Hoje seria um bom dia pra gozar e morrer
e a cada dia vão matando o meu deus
fazendo dele um mito
eu já não sei o que fazer
já que todos os anos anteriores
era eu quem morria
e nesse eu não devo
afinal era pra ir pra Machu Pichu
nas férias
ir ver a lua e estrelas
intergaláticas
das montañas
agora que Dioniso tenta
parecer meu Jesus Cristo
a cada dia minha parte titânica grita
mais alto
spragmós eu a mim
eu me como em sonho
estou nua e subjugando meu gozo
a partir da chupada perfeita que eu mesma
me dou..
E a Filosofia?
é uma pica bem grossa
que tá difícil de meter..
A Lógica então, são possibilidades
que não são pra mim..eu não as vejo
em x ou y...nem em constantes ou variáveis..
A Introdução à Filosofia, é má introduzida
já que sua função é convencer-me que não
entendo nada, e eu pergunto é necessário?
Eu não vejo nada, enfim..
E o novo já me parece velho..
Sem saber o que fazer com a genealogia
da minha moral
onde está a paixão, carai..?
Assim eu me fodo e perco rumo..
Putz...q merda..
Mas morde-se virtualmente...e a vontade
é de sair a guerrear
lançando-me sempre, sempre...
na na na na na...não, vai escutar Belchior
na vitrola
põe o medo pra cantar..
Vai, é só frio..bate palma pro tédio..
Canta que nada existe, quando estou assim
dói me os pés por não ir a parte alguma
e o coração?
deve tremer pelas mãos vazias
hoje tudo que pego é frio
nem era amor que cogitava
era só calor..
Esse tentar ser, cansa..
Enfim, era só sobre calor que eu falava
de coisa quente
felicidade é qualquer coisa quente hoje...
ahhh...um cházinho de hortelã!!
sexta-feira, maio 31, 2013
domingo, maio 26, 2013
Para aquellos que les gusta cojer
Yo aprendí que no lo sé
y pensar que sería buena en la Filosofia
ahora parece cómico..
La paz sólo existe cuando yo no
ahora parece cómico..
La paz sólo existe cuando yo no
existo más
en el coito
en la joda
en el coito
en la joda
porque todavía yo estoy siempre sin saberlo
sin saber para dónde, o qué
aún ahora que descubrí que no existe La Entidad Filosofía
y la aprobación sólo puede ser dada por las personas
tan obvio..
Mi locura fué tan evidente
y yo me vi como una putita
pareciendo amenazada
pareciendo amenazada
y tú con los ojitos cerrados
raro, creí que fuese mujer
raro, creí que fuese mujer
que lo hacía así..
pero ya... yo ya lo asusté, soy tan eficaz en eso..
yo creo..
Hablando de los peores defectos, mostrando clara la confusión mental,
haciendo de las previas una lucha
y yo me confieso que sí, mi voluntad es golpear,
y yo me confieso que sí, mi voluntad es golpear,
dar una golpiza, dejar su cara roja,
hacer que te abra bien los ojos...de susto..
hacer que te abra bien los ojos...de susto..
yo me recuerdo
de entrelazar mis manos en su cuello
como estrangular sus ahortas
y después asustarme con la acción
como si quisera ahogarlo..y todo eso
en la primera vez... eso lo explica Freud...
Dios mío, y después de todo, de estar en tanta
paz, tener mucha paz
hablar tantas groserías, maldecirte como
no sé como... cómo puedo ser así?
Yo no puedo más dormir con otra persona,
parece imposible...cómo va ser eso?
Mas, bueno ahora es la razón, razón..Filosofía...y el resto
es lo que pasa..
cuando sólo era boca, y la provocación era más fácil..
y ahora qué voy hacer de ti?
Si yo sé que no eres tú
mi paz.. y esa cosa de tener la paz en el otro...no se une
en el coito entonces...ah me salve..peor que, ich y ahora?
Pero es tan lindo, y yo tengo voluntad de sumergirme
en esos azules por detrás del párpado..
Y todo eso me parece un incesto..
Y ahora yo voy hablar que no quiero,
de miedo, o mejor yo actúo y no hablo
nadie...
que no tengo equilibrio para relacionarme..
y doy risa de eso...ahhhhhh
eres mucha voluntad para negarlo... trabajoso,
por lo menos descubrí clara y distintamente...
gracias a las ganas cartesianas
y me quedo en paz y ya me vengo...
Es cuando yo desaparezco e só fica pica...
No hay como pedir disculpas por ser loca,
haga terapia Sâmara...
Ah quiere saber, haga Filosofía..hum...?
Sólo no la lleve para la cama...
de entrelazar mis manos en su cuello
como estrangular sus ahortas
y después asustarme con la acción
como si quisera ahogarlo..y todo eso
en la primera vez... eso lo explica Freud...
Dios mío, y después de todo, de estar en tanta
paz, tener mucha paz
hablar tantas groserías, maldecirte como
no sé como... cómo puedo ser así?
Yo no puedo más dormir con otra persona,
parece imposible...cómo va ser eso?
Mas, bueno ahora es la razón, razón..Filosofía...y el resto
es lo que pasa..
cuando sólo era boca, y la provocación era más fácil..
y ahora qué voy hacer de ti?
Si yo sé que no eres tú
mi paz.. y esa cosa de tener la paz en el otro...no se une
en el coito entonces...ah me salve..peor que, ich y ahora?
Pero es tan lindo, y yo tengo voluntad de sumergirme
en esos azules por detrás del párpado..
Y todo eso me parece un incesto..
Y ahora yo voy hablar que no quiero,
de miedo, o mejor yo actúo y no hablo
nadie...
que no tengo equilibrio para relacionarme..
y doy risa de eso...ahhhhhh
eres mucha voluntad para negarlo... trabajoso,
por lo menos descubrí clara y distintamente...
gracias a las ganas cartesianas
y me quedo en paz y ya me vengo...
Es cuando yo desaparezco e só fica pica...
No hay como pedir disculpas por ser loca,
haga terapia Sâmara...
Ah quiere saber, haga Filosofía..hum...?
Sólo no la lleve para la cama...
quarta-feira, maio 22, 2013
Sexta vela alumia
Várias velas foram acesas
para iluminar a razão ?
já que quem lê não vê lógica
aqui
não importa
agora eu já gosto de Lógica
sem saber
mesmo que não seja boa
no penso, logo, existo...rs
ou a resposta seja metafísica
e eu penso que a linguagem
é puramente física
e quem precisa de definições
é como quem precisa de notas
muito abaixo da média
eu sigo
introduzida na Filosofia
parece cômico se não fosse
o rebaixamento feito para introduzir
e vamos ver se estamos a falar são das
partes baixas...afinal no fim
é Freud quem explica tudo...será?
não...
pra ser mais rebaixado comicamente
mente aparentando ser trágico pra
ser denso
A comédia é mais tese, vai..
eu gostaria muito de dizer coisas
práticas
mas meu delírio é linguagem
e se descrever foi o que fiz
argumentar o argumento foi
o que pareceu-me
tô cansada...
e já no começo
é que tô pensando tanto,
que tá
dando dor de cabeça...
se pelo menos a dor
pudesse ser eficaz
nos resultados
digo notas...rs
mas
vai, acende outra vela
agora pede pra chama que é pra Deus passar a dor
de quem pensa que sente dor
de cabeça
como se uma chama pequena
pudesse tranquilizar
aquilo que é imaterial
aproveita e não esquece dos
vários outros desejos hein...
dor é muito básico..
ui...é pra ser denso...rs
Ah disseram-me hoje que
tomo como verdade tudo o que
os filósofos dizem..expliquei...mas
fiquei feliz, é bem esta a perspectiva
que decidi ter...e quem disse quase
fechou a prova...ahhhhhhhhhhhhhhhh
e anda agarrado a um terço que só pode
ser esta a razão de alguma verdade
como eu acendendo velas...
que se inflamam tão constante numa chama lenta,
e eu percebo o movimento da chama
na sombra que dança
queima rápido a cera...ai lembrei da cera
cartesiana...putz, agora poderia ser trágico..rs
Alguma vela acesa num mundo supra-sensível
me diz
ah, vai Platão, me dá uma vela que acenda
a ideia do que é a chama e
ilumina o que há pra ser razão em mim...
Refugio nos fetiches platônicos,
chega disso também...
para iluminar a razão ?
já que quem lê não vê lógica
aqui
não importa
agora eu já gosto de Lógica
sem saber
mesmo que não seja boa
no penso, logo, existo...rs
ou a resposta seja metafísica
e eu penso que a linguagem
é puramente física
e quem precisa de definições
é como quem precisa de notas
muito abaixo da média
eu sigo
introduzida na Filosofia
parece cômico se não fosse
o rebaixamento feito para introduzir
e vamos ver se estamos a falar são das
partes baixas...afinal no fim
é Freud quem explica tudo...será?
não...
pra ser mais rebaixado comicamente
mente aparentando ser trágico pra
ser denso
A comédia é mais tese, vai..
eu gostaria muito de dizer coisas
práticas
mas meu delírio é linguagem
e se descrever foi o que fiz
argumentar o argumento foi
o que pareceu-me
tô cansada...
e já no começo
é que tô pensando tanto,
que tá
dando dor de cabeça...
se pelo menos a dor
pudesse ser eficaz
nos resultados
digo notas...rs
mas
vai, acende outra vela
agora pede pra chama que é pra Deus passar a dor
de quem pensa que sente dor
de cabeça
como se uma chama pequena
pudesse tranquilizar
aquilo que é imaterial
aproveita e não esquece dos
vários outros desejos hein...
dor é muito básico..
ui...é pra ser denso...rs
Ah disseram-me hoje que
tomo como verdade tudo o que
os filósofos dizem..expliquei...mas
fiquei feliz, é bem esta a perspectiva
que decidi ter...e quem disse quase
fechou a prova...ahhhhhhhhhhhhhhhh
e anda agarrado a um terço que só pode
ser esta a razão de alguma verdade
como eu acendendo velas...
que se inflamam tão constante numa chama lenta,
e eu percebo o movimento da chama
na sombra que dança
queima rápido a cera...ai lembrei da cera
cartesiana...putz, agora poderia ser trágico..rs
Alguma vela acesa num mundo supra-sensível
me diz
ah, vai Platão, me dá uma vela que acenda
a ideia do que é a chama e
ilumina o que há pra ser razão em mim...
Refugio nos fetiches platônicos,
chega disso também...
domingo, maio 19, 2013
Yo voy soñando caminos
Yo voy soñando caminos
de la tarde. ¡Las colinas
doradas, los verdes pinos,
las polvorientas encinas!...
¿Adónde el camino irá?
Yo voy cantando, viajero
a lo largo del sendero...
-la tarde cayendo está-.
"En el corazón tenía
"la espina de una pasión;
"logré arrancármela un día:
"ya no siento el corazón".
Y todo el campo un momento
se queda, mudo y sombrío,
meditando. Suena el viento
en los álamos del río.
La tarde más se oscurece;
y el camino que serpea
y débilmente blanquea
se enturbia y desaparece.
Mi cantar vuelve a plañir:
"Aguda espina dorada,
"quién te pudiera sentir
"en el corazón clavada".
Antonio Machado
de la tarde. ¡Las colinas
doradas, los verdes pinos,
las polvorientas encinas!...
¿Adónde el camino irá?
Yo voy cantando, viajero
a lo largo del sendero...
-la tarde cayendo está-.
"En el corazón tenía
"la espina de una pasión;
"logré arrancármela un día:
"ya no siento el corazón".
Y todo el campo un momento
se queda, mudo y sombrío,
meditando. Suena el viento
en los álamos del río.
La tarde más se oscurece;
y el camino que serpea
y débilmente blanquea
se enturbia y desaparece.
Mi cantar vuelve a plañir:
"Aguda espina dorada,
"quién te pudiera sentir
"en el corazón clavada".
Antonio Machado
o meu infinito
Cantar
com a loucura
dentro
de pensar na vida
como coisa
estranha
e agora
ridícula
a linguagem
sempre com tantos
signos
uma palavra
fala tanta
coisa
e tudo quando fala
pra mim
fala de nós
fala de relação
e as aparências
nem sempre enganam
ah e notas...
tá bom..o que são notas?
cansei desse delírio
e cheguei a uma conclusão
o seu juízo não me interessa
eu já não tenho medo..
Eu vou passar por você e ele..
Você não tem a minha percepção,
e agora é saber dizer não
pra corrimão
numa rima
a da meia-noite
meu infinito
sou eu..
com a loucura
dentro
de pensar na vida
como coisa
estranha
e agora
ridícula
a linguagem
sempre com tantos
signos
uma palavra
fala tanta
coisa
e tudo quando fala
pra mim
fala de nós
fala de relação
e as aparências
nem sempre enganam
ah e notas...
tá bom..o que são notas?
cansei desse delírio
e cheguei a uma conclusão
o seu juízo não me interessa
eu já não tenho medo..
Eu vou passar por você e ele..
Você não tem a minha percepção,
e agora é saber dizer não
pra corrimão
numa rima
a da meia-noite
meu infinito
sou eu..
sábado, maio 18, 2013
Abaixo da média...diz..vc não é boa...
Ich..fudeu
sem aprovação
que merda
vem dizer que não-sou
e quem diz é o
o grande SER ?
A primeira prova
e eu nem acredito
que ele possa estar certo
enfim
acredito que sou
a minha perspectiva pode
estar errada
eu tô sempre toda errada
eu sei
mas
engraçado
agora que eu pensei que não estivesse
agora que diria
estar certa ?
de estar fazendo
a coisa certa
e a tal da aprovação?
ué...
eu não estou apta pra filosofia?
ah tá...
vai chora bastante
é hilário..
eu tenho pressa em viver
e esqueço
que não é simplesmente
pensar que pode ser
ou que é
não pode ser fácil
é ser...mas eu sei que sou...
não poderá dizer quem sou
meu
olhar lacrimoso
não vai fazer compadecer
tanta arrogância...
É ridículo tanta vontade de aprovação,
desesperadamente
eu choro
por pontos que nem existem
já que a perspectiva é modelo
de quem corrige
sabendo que descrever é uma merda
e que dizer o porque é bom
e dizer o porque não é descrever?
ah vai se fuder
Descartes de merda...
Eu tô tão cega que tô vendo tudo isso
como provocação..
Continua sendo ridículo..
chora.. vai purga
sem saber se é pela prova
ou se é por falta..
por medo de não-ser...
De uma forma ou de outra
eu passarei pela Filosofia
com aprovação..
sem aprovação
que merda
vem dizer que não-sou
e quem diz é o
o grande SER ?
A primeira prova
e eu nem acredito
que ele possa estar certo
enfim
acredito que sou
a minha perspectiva pode
estar errada
eu tô sempre toda errada
eu sei
mas
engraçado
agora que eu pensei que não estivesse
agora que diria
estar certa ?
de estar fazendo
a coisa certa
e a tal da aprovação?
ué...
eu não estou apta pra filosofia?
ah tá...
vai chora bastante
é hilário..
eu tenho pressa em viver
e esqueço
que não é simplesmente
pensar que pode ser
ou que é
não pode ser fácil
é ser...mas eu sei que sou...
não poderá dizer quem sou
meu
olhar lacrimoso
não vai fazer compadecer
tanta arrogância...
É ridículo tanta vontade de aprovação,
desesperadamente
eu choro
por pontos que nem existem
já que a perspectiva é modelo
de quem corrige
sabendo que descrever é uma merda
e que dizer o porque é bom
e dizer o porque não é descrever?
ah vai se fuder
Descartes de merda...
Eu tô tão cega que tô vendo tudo isso
como provocação..
Continua sendo ridículo..
chora.. vai purga
sem saber se é pela prova
ou se é por falta..
por medo de não-ser...
De uma forma ou de outra
eu passarei pela Filosofia
com aprovação..
domingo, maio 12, 2013
Español ridículo...
Abstenerse de defensa, de la opinión
Euforia, algo como opinión
aprobada
los otros atacan, ya que desean revelación
no se sienten cómodos
en el tratamiento con una persona
desconocida
asi va y retira su ser
viviendo tanto mas dentro
que en el exterior
eso és lo presente
pero el hecho es que yo no impongo ni a
mi perro ..
por eso cualquier que sea, puede ser agresivo
gruñir, ladrar, morder amenazando
al menos no tirame a ser devorada
como antes
morder la carne
afectada triste .. Iré
ridículo es siempre la definicion de la sensación
ridículo
antes era extraño ...
ahora
ridículo
para encontrar a despreciar
por no poder
no imponer límites en el juicio representado por otro
e imaginado por mi...
o por cuenta propia respecto
sin la confianza que yo no necesito
racionalizar es lo que resta
pero no es posible
no hay acción
solo me queda
alguna reación
de pensar...
solo eso..
ya que no creen
mejor ya que no creo
yo
ocultar quién soy
nadie saberá por mi boca
son otros furiosos ataques
para ver si reacciono
y me revelo
inútil
No quiero que me sepan
Yo no lo puedo hacer
callo, retirome
El centro del universo soy yo
y parece que todo es lenguaje
Trato de descifrar ..
Perdona me Sâmara
perdoname que no sepas
cómo HACER
defenderse a sí mismo ...
como probar ...
cuidate
te quiero
ayudame sarar..
Autoayuda ridícula...
sábado, maio 04, 2013
Paralaxe
Desloca-se o objeto a partir
Arthur Rimbaud
de uma nova perspectiva do observador
que ainda apresenta-se em posições que o desfavorecem
por costume, de não considerar-se minuciosamente
com um bom juízo..
A questão é livrar-se,
e sem essa de dualismo
eu sou a coisa toda
só que sem a obsessão
sem a espera
que goza em tardar
o discurso é defesa e ataque
a filosofia enxergar melhor
como se fosse o lobo que não é mau
e nem homem que é lobo
sem frases erradas
sem conceitos decorebas
sem ilusões...
sem amor, sem nada
só ser, e não-ser,
tudo
que poderia
se tivesse
tudo
que quisesse..
Sem culpa, sem prazer...
A vontade é grande demais,
o juízo depende da vontade
a análise depende da vontade
o não..e o sim..
E a minha vontade não é mais desejo
eu nem sei...
ah..agora é SÓ FILOSÓ
E EU IA, E EU SOU
Eu vejo, a gordura saindo..
...sem inflamar-se
E os medos, argumentos de impotência
viram possibilidades de enxergar
a realidade,
seja não-ser ou ser..
O melhor é não esperar nada, ser à espreita
do não-ser..ich..será?
Ir ao encontro de alguma poesia
já basta..
numa eternidade cartesiana
de merda..
uma alma imortal
sem cérebro, sem dor,
sem sentidos...
Com o AMOR de Jesus
Cristo..ahhhhhhhhhh
Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.
Minha alma imortal,
Cumpre a tua jura
Seja o sol estival
Ou a noite pura.
Pois tu me liberas
Das humanas quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então...
— Jamais a esperança.
Sem movimento.
Ciência e paciência,
O suplício é lento.
Que venha a manhã,
Com brasas de satã,
O dever
É vosso ardor.
Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.
Minha alma imortal,
Cumpre a tua jura
Seja o sol estival
Ou a noite pura.
Pois tu me liberas
Das humanas quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então...
— Jamais a esperança.
Sem movimento.
Ciência e paciência,
O suplício é lento.
Que venha a manhã,
Com brasas de satã,
O dever
É vosso ardor.
Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.
Arthur Rimbaud
sexta-feira, maio 03, 2013
Nasceu..
Sim! eu consegui parir
era uma menina, e dessa vez
conseguiu se virar no meu ventre
para sair de dentro
não foi enforcada com o próprio
cordão umbilical
foi logo falando
e me olhando com aqueles olhos gigantes
e eu estranhando
como eram azuis..
Mas os dela eram azuis fixos
não daqueles que são mais cinzas
e logo ficarão verdes...como aconteceu..
Era daquele azul claro com escuro na borda
da íris,
eu a sentia revirando dentro de mim
pra poder colocar a cabeça no lugar
pra nascer e
até que enfim, nasceu..
Acho que acabou o inferno astral..
E um novo ciclo é evidente,
e o melhor ou pior de tudo
eu não sabia quem era o pai...
ahhhhhhhhhh
era uma menina, e dessa vez
conseguiu se virar no meu ventre
para sair de dentro
não foi enforcada com o próprio
cordão umbilical
foi logo falando
e me olhando com aqueles olhos gigantes
e eu estranhando
como eram azuis..
Mas os dela eram azuis fixos
não daqueles que são mais cinzas
e logo ficarão verdes...como aconteceu..
Era daquele azul claro com escuro na borda
da íris,
eu a sentia revirando dentro de mim
pra poder colocar a cabeça no lugar
pra nascer e
até que enfim, nasceu..
Acho que acabou o inferno astral..
E um novo ciclo é evidente,
e o melhor ou pior de tudo
eu não sabia quem era o pai...
ahhhhhhhhhh
domingo, abril 28, 2013
O centro do universo
O centro do universo se unifica
ah sim, não mais nas imagens que projetaram
nos prédios
e nos outros que não dizem mais quem eu sou
a merda da vontade de aprovação
misturada com o desejo, que é o que eu mais desejo
teu sim e não
o objeto emanava destruição
eu fujo antes do fim trivial
eu desejo é só desejo
a minha loucura arranca as máscaras
o mundo vira observação
o Epimeteu vem depois
depois de ver a obsessão na livraria
com capa branca
e páginas frágeis
agora a ação não pode vir ébria
a leveza está em saber do eu meu
e a santa no alto do morro
era Aparecida
eu colocando-a ali com minha mão de deusa
a Métis
e se era pra ser pejorativo, não tem como ser melhor!
eu pergunto no sonho
se a mulher que devoro
aquela conhecida que tem olhos azuis
então tem falo?
Tem sim
pego em minhas mãos e o aumento
e meto
e se a mentira pode aparecer como arte política
eu invento a fêmea Alfa
e quem vai dizer não?ahhh...
ah sim, não mais nas imagens que projetaram
nos prédios
e nos outros que não dizem mais quem eu sou
a merda da vontade de aprovação
misturada com o desejo, que é o que eu mais desejo
teu sim e não
o objeto emanava destruição
eu fujo antes do fim trivial
eu desejo é só desejo
a minha loucura arranca as máscaras
o mundo vira observação
o Epimeteu vem depois
depois de ver a obsessão na livraria
com capa branca
e páginas frágeis
agora a ação não pode vir ébria
a leveza está em saber do eu meu
e a santa no alto do morro
era Aparecida
eu colocando-a ali com minha mão de deusa
a Métis
e se era pra ser pejorativo, não tem como ser melhor!
eu pergunto no sonho
se a mulher que devoro
aquela conhecida que tem olhos azuis
então tem falo?
Tem sim
pego em minhas mãos e o aumento
e meto
e se a mentira pode aparecer como arte política
eu invento a fêmea Alfa
e quem vai dizer não?ahhh...
segunda-feira, abril 22, 2013
Fêmea Alfa, vai se fuder?
Acabo de ver
e você bem que podia me curar e salvar
eu ainda tenho um pouco de rivotril
eu vi o médico psiquiatra na tv
aquele que dizia não é bom
e a consulta era duzentos reais
hahaha
e saudades que não se excluem
não se bloqueiam
são imagens representadas
agora eu já faço experimentos
e os fetiches eu descarto somente por já estarem
velhos nessa representação
de cérebros em púlpitos
pedestal
banquinhos, degraus, num lugar acima
que eu inventei de sacralizar
eu experimento a impotência de se ver
impedida de crescer, de mobilidade
eu gosto é de me arrastar
eu pinto a cara pra fazer isso e visto uma roupa
colorida
é só pra ver se é você quem vai salvar
eu me preservo assim
sabendo da cura do outro
juízo insano
do que poderia ser amor
e agora eu sei
que é sempre o próximo..
Ah eu achei que você fosse a fêmea alfa!
tão despachada...aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh
eu mereço
a grande contradição
Sâmara
a graça está em destruir a força
eu também achei que você fosse o tipo
assexuado antes de amar....ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
de novo..
Insegura?
Vamos pra negação que fica mais fácil
acho que o termo pode ser encaixado
quando busco a confiança
no outro
que é a via pra confiança em mim...
aí sim...q merda
e você bem que podia me curar e salvar
eu ainda tenho um pouco de rivotril
eu vi o médico psiquiatra na tv
aquele que dizia não é bom
e a consulta era duzentos reais
hahaha
e saudades que não se excluem
não se bloqueiam
são imagens representadas
agora eu já faço experimentos
e os fetiches eu descarto somente por já estarem
velhos nessa representação
de cérebros em púlpitos
pedestal
banquinhos, degraus, num lugar acima
que eu inventei de sacralizar
eu experimento a impotência de se ver
impedida de crescer, de mobilidade
eu gosto é de me arrastar
eu pinto a cara pra fazer isso e visto uma roupa
colorida
é só pra ver se é você quem vai salvar
eu me preservo assim
sabendo da cura do outro
juízo insano
do que poderia ser amor
e agora eu sei
que é sempre o próximo..
Ah eu achei que você fosse a fêmea alfa!
tão despachada...aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh
eu mereço
a grande contradição
Sâmara
a graça está em destruir a força
eu também achei que você fosse o tipo
assexuado antes de amar....ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
de novo..
Insegura?
Vamos pra negação que fica mais fácil
acho que o termo pode ser encaixado
quando busco a confiança
no outro
que é a via pra confiança em mim...
aí sim...q merda
seguro
(latim securus, -a, -um, tranquilo)
adj.
s. m.
(latim securus, -a, -um, tranquilo)
1. Preso; firme.
2. Inabalável.
3. Garantido.
4. Eficaz (ex.: remédio seguro).
5. Confiado.
6. Certo.
7. Leal.
8. Prudente.
9. Afoito.
10. Livre de perigo. ≠ INSEGURO
11. [Veterinária ] Prenhe (ex.: égua segura).
12. Salvo-conduto.
13. Caução; garantia.
14. Amparo; proteção ; salvaguarda.
15. Contrato aleatório em que uma das partes se obriga, mediante um certo pagamento, a indemnizar outra de um perigo ou prejuízo eventual.
pelo seguro: com cuidado para evitar danos ou prejuízos.
segurar - Conjugar
(seguro + -ar)
v. tr.
v. pron.
(seguro + -ar)
1. Tornar seguro, firmar.
2. Sustentar.
3. Agarrar.
4. Certificar.
5. Acautelar.
6. Caucionar.
7. Pôr no seguro.
8. Tranquilizar .
9. Conter.
10. Prender.
11. Agarrar-se; apoiar-se em.
12. Prevenir-se.
13. Tomar carta de seguro; fazer um contrato de seguro.
sexta-feira, abril 19, 2013
Objeto de desejo: um cérebro encubado
Depois das percepções equivocadas
pode ser a influência cartesiana, heraclitiana, parmenidiana
e as que ainda virão
pode ser a vida que eu sei
não sei
já não penso amor
e os sentidos? vejo imagens
os sonhos? vejo imagens
ainda aparecem salvadores
neles o outro pode libertar-me da loucura
de projetar-me no outro minha liberdade..rs
E assim continuo a imaginar divagando
as formas que virão sobre mim
porém
chega
em fetiches arcaicos
com cérebro encubado num corpo infantil
eu empurrarei para salvar e não ser salva..mas buscando
ser salva..
enfim
é tanta confusão mental,
que o sono é descanso pra não pensar
e no sonho hoje apareceu o primeiro amor
chegou do nada, eu fiquei surpresa, já que ele largou
tudo pra vir me salvar, só estranhamento
agora que veio não quero, nem precisava...
e os desejos? eu observo a insana encenação...
são professores, são cérebros
posições de poder, objetos de desejo
sempre a mesma coisa,
e no fim eu me pergunto
quando foi que alguém lhe conheceu?
e agora suponho, não conhecerão.
pode ser a influência cartesiana, heraclitiana, parmenidiana
e as que ainda virão
pode ser a vida que eu sei
não sei
já não penso amor
e os sentidos? vejo imagens
os sonhos? vejo imagens
ainda aparecem salvadores
neles o outro pode libertar-me da loucura
de projetar-me no outro minha liberdade..rs
E assim continuo a imaginar divagando
as formas que virão sobre mim
porém
chega
em fetiches arcaicos
com cérebro encubado num corpo infantil
eu empurrarei para salvar e não ser salva..mas buscando
ser salva..
enfim
é tanta confusão mental,
que o sono é descanso pra não pensar
e no sonho hoje apareceu o primeiro amor
chegou do nada, eu fiquei surpresa, já que ele largou
tudo pra vir me salvar, só estranhamento
agora que veio não quero, nem precisava...
e os desejos? eu observo a insana encenação...
são professores, são cérebros
posições de poder, objetos de desejo
sempre a mesma coisa,
e no fim eu me pergunto
quando foi que alguém lhe conheceu?
e agora suponho, não conhecerão.
quinta-feira, abril 11, 2013
Divagações sobre a cera cartesiana, blá blá blá
A consciência examina a cor e a figura, aparência,
sem poder absorver a essência
Descartes nega a aparência?
o fenômeno atual quando diz que
estamos sempre supondo
superficialidades...
seria negar a realidade?
Já que tudo é aparência...
E será que posso dizer se sei da minha
própria essência?
E se eu conheço o outro pela imaginação?
Já que num plano cartesiano esta é menor...
Então já que a mente do cogito
que examina o fenômeno e não pode dizer
que sabe
o que é a coisa
lida com mentiras?
E se a consciência de quem examina a si, não há
o todo, portanto não se sabe da essência?
e de novo a própria vida seriam aparências
que nada dizem da verdade?
hum?
Se eu percebo pela visão tudo é só superfície?
E não se sabe da essência?
Mas e o ser cartesiano se transformou em mente?
E se pressupões que em tudo há uma essência, substância?
E a aparência de transeuntes podem ser comparadas
às aparências da cera de Descartes?
Então a essência das coisas desconhecidas
poderia ser Deus?
O Todo se conhece, contem todas as aparências,
logo
sabe da essência..
sem poder absorver a essência
Descartes nega a aparência?
o fenômeno atual quando diz que
estamos sempre supondo
superficialidades...
seria negar a realidade?
Já que tudo é aparência...
E será que posso dizer se sei da minha
própria essência?
E se eu conheço o outro pela imaginação?
Já que num plano cartesiano esta é menor...
Então já que a mente do cogito
que examina o fenômeno e não pode dizer
que sabe
o que é a coisa
lida com mentiras?
E se a consciência de quem examina a si, não há
o todo, portanto não se sabe da essência?
e de novo a própria vida seriam aparências
que nada dizem da verdade?
hum?
Se eu percebo pela visão tudo é só superfície?
E não se sabe da essência?
Mas e o ser cartesiano se transformou em mente?
E se pressupões que em tudo há uma essência, substância?
E a aparência de transeuntes podem ser comparadas
às aparências da cera de Descartes?
Então a essência das coisas desconhecidas
poderia ser Deus?
O Todo se conhece, contem todas as aparências,
logo
sabe da essência..
Aphrós = espuma
Comece a cantar musa
o teu canto de um céu
do meio da noite
com voz que soa mansa
vinda dos ventos que descem do
horizonte
Esquece os males e agradece
ao Deus
que aquece
no movimento mudança
pausando as aflições
nas vozes entoadas
onde lá existem testes de inteligência
e não importam o lugar em que sentam
o brilho do Desejo e Graças
glorificam o estar ali
o doce conhecimento
seja da origem dos deuses
desviam minha melancolia
e na Noite Negra irmã do Caos
sinto a ordem do Kósmos
em mim Eros fecunda
a virtude que seria para o outro,
mas será virtude?
Não seria astúcia, poesia, história, saber?
Ou nada disso?
E se a virtude é bela,
e indicasse a diferença entre o bem e o mal
Eu perecerei amando a beleza
e meu amor poderá ser dito de várias formas,
primitivas..
Que designe então a virtude
que o ser amado
verá
e assim
façamos o bem..
Ao meu ver, teríamos a posse do bem..
Sim, pra mim, posse. Dane-se.
Que as ondas espumem e que boiem
o doce gozo..
vencida pela ilusão de curvo pensar...
o teu canto de um céu
do meio da noite
com voz que soa mansa
vinda dos ventos que descem do
horizonte
Esquece os males e agradece
ao Deus
que aquece
no movimento mudança
pausando as aflições
nas vozes entoadas
onde lá existem testes de inteligência
e não importam o lugar em que sentam
o brilho do Desejo e Graças
glorificam o estar ali
o doce conhecimento
seja da origem dos deuses
desviam minha melancolia
e na Noite Negra irmã do Caos
sinto a ordem do Kósmos
em mim Eros fecunda
a virtude que seria para o outro,
mas será virtude?
Não seria astúcia, poesia, história, saber?
Ou nada disso?
E se a virtude é bela,
e indicasse a diferença entre o bem e o mal
Eu perecerei amando a beleza
e meu amor poderá ser dito de várias formas,
primitivas..
Que designe então a virtude
que o ser amado
verá
e assim
façamos o bem..
Ao meu ver, teríamos a posse do bem..
Sim, pra mim, posse. Dane-se.
Que as ondas espumem e que boiem
o doce gozo..
vencida pela ilusão de curvo pensar...
quarta-feira, abril 10, 2013
O cara do rio
A alma como centro da razão, aumentando a si mesma,
sendo impossível alcançar seu limite.
Como seria isso Heráclito?
A alma como comando da mente, duma mente sem limites?
E o coração centro dos desejos?
Já que a sensibilidade tá na pele, como a dos porcos?
E mesmo que a natureza adore se esconder
eu irei ver a mudança
o que já me disseste..
ou a mudança que eu ver vai ser diferente...
sim...vai...
Um caminho sem fim, que aumentará
a cada passo, tornando se maior por
descobrir por mais que caminhes..uii
Aristocrata arrogante,
oracular, diálogo com Delfos...
e bom é se garantir por séculos...
Com a união dos opostos linear
e recíproca
tensionado por Deus..
sendo impossível alcançar seu limite.
Como seria isso Heráclito?
A alma como comando da mente, duma mente sem limites?
E o coração centro dos desejos?
Já que a sensibilidade tá na pele, como a dos porcos?
E mesmo que a natureza adore se esconder
eu irei ver a mudança
o que já me disseste..
ou a mudança que eu ver vai ser diferente...
sim...vai...
Um caminho sem fim, que aumentará
a cada passo, tornando se maior por
descobrir por mais que caminhes..uii
Aristocrata arrogante,
oracular, diálogo com Delfos...
e bom é se garantir por séculos...
Com a união dos opostos linear
e recíproca
tensionado por Deus..
terça-feira, abril 09, 2013
Inferno Astral 2
Os axiomas e teoremas de Frege
um discurso de manipulação de símbolos
num sermão matemático cheio de sentenças
verdadeiras auto-evidentes
rejeição de sujeito de predicado...ahhhhhhhhhhh
tão
triste
e quem disse que é tão certo?
e
quando eu falo que agora devo acordar pra vida
nos afazeres domésticos
talvez na lucidez ao ver que eu não estou
dormindo
sem o encosto que sugou toda a minha
energia durante a noite
fazendo os nós que vão doer durante o dia
volto a morrer
bebo um litro de café
e se for um déficit hormonal
ou trauma, trauma, trauma
que trauma?
sei lá..o sonho de hoje diz algo?
ahh que ótimo, lógica analítica do sonho...
Fugindo pelo teto das casas pra não ser
estuprada, ah... merda,
isso não pode ser engraçado
mas ao menos os sonhos
mudam
e neles não há projeção no outro
nem a tristeza de saber da projeção
Quer que eu coloque o Bolero de Ravel pra você escutar?
sim...duas vezes seguidas
Se for pra se sentir melhor...
E assobiar, como que proclamando o entusiasmo do dia.
um discurso de manipulação de símbolos
num sermão matemático cheio de sentenças
verdadeiras auto-evidentes
rejeição de sujeito de predicado...ahhhhhhhhhhh
tão
triste
e quem disse que é tão certo?
e
quando eu falo que agora devo acordar pra vida
nos afazeres domésticos
talvez na lucidez ao ver que eu não estou
dormindo
sem o encosto que sugou toda a minha
energia durante a noite
fazendo os nós que vão doer durante o dia
volto a morrer
bebo um litro de café
e se for um déficit hormonal
ou trauma, trauma, trauma
que trauma?
sei lá..o sonho de hoje diz algo?
ahh que ótimo, lógica analítica do sonho...
Fugindo pelo teto das casas pra não ser
estuprada, ah... merda,
isso não pode ser engraçado
mas ao menos os sonhos
mudam
e neles não há projeção no outro
nem a tristeza de saber da projeção
Quer que eu coloque o Bolero de Ravel pra você escutar?
sim...duas vezes seguidas
Se for pra se sentir melhor...
E assobiar, como que proclamando o entusiasmo do dia.
domingo, abril 07, 2013
Inferno Astral
Ah não era você queria que fizesse sentido agora?
Afinal era quase o Jesus de óculos
diretamente do carnaval, pra te salvar!
que bonitinha
quer fazer direitinho
fazer amorzinho num ninho quentinho...humm
ohhhhh
já que bronzeados sarados não fazem
a menor diferença, no fim das contas
muito digno...
pro inferno
astral dos 30,
quando imagina-se que está tudo indo
como se deve
aí vem o balde de água fria
deve ser o Gênio maligno..esfriando a cabeça..kkk
Aquarianos são livres demais para os possessivos
taurinos..incompatíveis
Enfim, engenheiros elétricos são autistas e que se fodam...
No eterno retorno de The Doors e Mutantes, vá pra
puta que o pariuuuuuuuuuuuuuuuu,
Sem luto me desfaço de tudo, que só traz mal agouro
eu quero acreditar é em mim e, já que a porra do amor
se fode
na minha imaginação que disseste ter limites
foi tu que pôs
tem rabo de dinossauro, cabeça de peixe e corpo de
borboleta, mais um platonismo idiota
fetiche de merda
é só um pigmeu que disse pra eu continuar assim
pensando o texto..
É tem limites mesmo..rs
E ficar imaginando Deus e amor, tá difícil,
amanhã vou pra Lógica, ver Frege,
ich será, os caminhos são impostos?...merd..
Tô começando a acreditar em determinismo Lógico no
colegiado de Filosofia...se assim for, fudeu..
Afinal era quase o Jesus de óculos
diretamente do carnaval, pra te salvar!
que bonitinha
quer fazer direitinho
fazer amorzinho num ninho quentinho...humm
ohhhhh
já que bronzeados sarados não fazem
a menor diferença, no fim das contas
muito digno...
pro inferno
astral dos 30,
quando imagina-se que está tudo indo
como se deve
aí vem o balde de água fria
deve ser o Gênio maligno..esfriando a cabeça..kkk
Aquarianos são livres demais para os possessivos
taurinos..incompatíveis
Enfim, engenheiros elétricos são autistas e que se fodam...
No eterno retorno de The Doors e Mutantes, vá pra
puta que o pariuuuuuuuuuuuuuuuu,
Sem luto me desfaço de tudo, que só traz mal agouro
eu quero acreditar é em mim e, já que a porra do amor
se fode
na minha imaginação que disseste ter limites
foi tu que pôs
tem rabo de dinossauro, cabeça de peixe e corpo de
borboleta, mais um platonismo idiota
fetiche de merda
é só um pigmeu que disse pra eu continuar assim
pensando o texto..
É tem limites mesmo..rs
E ficar imaginando Deus e amor, tá difícil,
amanhã vou pra Lógica, ver Frege,
ich será, os caminhos são impostos?...merd..
Tô começando a acreditar em determinismo Lógico no
colegiado de Filosofia...se assim for, fudeu..
sexta-feira, abril 05, 2013
A ideia da existência de Deus ser perfeita ainda não desceu
não será eu que a transformei e a coloquei desta forma?
mas se dizes que é inata, ainda força mais..
Eu gostei foi da relação da ideia perfeita com a causa perfeita,
e parece-me que está tudo interligado
a partir dos gregos tudo foi se construindo
já que se vê deles nos outros...
E a audácia de usar mesmos exemplos, tão óbvios
como o sol do tamanho do pé do Heráclito
como o sol do Descartes que só não é do tamanho
do pé, mas diz o mesmo..pra dizer da perspectiva humana..
É, começo a entender a dinâmica da coisa...
Agora ser a tensão entre os opostos Deus,
e o Logos ser de proveito de poucos
numa arrogância de Oráculo
dá pra ver que desde o início aproveita-se algo
e rejeita-se muito..
Enfim, há filósofo que não tente provar que no seu
discurso há verdade? Mas se não o tentar não terá valor...
O meu discurso sempre vai ignorar o discurso do outro?
Acho que não.. ninguém tem posse da verdade, mesmo que o diga..
não será eu que a transformei e a coloquei desta forma?
mas se dizes que é inata, ainda força mais..
Eu gostei foi da relação da ideia perfeita com a causa perfeita,
e parece-me que está tudo interligado
a partir dos gregos tudo foi se construindo
já que se vê deles nos outros...
E a audácia de usar mesmos exemplos, tão óbvios
como o sol do tamanho do pé do Heráclito
como o sol do Descartes que só não é do tamanho
do pé, mas diz o mesmo..pra dizer da perspectiva humana..
É, começo a entender a dinâmica da coisa...
Agora ser a tensão entre os opostos Deus,
e o Logos ser de proveito de poucos
numa arrogância de Oráculo
dá pra ver que desde o início aproveita-se algo
e rejeita-se muito..
Enfim, há filósofo que não tente provar que no seu
discurso há verdade? Mas se não o tentar não terá valor...
O meu discurso sempre vai ignorar o discurso do outro?
Acho que não.. ninguém tem posse da verdade, mesmo que o diga..
Fogueira
Na geografia fizeram uma fogueira
ao lado duma matinha pra fazer xixi
quem bebe catuaba
e calouro é só uma vez
tem gente que cai
tem gente que busca água
tem gente que busca brasa
tem gente que assiste
tem carona
e fim
estranho..
Já que a linguagem muda,
tudo é novo.
quarta-feira, abril 03, 2013
Frag. I
Com o Logos, porém, que é sempre, os homens se comportam como quem não compreende tanto antes como depois de já ter ouvido. Com efeito, tudo vem a ser conforme e de acordo com estes Logos e, não obstante, eles parecem sem experiência nas experiências com palavras e obras, iguais às que levo a cabo, discernindo e dilucidando, segundo o vigor, o modo em que se conduz cada coisa. Aos outros homens, porém, lhes fica encoberto tanto o que fazem acordados, como se lhes volta a encobrir o que fazem durante o sono.
Frag. II
(Torna-se necessário seguir a con-juntura) mas enquanto o Logos vive na con-juntura, a massa vive como se tivesse um entendimento próprio e particula.
Frag. III
(O sol) da largura de um pé humano
IV
(Se a felicidade estivesse nos prazeres do corpo), deveríamos chamar felizes os bois quando encontrassem capim para comer.
V
É em vão que se purificam, aspergindo-se com sangue, como se alguém, que tivesse pisado na lama, quisesse lavar-se com lama; e fazem suas preces às imagens como se alguém pudesse falar com as paredes.
VI
(O sol) novo de dia.
VII
Se todas as coisa se transformassem em fumaça, o nariz é que as distinguiria.
VIII
O Contrário em tensão é convergente; da divergência dos contrários, a mais bela harmonia.
IX
Os asinos prefeririam os ramos ao ouro.
X
Conjunções: completo e incompleto (convergente e divergente, concórdia e discórdia, e de todas as coisas, um e de um, todas as coisas).
XI
Tudo, pois, que rasteja, partilha da terra.
XII
Para os que entram nos mesmos rios, afluem sempre outras águas; mas do úmido exalam também os vapores.
XIII
(os porcos) se comprazem na lama (mais do que na água limpa).
XIV
(Para quem profetiza Heráclito?) : para os errantes noturnos, os magos, os bacantes, as mênades, os mistas. (...) É sem piedade que se iniciam nos mistérios em voga entre os homens.
XV
Não fosse para Dionísio a procissão que fazem e o hino, que entroam com as vergonhas sagradas, praticariam a coisa mais monstruosa. Mas Hades e Dionísio é o mesmo, para quem deliram e festejam.
XVI
Como se alguém poderia manter-se encoberto face ao que nunca se deita?
XVII
Não percebem estas coisas tais quais são, quantos as encontram em seu caminho, e ainda que aprendidas não discernem; é para si mesmos que aparecem.
XVIII
Se não se espera, não se encontra o inesperado, sendo sem caminho de encontro nem vias de acesso.
XIV
Não sabendo ascultar, não sabem falar.
XX
Nascidos consentem em viver e partilhar da vida, mais ainda, porém, em repousar, e deixam assim filhos, para nascerem outras participações.
XXI
Morte, tudo que vemos acordados, sono, o que vemos adormecidos.
XXII
Os que procuram ouro, cavam muita terra e encontram pouco.
23
Não houvesse tais coisas, não re-colheriam o nome da justiça.
24
Aos mortos de Ares honram os deuses e os homens.
25
Maiores partes de vida obtêm maiores partes de viver.
26
O homem toca a luz na noite, quando com visão extinta está morto para si; mas vivendo, toca o morto, quando com visão extinta dorme; na vigília toca o adormecido.
27
Na morte advém aos homens o que não esperam nem imaginam.
28
O mais conhecido decide das coisas reconhecidas para conservar; mas a Justiça saberá apossar-se dos artesãos e testemunhas de mentiras.
29
Uma coisa a todas as outras preferem os melhores: a glória sempre brilhante dos mortais; a multidão está saturada como o gado.
30
O mundo, o mesmo em todos, nenhum dos deuses e nenhum dos homens o fez mas sempre foi, é e será, fogo sempre vivo, acendendo segundo a medida e segundo a medida apagando.
31
Tropos do fogo: primeiro, mar; do mar, a metade terra, a metade vento ardente. O mar se estica de ponta a ponta e encontra sua medida de acordo com o mesmo Logos que era primeiro.
32
Um, o único sábio, não se dispõe e se dispõe a ser chamado com o nome de Zeus.
33
Lei, também a vontade de seguir um só coisa.
34
Sem compreensão: ouvindo, parecem surdos, o dito lhes atesta: presentes estão ausentes.
35
É bem necessário serem os homens amantes da sabedoria para investigar muitas coisas.
36
Para os ventos, morte vem a ser água, para a água, morte vem a ser terra; mas da terra nasce água, da água, vento.
37
(Os porcos se lavam na lama, as aves de baixo curso, no pó.)
38
(Tales parece, segundo alguns, haver sido o primeiro a investigar os astros... Heráclito e Demócrito são testemunhas).
39
Em Priene nasceu Bias, filho de Teutames, sua fama é maior do que a dos outros.
40
Muito saber não ensina sabedoria, pois teria ensinado a Hesíodo e Pitágoras, a Xenófanes e Hecateu.
41
Um, o saber: compreender que o pensamento, em qualquer tempo, dirige tudo através de tudo.
42
Este Homero deve ser expulso dos concursos e bastonado, este Arquíloco também.
43
É presunção que deve ser apagada mais do que incêndio.
44
O povo deve lutar pela lei em processo, como pelas muralhas.
45
Não encontraria a caminho os limites da vida mesmo quem percorresse todos os caminhos, tão profundo é o Logos que possui.
46
(E chamava a auto-suficiência de doença sagrada e (dizia) que a visão induz a erro).
47
Nas grandes coisas não nos acordemos apressadamente.
48
O arco tem por nome a vida, por obra, a morte.
49
Um para mim vale mil, se for o melhor.
49a
No mesmo rio entramos e não entramos; somos e não somos.
50
Auscultando não a mim mas o Logos, é sábio concordar que tudo é um.
Com o Logos, porém, que é sempre, os homens se comportam como quem não compreende tanto antes como depois de já ter ouvido. Com efeito, tudo vem a ser conforme e de acordo com estes Logos e, não obstante, eles parecem sem experiência nas experiências com palavras e obras, iguais às que levo a cabo, discernindo e dilucidando, segundo o vigor, o modo em que se conduz cada coisa. Aos outros homens, porém, lhes fica encoberto tanto o que fazem acordados, como se lhes volta a encobrir o que fazem durante o sono.
Frag. II
(Torna-se necessário seguir a con-juntura) mas enquanto o Logos vive na con-juntura, a massa vive como se tivesse um entendimento próprio e particula.
Frag. III
(O sol) da largura de um pé humano
IV
(Se a felicidade estivesse nos prazeres do corpo), deveríamos chamar felizes os bois quando encontrassem capim para comer.
V
É em vão que se purificam, aspergindo-se com sangue, como se alguém, que tivesse pisado na lama, quisesse lavar-se com lama; e fazem suas preces às imagens como se alguém pudesse falar com as paredes.
VI
(O sol) novo de dia.
VII
Se todas as coisa se transformassem em fumaça, o nariz é que as distinguiria.
VIII
O Contrário em tensão é convergente; da divergência dos contrários, a mais bela harmonia.
IX
Os asinos prefeririam os ramos ao ouro.
X
Conjunções: completo e incompleto (convergente e divergente, concórdia e discórdia, e de todas as coisas, um e de um, todas as coisas).
XI
Tudo, pois, que rasteja, partilha da terra.
XII
Para os que entram nos mesmos rios, afluem sempre outras águas; mas do úmido exalam também os vapores.
XIII
(os porcos) se comprazem na lama (mais do que na água limpa).
XIV
(Para quem profetiza Heráclito?) : para os errantes noturnos, os magos, os bacantes, as mênades, os mistas. (...) É sem piedade que se iniciam nos mistérios em voga entre os homens.
XV
Não fosse para Dionísio a procissão que fazem e o hino, que entroam com as vergonhas sagradas, praticariam a coisa mais monstruosa. Mas Hades e Dionísio é o mesmo, para quem deliram e festejam.
XVI
Como se alguém poderia manter-se encoberto face ao que nunca se deita?
XVII
Não percebem estas coisas tais quais são, quantos as encontram em seu caminho, e ainda que aprendidas não discernem; é para si mesmos que aparecem.
XVIII
Se não se espera, não se encontra o inesperado, sendo sem caminho de encontro nem vias de acesso.
XIV
Não sabendo ascultar, não sabem falar.
XX
Nascidos consentem em viver e partilhar da vida, mais ainda, porém, em repousar, e deixam assim filhos, para nascerem outras participações.
XXI
Morte, tudo que vemos acordados, sono, o que vemos adormecidos.
XXII
Os que procuram ouro, cavam muita terra e encontram pouco.
23
Não houvesse tais coisas, não re-colheriam o nome da justiça.
24
Aos mortos de Ares honram os deuses e os homens.
25
Maiores partes de vida obtêm maiores partes de viver.
26
O homem toca a luz na noite, quando com visão extinta está morto para si; mas vivendo, toca o morto, quando com visão extinta dorme; na vigília toca o adormecido.
27
Na morte advém aos homens o que não esperam nem imaginam.
28
O mais conhecido decide das coisas reconhecidas para conservar; mas a Justiça saberá apossar-se dos artesãos e testemunhas de mentiras.
29
Uma coisa a todas as outras preferem os melhores: a glória sempre brilhante dos mortais; a multidão está saturada como o gado.
30
O mundo, o mesmo em todos, nenhum dos deuses e nenhum dos homens o fez mas sempre foi, é e será, fogo sempre vivo, acendendo segundo a medida e segundo a medida apagando.
31
Tropos do fogo: primeiro, mar; do mar, a metade terra, a metade vento ardente. O mar se estica de ponta a ponta e encontra sua medida de acordo com o mesmo Logos que era primeiro.
32
Um, o único sábio, não se dispõe e se dispõe a ser chamado com o nome de Zeus.
33
Lei, também a vontade de seguir um só coisa.
34
Sem compreensão: ouvindo, parecem surdos, o dito lhes atesta: presentes estão ausentes.
35
É bem necessário serem os homens amantes da sabedoria para investigar muitas coisas.
36
Para os ventos, morte vem a ser água, para a água, morte vem a ser terra; mas da terra nasce água, da água, vento.
37
(Os porcos se lavam na lama, as aves de baixo curso, no pó.)
38
(Tales parece, segundo alguns, haver sido o primeiro a investigar os astros... Heráclito e Demócrito são testemunhas).
39
Em Priene nasceu Bias, filho de Teutames, sua fama é maior do que a dos outros.
40
Muito saber não ensina sabedoria, pois teria ensinado a Hesíodo e Pitágoras, a Xenófanes e Hecateu.
41
Um, o saber: compreender que o pensamento, em qualquer tempo, dirige tudo através de tudo.
42
Este Homero deve ser expulso dos concursos e bastonado, este Arquíloco também.
43
É presunção que deve ser apagada mais do que incêndio.
44
O povo deve lutar pela lei em processo, como pelas muralhas.
45
Não encontraria a caminho os limites da vida mesmo quem percorresse todos os caminhos, tão profundo é o Logos que possui.
46
(E chamava a auto-suficiência de doença sagrada e (dizia) que a visão induz a erro).
47
Nas grandes coisas não nos acordemos apressadamente.
48
O arco tem por nome a vida, por obra, a morte.
49
Um para mim vale mil, se for o melhor.
49a
No mesmo rio entramos e não entramos; somos e não somos.
50
Auscultando não a mim mas o Logos, é sábio concordar que tudo é um.
Massagem
Será que vai ser assim
de parar pra pensar
e passar a mão no cabelo
e falando numa perspectiva: livros
pode-se pressupor que possa ler em russo
ou francês
ou ter uma barba imensa pra alisar lentamente
meio vermelha
mas a questão são dos fantasmas
que tratam de visitar às vezes
e os céus em que se poderiam ver tantas estrelas
tá poluído
ah e cortaram os ipês amarelos para construir
aqueles prédios na rua lá embaixo
e tanto faz se você os viu ou não
e se é pra ligar o ventilador ou não..
não será o vento que há mais movimento
ou será o fogo? por isto escolheu Heráclito, será?
poderia sentir-se inflamado? anedotas... ah como a da punheta do Descartes...
as suas pretensões não vemos,
ah eu gosto muito de Ética,
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
e eu sendo a única que o leva pra passear
ele ainda entra no meu quarto e faz xixi no meu tapete
ok
agora massagem
reuniria tudo.
de parar pra pensar
e passar a mão no cabelo
e falando numa perspectiva: livros
pode-se pressupor que possa ler em russo
ou francês
ou ter uma barba imensa pra alisar lentamente
meio vermelha
mas a questão são dos fantasmas
que tratam de visitar às vezes
e os céus em que se poderiam ver tantas estrelas
tá poluído
ah e cortaram os ipês amarelos para construir
aqueles prédios na rua lá embaixo
e tanto faz se você os viu ou não
e se é pra ligar o ventilador ou não..
não será o vento que há mais movimento
ou será o fogo? por isto escolheu Heráclito, será?
poderia sentir-se inflamado? anedotas... ah como a da punheta do Descartes...
as suas pretensões não vemos,
ah eu gosto muito de Ética,
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
e eu sendo a única que o leva pra passear
ele ainda entra no meu quarto e faz xixi no meu tapete
ok
agora massagem
reuniria tudo.
sábado, março 30, 2013
Bruno Tolentino
VIA CRUCIS
A Via Crucis foi uma selvageria,
A Via Crucis foi uma selvageria,
a Crucifixão uma brutalidade;
mas em três, quatro horas, acabou a agonia,
baixou a eternidade.
Eu vivo aqui, crucificada noite e dia,
carrego da manhã à tarde
o meu lenho de opróbrio e a noite me excrucia,
lenta, fria, covarde.
Ah, como eu preferia
que crucificassem de uma vez, sem o alarde
de algum terceiro dia!
Mas toca-me seguir nessa monotonia,
a agonia de alçar-me do catre
e abrir de novo os braços, vazia.
Extraído de As Horas de Katharia*.
O VERME
O coração, enfermo porque vive
do que morre,debruça-se à janela,
vê a luz desertando-o no declive
entre a vida e a paixão do ser por ela,
e comovido vai compor a tela
em que a reduz para contê-la. Eu tive
essa mesma ilusão, compus a bela
equação passional da mente livre
e pus meu coração nesse vazio.
Mas falhei. Ele nunca permitiu
o oásis ilusório na epiderme
sensível do real. Eu tinha um verme
no coração, que foi roendo o fio
da ilusão e acabou por socorrer-me.
80 WIEDERGEKOMMEN
E aqui venho de volta e Te agradeço
me haveres socorrido,
porque não levo mais no corpo combalido
a dor que ainda mereço.
Perdi-me muitas vezes, mas paguei logo o preço,
e por fim o alarido
do fogo eterno já não faz nenhum sentido.
A minha longa litania foi um terço
Rezado às escondidas,
sem que a consolação
da vida eterna me curasse desta vida.
Mas Te agradeço que um martírio sem razão
fechasse uma ferida
sem culpa e sem perdão.
FRAGMENTO DE UM CORO
Nós
os de cinza e tempo
nós os de olhar barrado
nós os de céus ardendo
e ventos desfigurados
nós os de mito e queda
nós os de mãos atadas
ecos
desdobrando
gritos
mudos mantos desdobrados
nós silenciados muros
de desesperos caiados
nós cegos irmãos em luto
por mundos manietados
nós sonâmbulos
remotos
nós vagos
só recordados
os estáticos andantes
escuramente pisados
nós os egressos da sede
diuturnamente velada
nós o exílio de nós mesmos
viva lâmpada apagada
nós entre o infinito e o medo
esparsos
desencontrados
nós frios
de cinza e tempo
em tempo e cinza
encerrados
De Anulação e outros reparos, 1963
Nós
os de cinza e tempo
nós os de olhar barrado
nós os de céus ardendo
e ventos desfigurados
nós os de mito e queda
nós os de mãos atadas
ecos
desdobrando
gritos
mudos mantos desdobrados
nós silenciados muros
de desesperos caiados
nós cegos irmãos em luto
por mundos manietados
nós sonâmbulos
remotos
nós vagos
só recordados
os estáticos andantes
escuramente pisados
nós os egressos da sede
diuturnamente velada
nós o exílio de nós mesmos
viva lâmpada apagada
nós entre o infinito e o medo
esparsos
desencontrados
nós frios
de cinza e tempo
em tempo e cinza
encerrados
De Anulação e outros reparos, 1963
Bruno Tolentino
sexta-feira, março 29, 2013
O ente branco arcaico
Kouros
c 560-550 aC
E o que são os sonhos
em que apareces nu
e eu ainda amando-o
não és o mesmo objeto que um
dia fora
talvez a nudez seja minha
e o mais provável é que não signifique
nada
e eu deveria ter o olhar sistêmico de um lógico
mas tô cansada de amar-te em meus
sonhos
traiçoeiros
em cenas no cosmos tão negro
trazendo a lembrança de uma brancura
como uma estátua que traz o ente
em que há só verdade
o Ser em que há causa do meu amor arcaico
e no fim eu acordo pra lembrar disso
com o real tão opaco
num destino de dever ser
fazendo de ti meu mito, meu objeto de culto...
Ah deem me Lógica, fazem bem...
Como pude ter a audácia de em ti mimetizar Kóuros em meus sonhos,
ah me poupe e vá direto pro não-ser...anda..
Rascunhos
O meu arrependimento é genuíno
mas a fome do moribundo pretendido filósofo
é maior que tudo
ainda duvido da minha ação
como poderei confessar o quanto posso ser
eu nem sei o nome disso tudo que fui
em alguns segundos
o nome é monstro, um monstrinho com tanta
boa vontade em ignorar
a fome, e uma dieta baseada em bolachas...
Meu Deussssssssss
que eu descobri,
uma falácia..
mas a fome do moribundo pretendido filósofo
é maior que tudo
ainda duvido da minha ação
como poderei confessar o quanto posso ser
eu nem sei o nome disso tudo que fui
em alguns segundos
o nome é monstro, um monstrinho com tanta
boa vontade em ignorar
a fome, e uma dieta baseada em bolachas...
Meu Deussssssssss
que eu descobri,
uma falácia..
Noduloso
Ah se, e somente se, eu implicasse disjunção a partir
de um bocado de signos vazios
afinal eles querem só a forma
e isso de eu
ter de aprender a ser lógica e ter
no gozo
tudo que poderia ser aquele tão importante anestésico
d´uma melancolia com premissas que eu nem sei
ah sei
fiz um monte de merda, escolhi errado
agora tô tentando fazer o certo
mas dane-se
já que a Filosofia trata de ir substituindo tudo
rapidamente, menos o
momento em que fica muito claro o que você deve deixar para trás, Sâmara.
Com coragem é hora de se despedir de uma velha realidade que se inflamava..
Enfim, a esbórnia ficou opaca, nesse mundo sublunar...
E o que tá dentro seduz mais do que está fora,
e o querer não é poder
e sem essa de induzir através da paixão
eu sei que querem é forma, sentenças, opinismo e muitas certezas
lógicas de preferência...
ok
eu sigo, e os pigmeus já não são tão gigantes como pareciam
tudo só passa pela questão do tempo que eu leio mais que você
durante ou pelo menos uns vinte anos..
e os nódulos voltaram, e não pergunte-me o porquê...
de um bocado de signos vazios
afinal eles querem só a forma
e isso de eu
ter de aprender a ser lógica e ter
no gozo
tudo que poderia ser aquele tão importante anestésico
d´uma melancolia com premissas que eu nem sei
ah sei
fiz um monte de merda, escolhi errado
agora tô tentando fazer o certo
mas dane-se
já que a Filosofia trata de ir substituindo tudo
rapidamente, menos o
momento em que fica muito claro o que você deve deixar para trás, Sâmara.
Com coragem é hora de se despedir de uma velha realidade que se inflamava..
Enfim, a esbórnia ficou opaca, nesse mundo sublunar...
E o que tá dentro seduz mais do que está fora,
e o querer não é poder
e sem essa de induzir através da paixão
eu sei que querem é forma, sentenças, opinismo e muitas certezas
lógicas de preferência...
ok
eu sigo, e os pigmeus já não são tão gigantes como pareciam
tudo só passa pela questão do tempo que eu leio mais que você
durante ou pelo menos uns vinte anos..
e os nódulos voltaram, e não pergunte-me o porquê...
terça-feira, março 19, 2013
Poema em linha reta
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Monstrinho pigmeu e vil
Depois do domingo recorrer a maior tela que era azul
saber da necessidade de existir mais amor
depois de acrescentar tanto vermelho
e fazer outra tela só vermelha
ou seja a necessidade é imensa
de ver pigmeus crescerem pelo número de livros
que leram
e a cúpula dos que tentam desvendar os segredos de todo
o universo,
no fim a questão é destruir o discurso do outro..pura erística
ontem, transformei-me em um monstro
nunca fui tão mesquinha
um monstro vil e mesquinho
daqueles sem nenhuma compaixão a uma confissão
de fome
de desespero
enquanto eu duvidava
me fazendo de mal entendida e, fujo, como sempre
e o pior
eu só pensava em mim todo o tempo..
e a porra da ética prática,
quando é que eu me compadeço do outro,
quando eu chego na van e começo a pensar no quanto
sou egoísta, e quanta maldade há em mim...e eu não fiz merda nenhuma
pra ajudar, quem claramente me pediu..
Depois de muito arrependimento, a ação de repulsa
pois o momento de ser ética acho que já passou,
e eu não mereço ajuda nenhuma, já que não ouço
o pedido de socorro de um desesperado tão próximo..
Acho que Deus já me perdoou, porém
eu não sabia que poderia ser tão cruel com o outro...
comigo eu já sabia, mas com o outro..
Talvez Deus me dê a oportunidade de remissão hoje,
quem sabe..talvez numa confissão ridícula na aula de
Ética Prática...uma vergonha..
saber da necessidade de existir mais amor
depois de acrescentar tanto vermelho
e fazer outra tela só vermelha
ou seja a necessidade é imensa
de ver pigmeus crescerem pelo número de livros
que leram
e a cúpula dos que tentam desvendar os segredos de todo
o universo,
no fim a questão é destruir o discurso do outro..pura erística
ontem, transformei-me em um monstro
nunca fui tão mesquinha
um monstro vil e mesquinho
daqueles sem nenhuma compaixão a uma confissão
de fome
de desespero
enquanto eu duvidava
me fazendo de mal entendida e, fujo, como sempre
e o pior
eu só pensava em mim todo o tempo..
e a porra da ética prática,
quando é que eu me compadeço do outro,
quando eu chego na van e começo a pensar no quanto
sou egoísta, e quanta maldade há em mim...e eu não fiz merda nenhuma
pra ajudar, quem claramente me pediu..
Depois de muito arrependimento, a ação de repulsa
pois o momento de ser ética acho que já passou,
e eu não mereço ajuda nenhuma, já que não ouço
o pedido de socorro de um desesperado tão próximo..
Acho que Deus já me perdoou, porém
eu não sabia que poderia ser tão cruel com o outro...
comigo eu já sabia, mas com o outro..
Talvez Deus me dê a oportunidade de remissão hoje,
quem sabe..talvez numa confissão ridícula na aula de
Ética Prática...uma vergonha..
sexta-feira, março 15, 2013
O verbo e questão primeira era, não ter,
não ter..
gramados verdes a mirar e possuir
e agora que os via
não havia nenhum pau
nem um discurso amoroso
nada e ninguém
não sabia de que falta era
objetos? atos?
a resposta sanada
Deus, poderia tê-lo em minha visão
já que inicia a vontade de negação
de tudo
o medo de nunca conhecer
de morrer em ignorância desprezível
de ser toda errada
e ainda sim, não ter..
Muda-se o discurso imbecil
os hábitos ridículos
da inclinação ao inflamar que me parecia eterno
numa tristeza de biblioteca vazia
e uma batucada externa que só me trazia mais
apatia..
No fim, estou triste, rego as maçãs um pouco
até com o prazer de sentir-me revolvida por algo
acendo uma vela e observo
a chama no início, que é pequena...
na madrugada acordo,
a chama está vermelha
acordo de novo e está normal..
de manhã tudo se queimou..
Não sei de nada pro meu discurso,
reservo-me a falta de opiniões..
de amores, de punhetas e cacetes..
não ter..
gramados verdes a mirar e possuir
e agora que os via
não havia nenhum pau
nem um discurso amoroso
nada e ninguém
não sabia de que falta era
objetos? atos?
a resposta sanada
Deus, poderia tê-lo em minha visão
já que inicia a vontade de negação
de tudo
o medo de nunca conhecer
de morrer em ignorância desprezível
de ser toda errada
e ainda sim, não ter..
Muda-se o discurso imbecil
os hábitos ridículos
da inclinação ao inflamar que me parecia eterno
numa tristeza de biblioteca vazia
e uma batucada externa que só me trazia mais
apatia..
No fim, estou triste, rego as maçãs um pouco
até com o prazer de sentir-me revolvida por algo
acendo uma vela e observo
a chama no início, que é pequena...
na madrugada acordo,
a chama está vermelha
acordo de novo e está normal..
de manhã tudo se queimou..
Não sei de nada pro meu discurso,
reservo-me a falta de opiniões..
de amores, de punhetas e cacetes..
domingo, março 10, 2013
Indolência
A poesia como afirmação do ethos
ao anunciar as virtudes
num canto, que virou mito..
A intuição como conhecimento direto da realidade
a crítica sem fim, sem direção..
O caos de não saber se era ali que eu queria estar..
Já indo eu sabia que não queria, então porque fui?
Pra ficar ridicularizando as percepções..
Esses sentidos já estão mandando demais..
ah percepções..
Indolência junto ao carecente..
Tantas coisas perderam o sentido, depois de eu saber
como deve Ser..
E parece até um luto inflamado a tela que eu tenho em mente
Mas enfim, a poética que faz sentido é a minha idealização
aquela que é só minha
e devo ter perdido em algum canto,
com tantos discursos caindo um após o outro
eu não sei a que agarrar, não será a signos que se pegam com a mão..
ou a sua mão bem forte em silêncio, caminhando, caminhando..
e linguagens que arrefecem incertezas...discursos amorosos,
descobrir o princípio para controlar..nada disso..
As pessoas vão diminuindo e eu também...Deus! este não pode ser
o conhecimento direto..sem essa de suprimir a realidade, Sâmara..
Estas evidências transformadas em signos abafados pelo desejo
da morte do gozo, só isso. Sem entender..
Do que Nada se SabeA lua ignora que é tranquila e clara
E não pode sequer saber que é lua;
A areia, que é a areia. Não há uma
Coisa que saiba que sua forma é rara.
As peças de marfim são tão alheias
Ao abstracto xadrez como essa mão
Que as rege. Talvez o destino humano,
Breve alegria e longas odisseias,
Seja instrumento de Outro. Ignoramos;
Dar-lhe o nome de Deus não nos conforta.
Em vão também o medo, a angústia, a absorta
E truncada oração que iniciamos.
Que arco terá então lançado a seta
Que eu sou? Que cume pode ser a meta?
Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"
ao anunciar as virtudes
num canto, que virou mito..
A intuição como conhecimento direto da realidade
a crítica sem fim, sem direção..
O caos de não saber se era ali que eu queria estar..
Já indo eu sabia que não queria, então porque fui?
Pra ficar ridicularizando as percepções..
Esses sentidos já estão mandando demais..
ah percepções..
Indolência junto ao carecente..
Tantas coisas perderam o sentido, depois de eu saber
como deve Ser..
E parece até um luto inflamado a tela que eu tenho em mente
Mas enfim, a poética que faz sentido é a minha idealização
aquela que é só minha
e devo ter perdido em algum canto,
com tantos discursos caindo um após o outro
eu não sei a que agarrar, não será a signos que se pegam com a mão..
ou a sua mão bem forte em silêncio, caminhando, caminhando..
e linguagens que arrefecem incertezas...discursos amorosos,
descobrir o princípio para controlar..nada disso..
As pessoas vão diminuindo e eu também...Deus! este não pode ser
o conhecimento direto..sem essa de suprimir a realidade, Sâmara..
Estas evidências transformadas em signos abafados pelo desejo
da morte do gozo, só isso. Sem entender..
Do que Nada se SabeA lua ignora que é tranquila e clara
E não pode sequer saber que é lua;
A areia, que é a areia. Não há uma
Coisa que saiba que sua forma é rara.
As peças de marfim são tão alheias
Ao abstracto xadrez como essa mão
Que as rege. Talvez o destino humano,
Breve alegria e longas odisseias,
Seja instrumento de Outro. Ignoramos;
Dar-lhe o nome de Deus não nos conforta.
Em vão também o medo, a angústia, a absorta
E truncada oração que iniciamos.
Que arco terá então lançado a seta
Que eu sou? Que cume pode ser a meta?
Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"
terça-feira, março 05, 2013
Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Florbela Espanca
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Florbela Espanca
domingo, março 03, 2013
A Minha Alma Partiu-seA minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Sunday bloddy sunday
ah q ótimo
já regadas as plantas
depois de acordar e dormir não sei quantas vezes
café igual coca-cola
perdendo alguns signos de um provável
discurso amoroso
ainda bem, gotejar a tempo
numa higienização fluxo praticidade da natureza
com tanta fumaça perdi o olfato
a verdade é que também a predisposição pra sentir o cheiro
azedo que me pedes para confirmar-te
eu não poderia distinguir
não nesse domingo
que a realidade está tão calma
eu com os meus laiá laiá
em alguma antologia mpbística
bom pra ler "Fragmentos de um discurso amoroso"
bom também pensar que está livre de algo que não sabes bem do que se trata
mas seria ruim evitar qualquer discurso impregnado daquele discurso?
menos aquele da imaginação..
E aquele negócio da alma partir como um vaso vazio,
é
signo do Álvaro e não de outro..
ah q ótimo
já regadas as plantas
depois de acordar e dormir não sei quantas vezes
café igual coca-cola
perdendo alguns signos de um provável
discurso amoroso
ainda bem, gotejar a tempo
numa higienização fluxo praticidade da natureza
com tanta fumaça perdi o olfato
a verdade é que também a predisposição pra sentir o cheiro
azedo que me pedes para confirmar-te
eu não poderia distinguir
não nesse domingo
que a realidade está tão calma
eu com os meus laiá laiá
em alguma antologia mpbística
bom pra ler "Fragmentos de um discurso amoroso"
bom também pensar que está livre de algo que não sabes bem do que se trata
mas seria ruim evitar qualquer discurso impregnado daquele discurso?
menos aquele da imaginação..
E aquele negócio da alma partir como um vaso vazio,
é
signo do Álvaro e não de outro..
A FrescuraAh a frescura na face de não cumprir um dever!
Faltar é positivamente estar no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros,
Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que'eu saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
E tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à mesma hora...
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte... Se é um gesto,
Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Faltar é positivamente estar no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros,
Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que'eu saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
E tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à mesma hora...
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte... Se é um gesto,
Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
sexta-feira, março 01, 2013
Capuccino tepeemico
Do vício que ontem se fez ao
vapor quente da sauna no revezamento ducha gelada
o ritual do esquentar e esfriar
extasiante
mais a olímpica nadada com fôlego sôfrego
o sonho com os piolhos e câncer..
No sonho a vida parasitante caindo de minha cabeça inundada
e tão bem hidratada..
enquanto me assustava com o tanto que proliferavam
depois o diagnóstico fantástico do sonho
você vai morrer de câncer.. auto-piedade será?
é você que se ameaça se não se controlar?
dá seu veredito de elevação mórbida..
uma noite apocalíptica
depois de tanto relaxamento,
eu não entendo
os cremes hidratantes não foram o suficiente?
as braçadas
o frio e o quente? a transpiração e o arrepio?
tanta vida pulsante
e
estar no décimo oitavo andar vendo o trânsito dos carros
e o silêncio das pessoas nas falas que não podem ser ditas
sempre em conselhos bons..
agora você já vai fazer 30 anos, deve-se arreglar todo..
ah...como é ter tudo e ao mesmo tempo, só decorar,
decorar, decorar.. ? menos a vista de lá de cima..
tantas atividades que poderiam ser feitas numa torre luxuosa,
em frente o prédio da Justiça?
era pra ser perfeito.. e quando me disse que certas coisas chegam tarde
ou quando chegam não possuem a mesma importância de antes,
eu entendi..
Conquistei, conquistei, agora estou aqui na Torre..usufruindo pouco..
e os vapores e águas que para ti foram tão satisfatórios quase são
efêmeros pra mim..se a vista caiu em logro daqui de cima..
Um sonho, e que é um sonho? Não será a nossa vida algo parecido?
Enfim, se tudo isso é ontem, num real abarrotado de hormônios, pode-se
dizer dos sonhos
e de novo dos hormônios, depois do vinil do Vinicius depois de quatro
dias ainda não enjoar..
já que agora chove e, eu só precise de algo quente..e sonolento ..
Enfim, se tudo isso é ontem, num real abarrotado de hormônios, pode-se
dizer dos sonhos
e de novo dos hormônios, depois do vinil do Vinicius depois de quatro
dias ainda não enjoar..
já que agora chove e, eu só precise de algo quente..e sonolento ..
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