quarta-feira, outubro 01, 2014
cansera
não amarei mais aquela projeção ideal
ou aquela negativa impressão
buscarei o mistério que há entre essas duas
meu sentimento não diz o que sou
é só um termômetro de mim mesma
quero perceber
saber o que o outro sente
descobrir a dimensão amor
?????
de novo?
não somente viver de compensação psicológica
é claro, sou fraca e isso pode acontecer
há dentro do outro uma dimensão infinita
inabarcável
uma pessoa inteira, viva e presente
e não quero confundi-la com as imagens
que invento
olharei de novo, de novo, de novo
em vez de pensar
não quero mais sonho e imaginação
chega de palhaçada!
Não sei de nada,
mas estou no mundo
e me parece o mesmo quando acordo
quem muda sou eu
só que não
e o verdadeiro é o qual eu estou
fisicamente, na experiência real
me abro para ele com toda sua complexidade
e mistério
o amor não é objeto do conhecimento
só pode ser conhecido por participação
independente do que eu estou imaginando
o outro é alguma coisa
é uma pessoa real
existe independente de mim
das impressões que sinto
dos meus sentimentos
e eu olho
querendo saber
quem és realmente
sem alterar, seja deformando
enfeitando
sem inventar...
eu imagino isso,
imagino aquilo
...............................
na minha cabeça
na minha cabeça
isso não está no mundo
meu caminho é longo....
eu quero o mistério
e tudo que ele venha a ser
na convivência real
e tudo isso é maravilhoso
pois eu nunca vou saber
o que és, pois também
muda
mas seria bom amar tudo
aquilo que eu imagino
como um todo
na condensação das nossas
vivências...
e enfim, desejar que tu sejas eterno!
uuuuuiiiiiiiii
depois dessa....
.................................
vai escrever só uma página por dia do fichamento?
ah vai dormir
pra acordar cedo!
quem foi que inventou a categoria amor romântico?
caralhooooooooooooooooo
agora eu fico procurando essa porraaaa....
como é dar amor?
eu vou dar...
é.... eu vou dar.........
sábado, setembro 27, 2014
auto interpretações da própria percepção
espontaneamente cansei
ou simplesmente os hormônios agora
são outros
as faltas linearmente eu acostumo
afinal
é melhor não se comprometer
só temos a nós mesmos
querer o possível
work with my hands
eu não delimito o que sinto
mas agora falarei somente aqui
eu sei que minto
sinto o útero dar cambalhotas...
era preciso o q?
não! não quero nada!
nem poesia,
estética, metafísica...
porra nenhuma.
As forças todas do universo,
Em cuja reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagônicas e absurdas se sucedem —
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações,
Eu o abstrato, eu o projetado no écran,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto
Eu sofro ser eu através disto tudo como ter sede sem ser de água."
quarta-feira, setembro 24, 2014
Do I Wanna Know?
Do you ever get the fear that you can't shift the type that sticks around like summat in your teeth?
Are there some aces up your sleeve?
Have you no idea that you're in deep?
I dreamed about you nearly every night this week
How many secrets can you keep?
'Cause there's this tune I found that makes me think of you somehow and I play it on repeat
Until I fall asleep
Spilling drinks on my settee
(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Sorta of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day
Crawlin' back to you
Ever thought of calling when you've had a few?
'Cause I always do
Maybe I'm too busy being yours to fall for somebody new
Now I've thought it through
Crawlin' back to you
So have you got the guts?
Been wondering if your heart's still open
And if so I wanna know what time it shuts
Simmer down and pucker up
I'm sorry to interrupt
It's just I'm constantly on the cusp
Of trying into kiss you
But I don't know if you feel the same as I do
But we could be together if you wanted to
(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Sorta of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day
Crawlin' back to you (crawling back to you)
Ever thought of calling when you've had a few? (you've had a few?)
'Cause I always do ('cause I always do)
Maybe I'm too (maybe I'm too busy) busy being yours to fall for somebody new
Now I've thought it through
Crawling back to you
(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Sorta of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day
(Do I wanna know?)
Too busy being yours to fall
(Sad to see you go)
Ever thought of calling, darling?
(Do I wanna know?)
Do you want me crawling back to you?
Dentro
as aulas e os livros
as línguas
os entes vestidos que se cruzam
os ladrões possíveis
o amor possível
eu passo e vivo
o quarto e a coberta cinza
uma cópia de Monet
os discos que não ouço
e as teorias que virão
e serão somente teorias
que dirão conhecimento
e pedirão palmas
e opinião
aham...
deu sono de novo
yesterday
sou eu de novo
e não há como voltar
você vai embora
eu sei
eu posso estar errada
com ou sem você
que pode ser você
se quisermos
e pode também não ser
se quisermos
enfim, queremos
estar bem e isso é tudo,
não precisamos estar dentro
....................
eu tenho dúvidas............................
Sujeito corporificado com percepção fudida
quero ficar com os olhos fechados
podem ser os hormônios?
sinto-me impelida a perceber toda a contingência
que há no mundo
mas nas minhas ações pareço ser sempre a mesma
o que cansa-me demasiado
a minha auto interpretação de saco cheio
por minha repetição
agora se sangrar
devo não querer morrer daqui uns dias
por enquanto
acho que é cabeça vazia
falta de serviço
muita leitura
muitas línguas
a vontade é de fugir de país
sei lá...
nada irá mudar
mas será que na China eu seria a mesma
idiota???
no sul da França?
no norte da Itália?
em Freiburg?
um semestre em Porto?
e se passasse uns dias em Monte Saint-Michel?
na casa do caralho?
na puta que pariu?
e se o sujeito corporificado e sua percepção
a vai se fuder...
nem fudendo a coisa muda...
qual experiência faria com que a minha razão
mudasse a percepção de mim mesma?
Sâmara, você somente se verá diferente
se agir diferente...
fudeu de novo.
Você muda, eu vejo...
relaxa, só sente mais ou menos
parecido....
as necessidades é que não mudam muito...
merda.
Débil mental
não
o que faço está feito
não há que perder tempo
por saber da própria ridicularidade
em que se encontra
saberia ser outra?
parece que não
a dinâmica é sempre idiota
o que fará se nas tpm's da vida
se coloca a fragilzinha
ridicularizável
quando irá acabar isso?
que merda!
o melhor a se fazer a essa hora
dormir.
num minuto a mais
da meia-noite
e meia...
lamentar é desncessário
suas paixões inúteis
aparecendo a esta hora da noite
demonstrando o quanto sua razão
é débil.
quinta-feira, setembro 18, 2014
blá blá blá do badalo anunciando a hora de dormir...
A minha experiência perceptual não é imediata,
o que atinge minha consciência?
O que impacta meus sentidos?
mais blá blá de sempre...
ok
meus pensamentos dados pelo meu recorte
da percepção não são infalíveis
E quando eu erro?
eu não pensei em nada?
já que não está no mundo, pois estava iludida...
Quando penso no meu amor,
e não há amor nenhum
eu não pensei em nada. O meu pensamento é inadiável,
mas se não há conexão com o que está mundo,
que merda.
Se meu pensamento me motiva a agir
e se estou iludida
não ajo...
Devo me situar no mundo
onde estou, como me relaciono a partir de onde
é...
A minha memória tem as cores
daqueles tons que eu percebia?
Posso distingui-los?
posso dizer o que significam?
Não!
Se o objeto que penso não está em relação
com o meu corpo,
Da flor de cactus
Ela não quis
De minha vida
Vivo agitado
De tudo ou quase tudo
Eu só sei de mim
De nós
De todo o mundo
A sua senha
Sou enganado
No fim do dia
Perdi a vida
De nada ou quase nada
Só sei de mim
Só sei de mim
De cada dia
Dia após dia
blá blá de sempre
Miguel de Unamuno - Do sentimento trágico da vida
terça-feira, setembro 16, 2014
projetos que se tornam papel
são mais importantes
enfim
teorias
daqueles que fazem
fenomenologia
e no fim dizem que estão
fazendo ontologia
as necessidades
o belo, a angústia
a autenticidade
voltemos, individuação.
Afetos, ah tá, vou vê-los
este semestre
na teoria moral
de Hume.
E na poesia
que não abro mão...
o belo me salva.
e daí?
vai pra aula Sâmara.............................................
Decerto meu deserto
ahhhhhhhhhhhh
pra que se lo lleve el viento....
que tengo yo en mi soledad...
a punto, a punto...
empezar y acabar...
pa mi corazón, pa mi piensamiento...
no sé, no sé..
quinta-feira, setembro 11, 2014
Muriel
retinha-te esgotava-te e se te não perdia
era só por haver-te já perdido ao encontrar-te
Nada no fundo tinha que dizer-te
e para ver-te verdadeiramente
e na tua visão me comprazer
indispensável era evitar ter-te
Era tudo tão simples quando te esperava
tão disponível como então eu estava
Mas hoje há os papéis há as voltas dar
há gente à minha volta há a gravata
Misturei muitas coisas com a tua imagem
Tu és a mesma mas nem imaginas
como mudou aquele que te esperava
Tu sabes como era se soubesses como é
Numa vida tão curta mudei tanto
que é com certo espanto que no espelho da manhã
distraído diviso a cara que me resta
depois de tudo quanto o tempo me levou
Eu tinha uma cidade tinha o nome de Madrid
havia as ruas as pessoas o anonimato
os bares os cinemas os museus
um dia vi-te e desde então Madrid
se porventura tem ainda para mim sentido
é ser solidão que te rodeia a ti
Mas o preço que pago por te ter
é ter-te apenas quanto poder ver-te
e ao ver-te saber que vou deixar de ver-te
Sou muito pobre tenho só por mim
no meio destas ruas e do pão e dos jornais
este sol de Janeiro e alguns amigos mais
Mesmo agora te vejo e mesmo ao ver-te não te vejo
pois sei que dentro em pouco deixarei de ver-te
Eu aprendi a ver a minha infância
vim a saber mais tarde a importância desse verbo para os gregos
e penso que se Bach hoje nascesse
em vez de ter composto aquele prelúdio e fuga em ré maior
que esta mesma tarde num concerto ouvi
teria concebido aqueles sweet hunters
que esta noite vi no cinema Rosales
Vejo-te agora vi-te ontem e anteontem
E penso que se nunca a bem dizer te vejo
se fosse além de ver-te sem remédio te perdia
Mas eu dizia que te via aqui e acolá
e quando te não via dependia
do momento marcado para ver-te
Eu chegava primeiro e tinha de esperar-te
e antes de chegares já lá estavas
naquele preciso sítio combinado
onde sempre chegavas sempre tarde
ainda que antes mesmo de chegares lá estivesses
se ausente mais presente pela expectativa
por isso mais te via do que ao ter-te à minha frente
Mas sabia e sei que um dia não virás
que até duvidarei se tu estiveste onde estiveste
ou até se exististe ou se eu mesmo existi
pois na dúvida tenho a única certeza
Terá mesmo existido o sítio onde estivemos?
Aquela hora certa aquele lugar?
À força de o pensar penso que não
Na melhor das hipóteses estou longe
qualquer de nós terá talvez morrido
No fundo quem nos visse àquela hora
à saída do metro de Serrano
sensivelmente em frente daquele bar
poderia pensar que éramos reais
pontos materiais de referência
como as árvores ou os candeeiros
Talvez pensasse que naqueles encontros
em que talvez no fundo procurássemos
o encontro profundo com nós mesmos
haveria entre nós um verdadeiro encontro
como o que apenas temos nos encontros
que vemos entre os outros onde só afinal somos felizes
Isso era por exemplo o que me acontecia
quando há anos nas manhãs de Roma
entre os pinheiros ainda indecisos
do meu perdido parque de Villa Borghese
eu via essa mulher e esse homem
que naqueles encontros pontuais
Decerto não seriam tão felizes como neles eu
pois a felicidade para nós possível
é sempre a que sonhamos que há nos outros
Até que certo dia não sei bem
Ou não passei por lá ou eles não foram
nunca mais foram nunca mais passei por lá
Passamos como tudo sem remédio passa
e um dia decerto mesmo duvidamos
dia não tão distante como nós pensamos
se estivemos ali se Madrid existiu
Se portanto chegares tu primeiro porventura
alguma vez daqui a alguns anos
junto de Califórnia Vinte e Um
que não te admires se olhares e me não vires
Estarei longe talvez tenha envelhecido
Terei até talvez mesmo morrido
Não te deixes ficar sequer à minha espera
não telefones não marques o número
ele terá mudado a casa será outra
Nada penses ou faças vai-te embora
tu serás nessa altura jovem como agora
tu serás sempre a mesma fresca jovem pura
que alaga de luz todos os olhos
que exibe o sossego dos antigos templos
e que resiste ao tempo como a pedra
que vê passar os dias um por um
que contempla a sucessão de escuridão e luz
e assiste ao assalto pelo sol
daquele poder que pertencia à lua
que transfigura em luxo o próprio lixo
que tão de leve vive que nem dão por ela
as parcas implacáveis para os outros
que embora tudo mude nunca muda
ou se mudar que se não lembre de morrer
ou que enfim morra mas que não me desiluda
Dizia que ao chegar se olhares e não me vires
nada penses ou faças vai-te embora
eu não te faço falta e não tem sentido
esperares por quem talvez tenha morrido
ou nem sequer talvez tenha existido
Ruy Belo
terça-feira, setembro 09, 2014
Devaneio
domingo, setembro 07, 2014
andas suspirando
paixão
ui! não era pra fazer isso não?
aspira no fundo
bater com razão?
ah pouca sedução
ok
espera não agita
tanto
harmoniza
faz da alma
teu sim, teu não
sim, sim, sim
eu cuido do vermelho
pulsar
vivo, vivo, vivo
quero sem medo
volta, mira!
olha pra dentro
e não faz confusão
eu te escuto
segue no peito
ardendo
é assim,
não esquenta não!
tchau e tun, tunm
tun, tun, tun
tun...
......
......
....................
sábado, setembro 06, 2014
Salivo
Inefável
Nada há que me domine e que me vença
Quando a minh'alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial Sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
D'estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outra mais serenas madrugadas!
todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim, porque eu as amo
Na minh'alma volteando arrebatadas.
Cruz e Sousa
Quando a minh'alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial Sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
D'estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outra mais serenas madrugadas!
todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim, porque eu as amo
Na minh'alma volteando arrebatadas.
domingo, agosto 31, 2014
sábado, agosto 30, 2014
Invento amor
Talvez meu amor não sonhe
E eu também não quero
Mais sonhar
E sim
Mais amar
Sâmara
Saltitando
minha luz refletiu
sem precisar demonstrar alguma razão graduada
o papel do filósofo
irrelevante
não há nada de extraordinário
mas ideais vão descendo y sin grandes distâncias
agora sei que subirão novamente...assim farei.
e o fato de não cansar-me de ser ridícula
de virem nos meus olhos a procura
de amor
ok
minhas ilusões deliciosas
minha vida sempre seguiu este sentido
e continuarei neste caminho.
Parece que à alguns não é efêmera
pois quando me parecem distintos
vejo que possuem medo
e fogem de caminhar a sentir ilusões
"sublimes
nobres
lúcidas
sim, verdadeiramente lúcidas..."
ilusões do meu eterno.
Estive feliz por ter descido
e fumar cigarros contigo
pareceu que queria conhecer-me......
e demonstrar um pouco do humano que és.
O fato que todas minhas ilusões inúteis
para mim são substanciais
tornam meu caminho mais encantado
colorido
sinto-me bem
posso continuar a andar saltitante
sem medo.
domingo, agosto 24, 2014
Hoy yo com mi corazón quito todas las tiritas...
Años
Nos vamos poniendo viejos
El amor no nos reflejo como ayer
En cada conversacion
Cada beso, cada abrazo
Se impone siempre um pedazo de razón
E como muda o que eu sinto
O que ontem era amor
Vai se tornando outro sentimento
Porque anos atrás
Tomar tua mão, roubar-te um beijo
Sem forçar o momento
Fazia parte de uma verdade ...
Viendo las horas que van passando
Las viejas discussiones
Se van perdiendo entre las razones ...
A todo dices que si
A nada digo que no
Para poder construir
Essa tremenda harmonia
Que pone viejo los corazones
Vendo as horas que vão passando
As velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
A tudo dizes que sim
A nada digo que não
Para poder construir ...
Esa tremenda harmonia
Que pone viejo los corazones
sábado, agosto 23, 2014
quinta-feira, agosto 21, 2014
Mimimimimi saco!
Virei um zumbi?
Que se diz de
paixão
Enquanto no tal do jogo
Livre
Eu presa, desperta
A saber q o Outro
Não se entrega
não...
Ehhhhh zumbi
Vai dormir
Vai querer que entregue
Para ti
Aquele coração?
Hahahaha
Haja ingenuidade
Da instrumentalidade
Seja prazer
Seja razão...
segunda-feira, agosto 18, 2014
sábado, agosto 16, 2014
À minha Beatrice.
meu já amor
é um bem que quero
amar você
você é meu bem?
se me disseres que não és
como irei desfazer?
meu amor você tens me confundido
quando nos comemos experimentando
o sabor que temos
vi saciada
e depois esvaziada quando vai pro nada
te invento calada
pra preencher
o prazer que há
quando você dentro
vem me beijar
e penso que conforto
quando eu me aquieto no céu
do seu peito
apaziguada
sobre seus pêlos
que minhas mãos
procuram o macio do
teu coração pegar
agora que me vejo outra
pois penso tanto em ti
fiquei feliz
quando virou o rosto
será que eu tive de forçar?
mas vi seu olhar a mirar
que maravilhoso convite
crês que podes
outra vez inundar
preenchido
um alento
de luz
de amor que une
e imune
nosso amor
unidade eterna em mim
amor claro
surpreendidos
nossos olhos
nesse paraíso que há
deslumbrados viveremos
transportados
para o que sempre queremos
àquela "esfera mais alta
e luminosa".
“e drizzeremo gli ochi al primo amore,
sí che, guardando verso lui, penetri,
quant' è possibil, per lo suo fulgore."
Dante, Paraíso, CANTO XXXII, 142.
terça-feira, agosto 12, 2014
Hados
necessitado de significado
quando viu-se amorado
estava fadado, aluado, acuado
quando mirou o seu lado amarelado
tudo ficou simplificado descentralizado
do outro lado que estava virado
já tinha desdobrado o mundo
encantado
acabrunhado, islado e enfadado
com a crítica literária do Machado
à carne resignado
acabado e
rimado
depois de pensado o que sempre é sonhado
foi ler conformado.
segunda-feira, agosto 11, 2014
Sâmara nenhuma teoria é melhor que seu sexo
até sua bunda é melhor que qualquer teoria
melhor até que você Sâmara!
Picas versus iniciações
Heidegger e Hanna kkkk
Muita porra que fica na lembrança
ok
partimos para o plano d'antes
os seus planos
sem guias
a paixão se quiser vir, que venha, se tiver que vir
Ou não venha
Ou se já tiver aqui
Já podes ir
se não quiser
Ou se quiser que fique aqui
Mas
não vai ser mais tábua de salvação
afinal...
agora que eu aprendi tamanha a ilusão
e necessidade,
imaturidade
Fantasia
Verdade
Ao menos sei que a minha vontade
É verdade
O que sinto
Não sei não
Dizem que é ilusão
OK
Volto pro meu eterno
Querer
Tudo que pra mim fica
E é minha pica no tempo
Literatura, poesia, filosofia
tenho menos tempo pra idealizar
Minha morte em ti....
sábado, agosto 09, 2014
só pro meu prazer
eu não terei a audácia
de fingir
que tenho uma razão tão...tão...tão...
que crio o que quiser
é até mesmo
mais muita razão
afinal, são tantas as percepções que conheço
que, ah....eu tô flutuando sobre as minhas...
pra ter "controle de toda a percepção
das minhas fantasias"
tão infantis, e afinal no mundo dos adultos sábios
são tantas ilusões pra tanta razão
que com uns vinte anos de estudo
ou mais
eu nunca
acharei que a minha maior ficção
precisa ser substituída..
ou que a minha percepção do que sinto
estará acima
como um eu observando o próprio euzinho..
ah por favor...
essa realidade semântica, transcendental cheia de razões
pra todas as razões
e
acima, mui acima
eu é que não subo aí...
Eu adoro mulher com bunda grande.
cai no seu colo a realidade
A vida já não é mais a mesma
a alma já possui o que quer
o corpo perdeu-se aí
minha alma antes só minha
agora parece querer ser guiada
aliás, não foi o que sempre quis?
aquela figura que tem falo
e a leva pra ver o mundo?
da mulher dos olhos
da mulher loira
esta mulher que paralisa
não parece ser mulher
parece menina...e foi, que isso menina!
e por vias de encontrar-se
perde-se a força da voz
por medo
és uma bundona realmente,
tu és, Sâmara, uma mulher da bunda grande.
Sâmara, você é sua bunda, seus, olhos,
sua cabeleira...
não se esqueça....
Mas eu tô tão dentro....
Seu gozo agora o mais gemido
parece que contesta, sim, fui possuída...
Ergo-me sentindo sozinha
o medo do amor que há no meu peito.
organizo tudo...pra ver se reflete
na alma.
Não há problemas Sâmara,
não diz da alma
quando adora bundas grandes
tu que moves demais por dentro
e agora permaneces muda.
são só corpos humanos gastando gozo,
ensinando como é fazer, alcançar...
... Não é isso que queria?
Que lhe ensinassem?
ternura e do horror
com o olhar posto no passado em sua poesia...
que pude sentir
o papel se repetindo, o desejo do novo,
muito do novo que deseja e sempre virá...
para que não fique congestionado....
ok...
Não vai precisar mostrar o seu ser...
Ainda que o amor viesse,
sua nudez - de corpo, não de espírito,
já foi despida em somente pensar
que amas...
e isso parece melancólico...
e para ti como sempre
ridícula.
acorda!
você não sabe
exatamente nada, Sâmara.
imagens da vida, imagens da vida...
medo da vida, bundona!
Afinal uma mulher que tem bunda grande é você,
Vai deixar de tomar no cu?
Para Sâmara!!!
Isso é para que não vejam quem és?
Não há nada perdido
Seu coração está sentindo
Além da bunda
E afinal podem vislumbrar sua alma
Em seus olhos.
terça-feira, agosto 05, 2014
e seria internada num hospital psiquiátrico
eu assustada, louca,
recebia o veredito sentada em frente ao psiquiatra
vestida numa camisa de força:
você está num surto psicótico!
Comecei a hiperventilar....e...
acordei na hora, poootz
e minha unidade da consciência
disse:
não! você só está apaixonada.
Não se preocupe.
segunda-feira, agosto 04, 2014
sim, estou grata
a vida me faz feliz
sinto-me viva
hj vi um motoqueiro caindo na A. Carlos
ele poderia ter morrido
e eu iria ficar ali analisando o fenômeno?
Obrigada pela graça de ser.
Deus, tira o meu medo,
morre o meu medo...
Eu vou racionalizar, sentir alguma verdade?
estarei depois justificada
pois há verdade na minha confissão.
O meu amor, lembra?
agora parece um sonho confusão.
Amor,
eu não sei de nada
mas parece que amor
é eu ser grata e viva.
Eu volto pra Beleza amanhã,
e daí vai ter Mente e mundo
de novo.......................ahhhhhhhhhhhhhh
Amorança
domingo, agosto 03, 2014
O belo como verdade.
me disseram muito fácil defender o que
nos causa prazer
mas a questão é, há tantas formas de beleza
que não podem ser reduzidas numa sensação
pois são várias
ok
daí o belo interessado e desinteressado..
mas também pq estas duas classificações?
ok
pra falar da nossa vontade de possuir o belo...
de devorá-lo
do belo de alguma forma fazer parte do que há dentro
de nos inserirmos e compartilharmos o que nos causa
desejo
separemos então
o Eros,
mas o seu caminho que transcende e atribui
significado à beleza
posso afirmar o belo como verdade?
que tipo de verdade?
uma das verdades que o homem busca...
mas o belo já não está dado?
o natural sim
mas podemos criá-lo
e sabemos o que nos apraz...
basta sentir.
Me disseram, que o difícil é defender o feio
agora entendi
porque a relegação do belo
eu nem sei o que é o feio...
o belo como harmonia? o feio como contrário?
ah seria muito simples....
ah....eu só tenho perguntas...
Me disseram que o Duchamp é belo
hummm
sexta-feira, agosto 01, 2014
Ode to a Nightingale
| MY heart aches, and a drowsy numbness pains | |
| My sense, as though of hemlock I had drunk, | |
| Or emptied some dull opiate to the drains | |
| One minute past, and Lethe-wards had sunk: | |
| 'Tis not through envy of thy happy lot, | 5 |
| But being too happy in thine happiness, | |
| That thou, light-wingèd Dryad of the trees, | |
| In some melodious plot | |
| Of beechen green, and shadows numberless, | |
| Singest of summer in full-throated ease. | 10 |
| O for a draught of vintage! that hath been | |
| Cool'd a long age in the deep-delvèd earth, | |
| Tasting of Flora and the country-green, | |
| Dance, and Provençal song, and sunburnt mirth! | |
| O for a beaker full of the warm South! | 15 |
| Full of the true, the blushful Hippocrene, | |
| With beaded bubbles winking at the brim, | |
| And purple-stainèd mouth; | |
| That I might drink, and leave the world unseen, | |
| And with thee fade away into the forest dim: | 20 |
| Fade far away, dissolve, and quite forget | |
| What thou among the leaves hast never known, | |
| The weariness, the fever, and the fret | |
| Here, where men sit and hear each other groan; | |
| Where palsy shakes a few, sad, last grey hairs, | 25 |
| Where youth grows pale, and spectre-thin, and dies; | |
| Where but to think is to be full of sorrow | |
| And leaden-eyed despairs; | |
| Where beauty cannot keep her lustrous eyes, | |
| Or new Love pine at them beyond to-morrow. | 30 |
| Away! away! for I will fly to thee, | |
| Not charioted by Bacchus and his pards, | |
| But on the viewless wings of Poesy, | |
| Though the dull brain perplexes and retards: | |
| Already with thee! tender is the night, | 35 |
| And haply the Queen-Moon is on her throne, | |
| Cluster'd around by all her starry Fays | |
| But here there is no light, | |
| Save what from heaven is with the breezes blown | |
| Through verdurous glooms and winding mossy ways. | 40 |
| I cannot see what flowers are at my feet, | |
| Nor what soft incense hangs upon the boughs, | |
| But, in embalmèd darkness, guess each sweet | |
| Wherewith the seasonable month endows | |
| The grass, the thicket, and the fruit-tree wild; | 45 |
| White hawthorn, and the pastoral eglantine; | |
| Fast-fading violets cover'd up in leaves; | |
| And mid-May's eldest child, | |
| The coming musk-rose, full of dewy wine, | |
| The murmurous haunt of flies on summer eves. | 50 |
| Darkling I listen; and, for many a time | |
| I have been half in love with easeful Death, | |
| Call'd him soft names in many a musèd rhyme, | |
| To take into the air my quiet breath; | |
| Now more than ever seems it rich to die, | 55 |
| To cease upon the midnight with no pain, | |
| While thou art pouring forth thy soul abroad | |
| In such an ecstasy! | |
| Still wouldst thou sing, and I have ears in vain— | |
| To thy high requiem become a sod. | 60 |
| Thou wast not born for death, immortal Bird! | |
| No hungry generations tread thee down; | |
| The voice I hear this passing night was heard | |
| In ancient days by emperor and clown: | |
| Perhaps the self-same song that found a path | 65 |
| Through the sad heart of Ruth, when, sick for home, | |
| She stood in tears amid the alien corn; | |
| The same that ofttimes hath | |
| Charm'd magic casements, opening on the foam | |
| Of perilous seas, in faery lands forlorn. | 70 |
| Forlorn! the very word is like a bell | |
| To toll me back from thee to my sole self! | |
| Adieu! the fancy cannot cheat so well | |
| As she is famed to do, deceiving elf. | |
| Adieu! adieu! thy plaintive anthem fades | 75 |
| Past the near meadows, over the still stream, | |
| Up the hill-side; and now 'tis buried deep | |
| In the next valley-glades: | |
| Was it a vision, or a waking dream? | |
| Fled is that music:—do I wake or sleep? | 80 |
John Keats. 1795–1821 |
| e Apolo e Dafne, Bernini. |
Welwitschia mirabilis
sonhei que estava com o Scruton na Namíbia...
??
hoje, buscando saber vi do
deserto que desemboca no mar.
Descobri a Welwitschia mirabilis, a única....mais de 100 anos tirando
a umidade do ar do deserto...???
ela só não pôde ser bela...
o nome do deserto é "lugar vasto"
a areia com tantas partículas soltas dum amarelo
dourado como espelhos refletindo a luz do sol
tentando agregar-se em amontoados
transfigurando, transfugindo
para depois serem fundo da
liquidez total do azul imenso
na maior fluidez de onde surgiu a vida
porque se não fosse o sal,
aquele que tempera,
a gente já tinha bebido
o azul.
Nada disso,
se não fosse o azul ali do lado sentindo
o toque
o amarelo já teria sido consumido.
terça-feira, julho 29, 2014
Enfim, no completo desejo,
na avidez espumante,
apertam-se, murmuram,
expiram os corpos dos amantes.
agarram-se, apertam-se,
as línguas úmidas tocando,
o caminho para o coração do outro forçando,
em vão, pois apenas
pela costa navegam...
nos corpos, não penetram,
e além não chegam.
Outra vez, um no outro sucumbem,
mas barras impenetráveis os dividem.
Todas as maneiras tentam, e sem sucesso se diria
a cura da secreta ferida do amor que não sacia.
De rerum natura.
Lucrécio.
segunda-feira, julho 28, 2014
domingo, julho 27, 2014
mas se são sonhos
como haverão de vê-los?
pensava que sua opinião importava
pois estava na lista daquelas opiniões que importavam
e agora?
que não está feliz com o ser que escolhi ser
que pena
pois quem escolhe sou eu
eu queria que gostasse dele como eu gosto
mas os valores são sempre assim
todos querem o mesmo valor
que eles próprios atribuem
ok
algo vai mudar,
só não sei ainda.
a terceira crítica ainda está no armário
continuo com a pura ao lado da cama
hoje um pouco
não há possuir pela espalda
não há verdade de pares
enfim,
a verdade é o todo
mas também não há
perda de expectativas
ok,
vi a garça novamente no laguinho
veio um urubu dando o ar da graça
pousando do seu lado
e ela o espantou...
a história total de hoje
três nãos
chega destas tentativas
a história aberta
conduzida
a minha modalidade de ser
não quer se mostrar tanto
como antes
mais educada, mas ao mesmo tempo
mais política, mais polida
menos transparente,
interesses mais proeminentes...
verdades aparentes?
fantasmas...que ora me visitam
problemas filosóficos
e???
um perfume novo
realidades em foco
emergindo
da verdade total
que eu lembro sempre
a sucessão dos dias
as pessoas no caminho
as conversas
imunidade baixa
a verdade é a própria realidade
no seu devir
na medida que se toma consciência.
A sucessão do diverso...
me passa.
sábado, julho 19, 2014
Vetor espalda
Com possíveis erros de jogos de sedução
Quanto mais comunicável
No ambiente entusiasta acadêmico
Sinto a presença e vejo você
A minha unificação
Pôde receber o vetor
Aquele de tomada de forma
Posso agora lembrar da terceira crítica
Guardada...
Vou pra ela.
Pode quem sabe mostrar-me alguma
Verdade
De pares
Sem intenção de algum
Doutrinamento
Numa incontrolável dominação de forças
Que me vem possuir pela espalda.
quinta-feira, julho 17, 2014
Mind and word, hã? stopped! the action of declaring or making righteous in the sight of God!
o que é o mental?
eu diria mensagem?
mas e a dor? a vontade?
que saco...vai cair nos jogos de linguagem?
na vida? consciência...
só há mente se há vida...
o mundo como relação,
ah sei de nada não...ão ão ão
não há nada de novo
só eu
incrível
a minha confissão
vai cada dia com menos
necessidades, aquelas de antes, talvez
incrível
tudo me parece tão como é
tenho dúvidas se não são os hormônios
queria escrever sobre a necessidade de destruição
de devorar o belo
talvez tenha conteúdo conversando com um
especialista em estética
talvez...
sabia que o dia foi longo?
sabia que tive mais horas?
agora eu madrugo, recebo o dia
quando ele vem, vai ser assim até que mude
algo
escuto pássaros numa sinfonia
na caminhada no campus
vejo micos atropelados
mais nada
parece sempre o mesmo
mas parece sempre diferente
teve até garça no lago da reitoria
e um idiota espantando...quem acredita?
quero devorar o belo na academia
mas o que conversa comigo é outro
o belo é demais pra mim...fdp ainda ousa me tocar...
cheio de sortilégios...kkkk
o que sinto ao querer evitá-lo?
sinto raiva por não poder escolher não querer...
sei que quer o meu olhar...
o meu desejo... e o tem...
está sobre qualquer contexto...
impondo-se ao meu olhar, não...
ahhhh
nada importante...
são apenas aquelas partes vistas num dado contexto...
no fim,
eu quero aulas,
mestres...
conhecimento...um pouco, um pouco...
o belo é evidente a todos que olham
e todos querem devorá-lo?
ah...eu não tenho nada pra dizer
além do belo
que há na academia...merda.
e o dia já acabou.
O belo é mental?
mas se ele morrer, como a Marilyn,
o belo não morre.
Mente e mundo já foi pro saco,
nem sei se consigo...
devo ser reprovada de novo?
afinal, se não se sabe nem como se conhece, REPROVADO
quanto mais conhecer Mente e Mundo..........................................ahhhhhhhhhhhhhh
ah alguma coisa eu vou aprender. Afinal, uma voz ecoará dentro de mim.....
e no fim saberá,
sua atração pelos analíticos Sâmara,
é coisa do Mefistófeles...
segunda-feira, julho 14, 2014
INMORTALIDAD DE LA NADA
Todo lo consumado en el amor
no será nunca gesta de gusanos.
Los despojos del mar roen apenas
los ojos que jamás
porque te vieron,
jamás
se comerá la tierra al fin del todo.
Yo he devorado tú
me has devorado
en un único incendio.
Abandona cuidados:
lo que ha ardido
ya nada tiene que temer del tiempo.
Ángel González
Hasta mañana
voy a meterme a tientas en el sueño.
En este instante el odio no trabaja
para la muerte que es su pobre dueño
la voluntad suspende su latido
y yo me siento lejos, tan pequeño
que a Dios invoco, pero no le pido
nada, con tal de compartir apenas
este universo que hemos conseguido
por las malas y a veces por las buenas.
¿Por qué el mundo soñado no es el mismo
que este mundo de muerte a manos llenas?
Mi pesadilla es siempre el optimismo:
me duermo débil, sueño que soy fuerte,
pero el futuro aguarda. Es un abismo.
No me lo digan cuando me despierte.
Mario Benedetti
Pipoca às carpas, camarão, Alemanhã nada...
Pensei que P
eu
falo centrada
nesta tarde
feliz
na final da copa do Mundo
de fato
na lógica dos fatos não
mas das coisas
foste foz
depois acabou
o jogo
e tudo do dia agora
nada é importante
nenhum amor de lembranças
na direção a prumo que apontava para o
que viria a ser
um símbolo foi refutado
e o sangue veio
enfim
na faixa de gaza
muitos morrem
consegui alguns livros do alemão B1 e B2
a Alemanha ganhou
amanhã já é nada
nada importa agora
talvez P de Platão, não, não agora não...
sem esmaltes
é bom deixar a unha descansar um pouco
eu gostaria de conhecer um pouco
mais da filosofia persa
sonhei que filosofava com o diabo
ele me advertia sobre filosofias que eram feitas
graças à inspiração infernal
era algo sobre o absurdo...deve ter sido
aquele filme do Samuel Beckett
acordei com medo
sonhei com o passado
que me veio
fomos ao parque juntos
veio num cavalo que eu cavalguei
e era branco, pensei até que era o príncipe...
um pouco de feitiçaria usada pra transformar
um ser pra salvar o domingo
dei pipocas aos peixes
aquelas carpas gigantes e bocudas
engolem sem mastigar
deglutindo-o todo o dia
o dia acabou
não há mais disputas em questões fundamentais
há um mundo em minha mente, incomunicável
e um outro, com tão e tão
e tão mais com cor
e por que tão mais prazer neste outro?
não sei o que fazer
sei sim
dormir
para trabalhar amanhã.
sábado, julho 12, 2014
Samstag
existir
não há nada que eu queira buscar
fora daqui
nem na padaria,
ou em algum pdf
no outro..
lá fora...
sei lá...
pra onde foi meu desejo?
descansar aqui na cama?
assistir um filme?
enfim
descobri
que essa punheta de sentimentos
nobres, altos, lúcidos
ahh preguiça
deles
todo o conhecimento....que eu tenho pressa
ah sei lá
a Medusa me assusta cada vez mais
e é tão pouco, tão nada o que eu vejo
só sei que
Tá tão bom
só eu
o terceiro andar
Mente e mundo
que eu não entendo nada.
Vai de pipoca e cinema.
terça-feira, julho 08, 2014
sexta-feira, julho 04, 2014
Ontem a lua sorriu no céu
estava só em casa
todas viajaram
e eu não vou pro ninho
estive projetando um amor
que inventei na quarta
tudo bem
até eu saber
que é muito querer
pra alguém saber
o tamanho
da minha vontade.
E assim fico em casa
de calcinha
com Mente y Mundo
e lavo as roupas
não há nenhuma filha de lavadeira
que possa cogitar para um casamento
feliz
aliás
isso cada vez mais
me parece solipsismo
sem
o outro.









