terça-feira, fevereiro 08, 2011

Angelus Novus





Sei lá...vim aqui, saí dali..
desmoronou, o telhado foi se acabando, os fantasmas subiram...foram sugados pelo vendaval...
tantas reticências, talvez signifiquem mais que meras reticências...
Tô correndo do caos será que é isso?
Puxa logo ali é tudo tão mais calmo.. a questão não é só trabalho, é escolher onde viver..
Eu devia ter crescido mais, dois centímentros talvez, melhor três...pontinhos são reticências!
Centímentros podem mudar horizontes, mas agora já foi..O anjo bateu novamente as asas, deixando alguns destroços.. Quero um novo anjo, dá me outro, que explique-me...

Inspirado num quadro de Paul Klee chamado Angelus Novus, Walter Benjamim abre um texto famoso, palavras que diriam o que minh'alma deseja aclamar.

“Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus.

Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente.

Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas.

O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado.

Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés.

Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las.

Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos de progresso.”

Walter Benjamin, “Obras Escolhidas”, tradução: Sérgio Paulo Rouanet, 1994 – 7.ed. Editora Brasiliense. p.226.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Ode ao Gost predileto!

Que aparecimento foi este que inventaram?
Disseram que iria voar, vai sim...
sinalizaram como apresentar-te.. apelaram um pouco..
Um fantasma rondanva por essas bandas, parece que viram indo abscôndito,
tornaste um funâmbulo.
Às vezes veêm-no como aparição.
Ora alumiada ora anuviada, antítipo do sonho dantes..
Alimentada, experimenta novos sonhos, em dias úteis professados.
Sem direito a espasmos e espermas, vistos digamos..
Ahhhh...desejos, liberdade, convenções, aparições..
Tudo coerente, sem falhas, num mundo claro, bem clean..persianas que não fecham!!
Eu olho tudo, e parte do que procuro está na lembrança, em projeções falidas,
que desmoronam dia após dia, naqueles filminhos cult junto ao corpo.
Iluminando não identifico a identidade, crio a Aparição, formulo, calculo.
Na corda bamba acena pra mim, não queria voltar, que fúria tenho ao vê-lo,
por que de repente não cai dali e vira um cogumelo, ou um cheiro de manjericão?
Assistir a mais um funeral, fusório, eu vejo o fantasma, eu me vejo, eu te vejo.
Eu vivo e morro antes de morrer, e desejo muito mais a vida.
Desejo aquele desejo que tinha, que veio em sonhos fantasmas...que não preciso,
ilusório ainda fito..

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Só pra dizer

tarde, bem tarde
outro dia, novo
muito bom
espero
dormir
já vou
penso, quero
nem sei
sentir
onde será que você está?
acordar
amanhã
não, hoje...
malhar
planos?
trabalhar
conhecer
eu
alguém
outro
ali
ônibus...
aqui
dores de cabeça
porque?
estresse
ah esquece
rima
sobe
lá em cima
na cama
suja
sem banho
fazer xixi
ir dormir...

terça-feira, janeiro 04, 2011

Momentos que não tornaram a ser reais...

Resumidamente, poderia ter sido diferente, obviamente...
Mas não foi,
e perfeitamente aos meus olhos, foi como deveria ter sido.
Para o bem da espécie...
Eu nunca perdi,
enfim vejo o que está diante de mim, não posso ver adiante, bem que imagino.
Tento prever o desejo que poderia ter um cúmplice,
em minha solidão dar-me inteiramente para poder receber outro inteiro...
Lembrar dos jogos num passado qualquer,
cansativos; rir das mazelas...
Enxergar somente a luz fiel e nítida do presente.
Longe da saudade, que aperta,
tento criar uma ilusão, na realidade duma memória latente...
Sentir o semblante sem medo de errar o caminho,
esvaecendo em névoa...
Transviar de qualquer tipo de culpa,
vibrar em excitantes palpitações sem penalidades.
É muito apetite pra pouco gozo!!
As proporções não poderiam nunca equilibrar mesmo...aaahhhh!!!
Dá pra sentir na ânsia, no descontrole, no comer agora, agora, agora...gozar agora, agora...
CALMA criança...
Merda...
Hoje não dá pra comer mais nada!! aff;;;*(

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Apareceu a aparição!

No começo veio como um fantasma, não sabia o exatamente o que era,
de repente surgiu, como num vulto,
aquela que antes esperava...
No mesmo instante percebeu o nascimento duma manifestação súbita,
e agora o que diz o espelho?
Será conclusão de quê?
Um ente novo na frente, neste princípio o que será posto à venda?
Como comportará tal atriz?
É linda de se ver, mas enfim o que vai querer ser?
Nada além de si, mas esse em si é igual para o outro?
hã? não importa,
mas ainda faltam definições,
quais seriam?
Sempre vai faltar algo mesmo...
Ah! que bom que pode lidar com as faltas, enfim o desejo é presença de uma ausência...
Muitos, vários, todos, a qualquer hora, mesmo agora, onde todos dormem, permanece..
Um de cada vez, dormir...

sábado, novembro 13, 2010

Merd

Não é você,
eu achei que sabia...Não há como ser inteira, nunca principal, foi todo disfarçe.
Não houve em meus olhos a expressão em conformidade do que dizia em verdade o meu eu.
Parecia que me conhecia, foi nulo, nunca sequer deduziu...
tudo fui eu que discorri a dizer em vão...
Não podes apossar do sentido que minha vida confronta.
És alheio e apático e não o quero mais, não há entendimento, articulação.
Nem pra gastá-lo em dias chuvosos, sem posse de gozo algum...Há o objeto mas perde-se o objetivo...se é que entendes...
Eu senti repugnância pela minha pessoa, vi que mudei, experimentar já esta a cansar, repreensível, devo estar velha...sinto-me assim.
Inúltimente poderia até ter o mesmo corpo, a mesma coisa através do qual o objeto poderia impulsionar-me...mas deve ser outro..
Algo dentro, consciente e inconsciente que não tens...em teus olhos há outro tipo de atração, é simplesmente instinto, objeto de pulsão não de amor... não é este que procuro...
Não dá pra relacionar a nada, está simplesmente ali, não se afirma.
Não há porque fazer confissões, meu corpo só quer uma única coisa...digo não é a forma, e me apareces tão belo...que merda.
Gosto de o olhar, mas como ruptura de toda minha problemática, eu o abandono...não és aquilo que ofereces face a minha consciência,
Teria sentido se houvesse muito mais que pulsão, pois és objeto dos sonhos, dos meus, claro...incapaz de entender-me, eu somente olho...
Não podes saber do que digo, nunca vais saber, não o verei mais..
Parece-me tão fantasioso, afetada por ares românticos...sem nenhuma proposta...pobrecita!!! Para tal, faz-se necessário estar apaixonada...que merda...pulsões do ego...
Vens fazer amor comigo!!! vem, satisfazer-me, objeto fantasmagórico, auto-conservação, o amor a si mesma, meu destino!! eu, somente, eu...

quinta-feira, novembro 11, 2010

Canção

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar


Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...


Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.


Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

Cecília Meireles, pra hoje perfeito...pra sempre tbm

quarta-feira, novembro 10, 2010

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Vermelho!


Vermelho é quando eu mordo,
sádica eu gosto do tom vermelho cor das marcas que deixei...
Em quem foi? Nem sei...
É boca que aspira o gosto, do tom vermelho dos teus lábios.. que lábios??
Poderiam ser fiéis, vermelho fiel...parece meio cruel..
No vermelho misturam as línguas mudas.
Eu, olho o verde, mas quero o vermelho, queimando em mim...
A face pede, vermelho de dentro de mim..
Pareces tranquila, linda pálida, vira ao avesso pede vermelho,
pede negro, pede o beijo....cor..
É o extremo vermelho, na margem vermelha, no fundo vermelho do gosto que fica
na garganta, na ponta...
Onde estás? quem és? vais voar?
Duma névoa vermelha, seca o teu ar sopra...
Donde está a saliva, aquela que precisas beber?
Vermelho é o teu desejo, queima, arde...
Pulsa...


Posted by Picasa

sábado, outubro 30, 2010

Pro meu coração

Princesa,
há, no meu corpo,
um resto do seu perfume, adocicado,
e na minha pele uma suave pressão
lembrando a atenção dos seus lábios.
Há no meu coração
um leve aperto, um descompasso
no ritmo das batidas, que era ditado
pelas batidas do seu coração.
Princesa,
há nos meus olhos
a sua imagem perfeita
retratada com as cores
do meu amor.
Princesa,
em minha vida,
nessa minha vida
tão bem vivida,
só você
é real.
Quando estou com você,
gosto de andar do lado de fora da rua,
deixando-a no canto,
protegida.
Gosto de colocar a minha blusa em seus ombros para que não sinta frio
enquanto caminha na noite, sob as estrelas.
Eu gosto de abrir a porta
para que você passe primeiro
e gosto de vê-la passar por mim.
Eu gosto de lhe dar o braço
quando está de salto
em um piso ruim de andar.
Eu gosto de tratá-la como uma dama,
uma princesa, uma mulher...
e de sonhá-la minha
mulher.
Eu gosto de senti-la única
e de só ter olhos para vê-la e
de dizer: você é linda,
uma criança linda!!!!
Como pode ver,
estou mesmo ficando cada vez mais velho.
E cada vez mais antigo.
Ah, como eu gosto de você.

J. Araújo

Eu sinto o amor!!! Um amor que tbm quero dar!!

Dois

Flores, muitas flores pelo caminho,
vou colhendo...
o azul do céu com o mar...Respirar, ser aquilo que sou...
Voar, fazer amor com o tempo...com o estranho, aquele que me era somente muito estranho...o outro...o mundo.
Tudo se torna muito rico, quando se percebe que não precisa ser tão simplório, talvez eu possa acostumar-me a sentir tudo isso...deveria.
Sou demasiado orgulhosa para acreditar no amor.
Estou supondo saber quem sou eu.
Amar alguém na minha condição, não sei ainda o que ver...se tudo é mera projeção.
Depois de mentir, o perigo está ali.
Como tornar o sonho que sou??

S. Araújo

Oferenda
É tua minha vida.
São teus os meus sonhos, meus sorrisos,
a minha fome de amor,
a minha dor e o meu ser.
É tua a minha vida,
seguindo a que levas
indiferente aos gritos de amor
que te envio.
Enquanto houver
um leve sopro de força, em mim,
física ou mental,
será tua a minha vida,só tua.
Em troca, não te peço nada,
nada mesmo, nem que me aqueças,
em teus braços amorosos,

nem que me dês a tua fala.
Quero-te, eu, e vivo disto,
já que me sinto em meu desejo,
dedicando-te o que possuo
em mim, e no meu mundo.
É tua, a minha vida,
e nada mais me importa,
se no silêncio da noite em que estás,
posso amar-te, sorrindo, mais e mais,
como alimento e paz,
e como um sonho.

J. Araújo

sexta-feira, outubro 22, 2010

Em cárcere vociferei...injuriada

ah pode ligar, eu não vou sair, refugada,
logo sairão os cavalos para o espetáculo, tudo se completa..
arriscar, não é só coito, eu só quero luxuriar...
liberdade, liberdade.. dá pra fazer, dá pra ser..nem dá pra dar...
é tempo de recostar, encostar-ser...comodamente num chão de granito, granadilho...
Logo é praia, é sol, mar, e só queres apresentar, atacar, ter o gozo como posse...
És a pura ânsia de dissolver, o que é isso?
é muita matéria? é pré prova? que grande comoção pra suceder alguma coisa, nem que seja somente aflição...ah vai... dê-me uma sova, já estudei, arrumei casa, fiz café, bolo, internet, escrevi, li mas eu só quero ir ali...pra rimar e ficar, ruminar e gozar...nem é pra gostar de mim, eu, crápula até que gosto, do que posso tocar e só..nem é...é provar, mastigar, engolir e esperar pra ver se vai saciar...
nem vai, que eu sei...eu já provei, e sempre quero provar de novo...ah..é fogo...que arde..e blá blá blá...
é sexta, e nem vou sair, eu vou exabundar, gostei.....ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhaaaa
o que é isso aqui?
banho, banho é bom...hahaha
melhor correr...
não quero terminar, correr daqui umas duas horas...
no crepúsculo
prolixo...pernilongo, eu te mato, seu safado!
Cade você?
Você está aqui e não consigo ver...
ah vai se fuder...
eu não quero saber...eu amo você? amo merda nenhuma..
eu amo a mim, vai se danar, seu fantasma alegórico...

terça-feira, outubro 19, 2010

Salve o azul!

Haja luz..
Iluminada Madona..
não é um absurdo, não há retenção..
A satisfação do desejo não foi uma invenção.
O dia se fez pleno, quantidades, qualidades...prazer, desprazer, equilíbrio...neurônios sãos...
Não se muda a crença, a relação...ou muda? Sim, mudam as relações.. fazem amor esses novos, afinal pra que conter a energia, por pura prevenção?
Medo? alucinação...tudo sonho, traição da razão...do inconsciente...aliviar o que agora???
Não há nada...tudo é hoje, agora!
Parece estranho, fazer as pases...a vida retribui, e como!
Não precisas resistir...
O vício da resistência, resiliência, amostras frequentes de oposição do próprio processo..Infantil inibição, defesa, retrocesso.. Sem acesso à realidade, ao próprio desejo. ok. Chega de inércia, elimina toda tensão..
Acesso..retorno, conforto, encontro.. Satisfação!
Ah..distinção, alucinação e realidade.
É pura liberdade!

sábado, outubro 16, 2010

ok.
Escolhe ficar em casa, tem escolha?
não era bom mesmo.. que bom tem escolhas...
sábado a noite, essas horas é bom Dark side of the moon...por um tempo.. tem filme aí, comédia, bom também, nessas horas..
O lunático está em minha cabeça
Você ergue a lamina, você faz a mudança
Você me rearranja até eu ficar são...ooooooooooooooooooooooooooooooohhhhhhh
Quero um que ame.. No encontro do sem vício, da lunática, lembra dos jogos?
lembra da morte? do outro?
A vida...e tudo isso é maravilhoso..
Bem que eu queria que estivesse aqui..não sei bem quem...é, você, os mesmos, velhos medos...
Fecha a cortina.
Olha nesses sábados, merecem tanta melancolia?? Besteira! ainda chove, que propício,
bem Sâmara...
Ah não é tão ruim assim, não é possível viver assim duas vezes!! Pode ser sonho,
sem relação é só aparição, pensa assim,...aparece pra mim...aparece pra mim...sonho, amor que eu nunca mais verei...nunca mais sonhei...é só fantasma.
Onde você mora?
Eu já mudei, eu vou embora...





























sábado, outubro 09, 2010

Não haveria sido necessário sofrer para aprender, quanta tolice...
Ter o ser escravo de si, o medo contido, a fuga estava em mim.
Formando para tornar o ser para si próprio, chegando enfim
para ter consciência de si e para fora. Tecer o próprio destino, agora sim. Eu me pergunto
foi sempre assim? Nem sei, depois de um sono acordei. O outro...?
Eu tenho o Sol, as estrelas, tenho o mundo girando em torno de mim, da minha cabeça,
dos meus sonhos, a minha realidade parece mais importante que tudo lá fora,
as minhas inspirações são tão íntimas...




terça-feira, outubro 05, 2010

De repente tudo é verdadeiro,
de repente tudo é falso, depende do tamanho da memória.
Sai daí, vai pra lá, abraça a realidade, reconhecendo o prazer de cada coisa,
a saída, a ida.. escolhe a melhor escolha, aquela em que se ganha.
Perde sim, o que se deixa, tudo muda,
nada muda se eu não mudo...

sexta-feira, setembro 24, 2010

É deixa eu falar do meu comparsa..

Hoje é pós, depois de ontem,
tá bom, a pessoa que pensa, não come,
pipoca.
Não vamos remoer, como ratos, juntar papéis, acumulando lutas, projeções falhas, a mesma merda que aflige...não precisa dizer que tá tudo bem, está tudo bem, alegremos a vida, uhu!!!Acho que era pra gente ter bebido..Nossa to surtando!É um rascunho intão,tudo a lápis..
oiô oiô, eu já sei que não dá pra apagar,
vai ficar tudo aqui, guardado...acumulando, acumulando...tudo vai ser melhor...Prevendo escolhas erradas e certas, e por aí..Que vontade de você, que vontade da vida. ahaaaa demorou, vai ser melhor..
Tive razão,posso falar...


Sâmara e Jenyfer,no auge do surto....

quinta-feira, setembro 16, 2010

A imagem do ego

eu vejo
eu amo
eu devo
eu atrevo
eu quero
eu busco
eu sigo
eu miro
eu percebo
eu reflito
eu afloro
eu enveneno
eu padeço
eu canso
eu resisto
eu critico
eu minto
eu fujo
eu respiro
eu fico
eu oculto
eu mudo
eu ilumino
eu rio
eu devo
eu pago
eu interpreto
eu morro
eu padeço
eu vingo
eu sacrifico
eu vivo
eu renasço
eu raciocino
eu filosofo
eu permaneço
eu elogio
eu amo
eu converso
eu sinto
eu apaixono
eu liberto
eu avalio
eu conduzo
eu exercito
eu encontro
eu gozo
eu cuido

Independência do Brasil....

Agora tudo é claro,
deu pra tirar um pouco do preto do cinza insistente...
Faço contas, a forma mostra mais beleza,
a filosofia se faz na conversa com o mundo.
O olhar é meu, o espelho também. Procuro aquela liberdade que faz o mundo
ser pequeno demais, tem muito pra se conhecer...
Os meus espelhos já não refletem a mesma imagem, e não procuro em ti o que há em
mim, conclusões bastante úteis...num fim de ponderação numa vida,
a minha, que é mais que uma aventura, uma loucura...
A alma busca refletir o novo, o antes interessa só pra não se repetir e saborear, sofrer.
Basta!
Será preciso um purgatório agora?
Não, o querer é meu, flutuando nos meus humores histéricos, obssessivos, compulsivos...
Tomo as rédeas, é o momento certo, a escolha certa, a vida que eu escolhi (em termos) e escolho.
Ainda é momento de definição? será?
Acho que sempre...
Escolho o que querer, (?!) livre uso esse sentimento para buscar e conhecer... Afinal o mundo é pequeno pra quem é free...

segunda-feira, junho 28, 2010

No limbo

Vejo os troncos, eles se contorcem,
à luz da razão não vale a pena tirar conclusões,
seriam tristes...
Num relance sente-se a retirada,
num último círculo..
Para enfim dizer: Eu lá fui!
Para o meu bem não há quem possa seguir,
não há mais guias...
Saio do inferno,
para subir aos céus.

sexta-feira, maio 21, 2010

Desalento

São todos os dias como um só,
não dá pra ser a mulher sem passado, e sem essa de remontar o discurso trágico...
A vontade mesmo é de se comer, comer o outro, traçar tudo...come-come...
A filosofia nunca dá. Vai se ferrar,
não é amar, nem prazeres fugazes...é um não sei o quê, que falta...
não é filho, nem marido, nem mãe, nem pai...
O coração pulsa, pulando no peito pede, pede, pede?????
Corre, oxigena o cérebro...
Eu preciso fazer amor,
preciso fazer amor,
Where is the love?
Desalento,
total desalento...
O que tá pegando?
É um não se encontrar com o outro,
é idealizar o outro.
Não dá ainda pra saber o que quer dá vida?
Putz....
Adrenalina, é....
no drugs,
que caminho?
esse que tá rolando mesmo?
o que falta?
o eterno retorno..
tornar-me o que sou,
que sou, que soou...
O caos, o perigo, o anjo, o eu...

quinta-feira, maio 13, 2010

Relatórios que não existem

Quanta gente poderia dizer o contrário,
sem saber o quanto a vida pode ser tão rara.
O príncipio do fim,
que já começou faz um tempo,
determinado; em média...
Fazer o quê da vida?
Encontrar-se consigo num momento imaginado.
Olhar pra dentro, expelir toda fumaça,
abrasar-se em chamas.
A beleza só existe nos meus sonhos, no mundo das ideias...
Ah sim...sou naturista,
e daí? natureza...beleza...pobreza...
A vida é tão rara, e jogo-a num canto do quarto,
nas tendas dos homens que vendem, vendem...
Já não ensinas, não ensinas nada,
não aprendes, não muda...sim mudam...muda...
Tonterias,
Não és precisa,
vá direto ao ponto,
eu não sei...
não aprendes.
O que tendes a fazer?
Relatórios???
ahahahahahahaa

terça-feira, abril 20, 2010

...Correndo do sonho...

Não, não vou mais correr,
vou ficar, e não fugir...
não correr das responsabilidades,
dos amores, dos filhos, dos homens,
das mulheres, do psicológo, da boa forma,
nem de mim...
Continuarei na incerteza, claro, e sempre de
todas incertezas dos amanhãs...
Na incapacidade de planejar, no medo de planejar
e falhar...e na certeza de ter a imagem nas mãos
sem vislumbrar qualquer mudança que não seja mera
fatalidade...
Refém das fatalidades, a famosa vítima de si mesma...
É tudo tão rídiculo, tão estranho, tão errado,
ter sempre o mesmo script pra interpretar...
Um dia eu mudo...um dia eu mudo,
ah...esperem...esperem bastante, ....eu espero...
um dia eu mudo,...
eu estudo, eu viajo, eu passo num concurso....
eu vou pra outro país, eu vendo minha alma ao diabo...
eu fico na merda...é esse lugar de gentinha pequenininha...idiotinha...
Volta pro psicológo, afinal já tá velha, o discurso melancólico já tá batido,
tá tudo muito repetitivo,
Chega!
O princípe virou sapo.
E aí vai voar???
Decola agora?
Dá pra ter pressa?

segunda-feira, dezembro 28, 2009

é melhor eu correr...

Emanuel

Ao meu primeiro filho nascidomorto com 9 meses completos em 26 de novembro de 2009.

Agregado infeliz de sangue e cal,
Fruto rubro de carne agonizante,
Filho da grande força fecundante
De minha brônzea trama neuronial,

Que poder embriológico fatal
Destruiu, com a sinergia de um gigante,
Em tua morfogênese de infante
A minha morfogênese ancestral?!

Porção de minha plásmica substância,
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!

Ah! Possas tu dormir, feto esquecido,
Panteisticamente dissolvido
Na noumenalidade do NÃO SER!

De suspirar em vão já fatigado,
Dando trégua a meus males eu dormia;
Eis que junto de mim sonhei que via
Da Morte o gesto lívido, e mirrado


Emprega noutro objeto os teus rigores;
que esta vida infeliz está guardada
para vítima só de meus furores.

Já sobre o coche de ébano estrelado
Deu meio giro a noite escura e feia;
Que profundo silêncio me rodeia
Neste deserto bosque, à luz vedado!

Só eu velo, só eu, pedindo à sorte
Que o fio, com que está minh'alma presa
À vil matéria lânguida, me corte:

Consola-me este horror, esta tristeza;
Porque a meus olhos se afigura a morte
No silêncio total da Natureza.

Poderia vê-lo e amá-lo,
não pode sentir o meu amor,
sempre penso..
Eu o amo em minha imaginação,
vejo-o crescendo junto aos meus sonhos.
Sinto-o em meu peito e como seria abraçá-lo.
É só uma dor por não tê-lo visto existir aqui fora,
e saber que existiu em mim.
É estranho chorar por ti, e amá-lo ainda mais
Vê-lo tranformar-se em meu Salvador,
àquele que sempre fora
o meu Emanuel.

Augusto dos Anjos, Bocage e eu...

terça-feira, dezembro 22, 2009

Mudadadada...

O tempo cura o tempo
as coisas ficam mais claras
até o cinza, o meu cinza...
Foi bom pra mim ter tido
esse fim, ? , cicatriz _na alma, na vagina, na vida_
acabou o amor fugaz que viveu na
espera de um filho.
Perder o que não pode ter,
não quisera ganhar da espécie?
Grite sua infeliz vitória..
Jogue na loteria agora, quem pode saber?
Continue a viver chapada com tanta fumaça,
e com os mesmos planos de antes de antes...?
O compromisso com a vida resume em ter compromisso
consigo mesmo. Muda-se tudo... muda a relação, muda eu,
muda o outro, mudamos nós, muda a vida.
E fico muda de novo.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Dia pra tomar chá e escutar Pink Floyd...

Pudesse transcrever, e nem sei o porquê de querer,
falar das impressões de hoje...
Dos novos olhares,
mesmo que seja recolher o lixo, com o fedor dos restos de comida.
Na mesmice da vida doméstica,
eu não lembro se era assim que brincava de casinha,
de mamãe-papai...
Ainda assim num dia em que só chove, e recolhe-se o lixo, eu posso escutar música,
viajar, lembrar, conhecer...
Num saudosismo tão brega... lembro que não pude sair pra caminhar, estou presa!! ahahahahahaha
Vou beber um chá e fingir que não há tanta metafísica em mim...
Num estranhamento de fenômenos, domésticos com tanta paz.
Ah! Eu não estava acostumada em estar em paz...
Numa ridícula vida doméstica, na espera de um filho e de uma mãe.
Chá, chá....

domingo, setembro 20, 2009

Conselho do dia

Estás enfurnada numa filosofia profunda e obscura,
fechada melancolicamente num mundo que criastes pra si.
Digo-lhe com toda certeza, precisas de um conselho,
e assim o faço a mim;
deves recorrer a uma filosofia fácil, sabes bem, aquela voltada ao senso
comum, incorre em ação...sabes que é essa que lhe fará bem...
Já és melancólica, não precisa de tanta metafísica, menina...
Menina nada...sem essa de apelo infantil.
Encontra somente incertezas em teus discursos,
já sabes estás segura num entendimento prático que o porvir lhe reserva.
Nasce vida em ti,
uma nova vida em si.
Sinto muito não sei quando poderá lutar por ti, os teus anseios mudaram de lugar
na lista das prioridades.
Uma boa notícia, permaneces viva, sobrevivente eu diria, não fugindo de toda a dramaticidade
casual...
Será que é a minha aniquilação? o que será meu eu diante do outro?
Será a possível luta pelo outro a base de minha força doravante?
Será, será....?
Não sei dizer se é mais bom que ruim,
recuso escutar o senso comum, o que vai ser inevitável...se sou o senso comum.
O que eu sou agora?
Sem conselhos por ora.

domingo, setembro 06, 2009

Inferno

Quando o inferno é você,
e matar o mal é propriamente se ferir..
Quando não há auto-ajuda ou algum manual que venha ser de alguma valia,
até mesmo porque ignora-se todos..
Quando já se sabe a causa, os meios para algum fim otimista, mas com um discurso sempre
morno,
prestes a causar algum enjoô..
No fundo és egoísta, o seu próprio mal-estar insistente é um poço de egoísmo.
Fugiria de tudo e todos e logo depois se arrependeria, afinal você é o próprio inferno
em todos os lugares.
Vai chegar uma hora em que serás indefensável, se já não o és...
E permanece nos mesmos sonhos de fuga,
fugir de si mesma não se pode...
Sorria! O inferno não existe,
e olhe-se no espelho vê-lo em si
já causou transtornos demais.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Romance LIII ou das Palavras Aéreas

Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

ai, palavras, ai, palavras,

sois de vento, ides no vento,

no vento que não retorna,

e, em tão rápida existência,

tudo se forma e transforma!


Sois de vento, ides no vento,

e quedais, com sorte nova!


Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

todo o sentido da vida

principia à vossa porta;

o mel do amor cristaliza

seu perfume em vossa rosa;

sois o sonho e sois a audácia,

calúnia, fúria, derrota...


A liberdade das almas,

ai! com letras se elabora...

E dos venenos humanos

sois a mais fina retorta:

frágil, frágil como o vidro

e mais que o aço poderosa!

Reis, impérios, povos, tempos,

pelo vosso impulso rodam...


Detrás de grossas paredes,

de leve, quem vos desfolha?

Pareceis de tênue seda,

sem peso de ação nem de hora...

- e estais no bico das penas,

e estais na tinta que as molha,

e estais nas mãos dos juizes,

e sois o ferro que arrocha,

e sois barco para o exílio,

e sois Moçambique e Angola!


Ai, palavras, ai, palavras,

íeis pela estrada afora,

erguendo asas muito incertas,

entre verdade e galhofa,

desejos do tempo inquieto,

promessas que o mundo sopra...


Ai, palavras, ai, palavras,

mirai-vos: que sois, agora?

- Acusações, sentinelas,

bacamarte, algema, escolta;

- o olho ardente da perfídia,

a velar, na noite morta;

- a umidade dos presídios,

- a solidão pavorosa;

- duro ferro de perguntas,

com sangue em cada resposta;

- e a sentença que caminha,

- e a esperança que não volta,

- e o coração que vacila,

- e o castigo que galopa...


Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

Perdão podíeis ter sido!

- sois madeira que se corta,

- sois vinte degraus de escada,

- sois um pedaço de corda...

- sois povo pelas janelas,

cortejo, bandeiras, tropa...


Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

Éreis um sopro na aragem...

- sois um homem que se enforca!


Cecília Meireles

sábado, agosto 01, 2009

O amanhã, o amanhã. Outro amanhã, dia a dia se escoam de mansinho, até que chegue, alfim, a última sílaba do livro da memória. Nossos ontens para os tolos a estrada deixam clara da empoeirada morte. Fora! apaga-te, candeia transitória! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se empavona e agita por uma hora no palco, sem que seja, após, ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muita barulheira, que nada significa.

Macbeth,

sábado, junho 20, 2009

O que está feito, está feito...

Implica num retorno sobre si mesma e,
às vezes, surge uma certa ambivalência
com momentos de aceitação e de rejeição
que se acompanham de um sentimento de culpa.
Quando meu filho nascer,
não façam desta vida um estandarte,
nem acenem para ele com esperanças de melhores tempos.
Não que a vida seja uma causa perdida,
pelo menos nunca sabida.
E a felicidade talvez seja uma causa velha..
Quem garante?
implore a si mesma...seja paciente...espere a vida.
O que pode querer uma mulher em seu estado?
Só poderá querer uma coisa... deverá que ser assim...
ES muss sein, es muss sein

terça-feira, junho 16, 2009

Desenvolvendo afetos

é turbulência,
insanidade,
hormônios insólitos...
Pode também ser brisa,
com toda essa chapação.
Desenvolvendo tal maturidade no olhar
para a simplicidade fugaz da vida,
do tal milagre...
Percebendo tanta futilidade
antes mascarada.
O ser visto numa praticidade pura e
recebida por quem tanto apreciava o não-ser.
A vida bem-vinda,
os afetos invólucros,
crescem.

sexta-feira, maio 08, 2009

Já não sei mais quem sou,

garota enxaqueca não terá mais tempo

pra mazelas...

Ah! conhecerá o amor incondicional...haha

É pra dar risada da espécie...é muita audácia!

A narração vai continuar no diário, no prazer e desprazer da

vida doméstica.

Pedia sentido, sentido...bem feito...agora tem.

Entender o valor do amor...haha bem feito, agora vai ser obrigada a sabê-lo.

sábado, fevereiro 28, 2009

O Pálacio da Ventura

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busca anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

Antero de Quental

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Uma flor desidratada...

Ela espera o seu tempo.
Que seu tempo passe.
Parece carecer de algo, ela é muito pobre, mas isso é o que ela é..
indelevelmente pobre...
Já não quer mais se levantar,
Os dias vão passando deitados,
nos olhos úmidos, numa casa onde não sabem o que é o amor.
O sentido de estar ali também não se sabe mais.
Como se existisse sem vontade, mas tivesse a lembrança do que poderia
vir-a-ser...
Não há mais pelo que chorar,
Já não está mais condicionada em nenhuma dor,
ainda sim tem as palpebras inchadas, talvez sejam lágrimas
aprisionadas...
Já não se questina a melancolia com que trata seus dias,
como uma flor desidratada, só espera que seu tempo passe...
Já não brinda à Dioniso, à nadie...
Permanece estática... tem preguiça até de seus pensamentos mórbidos...
O que há com essa vida que não sabe viver, senão como uma bulha?
Não sabe o que lhe falta para que possa enfim contemplar, que seja bucólicamente
pobre, que seja... mas lhe falta contemplação.
Onde está o desejo?
E o prazer?
Onde foi que ela perdeu aquela singular satisfação de viventes que se limitam em viver?
Ou que ela possa contentar-se simplesmente em ser...
Não que ela não seja interessante, ela é sim, ou o é o suficiente para desprezar quem quer
que seja, mas isso também é pouco, ou é nada.
Ela não sabe qual o atual problema, nem há problemas aparentes,
nem conceitos, há somente uma vida que já não busca sentido algum e como poderia deixá-la assim?
Sei que não quer inventar nenhum sentido,
por isso temo que seu tempo passe pobre assim...

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Gozei...

LXXV

Como se moço e não bem velho eu fosse
Uma nova ilusão veio animar-me.
Na minh'alma floriu um novo carme,
O meu ser para o céu alcandorou-se.

Ouvi gritos em mim como um alarme.
E o meu olhar, outrora suave e doce,
Nas ânsias de escalar o azul, tornou-se
Todo em raios que vinham desolar-me.

Vi-me no cimo eterno da montanha,
Tentando unir ao peito a luz dos círios
Que brilhavam na paz da noite estranha.

Acordei do áureo sonho em sobressalto:
Do céu tombei aos caos dos meus martírios,
Sem saber para que subi tão alto...

Alphonsus de Guimaraens

Sonetos pra eu gozar...


"Último Credo"

Como ama o homem adúltero o adultério
E o ébrio a garrafa tóxica de rum,
Amo o coveiro este ladrão
arrasta a gente para o cemitério!

É o transcendentalíssimo mistério!
o nous, é o pneuma, é o ego sum qui sum,
É a morte, é esse danado número Um,
Que matou Cristo e que matou Tibério.

Creio como o filósofo mais crente,
Na generalidade decrescente
Com que a substância cósmica evolue...

Creio, perante a evolução imensa,
Que o homem universal de amanhã vença
O homem particular que eu ontem fui!

Augusto dos Anjos

terça-feira, janeiro 13, 2009

Fa-Fa-Fa







I need a shot

I need a shot of ambition


I need a hit

I need a hit of nutrition

I need a fix

I need to fix my ignition

If you want to whip me into shape

I need a plan or a mission



Cause I'm gunna ride fast, going nowhere

And I left my brain in the past

I'm gunna ride fast

To where I don't care



Faa Faa Faa FA FA FA FA Faa





Datarock

sábado, janeiro 03, 2009

Meu deus

Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo?
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E que ele fará com os seus
Braços de amansar desejos
Boca de beijo
Corpo de tocar
Meu coração muito tonto
Quer sair de mim
Olhos flechando meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Tentação das mais safadas
Sem dor sem penar
Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria

Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E o que ele fará com os seus
Braços de arrancar desejos
Olhos de gato
Sabor de hortelã
Meu coração muito louco
Quer chegar-se em mim
Olhos flechando os meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Conclusão das mais safadas
Sem dor sem penar
Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria

Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Passagem

As correntes foram soltas,
não há mais nenhuma algema...
Quando não se pega mais atalhos,
nem que seja somente uma vez,
segue-se em algum caminho,
dito certo,
eu digo fatal...
e mais um dia de término,
num ano,
numa vida.
Num pequeno pixel em alguma galáxia.
Numa consciência, numa ideia, numa imagem...
em todos os sentidos...
livres, alçando sei lá o quê...
sonhando beijos melhores que já sonhei,
Sonho, determino, aliás parece já estar determinado;
parece...
Levanto os olhos para o horizonte,
contemplo tudo e nada.
muita projeção num novo ano.
Como antes, entender o valor do amor
em mim.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Quando não se vê mais espectros nos espelhos,
ideais palpáveis, circunstanciais...
Vontade, pura vontade.
Não é possível ter dois,
quem diria que haveria tantos caminhos,
e pra que tantos?
Já não sigo dormente...
Não podem simplificar?
Fluxo...fluxo perfeito...
Não leve a mal é que realmente é hilário,
essa vida já me cansa dar-te as costas,
eu vou é te abraçar,
de uma vez por todas...

sábado, dezembro 20, 2008

Retrato



Enfim magra, de olhos verdes, carão amarelo,
Com pés esquisitos, a meia altura,
o cabelo loiro que ilumina a figura,
traz nos dedos o fim vermelho.

No arco do vestido um sorriso
com propenso amor à ternura
e por carecer cor na mesma gravura
o preto, o branco do ciso.


os olhos pararam neste momento
Deram uma volta,
eternizaram o sentimento:

Eis Sâmara, que rabisca verdades ao relento;
lendo um retrato
num dia qualquer que se achou vivendo.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

abandono

mais um abandono de emprego...
que coisa...
que insistência em não ser persistente
de não submeter-se aos sacrifícios...
eu já cansei deles..
mas não vou me oferecer como próprio sacrífcio
numa bandeja...
I dont wanna...
ai, ai,
terapia...
mas é tudo tão consciente que agora só me faz bem...
a educação física,
a minha afamada educação física, um diploma,
que pede outro...
ótimo,
a objetividade é um ponto na parede que eu perco
de vista quase sempre...
mas agora não,
2009 é nascimento,
solares...
e...
e....
e.......
nada...