem esses terroristas de almas,
se o inferno existe,
e se toda uma filosofia cristã me vem destorcida,
meu fim lá seria,
mas hoje como Sartre disse,
O inferno são os outros...
e a minha cabeça está confusa,
é culpa de quem?
essa minha insistente faculdade de cogitar,
imaginar,
viajar num mar desconhecido...
Óh imenso besteirol de coisas,
fadigada estou com meus 23 anos...
e meu grito é cada vez mais alto,
e perco a voz,
e me canso de gritar...
e minhas feridas da alma se dilatam com
cada grito meu...
pedem-me para calar,
numa melancolia transparente...
não, eu já me escondo,
ninguém sabe quem sou...
dentro de mim
ecoa..
e eu fico a escutar os ecos...
e ouvir minha própria voz me é ainda estranho,
porque eu nem sei quem sou,
e as demais perguntas existencialistas...materialistas...
e todas as esperas e memórias,
é estranho, muito estranho.

terça-feira, outubro 24, 2006

Saberei eu?

Eu insisto em escrever,
e hoje me parece tolice,
enfim um Diazepan de ontem
me deixou indiferente...
será?
nossa, que ócio...
é como olhar pro infinito
e ficar sem palavras...
como um obelisco apontando pro
nada...
um nada infinito...
e se tudo for uma mentira,
uma tremenda brincadeira de mal gosto,
onde pelo menos pra mim
poucas coisas fazem sentido...
e eu tô perdida?
sim, lhe pedi conselhos...
mas somente quis ouvir sua opinião,
já sei o que quero...
e se for efemêro e fugaz,
o que é fato,
pra mim, pouco importa,
tô sendo levada?
nada, eu tô é bem sóbria...
narcóticos ineficientes...
transcendência do nada...
pseudotranscendência do nada...
e ao fim,
e ao infinito,
e ao prazer,
e ao desprazer,
saberei eu?

sexta-feira, outubro 20, 2006

Procurando...

Eu nesse fim de tarde,
procurando palavras,
sem me espelhar num horizonte
no finalzinho de um outono
e mesmo tendo as cortinas vermelhas
o crepúsculo não ficou mais
colorido que poderia...
Uma abelinha passeou por aqui...
e eu não tenho palavras pra falar de mim ou do meu "grande dia"...
me faltam símbolos, sentidos...
por isso os diários sempre se tornam um pouco exagerados,
tudo tem sua metáfora aumentada,
seja o que for...
fiz um chazinho de canela,
estou me animando para algum exercício...
físico...aff..
tenho que dar sentido pra isso?
procurando palavras e inspiração...
e nem no céu e nas cortinas estão...
bom, o chá tá gostoso!
sim...esse sim tá uma delícia...
e nem a abelinha a procura do mel sobre a mesa
o encontrou....
portanto,
o que são palavras?

O que vejo...

Vejo dor,
como sempre luzes acesas,
leio o amor,
sinto fragmentos de momento de solidão,
acompanhado ao ócio, ao tédio...
o que me satisfaria?
Simplesmente estar aqui?
Olhar pro céu?
O que torna agradável a relação do meu eu
com as satisfações que imprimo pra o meu
meio?
Linhas de pensamento me atraem, a confissão de um
empirismo sobrecarregado de epistemologias.
As idéias são mais enriquecedoras quando
florescem em almas inquietas,
como a minha...
Me detenho ao existêncialismo e a nada
no caos de minhas memórias, só sei onde parei,
agora,
minhas faculdades pensantes,
meus questionamentos crescem...
afloram...com ou sem filosofias,
e isento de ideologias falidas...
A razão sugeriu que eu visse o mundo
"além do véu",
eu sei descrever horizontes
e hei de fazê-lo muito mais...

quinta-feira, outubro 19, 2006

Sem saber..

Sem saber o porquê das coisas, perguntas na qual se fazem vários mortais.
Os que estão acordados,
olhando pela janela,
há algumas luzes acesas,
o Itaú me informa a temperatura e as horas por toda noite...
Lendo os "Cem sonetos de amor" de Neruda, sinto surgir em mim pensamentos
tediosos,
não pela estética em si,
mas estes me traem,
não posso evitá-los...
Por isso os questiono, tolice minha é claro,
mas de que me importa se a cada dia vou acostumando
com a vida que me aparece,
eu aprendo de vida, aprendo de morte.
Nunca estarei madura pra perceber o céu que me mostram.
Eu o vejo com olhos curiosos,
tudo é ambíguo demais..
e há homens que vivem dormindo,
como todos que não sabem
exatamente onde estão,
mas numa grande angústia vivem em vão,
são levados com o tempo...
Enfim, como disse Platão... uma vida não questionada, não merece
ser vivida.

Tabuleiro


Minha arte ociosa, metade cachoeira do tabuleiro e metade fruto de uma visão sob narcóticos..haha

domingo, outubro 15, 2006

Equilíbrio..

Vieram me pedir e chamar a atenção pra minha
instabilidade de humor...
e não acreditei no que estava escutando...
pediram-me equilíbrio...
e ainda me questionaram,
como poderia eu estar um dia tão contente e outro tão triste...
ah...puta merda...
tive que explicar que o que sinto não é tristeza e sim
melancolia...
O pior foi ainda escutar que isso não é saudável e eu tenho que mudar...
buscar o equilíbrio...ah...que asco...
essa foi boa,
vou cantar Raul...
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante,
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...
na verdade não é bem isso que eu queria dizer...
o fato é que meu humor é muito mais volúvel,
e confesso isso não me incomoda...
sou introspectiva e te mostrarei o que eu quiser,
minha felicidade sou eu quem crio...
disseram que isso dá medo de se relacionar...
ah me poupem outra vez...
como o mar que a pouco eu mirava,
ele é constante na sua instabilidade...
se eu não sou tão previsível
isso me torna perigoso?
pode ser que sim...
melhor seria dizer
confuso demais pra mentes que procuram
a normalidade,
o padrão...
o óbvio.
Amo tanto minha melancolia e tudo que ela me proporciona
como fonte de inspiração que seria incapaz de imaginar
viver sem a mesma...
o hilário,
o cômico pra mim vem em segundo plano...
talvez eu seja cabeção demais mesmo!

terça-feira, outubro 10, 2006

Meu narcisismo de hoje...

Estava eu a mirar uma foto minha,
bom,
tentava procurar em meus olhos não sei o que...
ver a cor que são realmente..
ou como seria olhar pra mim mesma...
confesso que senti esperança,
um otimismo qualquer que baixou...
queria escrever algo
e logo percebi que sou narcisista...
só falo de mim...
os outros só me servem de análise,
ultimante...
hoje fiquei assoviando...hahauhauah
as vezes é estranho,
falo de coisas que só eu sei...
acho que por querer falar tanto de mim,
o faço somente pra quem realmente quer escutar...
eu!
Nossa...cadê a minha hulmidade?
ultimamente costumo falar com Deus
só quando aperta mesmo...
e bombas nucleares em baixo da Terra,
coincidentemente o embaixador geral da
ONU é coreano...
mas isso pra mim pouco importa,
nunca gosto de falar de guerra,
tampouco de genocídios...
Política???
ah, não...é tão perca de tempo...
de religião talvez já gosto muito de discutir, de pensar de escrever...
não de fundamentalismos, por favor...
se for assim prefiro falar de meus dias sem importância
em vez de valores de uma humanidade desumana.
Eu busco pela transmutação dos valores que Nietzsche dizia,
sim, fui bastante influenciada...
confesso que acho Nietzsche bastante narcisista e presunçoso...
mas adoro a descrição de seu "Super-Homem"...são tão excitantes,
e os conselhos de Zaratustra são bem mais humanos,
não nos tornam decadentes humildes...
Ele não diz quem se humilha será exaltado...
mas sim que se humilha quer ser exaltado.
é muito mais perto de minha realidade,
uma realidade que me recuso a interpretar,
minha função, penso eu,
é de conseguir não me encaixar numa moral consumista,
parece de fato,
para recordar uma palavra de Zaratustra, que as coisas
se aproximam com vontade própria,
se oferecendo a comparações,
"aqui todas as coisas vêm acariciantes em busca
do teu discurso e te adulam: pois elas querem
cavalgar sobre tuas costas. Sobre todas as comparações tu cavalgas
em direção a todas as verdades; tudo o que é ser quer se tornar
palavra, tudo o que é vir-a-ser quer aprender a falar contigo"
Esta é a minha experiência com a inspiração,
libertadora,
e ao mesmo tempo que nos acorrenta,
por querer sempre falar de nossas
carentes pretensões...
memórias latentes,
traduzir o empírico, transformá-lo
em símbolos...
dar algum sentido na angústia
pela falta do mesmo.
E melhor voltar ao verde do olhos
que me dá esperanças
e deixa mais feliz! Em estado de graça...
e hipnotizado pelos símbolos de beleza
em si encotrados,
cai no lago do esquecimento.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Ultimamente...

Olho pra vida com olhos cansados,
como se tudo que há já se tornou gasto...
Ultimamente a casa da mamãe tá dando
medo,
aliás quando eu estava me conformando
com a idéia de viver ali,
sai de casa...isso é ótimo!
todo mundo me pergunta se é revolta,
enfim,
quer que eu lhes deem motivos "mui fuertes"
para sair do ninho...
já não aguento mais responder,
é um saco.
Acabei de ler meu último livro,
e tô perdida...acho que vou começar A náusea...
de Sartre,
vamos lá..de dionísiaco ao existencialismo,
me pergunto o que eu estou fazendo comigo mesma...
que figurinha estou pintando,
não olho muito ao espelho...cada dia me vejo de um jeito...
e isso me é sempre muito esquisito!
acho graça na minha ociosidade por todas as noites...
é muita fumaça que eu faço!
e pouco fogo...haha
é claro algumas mais calorosas que outras...
ontem assisti 9 e 1/2 semanas de amor
estou forçadamente romântica,
recuo sempre ao amor,
tenho medo dessa coisa que já me mostrou ser
de tamanha
sagacidade em nos tornar e a ter
objetos de desejo...
e penso comigo,
como tá o meu desejo?
puxa..ultimamente não tô desejando ninguém...
e os desejos que são
não me satisfazem...
o que busco?
ah...não me perguntem pois não sei...
o amor?
ich...o amor é bem-vindo,
mas não venha sem avisar...hehe

quinta-feira, outubro 05, 2006

Fala sério...

olha só, pouca gente teve a oportunidade de ver isso...Na serra, 03 da manhã, larica,
eu fazendo miojo...hauahauaha tô igual ao Ciclope!hauahaua
ainda bem, pouca gente vem aqui...hehe
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Ostracismo...

Esses dias atrás sem nenhuma inspiração...
foram os mais inspiradores...
foi quando não escrevi e nem li...
simplesmente escutei e falei,
numa dialética onde línguas se perderam...
me diz de ostracismo,
confesso que não soube o que era,
no meu real vocabulário essa expressão
ainda não tinha ganhado forma,
eu procurei e encontrei termos gregos para exilados políticos...
que boa...é quando alguém é expulso da cidade por 10 anos...
puxa,
pensei que eu me resumo no atual momento como
ostracismo voluntário
onde caímos no esquecimento
e queremos passar dez longos anos
longe
de coisas...
digamos pra nós,
de
escadinhas que impõem uma subida.
Eu simplesmente estou surpreendida
por tamanha crueldade
e curso que se faz numa vida,
sem melancolias,
mas realidades contraditórias,
tempos confusos,
memórias latentes...
mutantes,
logo voltou a inspiração a pairar...
Sâmara

quarta-feira, setembro 27, 2006

Fredom...

Me falam e depois dizem que não..
que controvérsia,
da liberdade que me disse..
não abrirei mão do que mais me feliz..
e eu me lembro, me lembro
de quando me disse ser louca,
e estranha...
um enigma,
mas e quem não o é...
seu cheiro se foi,
mas ficou gravado em minha memória poética,
pra me mostrar que sou livre,
e que não posso perder o que prego...
afinal estou viva
e nunca me senti tão melhor..
Dionísiacamente livre...

sexta-feira, setembro 22, 2006

Olhe isto!

Que glória quando você olha
pra si mesmo
e sente algo de estranho no ar...
você não quer perder o momento
por querer saber onde está...
tudo se torna maravilhoso aos teus olhos
e o que vê é pouco para o que és...
talvez um anjo caído...
ou mais tolices;
o que importa é ver toda a sua volta
e não deixar que se perca a beleza
pela repetição...
pela rotina...
Como Thomas Morus poder inventar
uma Utopia...
e saber que são seus olhos que podem
dizer pra ti
que poderás ir mais alto!

eita inspiração, hein...hauahauahauha acho que lembrei da teoria de àguias e galinhas de Boff....hahauahaa muito bom!

quinta-feira, setembro 21, 2006

Hoje eu acordei...

Buenos Dias son para la mañana!!
Não poderia deixar de passar,
eu comigo mesma,
num leve momento de admiração...
e como isso é bom!
o entendimento dionísiaco descrito por Nietzsche
hoje me parece fabuloso...
e acordei mais cedo,
momentos oportunos
pela manhã...
o dia será longo,
mas fabuloso!
ou não...
e se foi bom ou mal
só o amanhã dirá...

quarta-feira, setembro 20, 2006

...NO COMENTS

Adivinharia qualquer coisa,
que aprimoramento...
esse empirismo prático me torna cada vez
mais cética...
e só agora;
acordei...
como se nesse exato momento,
alguém sussurrasse ao meu ouvido...
Palavra que se torna somente eficaz
no meu português,
em que perco palavras e sensações...
e confesso que perdi,
e previsívelmente
somente vício...
nada de virtudes...
As conheço e sei onde obtê-las , -as palavras-
mas que simplesmente já não tem mais
eficácia...
a repetição fez perder o entusiasmo...
Quando me dei ao luxo de tê-lo,
me perdi...
sim!
meus desejos nada mais importavam
se meu corpo se embriagasse,
e foi o que eu fiz...
sóbria ou não,
em tolos pensamentos vãos,
que vão e vêm com o vento...
e que hoje me incomodam...
por não terem o mesmo ar de ontem...
que estava tão bom!
volta e meia,
já estou,
aqui,
e a melancolia ao meu lado...
essa bastarda que insiste em me afligir,
como assim me instruiram...
esteja aflita ao tempo,
que perco,
que ganho....
não importo,
e não se importam...
o hilário se tornou banal,
a entrega se perdeu em sua efêmeridade,
instântaneo
como o àlcool,
numa pseudotranscendência
falida e tola,
repetitiva,
idealista,
décadent,
Já não tem importância...
não pergunte o porquê...
no coments

terça-feira, setembro 19, 2006

Nietzsche

"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida,
ninguém,
exceto tu,
só tu.
Existem,
por certo,
atalhos sem números,
pontes e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio;
mas isso te custaria a tua própria pessoa;
tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva?
Não perguntes,
segue-o."
Nietzsche
A vós,
os que buscam com ousadia,
a vós, os que tentam,
a todos que um dia se lançaram ao mar terrível com suas velas cheias de manha,
a vós,
os bêbados-de-enigmas,
os alegres-do-lusco-fusco,
cuja alma é atraída por flautas a todo abismo enaganador:- a vós,
que não quereis tatear em busca de um fio com mão covarde;
onde vós podeis adivinhar,
ali odiais calcular...
Citação de Zaratustra - Friedrich Nietzsche

Tolices...

Eu sei que a mamãe nasceu na hora certa...
foi uma hippie urbana e politizada...
mas tbm que inventava moda,
era anarquista e ao mesmo tempo "paz e amor"!
meio que partidária do entendimento dionisíaco...
que está passando pra filha...
influências das neuroses de Nietzsche?
talvez...
instintivo, super-homem,
ah quanta tolice...
Freud explica...no mal estar da civilização...
quase que indica o sexo, muito sexo...
traduzindo hoje...não se reprima, não se reprima!!!hahauahaaaa
Nietzsche fazia apologia a narcóticos calmantes....companhia de sua doença e neuroses...
só que indicava Wagner na música o que não dá pra mim,
agora...
clássicos são clássicos...ficou muito mais respeito...
salve os anos o início do séc. XXI!!!
onde os gregos inventaram,
Nietzsche entendeu...a glória dionisíaca,
e o caos se instalou sobre a Moral...
que se escandaliza quando vê
o que se tornou...
a que humanidade se fez, e é...

Coincidências, à parte...

Vamos! como diria Jason...
por partes!!!
hoje estou hilária, e pode até parecer tolo
pra alguns,
pois,
pra mim,
tá sendo ótimo!
O correto seria o previsível,
mas não foi.
Com todos confundidos,
entre homens e mulheres,
estranhos...
Haverá solidão em
tua companhia?
Pode ser que não,
e ainda não me vi em seus olhos
que podem dar luz,
como minha janela aberta,
Como um lindo poema de Cecília:
"Te amo, sim, mas não é bem a ti que eu amo.
Amo uma outra coisa misteriosa, que não conheço,
mas que me parece ver aflorar no seu rosto.
Eu te amo porque no teu corpo um outro objeto se revela.
Teu corpo é lagoa encantada onde reflexos nadam como peixes fugidios...
Como Narciso, fico diante dele...
No fundo de tua luz marinha nadam meus olhos, à procura...
Por isto te amo, pelos peixes encantados..."(Cecília Meireles)

Peixes fugitivos, escorregadios,
escapam, escondem, zombam de mim...
deslizam entre meus dedos...
e não esquecendo
o título...
coincidências, à parte.

Nada soube desde o dia que me perdi...

Não soube achar idéias brilhantes que um dia tive,
sem saber onde as havia perdido,
era como eu me encontrava,
e ao me perder me encontrava...
agora,
me perdi novamente...
em sonhos que me fazem olhar para o alto,
sem nem mesmo olhar a minha volta,
pois agora sei mais que sempre
estar sozinha,
e desejar sê-lo sempre que precisar...
pois é nesse momento que se faz necessário
olhar pro alto,
desejar o por detrás,
e como disse Drummond:
"Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."

Sâmara

segunda-feira, setembro 18, 2006

...bem? ah sim, tô bem!

Desculpe-me os clichês, mas
ninguém merece
o que gera na famosa segunda-feira,
em luto pela morte do fim de semana,
que poderia ter acontecido muita coisa boa,
e de fato por ser titulado melhor que qualquer
dia sem importância da semana...
já passou,
e a rotina vem em cima como um trator gigante...
as noites de finais de semana são intensas,
pelo menos as minhas...!
e as anteriores vi o sol nascer melancólico como
vejo com frequência o crepúsculo,
e pessoas nas ruas davam boas vindas ao novo dia
que se inciava,
e eu ainda me despedindo do anterior que morria,
com nostalgia, muita por sinal...
meu domingo vazio, cheio de sétima arte...
no fim um social que não me dizia nada
finalizado por uma carona "salvação" de volta
pra casa,
de lucro gerando a programação do próximo domingo...
não mudando em nada a apatia
nessa segunda cinza...
dias...pra quê nomes???
importantes ou não,
sou eu que dou os nomes...
os sentidos.

sexta-feira, setembro 15, 2006

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O nascimento de Tragédia

Cap. 2

Este começo é singular acima de todas as medidas.
Eu havia descoberto a única comparação, o único parelelo à minha própria experiência interna que a história possui - e justamente com isso fui o primeiro a compreender o fenômeno maravilhoso do dionisíaco.
Ao mesmo tempo, com o fato de reconhecer em Sócrates um décadent, estava dada uma prova irrefutável de quão pouco seria o perigo de a certeza do meu alcance psicológico sofrer ataques vindos do lado de idiossincrasia moral qualquer...
A própria moral na condição de sintoma de decadência é uma aspecto novo, uma unicidade de primeiro nível na história do conhecimento.
A que alturas, além da lamentável conversa fiada sobre otimismo e pessimismo, eu não chegava com as duas conclusões!...
Eu fui o primeiro a perceber a verdadeira antítese: o intinsto degenerado, que se volta contra a vida com uma fúria vingativa subterrânea (-o cristianismo, a filosofia de Schopenhaurer, em certo sentido até mesmo a filosofia de Platão e o idealismo inteiro como formas típicas) e uma fórmula da mais alta afirmação, nascida da abundância, da superabundância, um dizer-sim sem reservas, até mesmo para o sofrimento, para a culpa, para tudo o que é discutível e estranho na própria existência...
Esse útimo, alegríssimo, mais grávido, mais excitado sim para a vida não é apenas a maior e a mais clara entre as compreensões, ele é também a mais profunda, a que mais foi confirmada e comprovada pela verdade e pela ciência.
Nada nesse sim pode ser subtraído, nada nele pode ser considerado dispensável - os aspectos da existência negados pelos cristãos e outros niilistas inclusive têm uma posição infinitamente superior na ordem dos valores do que aquilo que o instinto de décadent aprovaria, do que aquilo que ele poderia provar.
Para compreender isso é preciso ter coragem e a condição para que ela exista: um excedente de forças - pois precisamente tão longe quanto a coragem pode ousar adiantar-se é o que determina a medida das forças com as quais a gente se aproxima da verdade.
O discernimento, o dizer-sim à realidade é, para o forte, uma necessida tão grande quanto a covardia e a fuga da realidade - o "ideal" - o é para o fraco, subjugado sob a inspiração da fraqueza...
Eles não têm liberdade para reconhecer: os décadents têm necessidade da mentira; a mentira é uma das condições de sua conservação... Quem não apenas compreende na palavra "dionisíaco", mas também se compreende na palavra "dionisíaco, não tem necessidade de refutar Platão, ou o cristianismo, ou Shopenhauer - ele fareja a decomposição...
do Livro Ecce Homo de Friedrich Nietzsche

quinta-feira, setembro 14, 2006

Crepúsculo melancólico...

Ai de mim, nessa tarde lenta...
desventuras do mês de Setembro,
onde já não acontece disritimias
fazem tempo...
te amei sem ver-te,
sem lembranças...
sem reconhecer teu olhar, sem fitar-te,
em regiões contrárias, num meio-dia queimante.
Talvez te vi, te supus...
te subestimei por rotina,
e na melancolia do crepúsculo,
um fogo arde em mim.
Senão assim deste modo em que não sou
nem és,
sem saber como,
nem quando, nem onde,
selamos um silêncio,
e dessa vez foi como nunca e sempre:
vamos ali onde não espera nada
e achamos tudo o que está esperando.

terça-feira, setembro 12, 2006

Chega de fundamentalismo...

Que digam os fundamentalistas radicais que não, são indesejáveis em qualquer lugar do planeta...
admira-me muito viver por um ideal que não inclui todos
numa grande comunidade "Terra"...
e pacífica, é claro!
São nesses Jihad's,
Convenções do G8, e outras formas de concentração que só nos separam...
Um pouco jurássica lembro Marx que nos definiu como seres sociais...
e mais racional como Ainstein que disse "os filosófos já descreveram a sociedade,
cabe a nós transformá-la"!!
Chega de complicarmos toda nossa existência,
a Comunidade Terra necessita de filhos muito mais irmãos,
do que simplesmente dizer ser um,
para sim salvar seu humanismo.
bjim
Sâmara

sexta-feira, setembro 08, 2006

Meu amor, meu bem, me ame!

Meu amor, meu bem me ame, não vá pra Miami...
meu amor, meu bem, me queira
tô solto na buraqueira, tô num buraco...
fraco como galinha d'angola,
Meu amor, meu amor manda, não vá pra Luanda
não vá pra aruba,
se eu descer você suba aqui no meu pescoço,
faça dele o seu almoço, roa o osso e deixe a carne
meu amor, meu bem repare no meu cabelo,
no meu terno engomado, no meu sapato
eu sou um dragão de pêlo, eu cuspo fogo
não me esconda o jogo ou berro no ato,
meu amor, meu bem, me leve de ultraleve
de avião de caminhão, de zepelim
meu amor meu bem sacie mate,
minha fome de vampiro senão eu piro,
viro hare-krishna hare hare hare,
não me desampare ou eu desespero,
meu amor ,meu bem ,me espere até que o motor pare,
até que marte nos separe,
meu amor ele é demais, nunca de menos,
ele não precisa de camisa-de-vênus!
Ouça o que eu vou dizer meu bem me ouça,
o que ele precisa é de uma camisa-de-força!
você é a minha cura, se é que alguém tem cura,
você quer que eu cometa uma loucura?
se você me quer.... cometa!
(Zeca Balero)

Ócio...

Essa é minha janela,
com cortinas bem vermelhas,
me mostrando um mundo lá fora...
não demasiadamente colorido
como o pintei...
na minha ociosidade de
feriado prolongado...
Cheia de narcóticos que dão-lhe
cores vivas,
apagando o cinza
que deveria estar ali,
o cinza dos prédios,
o Sol merece o brilho dado,
está muito mais lindo
que este ao lado,
são cores de mentira,
mas dizem muito mais que uma foto...
sim, como Nietszche descreva uma bela Paris,
eu pintei o meu Belo Horizonte!
não o amo radicalmente,
como o slogan da cidade sugere...
somente amo.

Sinceridade acima de tudo...

Que susto!
fiquei indecisa quando me pediu sinceridade,
soou como se fosse difícil tê-la nesse momento,
pede-se por não tê-la?
em contrapartida um pedido,
a colo com tom de proposta.
Em face de mim não poderia acontecer pior:
cronometrar o tempo na espera de
uma resposta...
Não peça-me isso agora, parece urgência,
e plantar afinidades pede-me tempo.
Como havia dito: um cuidado em doses homeopáticas!
Com ou sem filosofia essa é a minha realidade,
e eu só sei do presente,
o porvir?
prefiro não idealizar...
Podendo até causar um pouco de desorganização
no presente,
é isso que gosto!
O Hoje?
propostas ditas agora
precisam ser respondidas
de imediato?
Não...não me peça isso!
Palavras vão com o vento...

quinta-feira, setembro 07, 2006

Vontade de nada.

Quando fui ver o que já tinha visto,
eu fui e bati de frente com nada,
apesar de ser novo, o momento era velho.
Coisas que a gente sente do nada.
Só sabem as pessoas que nada sabem.
nada de teoria socrática...
é a teoria do nada!
que vem da prática do vazio,
um "nada" cheio de coisas,
idéias, pessoas, lugares...
mas vazio,
talvez de sentido.
Hoje não fui capaz de dar algum sentido
pra mim,
e toda minha efemêra existência,
em um 7 de Setembro,
vazio e frio.
Sem sentido.
O que salvou agora foi
o Armandinho cantando
a Casa do sol...
isso sim pode
gerar algo do nada!

quarta-feira, setembro 06, 2006

Olha lá em baixo...

Tomei um susto quando virei e vi o mundo lá fora!
eu que por instantes acreditei estar sozinha...
e hoje a noite é minha,
vou sugar o seu melhor,
o néctar dos deuses...
chega até ser hilário,
só não chega a tanto pelo frio
que hoje faz...
ai, ai...até que se eu estivesse ao norte...
mas fazer esse frio pouco abaixo do Equador,
eu não mereço!
brindemos à melancolia com uma
pitada de humor de véspera de feriado...
This is the last time...
baby, i can just in time...
Sâmara

Babylon

Quando perdemos no caminho,
eu fui pra Babilônia,
alguns acompanhantes seguiram para outro lado..
Nada vem de graça, quero ser o caçador,
ando cansada de ser caça...escutando
Zeca Balero...
não há como não pensar no presente...
e perceber o que fez com o passado.
Pode deixar vou trazer um souvenir
pra você.
Viver é bom,
esquece as penas,
vem morar comigo em
Babylon

terça-feira, setembro 05, 2006

SERÁ QUE VAI SOBRAR?

ULTIMAMENTE TÔ TÃO CAPITALISTA...
CADÊ MEU BELO HUMANISMO DE ESQUERDA?
NEM SEI ONDE PERDI...
E NÃO VAI SER AGORA QUE EU VOU PÁRAR...
GOSTO MUITO MAIS DO ÉPICO,
CULTURALMENTE NOVO, E ISSO TEM PREÇO A SE PAGAR...
EDUCAÇÃO CULTURA, LITERATURA, ARTE...
SÃO CARAS HOJE EM DIA,
LEMBRO ATÉ DO TEMA DE REDAÇÃO DO VESTIBULAR...
"O CONHECIMENTO: CAPITAL DESTE MILÊNIO.",
EU QUE SUEI PRA SER IDEALISTA, VIU...
LEMBRO-ME BEM DESSE DIA...
ESSE QUADRO FICOU GRAVADO EM MINHA MEMÓRIA POÉTICA,
COMO DIZIA ROLLAN BARTHES...
CENAS QUE ME APARECEM, MAS QUE SÓ EU SEI...
VAI SOBRAR GRANA PRA VIAJAR?
QUERO MAR...SOL, AREIA..
ESPETINHO NA PRAIA...
O LAZER TAMBÉM TEM SEU PREÇO,
QUE MAZELAS, HEIN...
DÁ VONTADE DE RIR,
DAR RISADA PRA QUEM TENTA TRANSFORMAR TUDO
EM CIFRÃO!!!
QUE PANACAS SÃO...

IMPREVISTOS CALCULADOS...

SABE NAQUELES CASOS QUE VOCÊ OLHA PRO INDIVÍDUO E JÁ SABE O QUE VAI SER... ?
O NÍVEL DE INTIMIDADE QUE PODEM OU NÃO CHEGAR...
ALGUNS SÃO TÃO PREVISÍVEIS...
OUTROS COM CERTA DISCRIÇÃO INICIAL, QUE NO FIM
FICA VALENDO NADA...
SABE QUANDO FAZ UMA COISA DIZENDO QUE NÃO, NÃO E NÃO...
AQUILO QUE ALGUNS CHAMAM DE INTUIÇÃO,
OS FATOS QUE ANTECEDEM MOSTRAM QUE O NÍVEL DE INTIMIDADE A SER
ALCANÇADA É TÃO DESPREZÍVEL,
PORTANTO NÃO COMPENSA,
SEQUER TENTAR...
EU QUERO, E VOCÊS FOGEM...
O QUE POSSO FAZER???
COMEÇO A FUGIR TAMBÉM...
FAÇO O MÁXIMO PRA NÃO ME FLAGRAR SOZINHA,
FALANDO PRA MIM MESMA,
IMPREVISTOS QUE EU MESMA CALCULEI...
COMO AGORA!

SÂMARA

segunda-feira, setembro 04, 2006

Mais tolices...

Estava sem luz...
fiquei três dias na penumbra,
fui passar o "weekend" na casa da mamãe...
hoje reli um poema meu..."Adiaria"...
nada melhor em dizer que agora o vivo..
sei que o que me cerca é só uma selva de pedra,
e eu livre mergulho nesse imenso mar...
livre e independente,
vou pra onde quero,
e cada dia percebo como as pessoas são pequenas,
chatas e entediantes,
algumas são legais em sua ignorância,
outros boêmios, charlatões, "piranhas",
galinhas e pretenciosos,
os que mais me divertem são os "Zé graças!"
adoro os mais estilosos, como os Hippies
perco horas...
que dialética incrível...
me fazem sonhar,
sim...
adotei a frase:
se nada der certo eu viro hippie!!!!

quinta-feira, agosto 31, 2006

eu vou...

estou indo,
saindo de todos os lugares,
quando se sai da caixinha onde viveu
todo o tempo...
olha-se para os lados,
parece que vejo mais longe...
tô sozinha,
e que mal faz a solidão agora?
e que mal eu fiz?
nenhum...
se fiz algum foi a mim mesma...
tá ficando frio,
e aqui dentro parece uma geladeira...
frio e melancólico,
nostalgico...
eu aprendo,
será preciso mais uma vida?
prefiro que não!
dèja vu...
isso tudo já se passou?
já roubaram a minha frieza...
estou adquirindo a de volta!
sob controle...novamente...
eu espero...

quarta-feira, agosto 30, 2006

World hold on

Mundo pare
Oh yeah, yeah...
Abra seu coração, o que você sente
Abra seu coração, o que você sente... é real
O Bigbang pode ter milhões de anos que seja
Mas eu não posso pensar em uma hora melhor para dizer..
Mundo, pareAo contrario de bagunçar nosso futuro, abra seuinterior
Mundo, pareImagine quando você tiver que responder às crianças do céu
Mundo, pareAo contrario de bagunçar nosso futuro
Não me conte mais mentiras
Mundo, pareImagine quando você tiver que responder às crianças docéu
Crianças do céu... ohhh
Crianças do céu...
Olhe dentro de sí, você encontrará um amor profundo
Do tipo que vem somente do alto
Se você conhece sua criança interior, não chore
Diga-lhes que tudo vai dar certoMundo, pare
Ao contrario de bagunçar nosso futuro, abra seuinterior
Mundo, pareImagine quando você tiver que responder às crianças docéu
Mundo, pareVamos,
Todos do universo, vamos
Mundo, pare
Imagine quando você tiver que responder às crianças docéu
Crianças do céu... certo
Abra seu coração
Me conte, como você se senteEscute agora,
Conte-lhe tudo,
Bem aqui, agora
Certo, todos, aqui no mundo
Vocês todos são crianças, certo
Juntos, unidos, e lutando... oooh
Abra seu coração, não, paz, amor para todos
Oh, não, não, não, não, não, certo, aos quatro cantosdo planeta
Cante alto, cante alto, cante alto, alto, alto
Mundo, pare
Cante alto,
Cante orgulhoso
Todos, yeah, yeah, yeah, yeah, oooh
Não aceite um não como resposta, não, não,
Hoje nãoAqui agora, espalhe amor, todos juntos agora
Uma [Corrida], um coração, amor a cada um, todoscantandoYEAH!
Mundo, pare
Ao contrario de bagunçar nosso futuro, abra seuinterior
Mundo, pare
Imagine quando você tiver que responder às crianças docéu
Mundo, pare
Ao contrario de bagunçar nosso futuro, abra seuinterior
Mundo, pare
Imagine quando você tiver que responder às crianças do céu

Bob Sinclair

domingo, agosto 27, 2006

Da humildade que cega.

Já reparou que existem seres que carregam uma humildade decadente?
aquela coisa cheia de auto-comiseração,
ah..isso me dá náuseas...
coitadinhos indefesos,
a vida maltrata tanto esses seres,
realmente como gostariam acabam sendo dignos de dó...
não compaixão genuína,
essa eles não merecem, e sim pena..pesar por tantos infortúnios,
não sabem crescer, amadurecer,
vão passar pela vida pensando que faltaram-lhe oportunidades,
que asco de gentinha,
eu viro e falo que tudo se esgota com o tempo, seja qualquer alegria ou divertimento,
como tudo que nos aparece, efemêro...
mas não entendem,
ficaram presos à padrões de humildade que nos torna menos humanos,
menos livres...
só nos aprisioana...
o Divino os olha e sente também piedade,
pois é isso que merecem...

Sâmara Araújo

sábado, agosto 26, 2006

Almas afins

Quem diria que estaria hoje aqui?
ninguém acreditaria no que iria por vir,
o inesperado é cada vez mais excitante,
me embriagar com o novo,
ficar louca por estar viva!!!
Isso me faz tão bem...
Posso fazer de mim o que quiser,
puxa, quanta responsabilidade é para os desavisados,
aqueles que ainda não se conhecem,
nem sabem, nem se questionam,
simplesmente aceitam calados...
que arrepio!
e brindo a todos que como eu,
sabem que são mutantes, igualmente a tudo que fazem,
ou pensam,
circulando com o vento!

Sâmara Araújo

Fumaça...

Você tá me seguindo mesmo?
que perseguição mais fugaz,
escutando um regae de Marley...
relaxando a mente,
que fumaça é essa na minha frente?
que carência de aniquilante...
você me traz inspiração,
melancolia saborosa!
NO, no woman no Cry!!
faz me fugir daqui,
me leva perdida contigo...
voando em vãos pensamentos,
que circulam rápido,
deixam um cheirinho depois que a fumaça,
se vai...
é substituída pelo nada,
pelo ar que me mostra muitas coisas,
demasiadamente multiplicidade de coisinhas,
objetos sejam estes desejáveis ou não,
aparecem por detrás da fumaça,
mostrando que estão sempre ali,
a fumaça vem e vai embora,
inconstante,
como Eu!

Sâmara Araújo

sexta-feira, agosto 25, 2006

Cansa minha beleza...

Gente, ninguém merece aqueles pregos que tentam
ditar a moral,
ficando medindo as roupas,
essa necessidade de muita estética,
Deus me livre, tentam padronizar...
que tolinhos!
eles não sabem quem somos..
o que queremos,
nossa beleza está em coisas maiores,
curiosos poetas,
também com tolices,
mas muito existencialistas,
em pura essência,
a priori mentes inquietas.

Risos...

Como é bom sorrir...
dar risada,
gargalhada sem hora pra parar,
daqueles que a gente começa a sentir o abdômen...dói a barriga!
Que delícia, dar risada para os infortúnios do cotidiano,
que sempre insiste em te ver de cara "amarrada",
a vida é tão cômica em sua essência,
não sei quem disse que a existência precede a essência...
é tão bom não preocupar tanto com a última,
as vezes enche o saco,
rir, viver, simplesmente existir é engraçado,
ultimamente estou até um pouco hilária,
nada mais causa espanto...
e por essas e outras dou risada,
seja do dia ou da noite,
me aparece com olhares de alegria,
leveza,
estou sempre comemorando meu riso.

Sâmara Araújo

terça-feira, agosto 22, 2006

Mudança

Seria simplesmente entediante sempre estar sempre ali,
como dizia Milan Kundera: "todas alegria e todo
divertimento se esgotam na repetição"...
Já não quero mesmices, a velocidade dos fatos mais que sempre
me atrai,
multiplicidade??
pode ser...
Pode ser leveza também,
libertas de correntes que antes pareciam
invencíveis...
que tolice a minha,
somos tão flutuantes,
quanto mais leveza mais força,
mais ousadia,
mais intensidade na casualidade,
ultimamente estou sorrindo pro banal...
Olho pra ele e dou risada,
como estou ficando grande!!!
sinto-me como Nietzsche descreve seus leitores,
com muita pretensão, é claro!!!
mas que eu adoro...
"Espíritos completamente
viciosos, "almas belas".
Monstro de coragem e curiosidade, e além disso algo flexível,
cheio de manhas, precavido, um aventureiro nato,
um descobridor.
Citação de Ecce Homo, Nietzche


sábado, junho 03, 2006

adiaria...

adiaria uma viajem que ainda não chegou,
sentiria que o sol estava mais claro hoje,
ainda mais porque tudo me parece tão banal,
tão acostumada com um cotidiano chato...
o céu me acalmaria mais uma vez...
olhando pro infinito de incertezas,
estou impelida a fugir de tudo e todos,
para um inferno que me faz esquecer quem sou,
talvez nunca chegue a saber...
quero ir ao cume, ao topo,
olhar pra baixo,
sentir-me tão caleijada,
e livre,
independência...
estou adiandando minha saída,
talvez por medo de me perder,
ou encontrar,
adoraria me perder de mim mesma...
talvez a loucura seja o meu objetivo,
como poetas loucos em demência,
se fosse mais ignorante não me importaria,
demência e inutilidades,
bebedeiras....
que ócio...
ah! brindemos ao amor!!!
falar de amor colore qualquer poesia!