sábado, novembro 15, 2014

Âramas

Não quer expressar nada
Sabia que aquilo tinha data de validade
bem vísivel
mas não esperava aquele fim
de fato ela esperava
amor
e não ouvir aquilo
tinha a sensação
que queria agredi-lo
dar um lhe tapa na cara
lhe chamar de canalha
não! de crápula!
isso só se vê em filme
quando o óculos resvala pro
maxilar e abre as hastes
e nem sente o tapa
mas o crápula
quer que acabe ali
pra ficar com a palavra
e depois desamassar os óculos
 quem não quer ser um crápula?
eles sabem o que é necessário.
pouco importa se acabou
o crápula fica
afinal
crápula é um adjetivo vazio...
lembrar de Drácula
não solicita nada
associação errada
um crápula pode ser belo
e até amável
ou não ser nada disso.


sábado, novembro 08, 2014

Lá do alto ela gigante
olha a iluminar a noite sem sono
com vontade de luto
já se passaram duas horas do meio na noite
as noites assim possuem paz?
sim, não há nada a temer
dissolver problemas, não criá-los
Ergue-se na cadeira
parece procurar alguém
não!
imagine as possibilidades
ou simplesmente recorra aos textos
usar a imaginação na madrugada
pra fazer projeções sobre o nada
cansaço
não!
vamos para "a febre dos hiperlinks"
agora
melhor
sobre "quão distante é o ensino
à distância da educação..."
Quero mudar o discurso
agora sabendo que escolho
o que não pode ser
padrões emocionais.......viciados.
Basta!
Saúde emocional Sâmara, união dos sentidos...
Ver o mundo nascer
como o vê uma criança,
please.
O mundo me olha, quer que eu o ame.

segunda-feira, novembro 03, 2014

parece que um raio esclarecedor
na fatalidade de ver
aquela imagem
que
iluminou meus sentidos
quando
eu sentada no sofá
e você vinha livre para eu beijar
todo pele
sim!
pensando bem
o que eu amo é te comer...

você me impede
não quer deixar fluir e muito menos fruir
não lida bem com os afetos
cria espaços
de secura
não deixa o desaguar destes "meus"afetos
pensa como Nietzsche,
ou como Freud...ou qualquer outro autor
você mesmo, eu não sei...
deve ser....de pensar,  de moralizar afetos...
deve ser.... de pensar, algo como uma ilusão necessária
mas não pra ti
coisas menores que podem ser comparadas
com doutrinamento, religião, algo assim...algo bem
senso comum, abaixo do campo semântico que tu alcanças
Rechaça o presente momento que não se pode
negar
prazer...e sim, alegria...eu sinto alegria,
invenção, sim pode ser invenção
talvez, esta seja uma questão...
quando a chave vira e muda de tesão lazer
pra outra coisa...
quem sabe cuidado, quem sabe nada...
nada disto faz sentido,
não o seguirei mais,
voltarei-me para minhas coisas,
meu quarto, minha janela,
meu falatório inútil.
Sabe pode ser interessante, pode ser instigante,
enigmático, esse
 tom de mistério
mas eu quero é verdade,
sabe
essa que tá vida vivida...
essas outras coisas, todas cheias
de análises e teorias uma hora cansam...
Quem pensa demais,
realmente não casa.,
e quem não casa
quase sempre está sozinho
e sem amor. Não que o contrário aconteça,
pode ser...ou não...
dane-se
Fodassssssssssssssssssssssss....
eu sei que é, ilusão
e eu quero todas...todas
es muss sein!
tem de ser assim...

sexta-feira, outubro 31, 2014

Parece q não possuem sentido
Nem as pessoas pensadas
Ou as práticas
É uma sensação de estranhamento
quase meia noite
Prüfung deutsch
Cedo..
Dores nas costas
A ideia de amor ou sexo

Foram descartadas
Descrever não parece revelar algo
TAlvez ordem
Familiaridade
Mas tá.... É.... Isso aí...
Deu fome...ótimo! Algo bem mais
Claro ...quanta clareza de percepção..... Hummmm
Cansera..opa....mais uma...quanta sensação..Hahaha
Vai rezar...Deus...me dá! Forças...amor...
OK vai dormir...

quinta-feira, outubro 30, 2014

Casa nas montanhas...quem sabe, na quinta fase...

a tagaralice pode voltar a reinar
desta forma
e o quietismo? mais falatório?
humm...dissolver problemas...
penso num efervescente
ele dissolve efervendo
pode ser...
tantas coisas que podem até ser somadas
ou quer trilha sonora?
blá blá blá com significado????
Você está feliz?
você tem um bom coração?
não são perguntas objetivas
esta é a única vida pra mim?
eu ainda não sei.
claro, há muitas possibilidades,
mas é esta que escolhi.
Quem sabe um dia,
não mais filosofia em apartamentos,
vai de filosofia das montanhas
é bem melhor
dane-se a solidão
pode-se ter cachorros
ovelhas
marido....hahaha
vai dormir, agora!!!

ovelhas pastando comendo o jardim, né?
ahhhhhhh
casa no campo...sei...não!
nas montanhas!!hahaha

segunda-feira, outubro 27, 2014

toda essa libertad tamanha
aparece-me como tamanha soledad..
então defina esse tal amor livre...
quando aparecer, acontecer de querer
não há que pensar duas vezes
que lindo!!
o amor nunca será sério,
não há que decidir-se
nem pegar a minha mão
Agora tem que ficar sério, não isso não....
afinal
é comparado com a religião
pode ser...quase uma doutrina
o devir... o que acontece
também gosto
não há mais cuidado moral
não há mais que livrar-se do que não há intencionalidade
não há que suportar a vida com amor.....palhaçada
me sinto mais ridícula ainda...
enfim....
eu sinto e sei que posso criar
coisas muito interessantes
pra não dizer belas
meu combustível de criação
de realidade
afirma a diferença
e o cuidado de
mim
ok sem ser refém de alguma recompensa
toque
gozo
afetos
não quero mais ser um corpo consciência docilmente passional
chega!
quanta sensibilidade rechaçada filosoficamente!
vamos inventar mecanismos para inventar distâncias..
pra aproveitar o que me acontece, uma atitude
pra criar realidade...com desprendimento..
uma energia real, uma vida intensa.

quarta-feira, outubro 22, 2014

eu não sei
não pode ser novamente
hormÔnios
cara sempre esses caras
ok
vamos no ritmo
poucos parágrafos
um comprimido
um pouco de relaxamento
não posso passar a vida assim
mas sem essa de morrer
ai que merda
como estes músculos doem
e eu preciso estudar
caralho
é ...traz um caralho
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
ai
 eu preciso sair desse quarto
mas não vai ser pra ir
a alguma
aula
bandejão
ou academia
normal...à padaria!
tem que rir...............
depois de um relaxante muscular
afinal
nem Merleau-Ponty tá segurando a onda...
e são 12:45
é preciso comer
e não surtar.



domingo, outubro 19, 2014

Algo prático: estas emoções e palpitações é meu coração fazendo musculação...
não há mais o mais importante.....
tudo agora
é importante.
humm sensação
vai dorme não
mais alguma sensação?
humm?
lembrança?
rosto?
ou já pode dormir?
claro....
o chocolate
foi comido.
eu deixo mais um último gole
de suco de uva com soja..
pootz o André ainda tá vendo filme
então
acho que não é necessário dormir não...ão ão
poesia de ótima qualidade
só que não
de novo.
gostoso..
ich vou ter que ir no banheiro de novo...hahaha
ahhhhhhhh narrativa inútil....agora ...agora...
bom, hoje
bom...sentimento
bom...sensaão
ahhhh filosofiia

fenomenologia
ah claro
só que não de novo....
ahahaha
nada é revelado
melhor apagar a luz
e dormir.

sem música sem sono
ah última
depois
é nada
é indigestão
não
é noite
de dormir
como sempre.
eu sou um humano de carne e osso
e outros órgaos
e preciso de amor?
bom, algumas devem ser consideradas
a procura
e pano de fundo
as cores
não ser
as luzes da cidade acesas
acendendo a mesma imagen
pode se dizer se quiser
sobre o que?
a mesa?
é realmente um chocolate amargo
pode te fazer voltar pra terra
mas o pano de fundo?
o suco de uva e soja?
a geladeira cheia de sucos
ahh você
meu universo

mentira
é só tonteria
de hormÔnios
é bebedeira
aquelas das tpms
sabe...sabe...
é, eu posso te sentir aqui
daqui...
ah o quanto isso é estranho
fenomenologicamente
indescrítivel
ahhh isso é viagem....hahaha
acha que estes sentimentos dão alguma substância pra
uma vida
em Contagem?
só que não!haha
parece que sim, né...
ahhh Sâmara
quando eu penso que você muda
você parece-me igual...
estranho
normal
ok
temos chocolate
e hoje tentamos amenizar a tensão testa
da disciplina do segundo olho que se cria
disciplinarmente durante a semana
ó...quão órgulhosa
ó...
ó....
o que você quer? méritos?
teorias??? humm..q tal? teorias?
desenvolver algumas de calcinha nas tardes
quentes desta estação?
deste tempo agora, tão seco....
tão...
ah vai de chocolate de novo, pequena suja...
sem pensar, esse nem tem folha de estanho...haha
e música...
é...essa hora...
pede música
ich....tem vida ali falando
publicamente
será que vou lá?
será?
ah...cansei dessa virtual...que fala...
não, a voz aqui é outra.
fodas.
meu trato é diferente,
na rede.

sexta-feira, outubro 17, 2014

Devaneio

Estou com medo
pareço não mais escutar as vozes
só as que me interessam
as belas
prefiro os sonhos
estive muito cansada neste fim
fui até à exaustão
são cores e imagens que eu não sei
de onde são
aparecem assim
dois nódulos também voltaram
há dias que pareço outra
tenho receio do que está acontecendo
dentro de mim
é desconhecido
devem ser hormônios
agora eu gostaria que fosse
porque há diferença no modo de ver
o mundo e o outro
coisas estão claras demais
e muitas parecem ter perdido o seu brilho.
De repente aquela emoção invade o peito
queima subindo ao meio
penso que isso não seja
bom....
não sei o que do que se trata
é uma emoção de entendimento
e ao continuo numa tarde ensolarada
estudando de calcinha
com o ventilador ligado...não posso ter a pretensão
que estou a perceber o mundo, posso????
ahhhhhhhhhhhhhahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

segunda-feira, outubro 13, 2014

Deixa arder..hahaha

Preto e branco
queimam sob o céu azul
depois do sol descer pro Japão
o horizonte queima
ah nem é de paixão
quisera, quisera
depois de tantos icebergs derreterem
inundariam aqui ou não?
quisera, quisera
afundar tudo isso sem razão
mentiraaaaa,
falta água,
isso não acontece,
a chuva nem molha o chão
também sumiu...
eu
ardo,
ardo
ardo
o fogo em mim.

domingo, outubro 12, 2014

ao falar com o coração na mão
ponho tudo a perder
parece que minto pra mim
sabendo que não receberá
tamanha ilusão
se ao menos a criássemos juntos
um dia cairíamos dali
mas e daí?
e se durasse uma vida?
seria possível...
acho que não
depois de tanta razão
na filosofia
não há beleza que perdure
não há amor que insista
depois que tudo passar
eu saberei o que for
verdade
quando outro amor
vier...
hahaha palhaçada
depois de 3 minutos
eu acho o q escrevi ridículo...

sábado, outubro 11, 2014

Paredões montanha de pedra serra

ao passo que pensas sobre o que sentes
depois de caminhar na serra quatro horas
caminhou todo o tempo vendo tudo que via
pensando no que sentia
depois da exaustão
de três mergulhos
gostaria de entregar-se àquelas àguas
foi quando ignorou o medo e pulou
foi até o fundo
e subiu rapidamente
nesta hora não pensava
sentiu
aquilo foi real
quando chegou e disse
do que pensou
a indiferença
à tudo que dissestes ou pensastes
sugerindo insignficante
sentindo
sempre acontece algo
mas nada acontece pra muitos
eu vi aqueles paredões gigantes de pedra
que ali respiravam
e provavelmente permanecerão respirando
com aparência de pedra morta
devem alimentar 
com o vento
em seus alvéolos verdes
há tantas flores do cerrado
mas eles como são pedras
parecem não se importam
e simplesmente ignoram
qualquer movimento
todo o meu falatório inútil
não traspassa nenhum sentimento
ao vento
que passam tocando
insignificantemente
nem olha para o vento
a pedra
tocando a superfície verde
um toque,
passa
um toque
algum afeto?
aquelas águas
caíram
passando primeiro por seus sulcos
e como eu foram também pisaram no fundo
daquelas pedras
sobre ti amontoavam seu fluído
para que eu pudesse mergulhar.
um pouco de morte
dos paredões de pedras
que estão vivos
no fundo...
por que não me faz desaparecer?
Com o vento
Pois o que toca
Não é dentro... Blá blá blá

quinta-feira, outubro 09, 2014

As coisas estão ali, não mais somente, como na perspectiva do Renascimento, segundo sua aparência projetiva e segundo a exigência do panorama, mas ao contrário, de pé, insistentes, esfolando o olhar com suas arestas, cada uma reivindicando uma presença absoluta que é incompossível com a das outras e que, no entanto, elas têm todas juntas, em virtude de um sentido de configuração cuja ideia não nos pode ser dada pelo "sentido teorético". Os outros também estão ali (eles já estavam ali com a simultaneidade das coisas), não de imediato como espíritos, nem mesmo como "psiquismos", mas tais, por exemplo, como os enfrentamos na cólera ou no amor: fisionomia, gestos, palavras às quais, sem pensamento interposto, as nossas respondem, a ponto de, algumas vezes, voltarmos suas próprias palavras contra eles antes mesmo que nos tenham atingido, tão seguramente, mais seguramente, do que se tivéssemos compreendido- cada uma prenhe das outras e confirmadas por eles em seus corpos.


Penúltimo páragrafo do ensaio O Filósofo e sua sombra, Maurice Merleau-Ponty

quarta-feira, outubro 08, 2014

É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.
Fernando Pessoa

sexta-feira, outubro 03, 2014

Eu não sabia
Mas agora sei
Que também
Chora
Vontade de confortar-te
Quando quiser
Chorar...
Te abraçar
Dar um beijo
Meu amor todo seu
Saberá quando está cheio
estar contigo
Verá a transparência
E quando eu quiser
Morrer
Será q vai acontecer?
Talvez no mas
Puxarei muito ferro
E mostrarei minha força
Pra vida
E
Você
Eu quero você eterno...

quarta-feira, outubro 01, 2014

cansera

não sei o que é o belo
não amarei mais aquela projeção ideal
ou aquela negativa impressão
buscarei o mistério que há entre essas duas
meu sentimento não diz o que sou
é só um termômetro de mim mesma
quero perceber
saber o que o outro sente
descobrir a dimensão amor
?????
de novo?
não somente viver de compensação psicológica
é claro, sou fraca e isso pode acontecer
há dentro do outro uma dimensão infinita
inabarcável
uma pessoa inteira, viva e presente
e não quero confundi-la com as imagens
que invento
olharei de novo, de novo, de novo
em vez de pensar
não quero mais sonho e imaginação
chega de palhaçada!
Não sei de nada,
mas estou no mundo
e me parece o mesmo quando acordo
quem muda sou eu
só que não
e o verdadeiro é o qual eu estou
fisicamente, na experiência real
me abro para ele com toda sua complexidade
e mistério
o amor não é objeto do conhecimento
só pode ser conhecido por participação
independente do que eu estou imaginando
o outro é alguma coisa
é uma pessoa real
existe independente de mim
das impressões que sinto
dos meus sentimentos
e eu olho
querendo saber
quem és realmente
sem alterar, seja deformando
enfeitando
sem inventar...
eu imagino isso,
imagino aquilo
...............................
na minha cabeça
na minha cabeça
isso não está no mundo
meu caminho é longo....
eu quero o mistério
e tudo que ele venha a ser
na convivência real
e tudo isso é maravilhoso
pois eu nunca vou saber
o que és, pois também
muda
mas seria bom amar tudo
aquilo que eu imagino
como um todo
na condensação das nossas
vivências...
e enfim, desejar que tu sejas eterno!
uuuuuiiiiiiiii
depois dessa....
.................................
vai escrever só uma página por dia do fichamento?
ah vai dormir
pra acordar cedo!
quem foi que inventou a categoria amor romântico?
caralhooooooooooooooooo
agora eu fico procurando essa porraaaa....
como é dar amor?
eu vou dar...
é.... eu vou dar.........



sábado, setembro 27, 2014

chega de autocríticas
auto interpretações da própria percepção
espontaneamente cansei
ou simplesmente os hormônios agora
são outros
as faltas linearmente eu acostumo
afinal
é melhor não se comprometer
só temos a nós mesmos
querer o possível
work with my hands
eu não delimito o que sinto
mas agora falarei somente aqui
eu sei que minto
sinto o útero dar cambalhotas...
era preciso o q?
não! não quero nada!
nem poesia,
estética, metafísica...
porra nenhuma.



"Mas eu, em cuja alma se refletem
As forças todas do universo,
Em cuja reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagônicas e absurdas se sucedem —
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações,
Eu o abstrato, eu o projetado no écran,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto
Eu sofro ser eu através disto tudo como ter sede sem ser de água."
Álvaro de Campos

quarta-feira, setembro 24, 2014

Do I Wanna Know?


Have you got colour in your cheeks?
Do you ever get the fear that you can't shift the type that sticks around like summat in your teeth?
Are there some aces up your sleeve?
Have you no idea that you're in deep?
I dreamed about you nearly every night this week
How many secrets can you keep?
'Cause there's this tune I found that makes me think of you somehow and I play it on repeat
Until I fall asleep
Spilling drinks on my settee

(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Sorta of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day

Crawlin' back to you
Ever thought of calling when you've had a few?
'Cause I always do
Maybe I'm too busy being yours to fall for somebody new
Now I've thought it through
Crawlin' back to you

So have you got the guts?
Been wondering if your heart's still open
And if so I wanna know what time it shuts
Simmer down and pucker up
I'm sorry to interrupt
It's just I'm constantly on the cusp
Of trying into kiss you
But I don't know if you feel the same as I do
But we could be together if you wanted to

(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Sorta of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day

Crawlin' back to you (crawling back to you)
Ever thought of calling when you've had a few? (you've had a few?)
'Cause I always do ('cause I always do)
Maybe I'm too (maybe I'm too busy) busy being yours to fall for somebody new
Now I've thought it through
Crawling back to you

(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Sorta of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day

(Do I wanna know?)
Too busy being yours to fall
(Sad to see you go)
Ever thought of calling, darling?
(Do I wanna know?)
Do you want me crawling back to you?

Dentro

Entre o prédio vermelho a avenida e a universidade
as aulas e os livros
as línguas
os entes vestidos que se cruzam
os ladrões possíveis
o amor possível
eu passo e vivo
o quarto e a coberta cinza
uma cópia de Monet
os discos que não ouço
e as teorias que virão
e serão somente teorias
que dirão conhecimento
e pedirão palmas
e opinião
aham...
deu sono de novo
yesterday
sou eu de novo
e não há como voltar
você vai embora
eu sei
eu posso estar errada
com ou sem você
que pode ser você
se quisermos
e pode também não ser
se quisermos
enfim, queremos
estar bem e isso é tudo,
não precisamos estar dentro
....................
eu tenho dúvidas............................

Sujeito corporificado com percepção fudida

não sei o que se passa
quero ficar com os olhos fechados
podem ser os hormônios?
sinto-me impelida a perceber toda a contingência
que há no mundo
mas nas minhas ações pareço ser sempre a mesma
o que cansa-me demasiado
a minha auto interpretação de saco cheio
por minha repetição
agora se sangrar
devo não querer morrer daqui uns dias
por enquanto
acho que é cabeça vazia
falta de serviço
muita leitura
muitas línguas
a vontade é de fugir de país
sei lá...
nada irá mudar
mas será que na China eu seria a mesma
idiota???
no sul da França?
no norte da Itália?
em Freiburg?
um semestre em Porto?
e se passasse uns dias em Monte Saint-Michel?
na casa do caralho?
na puta que pariu?
e se o sujeito corporificado e sua percepção
a vai se fuder...
nem fudendo a coisa muda...
qual experiência faria com que a minha razão
mudasse a percepção de mim mesma?
Sâmara, você somente se verá diferente
se agir diferente...
fudeu de novo.
Você muda, eu vejo...
relaxa, só sente mais ou menos
parecido....
as necessidades é que não mudam muito...
merda.

Débil mental

poderia fugir das minhas ações?
não
o que faço está feito
não há que perder tempo
por saber da própria ridicularidade
em que se encontra
saberia ser outra?
parece que não
a dinâmica é sempre idiota
o que fará se nas tpm's da vida
se coloca a fragilzinha
ridicularizável
quando irá acabar isso?
que merda!
o melhor a se fazer a essa hora
dormir.
num minuto a mais
da meia-noite
e meia...
lamentar é desncessário
suas paixões inúteis
aparecendo a esta hora da noite
demonstrando o quanto sua razão
é débil.

quinta-feira, setembro 18, 2014

blá blá blá do badalo anunciando a hora de dormir...

Como eu posso pensar em algo que não existe?
A minha experiência perceptual não é imediata,
o que atinge minha consciência?
O que impacta meus sentidos?
mais blá blá de sempre...
ok
meus pensamentos dados pelo meu recorte
da percepção não são infalíveis
E quando eu erro?
eu não pensei em nada?
já que não está no mundo, pois estava iludida...
Quando penso no meu amor,
e não há amor nenhum
eu não pensei em nada. O meu pensamento é inadiável,
mas se não há conexão com o que está mundo,
que merda.
Se meu pensamento me motiva a agir
e se estou iludida
não ajo...
Devo me situar no mundo
onde estou, como me relaciono a partir de onde
é...
A minha memória tem as cores
daqueles tons que eu percebia?
Posso distingui-los?
posso dizer o que significam?
Não!
Se o objeto que penso não está em relação
com o meu corpo,
não há experiência, Sâmara....


O Patrão Nosso de 


Cada Dia


Secos & Molhados

Eu quero o amor
Da flor de cactus
Ela não quis
Eu dei-lhe a flor
De minha vida
Vivo agitado
Eu já não sei se sei
De tudo ou quase tudo
Eu só sei de mim
De nós
De todo o mundo
Eu vivo preso
A sua senha
Sou enganado
Eu solto o ar
No fim do dia
Perdi a vida
Eu já não sei se sei
De nada ou quase nada
Eu só sei de mim
Só sei de mim
Só sei de mim
Patrão nosso
De cada dia
Dia após dia

Deturpando Hume

"¨É verdade que, para se estabelecer uma
união perfeita entre paixões, é preciso sempre uma
dupla relação, de impressões e de idéias;
uma só relação é insuficiente para esse fim."

sei lá qual página do Tratado

blá blá de sempre

são inúmeras análises e teorias
as línguas que todas estas foram ditas
os egos que pedem para ser vistos
lidos, ouvidos, comentados
A política em pauta
o amor que faz falta
L O V E uma ova
o céu refletido na pintura
as seis páginas do projeto
que não valem de nada
está tudo errado
não diz de ontologia 
talvez de antropologia
mas não é dar respostas
e sim problematizar
ah vai que se eu estivesse a caminhar na
lagoa
e não tivesse uma aula sobre Heidegger
daqui uns minutos
não seria mais feliz?
se eu pudesse dizer "aquele outro, que é meu"
como ouvi hoje...
mas tudo isso é muito inflacionado
e a vida pede outras coisas
usar o mundo
aquele do dado diverso e múltiplo
que eu recorto
e o meu 
é sempre o da tamanha tragédia
da minha ilusão
meu sentimento de salvação
minha consolação naquelas águas
que refletem o céu
e não passam de pinceladas...
não há ninguém ali,
são barcos soltos
no lago calmo
ao ir, não gostaria de estar só
passaria pela ponte
ergueria a vela...mas só
seria muito chato
passear, 
no mais está lindo,
o sol se põe e eu posso ver daqui
há sonhos, projetos, estudos,
tantas coisas por fazer,
tantas línguas e teorias e egos
para ver e aprender...
não há nada errado,
sou só eu compadecendo...

"O homem anseia ser amado, ou, o que dá no mesmo, anseia
ser compadecido."
Miguel de Unamuno - Do sentimento trágico da vida

terça-feira, setembro 16, 2014

sem palavras
projetos que se tornam papel
são mais importantes
enfim
teorias
daqueles que fazem
fenomenologia
e no fim dizem que estão
fazendo ontologia
as necessidades
o belo, a angústia
a autenticidade
voltemos, individuação.
Afetos, ah tá, vou vê-los
este semestre
na teoria moral
de Hume.
E na poesia
que não abro mão...
o belo me salva.
e daí?
vai pra aula Sâmara.............................................
Decerto meu deserto
ahhhhhhhhhhhh
pra que se lo lleve el viento....
que tengo yo en mi soledad...
a punto, a punto...
empezar y acabar...
pa mi corazón, pa mi piensamiento...
no sé, no sé..



quinta-feira, setembro 11, 2014

Muriel

Às vezes se te lembras procurava-te
retinha-te esgotava-te e se te não perdia
era só por haver-te já perdido ao encontrar-te
Nada no fundo tinha que dizer-te
e para ver-te verdadeiramente
e na tua visão me comprazer
indispensável era evitar ter-te
Era tudo tão simples quando te esperava
tão disponível como então eu estava
Mas hoje há os papéis há as voltas dar
há gente à minha volta há a gravata
Misturei muitas coisas com a tua imagem
Tu és a mesma mas nem imaginas
como mudou aquele que te esperava
Tu sabes como era se soubesses como é
Numa vida tão curta mudei tanto
que é com certo espanto que no espelho da manhã
distraído diviso a cara que me resta
depois de tudo quanto o tempo me levou
Eu tinha uma cidade tinha o nome de Madrid
havia as ruas as pessoas o anonimato
os bares os cinemas os museus
um dia vi-te e desde então Madrid
se porventura tem ainda para mim sentido
é ser solidão que te rodeia a ti
Mas o preço que pago por te ter
é ter-te apenas quanto poder ver-te
e ao ver-te saber que vou deixar de ver-te
Sou muito pobre tenho só por mim
no meio destas ruas e do pão e dos jornais
este sol de Janeiro e alguns amigos mais
Mesmo agora te vejo e mesmo ao ver-te não te vejo
pois sei que dentro em pouco deixarei de ver-te
Eu aprendi a ver a minha infância
vim a saber mais tarde a importância desse verbo para os gregos
e penso que se Bach hoje nascesse
em vez de ter composto aquele prelúdio e fuga em ré maior
que esta mesma tarde num concerto ouvi
teria concebido aqueles sweet hunters
que esta noite vi no cinema Rosales
Vejo-te agora vi-te ontem e anteontem
E penso que se nunca a bem dizer te vejo
se fosse além de ver-te sem remédio te perdia
Mas eu dizia que te via aqui e acolá
e quando te não via dependia
do momento marcado para ver-te
Eu chegava primeiro e tinha de esperar-te
e antes de chegares já lá estavas
naquele preciso sítio combinado
onde sempre chegavas sempre tarde
ainda que antes mesmo de chegares lá estivesses
se ausente mais presente pela expectativa
por isso mais te via do que ao ter-te à minha frente
Mas sabia e sei que um dia não virás
que até duvidarei se tu estiveste onde estiveste
ou até se exististe ou se eu mesmo existi
pois na dúvida tenho a única certeza
Terá mesmo existido o sítio onde estivemos?
Aquela hora certa aquele lugar?
À força de o pensar penso que não
Na melhor das hipóteses estou longe
qualquer de nós terá talvez morrido
No fundo quem nos visse àquela hora
à saída do metro de Serrano
sensivelmente em frente daquele bar
poderia pensar que éramos reais
pontos materiais de referência
como as árvores ou os candeeiros
Talvez pensasse que naqueles encontros
em que talvez no fundo procurássemos
o encontro profundo com nós mesmos
haveria entre nós um verdadeiro encontro
como o que apenas temos nos encontros
que vemos entre os outros onde só afinal somos felizes
Isso era por exemplo o que me acontecia
quando há anos nas manhãs de Roma
entre os pinheiros ainda indecisos
do meu perdido parque de Villa Borghese
eu via essa mulher e esse homem
que naqueles encontros pontuais
Decerto não seriam tão felizes como neles eu
pois a felicidade para nós possível
é sempre a que sonhamos que há nos outros
Até que certo dia não sei bem
Ou não passei por lá ou eles não foram
nunca mais foram nunca mais passei por lá
Passamos como tudo sem remédio passa
e um dia decerto mesmo duvidamos
dia não tão distante como nós pensamos
se estivemos ali se Madrid existiu
Se portanto chegares tu primeiro porventura
alguma vez daqui a alguns anos
junto de Califórnia Vinte e Um
que não te admires se olhares e me não vires
Estarei longe talvez tenha envelhecido
Terei até talvez mesmo morrido
Não te deixes ficar sequer à minha espera
não telefones não marques o número
ele terá mudado a casa será outra
Nada penses ou faças vai-te embora
tu serás nessa altura jovem como agora
tu serás sempre a mesma fresca jovem pura
que alaga de luz todos os olhos
que exibe o sossego dos antigos templos
e que resiste ao tempo como a pedra
que vê passar os dias um por um
que contempla a sucessão de escuridão e luz
e assiste ao assalto pelo sol
daquele poder que pertencia à lua
que transfigura em luxo o próprio lixo
que tão de leve vive que nem dão por ela
as parcas implacáveis para os outros
que embora tudo mude nunca muda
ou se mudar que se não lembre de morrer
ou que enfim morra mas que não me desiluda
Dizia que ao chegar se olhares e não me vires
nada penses ou faças vai-te embora
eu não te faço falta e não tem sentido
esperares por quem talvez tenha morrido
ou nem sequer talvez tenha existido


Ruy Belo

terça-feira, setembro 09, 2014

Devaneio

Devemos refletir sempre 
se nossos conceitos 
se adaptam ao mundo ou não. 

Conceitos generalizam sentimentos, Sâmara!
sim! o seu subjetivo vira objetivo...
kkkkkk porra nenhuma...só tenta...
mas o link informacional...o peito, é meu....
ah quem liga...se eu sinto, é pq outros também sentem,
ou poderiam sentir...só que não...kkkk

ok, ok

Rever e monitorar se as nossas experiências internas 
correspondem ao mundo.
Pq  vamos fazer isto?
Ora, pq sabemos que podemos estar errados!  
Simmmmmm, podemos estar errados!
Neste caso é necessário sempre monitorar a
 convergência de nossas expectativas com o que está no mundo. 
(a partir da leitura de McDowell)
Bom, mas passando pra outros autores....
proposições metafísicas como Deus é infinito. Eu amo o Belo., o amor que há em
mim....
Ou simplesmente, eu penso que poderia amar...

_Oh! não obrigado! Teorias inflacionadas metafisicamente!!!

Alerta! Alerta!

Proposição sem sentido, contrasenso, pseudo proposição...
Mas será que tudo é verificável? afigurado?
Afinal a ciência não toca em nada dos problemas de nossas vidas com todas
suas respostas.... (Wittgenstein)

 E parece que não..
ah, bora dormir...sem metafísica.

domingo, setembro 07, 2014

ah coração
andas suspirando
paixão
ui! não era pra fazer isso não?
aspira no fundo
bater com razão?
ah pouca sedução
ok
espera não agita
tanto
harmoniza
faz da alma
teu sim, teu não
sim, sim, sim
eu cuido do vermelho
pulsar
vivo, vivo, vivo
quero sem medo
volta, mira!
olha pra dentro
e não faz confusão
eu te escuto
segue no peito
ardendo
é assim,
não esquenta não!
tchau e tun, tunm
tun, tun, tun
tun...
......
......
....................

sábado, setembro 06, 2014

Salivo

Transpondo um rio 
eu sinto o fluir 
o passar
talvez seja isso
quando do desejar um pouco
do infinito
da densidade destas águas
finitamente impossível
há o outro lado da margem
eu atravessarei
todo
turvas, claras, redemoinhos vários
eu sei que há águas calmas...
metendo-me no meu habitual
mergulho ridículo
por tamanha falta de ar
farei-me líquida
despejando no meio 
pra ver o fundo
o nada com causa 
não paro
a nadar, nadar, nadar
volto pro mar
não fugirei de fruir me nas ondas
e acabarei por beber-me
no sem fim
que pede meu esquecimento
para  que volte a ter sede
e salive outra vez
Engolida pelo azul
do céu e das águas.

Inefável

Nada há que me domine e que me vença
Quando a minh'alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.

Sou como um Réu de celestial Sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
D'estrelas todo o céu em que erra e pensa.

Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outra mais serenas madrugadas!

todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim, porque eu as amo
Na minh'alma volteando arrebatadas.

Cruz e Sousa

domingo, agosto 31, 2014

Eu gostaria de ter sensibilidade o suficiente
para poder expressar de maneira hábil
o que se passa no peito
e toda a coisa que vem 
porém
minha passionalidade infantil 
não diz de saber escrever com
hormonal afeto
a ponto de verem as cores
que vivem em mim.
Eu saberia dizer da cara 
de como ela vai ficando cada vez mais linda
eu desconfio
e penso que 
viria em minha direção
e viraria
juntos seríamos
com toda a vontade de eu ser grande junto.
Pareço uma imbecil
I know 
que eu não sou uma
boa jogadora.

sábado, agosto 30, 2014

Invento amor

O meu amor ama?
Talvez meu amor não sonhe
E eu também não quero
Mais sonhar
E sim
Mais amar
       Sâmara
mas também quero
Amor, você é meu amor
Amor que bom que há o seu beijo
Tenho paz nele e minha volta não é de estranhamento
meu desejo tem direção
você meu amor!
Meu prazer é infinito
saí do sonho de imaginar
você meu amor
o único mistério que há em
sua cara fugidia
é o de eu não saber
se eu sou o seu amor.

Saltitando

Ontem eu vi
minha luz refletiu
sem precisar demonstrar alguma razão graduada
o papel do filósofo
irrelevante
não há nada de extraordinário
mas ideais vão descendo y sin grandes distâncias
agora sei que subirão novamente...assim farei.
e o fato de não cansar-me de ser ridícula
de virem nos meus olhos a procura
de amor
ok
minhas ilusões deliciosas
minha vida sempre seguiu este sentido
e continuarei neste caminho.
Parece que à alguns não é efêmera
pois quando me parecem distintos
vejo que possuem medo
e fogem de caminhar a sentir ilusões
"sublimes
nobres
lúcidas
sim, verdadeiramente lúcidas..."
ilusões do meu eterno.
Estive feliz por ter descido
e fumar cigarros contigo
pareceu que queria conhecer-me......
e demonstrar um pouco do humano que és.
O fato que todas minhas ilusões inúteis
para mim são substanciais
tornam meu caminho mais encantado
colorido
sinto-me bem
posso continuar a andar saltitante
sem medo.

domingo, agosto 24, 2014

Hoy yo com mi corazón quito todas las tiritas...

Fagner e Mercedes Sosa..
Años

El tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
El amor no nos reflejo como ayer
En cada conversacion
Cada beso, cada abrazo
Se impone siempre um pedazo de razón
Passam os anos
E como muda o que eu sinto
O que ontem era amor
Vai se tornando outro sentimento
Porque anos atrás
Tomar tua mão, roubar-te um beijo
Sem forçar o momento
Fazia parte de uma verdade ...
El tiempo pasa ...
Vamos viviendo
Viendo las horas que van passando
Las viejas discussiones
Se van perdiendo entre las razones ...
A todo dices que si
A nada digo que no
Para poder construir
Essa tremenda harmonia
Que pone viejo los corazones
El tiempo pasa ...
Vamos vivendo
Vendo as horas que vão passando
As velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
A tudo dizes que sim
A nada digo que não
Para poder construir ...
Esa tremenda harmonia
Que pone viejo los corazones
O tempo passa ...

sábado, agosto 23, 2014

Há infinitos maiores que outros
é mais fácil imaginar meu infinito quando a luz se apaga
fico a ver sua cara
meu pulsar
vê o infinito
que há nesse momento
eterno.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Mimimimimi saco!

Virei um zumbi?
Que se diz de  
paixão
Enquanto no tal do jogo
Livre
Eu presa, desperta
A saber q o Outro
Não se entrega
não...
Ehhhhh zumbi
Vai dormir
Vai querer que entregue
Para ti
Aquele coração?
Hahahaha
Haja ingenuidade
Da instrumentalidade
Seja prazer
Seja razão...

segunda-feira, agosto 18, 2014



quando o desejo na ideia
bate de frente com a carne
se vê
o tempo
sabe-se nesse momento da ilusão
quando sentimentos deste tipo
são ditos
e que bom que o Outro ache bom saber
simplesmente que ele goste de saber
da invenção
eu gosto da vazão
da inspiração
do tempo que ocupa meu sim, meu não
passo que o tempo que passa
pra saber o que são
o tempo, o vento 
o gozo, né coração?
S.A.C


Aquela que não te pertence por mais queira 
(Porque ser pertencente
É entregar a alma a uma Cara, a de áspide 
Escura e clara, negra e transparente),
Ai! Saber-se pertencente é ter mais nada. 
É ter tudo também. 
É como ter o rio, aquele que deságua 
Nas infinitas águas de um sem-fim de ninguéns. 
Aquela que não te pertence não tem corpo. 
Porque corpo é um conceito suposto de matéria 
E finito. 
E aquela é luz. 
E etérea. 
Pertencente é não ter rosto. 
É ser amante 
De um Outro que nem nome tem. 
Não é Deus nem Satã. 
Não tem ilharga ou osso. 
Fende sem ofender. 
É vida e ferida ao mesmo tempo, 
“ESSE” 
Que bem me sabe inteira pertencida.
Hilda Hilst

sábado, agosto 16, 2014

À minha Beatrice.

tentando descrever o fenômeno:
meu já amor
é um bem que quero
amar você
você é meu bem?
se me disseres que não és
como irei desfazer?
meu amor você tens me confundido
quando nos comemos experimentando
o sabor que temos
vi saciada
e depois esvaziada quando vai pro nada
te invento calada
pra preencher
o prazer que há
quando você dentro
vem me beijar
e penso que conforto
quando eu me aquieto no céu
do seu peito
apaziguada
sobre seus pêlos
que minhas mãos
procuram o macio do
teu coração pegar
agora que me vejo outra
pois penso tanto em ti
fiquei feliz
quando virou o rosto
será que eu tive de forçar?
mas vi seu olhar a mirar
que maravilhoso convite
crês que podes
outra vez inundar
preenchido
um alento
de luz
de amor que une
e imune
nosso amor
unidade eterna em mim
amor claro
surpreendidos
nossos olhos
nesse paraíso que há
deslumbrados viveremos
transportados
para o que sempre queremos
àquela "esfera mais alta
e luminosa".

“e drizzeremo gli ochi al primo amore,
sí che, guardando verso lui, penetri,
quant' è possibil, per lo suo fulgore."
Dante, Paraíso, CANTO XXXII, 142.


terça-feira, agosto 12, 2014

Hados

foi de fato dado
necessitado de significado
quando viu-se amorado
estava fadado, aluado, acuado
quando mirou o seu lado amarelado
tudo ficou simplificado descentralizado
do outro lado que estava virado
já tinha desdobrado o mundo
encantado
acabrunhado,  islado e enfadado
com a crítica literária do Machado
à carne resignado
acabado e
rimado
depois de pensado o que sempre é sonhado
foi ler conformado.




segunda-feira, agosto 11, 2014

Sâmara nenhuma teoria é melhor que seu sexo
até sua bunda é melhor que qualquer teoria
melhor até que você Sâmara!
Picas versus iniciações
Heidegger e Hanna kkkk
Muita porra que fica na lembrança
ok
partimos para o plano d'antes
os seus planos
sem guias
a paixão se quiser vir, que venha, se tiver que vir
Ou não venha
Ou se já tiver aqui
Já podes ir
se não quiser
Ou se quiser que fique aqui
Mas
não vai ser mais tábua de salvação
afinal...
agora que eu aprendi tamanha a ilusão
e necessidade,
imaturidade
Fantasia
Verdade
Ao menos sei que a minha vontade
É verdade
O que sinto
Não sei não
Dizem que é ilusão
OK
Volto pro meu eterno
Querer
Tudo que pra mim fica
E é minha pica no tempo
Literatura, poesia, filosofia
tenho menos tempo pra idealizar
Minha morte em ti....

sábado, agosto 09, 2014

ok
só pro meu prazer
eu não terei a audácia
de fingir
que tenho uma razão tão...tão...tão...
que crio o que quiser
é até mesmo
mais muita razão
afinal, são tantas as percepções que conheço
que, ah....eu tô flutuando sobre as minhas...
pra ter "controle de toda a percepção
das minhas fantasias"
tão infantis, e afinal no mundo dos adultos sábios
são tantas ilusões pra tanta razão
que com uns vinte anos de estudo
ou mais
eu nunca
acharei que a minha maior ficção
precisa ser substituída..
ou que a minha percepção do que sinto
estará acima
como um eu observando o próprio euzinho..
ah por favor...
essa realidade semântica, transcendental cheia de razões
pra todas as razões
e
acima, mui acima
eu é que não subo aí...

Eu adoro mulher com bunda grande.

Diante do seu mundo ideal
cai no seu colo a realidade
A vida já não é mais a mesma
a alma já possui o que quer
o corpo perdeu-se aí
minha alma antes só minha
agora parece querer ser guiada
aliás, não foi o que sempre quis?
aquela figura que tem falo
e a leva pra ver o mundo?
Há sem dúvida a visão da mulher da bunda
da mulher dos olhos
da mulher loira
esta mulher que paralisa
não parece ser mulher
parece menina...e foi, que isso menina!
e por vias de encontrar-se
perde-se a força da voz
por medo
és uma bundona realmente,
tu és, Sâmara, uma mulher da bunda grande.
Sâmara, você é sua bunda, seus, olhos,
sua cabeleira...
não se esqueça....
Mas eu tô tão dentro....
Seu gozo agora o mais gemido
parece que contesta, sim, fui possuída...
Ergo-me sentindo sozinha
o medo do amor que há no meu peito.
Arrumo o quarto, tiro férias,
organizo tudo...pra ver se reflete
na alma.
Não há problemas Sâmara,
não diz da alma
quando adora bundas grandes
tu que moves demais por dentro
e agora permaneces muda.
Não há nada que vejam como sentes,
são só corpos humanos gastando gozo,
ensinando como é fazer, alcançar...
... Não é isso que queria?
Que lhe ensinassem?
Ontem me pareceu uma demonstração da
ternura e do horror
com o olhar posto no passado em sua poesia...
que pude sentir
o papel se repetindo, o desejo do novo,
muito do novo que deseja e sempre virá...
para que não fique congestionado....
ok...
Não vai precisar mostrar o seu ser...
Ainda que o amor viesse,
sua nudez - de corpo, não de espírito,
já foi despida em somente pensar
que amas...
e isso parece melancólico...
e para ti como sempre
ridícula.
Não se trata do caminho do Eros, Sâmara
acorda!
Mentiraaaaa
você não sabe
exatamente nada, Sâmara.
imagens da vida, imagens da vida...
medo da vida, bundona!
Afinal uma mulher que tem bunda grande é você,
e outras..................................................................
E se tiver a alma grande e a bunda pequena?
Vai deixar de tomar no cu?
Para Sâmara!!!
Isso é para que não vejam quem és?
Não há nada perdido
Seu coração está sentindo
Além da bunda
E afinal podem vislumbrar sua alma
Em seus olhos.

terça-feira, agosto 05, 2014

Tive um pesadelo, havia sido capturada
e seria internada num hospital psiquiátrico
eu assustada, louca,
recebia o veredito sentada em frente ao psiquiatra
vestida numa camisa de força:
você está num surto psicótico!
Comecei a hiperventilar....e...
acordei na hora, poootz
e minha unidade da consciência
disse:
não! você só está apaixonada.
Não se preocupe.

segunda-feira, agosto 04, 2014

o importante é que estou grata
sim, estou grata
a vida me faz feliz
sinto-me viva
hj vi um motoqueiro caindo na A. Carlos
ele poderia ter morrido
e eu iria ficar ali analisando o fenômeno?
Obrigada pela graça de ser.
Deus, tira o meu medo,
morre o meu medo...
Eu vou racionalizar, sentir alguma verdade?
estarei depois justificada
pois há verdade na minha confissão.
O meu amor, lembra?
agora parece um sonho confusão.
Amor,
eu não sei de nada
mas parece que amor
é eu ser grata e viva.
Eu volto pra Beleza amanhã,
e daí vai ter Mente e mundo
de novo.......................ahhhhhhhhhhhhhh
eu só queria uma coisa
não ter medo.



Amorança

não saberia dizer o que é 
estar envolta e vedada
em algo que não é sonho
percebendo a queda
yo me quedo... a admirar-me 
surpreendo-me absorvida no deleite de todos
os sentidos
com toda proporção que não posso medir
fluindo, fruindo
meu mundo concentrando
meu pensamento desvaindo-se no desejo 
deseixo
criando um outro mundo onde há o outro
que antes eu dizia invasão, perda da unificação
hoje não
hoje eu quero que a minha realidade seja 
penetrada, assenhorada
sim, me submeta!
eu sei, estou louca!
meu desejo aumentado
meu medo de não ser
o que permite toda a minha gana
gemida
se eu tivesse mais razão...
seria um desalento
sem paixão.

Se eu pudesse dizer
Se eu soubesse
Eu sei
Mas se não quiseres
Não será verdade
Serão meus hormônios??
Toda a minha imbecilidade
Carente?
Eu cansei de errar a respeito
Do que sinto
Pq não pode ser equilíbrio??
Sâmara???

domingo, agosto 03, 2014

O belo como verdade.

Defender a beleza
me disseram muito fácil defender o que
nos causa prazer
mas a questão é, há tantas formas de beleza
que não podem ser reduzidas numa sensação
pois são várias
ok
daí o belo interessado e desinteressado..
mas também pq estas duas classificações?
ok
pra falar da nossa vontade de possuir o belo...
de devorá-lo
do belo de alguma forma fazer parte do que há dentro
de nos inserirmos e compartilharmos o que nos causa
desejo
separemos então
o Eros,
mas o seu caminho que transcende e atribui
significado à beleza
posso afirmar o belo como verdade?
que tipo de verdade?
uma das verdades que o homem busca...
mas o belo já não está dado?
o natural sim
mas podemos criá-lo
e sabemos o que nos apraz...
basta sentir.
Me disseram, que o difícil é defender o feio
agora entendi
porque a relegação do belo
eu nem sei o que é o feio...
o belo como harmonia? o feio como contrário?
ah seria muito simples....
ah....eu só tenho perguntas...
Me disseram que o Duchamp é belo
hummm


Muito belo urinol...

E também disseram que a arte em seus juízos,  no que diz respeito a um gosto apurado,  quando afirma o belo, muitas das vezes é feio, dizendo sobre a Monalisa...


Uma questão de gosto.....hummmm sei, sei...


E daí vem o Duchamp e coloca bigode, nela...ahhhh....



Toda uma desconstrução...muito genial....!!!nossa...

Aí, eu me calo...e penso que defender o belo pode parecer ultrapassado...
dane-se.
superem Platão, vamos lá...quero ver..
A consolação do belo está nele
e tudo o mais que há para ser
harmonia pra mim.






sexta-feira, agosto 01, 2014

Ode to a Nightingale







  
  
MY heart aches, and a drowsy numbness pains 
  My sense, as though of hemlock I had drunk, 
Or emptied some dull opiate to the drains 
  One minute past, and Lethe-wards had sunk: 
'Tis not through envy of thy happy lot,         5
  But being too happy in thine happiness, 
    That thou, light-wingèd Dryad of the trees, 
          In some melodious plot 
  Of beechen green, and shadows numberless, 
    Singest of summer in full-throated ease.  10
 
O for a draught of vintage! that hath been 
  Cool'd a long age in the deep-delvèd earth, 
Tasting of Flora and the country-green, 
  Dance, and Provençal song, and sunburnt mirth! 
O for a beaker full of the warm South!  15
  Full of the true, the blushful Hippocrene, 
    With beaded bubbles winking at the brim, 
          And purple-stainèd mouth; 
  That I might drink, and leave the world unseen, 
    And with thee fade away into the forest dim:  20
 
Fade far away, dissolve, and quite forget 
  What thou among the leaves hast never known, 
The weariness, the fever, and the fret 
  Here, where men sit and hear each other groan; 
Where palsy shakes a few, sad, last grey hairs,  25
  Where youth grows pale, and spectre-thin, and dies; 
    Where but to think is to be full of sorrow 
          And leaden-eyed despairs; 
  Where beauty cannot keep her lustrous eyes, 
    Or new Love pine at them beyond to-morrow.  30
 
Away! away! for I will fly to thee, 
  Not charioted by Bacchus and his pards, 
But on the viewless wings of Poesy, 
  Though the dull brain perplexes and retards: 
Already with thee! tender is the night,  35
  And haply the Queen-Moon is on her throne, 
    Cluster'd around by all her starry Fays 
          But here there is no light, 
  Save what from heaven is with the breezes blown 
    Through verdurous glooms and winding mossy ways.  40
 
I cannot see what flowers are at my feet, 
  Nor what soft incense hangs upon the boughs, 
But, in embalmèd darkness, guess each sweet 
  Wherewith the seasonable month endows 
The grass, the thicket, and the fruit-tree wild;  45
  White hawthorn, and the pastoral eglantine; 
    Fast-fading violets cover'd up in leaves; 
          And mid-May's eldest child, 
  The coming musk-rose, full of dewy wine, 
    The murmurous haunt of flies on summer eves.  50
 
Darkling I listen; and, for many a time 
  I have been half in love with easeful Death, 
Call'd him soft names in many a musèd rhyme, 
  To take into the air my quiet breath; 
Now more than ever seems it rich to die,  55
  To cease upon the midnight with no pain, 
    While thou art pouring forth thy soul abroad 
          In such an ecstasy! 
  Still wouldst thou sing, and I have ears in vain— 
    To thy high requiem become a sod.  60
 
Thou wast not born for death, immortal Bird! 
  No hungry generations tread thee down; 
The voice I hear this passing night was heard 
  In ancient days by emperor and clown: 
Perhaps the self-same song that found a path  65
  Through the sad heart of Ruth, when, sick for home, 
    She stood in tears amid the alien corn; 
          The same that ofttimes hath 
  Charm'd magic casements, opening on the foam 
    Of perilous seas, in faery lands forlorn.  70
 
Forlorn! the very word is like a bell 
  To toll me back from thee to my sole self! 
Adieu! the fancy cannot cheat so well 
  As she is famed to do, deceiving elf. 
Adieu! adieu! thy plaintive anthem fades  75
  Past the near meadows, over the still stream, 
    Up the hill-side; and now 'tis buried deep 
          In the next valley-glades: 
  Was it a vision, or a waking dream? 
    Fled is that music:—do I wake or sleep?  80

John Keats. 1795–1821
  e Apolo e Dafne, Bernini.

Welwitschia mirabilis


sonhei que estava com o Scruton na Namíbia...
??
hoje, buscando saber vi do
deserto que desemboca no mar.
Descobri a Welwitschia mirabilis, a única....mais de 100 anos tirando
a umidade do ar do deserto...???
ela só não pôde ser bela...
o nome do deserto é "lugar vasto"
a areia com tantas partículas soltas dum amarelo
dourado como espelhos refletindo a luz do sol
tentando agregar-se em amontoados
transfigurando, transfugindo
para depois serem fundo da
liquidez total do azul imenso
na maior fluidez de onde surgiu a vida
porque se não fosse o sal,
aquele que tempera,
a gente já tinha bebido
o azul.
Nada disso,
se não fosse o azul ali do lado sentindo
o toque
o amarelo já teria sido consumido.