Qual a relação de uma razão e uma ação?
a razão explica a ação?
a razão para Davidson racionaliza a ação
vai defender que a razão é uma espécie de explicação causal
uma razão racionaliza a ação de acordo com a intenção do agente
quais eram os seus interesses
uma palavra importante: atitude
traços que podem se revelar durante toda uma vida
mas, tbm as efêmeras em ações singulares
dar razão é nomear uma atitude favorável
ou crença relacionada, ou ambos,
recebendo o nome de razão primária
a razão primária para uma ação é sua causa
há ações que sabemos e damos razões para estas
e há outras que não temos razões
nenhuma razão que não
pudesse ser inferida do fato de a ação ter sido intencional; nenhuma razão, por
outras palavras, além de querer realizá-la. p.3
toda ação tem uma desejabilidade característica, como Anscombe diz
o padrão de justificação fornece as razões, a explicação exigida
mas, não se segue que a explicação não seja também causal
a racionalização como uma espécie de explicação causal
a justificação é uma propriedade diferenciadora (?)
o agente pode dar razões que não sejam as reais
mas continua tendo razão
queremos interpretar sempre nossas ações atribuindo razões para estas
descobrir a razão é descobrir o sentido de uma ação
as razões sendo crenças e atitudes certamente não são iguais a ações
mas são redescritos em termos de suas causas
uma razão primária para uma ação é a sua causa
Melden, por exemplo, diz
que as ações são freqüentemente idênticas aos movimentos corporais, e que estes
têm causas; no entanto, nega que estas sejam causas das ações. Isto é, penso,
uma contradição. Melden é levado a isto pelo seguinte tipo de consideração: “É
fútil tentar explicar a conduta através da eficácia causal de um desejo — tudo
que isso pode explicar são outros
acontecimentos, e não ações realizadas por agentes. O agente confrontando o
nexo causal em que tais acontecimentos ocorrem é uma vítima indefesa de tudo
que acontece nele e com ele” (Melden, 1961, pp. 128-129).
Citado por DAvidson, claro
Existe um agente ou não?
sábado, setembro 26, 2015
segunda-feira, setembro 21, 2015
Cântico negro
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José
Régio
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
sexta-feira, setembro 18, 2015
domingo, agosto 30, 2015
Analogia
vários silêncios vistos
eu não sei se é assim agora
é claro que é..isso contrapõe com o não-ser
que vc tanto pensa
um ser que queria ser um outro ser
mais animado
mais empolgado
mais falante
com muitas histórias
gente, tanta gente com tantas histórias
qual a sua?
eu não lembro!
vc vive só filosofia?
meu Deus
eu vivo só na universidade
meu Deus
e essa vida de família que vc não se reconhece
bom, vc sabe que tem ali um história
mãe, a mesma casa e dois irmãos
meu Deus, meu Deus
eu acho que tenho medo da vida...
eu tenho medo de qual história
lá na universidade é mais seguro
lá tem muitos livros, muita gente repetindo o que tem neles
misturando as coisas que aprendem
pra falar algo
ué, essas pessoas devem também querer escrever livros..
vc vai escrever livros?
hahahahaha
quais histórias Sâmara?
quais histórias vc vai contar
fenomenologia
mas, e o prof que estuda Husserl
disse que quem estuda Merleau-Ponty costuma
pensar por analogia...
hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
mmmmmmmmmmmmmmmm
vai ser conservadora? mas o que mesmo que vc quer conservar?
conservar coisas que vc acha que são boas e não devem ser mudadas?
quais são essas coisas?
o amor?
o amor?
o amor?
o amor?
mas, que amor q vc acha que existe e quer conservar?
ah, o amor entre os homens!
ahaha
de repente...é muita emoção
e eu sinto que essa viagem tá mechendo comigo
eu lá em outro país
aqui eu reclamo de estar nesse país
desse povo que finge que estuda
dessa universidade que é teatro
bom, lá então vc vai estar feliz?
vc é feliz aqui?
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
que coisa...
quando essas coisas veem na minha cabeça
eu penso: era melhor estar estudando.
e daí eu vou contar histórias
na universidade
pra quem tbm estuda...?
para os que fingem tbm...rs
estuda pra que?
pra si próprio..pra ficar mais inteligente e cada vez mais mudo?
pq gosta?
pq prefere estudar que pensar a própria vida
que ter que pensar em como vai ganhar dinheiro
há uma indústria para os estudantes: as universidades
lá pagam pra gente estudar
e quem estuda mais, ganha o discurso, ou quem tiver
melhor retórica
ou ser mais velho e ter mais títulos, mais livros
eu não sei, mas muitas vezes, como agora
eu sinto a inutilidade de pensar
mas, peraí, não é tão simples
dizer que a experiência de si na dança contemporânea
reflete o esquema corporal adquirido, inclusive no balé dos anos todos,
eu sei, husserlianos, vcs querem a consciência..
eu não sei,
tem horas que eu não sei o que pensar
aí as coisas que costumo pensar são suspensas e tudo parece
tão estúpido, tanto a filosofia como vida pessoal, ou até todas as coisas no mundo
acho que é o absurdo...outra teoria Sâmara?
uma vida que quer ser engajar
e não sabe como.
Se engancha na filosofia e se afasta cada vez mais do mundo...
meu Deus, isso não pode ser assim,
e o mundo da universidade?
Sâmara é o q tem pra vc,
sério, eu quero mais.
eu não sei se é assim agora
é claro que é..isso contrapõe com o não-ser
que vc tanto pensa
um ser que queria ser um outro ser
mais animado
mais empolgado
mais falante
com muitas histórias
gente, tanta gente com tantas histórias
qual a sua?
eu não lembro!
vc vive só filosofia?
meu Deus
eu vivo só na universidade
meu Deus
e essa vida de família que vc não se reconhece
bom, vc sabe que tem ali um história
mãe, a mesma casa e dois irmãos
meu Deus, meu Deus
eu acho que tenho medo da vida...
eu tenho medo de qual história
lá na universidade é mais seguro
lá tem muitos livros, muita gente repetindo o que tem neles
misturando as coisas que aprendem
pra falar algo
ué, essas pessoas devem também querer escrever livros..
vc vai escrever livros?
hahahahaha
quais histórias Sâmara?
quais histórias vc vai contar
fenomenologia
mas, e o prof que estuda Husserl
disse que quem estuda Merleau-Ponty costuma
pensar por analogia...
hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
mmmmmmmmmmmmmmmm
vai ser conservadora? mas o que mesmo que vc quer conservar?
conservar coisas que vc acha que são boas e não devem ser mudadas?
quais são essas coisas?
o amor?
o amor?
o amor?
o amor?
mas, que amor q vc acha que existe e quer conservar?
ah, o amor entre os homens!
ahaha
de repente...é muita emoção
e eu sinto que essa viagem tá mechendo comigo
eu lá em outro país
aqui eu reclamo de estar nesse país
desse povo que finge que estuda
dessa universidade que é teatro
bom, lá então vc vai estar feliz?
vc é feliz aqui?
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
que coisa...
quando essas coisas veem na minha cabeça
eu penso: era melhor estar estudando.
e daí eu vou contar histórias
na universidade
pra quem tbm estuda...?
para os que fingem tbm...rs
estuda pra que?
pra si próprio..pra ficar mais inteligente e cada vez mais mudo?
pq gosta?
pq prefere estudar que pensar a própria vida
que ter que pensar em como vai ganhar dinheiro
há uma indústria para os estudantes: as universidades
lá pagam pra gente estudar
e quem estuda mais, ganha o discurso, ou quem tiver
melhor retórica
ou ser mais velho e ter mais títulos, mais livros
eu não sei, mas muitas vezes, como agora
eu sinto a inutilidade de pensar
mas, peraí, não é tão simples
dizer que a experiência de si na dança contemporânea
reflete o esquema corporal adquirido, inclusive no balé dos anos todos,
eu sei, husserlianos, vcs querem a consciência..
eu não sei,
tem horas que eu não sei o que pensar
aí as coisas que costumo pensar são suspensas e tudo parece
tão estúpido, tanto a filosofia como vida pessoal, ou até todas as coisas no mundo
acho que é o absurdo...outra teoria Sâmara?
uma vida que quer ser engajar
e não sabe como.
Se engancha na filosofia e se afasta cada vez mais do mundo...
meu Deus, isso não pode ser assim,
e o mundo da universidade?
Sâmara é o q tem pra vc,
sério, eu quero mais.
sábado, agosto 08, 2015
passadas algumas luzes
iluminação da vida mesmo
ora natural, ora das lâmpadas...
quentes ou frias.
o corpo em movimento
o pensamento tentando
a percepção...sei lá...
no quarto?
bom, a escrever
a ler...
sim, é isso!
um momento
a maior ânsia
um esfriamento
um preparar o corpo
para o esfriamento
outros mundos
a apresentação na Faje
o medo de ter algum padre lá que argumenta a favor do Descartes...
alma, Deus, metafísica....ahhhhhh...um belo orador, com um belo discurso
enfim, sem bola de cristal
eu organizo o que falta
para acontecer na visão
um outro quarto do lado de lá do oceano
e outras coisas pra ler e estudar
Filosofia contemporânea de novo..uhuuu...
filosofia da ação.. bora ver
eu e aquele mundo que eu não conheço
iluminação da vida mesmo
ora natural, ora das lâmpadas...
quentes ou frias.
o corpo em movimento
o pensamento tentando
a percepção...sei lá...
no quarto?
bom, a escrever
a ler...
sim, é isso!
um momento
a maior ânsia
um esfriamento
um preparar o corpo
para o esfriamento
outros mundos
a apresentação na Faje
o medo de ter algum padre lá que argumenta a favor do Descartes...
alma, Deus, metafísica....ahhhhhh...um belo orador, com um belo discurso
enfim, sem bola de cristal
eu organizo o que falta
para acontecer na visão
um outro quarto do lado de lá do oceano
e outras coisas pra ler e estudar
Filosofia contemporânea de novo..uhuuu...
filosofia da ação.. bora ver
eu e aquele mundo que eu não conheço
domingo, julho 19, 2015
O amor saiu pra passear ontem
deu uma volta na cidade
comprou um casaco de lã,
o amor evita sentir frio...
estudou pouco,
tudo bem, está tudo bem...
o amor já não se culpa quando a razão
atenta quer fazer dele um idiota...
está tranquilo, esperando respostas sobre
mudanças
o amor
já sabe o que vai dizer no Congresso..
a verdade do mundo natural
já descobriu que a verdade não pode ser pensada...
somente vivida...
Cantou um pouco,
viu um filme
acordou cedo hoje
viu uns poemas
e ficou inspirado
o sol tá brilhando
e mesmo que o domingo esteja um pouco frio
para um amor tropical
o dia está lindo
bateu aquela antiga vontade nele...
de amar
o amor sempre acha que precisa de
coisas mágicas
que ele não sabe se inventa,
ou se assim são.
deu uma volta na cidade
comprou um casaco de lã,
o amor evita sentir frio...
estudou pouco,
tudo bem, está tudo bem...
o amor já não se culpa quando a razão
atenta quer fazer dele um idiota...
está tranquilo, esperando respostas sobre
mudanças
o amor
já sabe o que vai dizer no Congresso..
a verdade do mundo natural
já descobriu que a verdade não pode ser pensada...
somente vivida...
Cantou um pouco,
viu um filme
acordou cedo hoje
viu uns poemas
e ficou inspirado
o sol tá brilhando
e mesmo que o domingo esteja um pouco frio
para um amor tropical
o dia está lindo
bateu aquela antiga vontade nele...
de amar
o amor sempre acha que precisa de
coisas mágicas
que ele não sabe se inventa,
ou se assim são.
sexta-feira, julho 17, 2015
O amor não tem cárie
foram palpitações noturnas
de dentes sensíveis
ufa!
sem raio X por ora.
O amor precisa dormir um pouco agora
depois de escutar aqueles zumbidos do The Shinning
e traduzir aquele artigo amanhã.
Afinal, o mundo natural é mais importante que o cultural,
por que?
sensível x logos..........................................
Ele é o dado, e a verdade só pode estar ali, amor.
mas, e o mito do dado, amor?
ah! pensa nisso amanhã.
Vai ter que recorrer ao Mente e Mundo,
gostei da ideia,
vamos ver se rende alguma fala,
mas, não é a busca da verdade, amor?
ah só amanhã.
foram palpitações noturnas
de dentes sensíveis
ufa!
sem raio X por ora.
O amor precisa dormir um pouco agora
depois de escutar aqueles zumbidos do The Shinning
e traduzir aquele artigo amanhã.
Afinal, o mundo natural é mais importante que o cultural,
por que?
sensível x logos..........................................
Ele é o dado, e a verdade só pode estar ali, amor.
mas, e o mito do dado, amor?
ah! pensa nisso amanhã.
Vai ter que recorrer ao Mente e Mundo,
gostei da ideia,
vamos ver se rende alguma fala,
mas, não é a busca da verdade, amor?
ah só amanhã.
quinta-feira, julho 16, 2015
Oye, hijo mío, el silencio.
Es un silencio ondulado,
un silencio,
donde resbalan valles y ecos
y que inclina las frentes
hacia el suelo.
Es un silencio ondulado,
un silencio,
donde resbalan valles y ecos
y que inclina las frentes
hacia el suelo.
Federico García Lorca
Saiba que tudo ocupa meu silêncio
e tu não estaria nele?
penso que ao calar-me quero fazer
a alma acomodar-se melhor ao corpo
falamos demais
talvez no silêncio fique mais claro o que se sente
muitos pensam que tal silêncio é tristeza
parece, mas não é
me obrigas a falar do meu silêncio
a rompê-lo
ocuparemos com o que?
precisamos falar de que?
sentimos o que?
calabouço é uma prisão
e prisão é ter a obrigação de expressar por expressar
sabe o blá blá blá
a distância
silenciosa
no es la muerte para lo que todavia
quer vivir.
ah o amor...
estava dando umas voltas
foi parar naquele vale,
subiu, desceu andando calmamente na grama verde
havia uns boizinhos pastando ao lado
tudo bem, voltou e viu o pico
tava alto, alto, alto
lá nem tinha grama
um vento gelado
nem subiu mais
a estas alturas já estava bom
tinha um zumbido no ouvido que o incomodava
não sabia o porquê
devia ser aquele troço de altitude
pressão atmosférica, o amor pensava
pôs o rabo entre as pernas e deixou a escalada
pra quando começar a primavera
umas florzinhas no caminho o
animava
um Rio D'ouro
umas vinhas...
vai esperar o Dionísio passar por lá
e o gelo derreter em silêncio
tomando um vinho a coisa muda.
estava dando umas voltas
foi parar naquele vale,
subiu, desceu andando calmamente na grama verde
havia uns boizinhos pastando ao lado
tudo bem, voltou e viu o pico
tava alto, alto, alto
lá nem tinha grama
um vento gelado
nem subiu mais
a estas alturas já estava bom
tinha um zumbido no ouvido que o incomodava
não sabia o porquê
devia ser aquele troço de altitude
pressão atmosférica, o amor pensava
pôs o rabo entre as pernas e deixou a escalada
pra quando começar a primavera
umas florzinhas no caminho o
animava
um Rio D'ouro
umas vinhas...
vai esperar o Dionísio passar por lá
e o gelo derreter em silêncio
tomando um vinho a coisa muda.
quarta-feira, julho 15, 2015
Más allá del amor
Todo nos amenaza:
el tiempo, que en vivientes fragmentos divide
al que fui
del que seré,
como el machete a la culebra;
la conciencia, la transparencia traspasada,
la mirada ciega de mirarse mirar;
las palabras, guantes grises, polvo mental sobre la yerba,
el agua, la piel;
nuestros nombres, que entre tú y yo se levantan,
murallas de vacío que ninguna trompeta derrumba.
Ni el sueño y su pueblo de imágenes rotas,
ni el delirio y su espuma profética,
ni el amor con sus dientes y uñas nos bastan.
Más allá de nosotros,
en las fronteras del ser y el estar,
una vida más vida nos reclama.
Afuera la noche respira, se extiende,
llena de grandes hojas calientes,
de espejos que combaten:
frutos, garras, ojos, follajes,
espaldas que relucen,
cuerpos que se abren paso entre otros cuerpos.
Tiéndete aquí a la orilla de tanta espuma,
de tanta vida que se ignora y se entrega:
tú también perteneces a la noche.
Extiéndete, blancura que respira,
late, oh estrella repartida,
copa,
pan que inclinas la balanza del lado de la aurora,
pausa de sangre entre este tiempo y otro sin medida.
Octavio Paz
Todo nos amenaza:
el tiempo, que en vivientes fragmentos divide
al que fui
del que seré,
como el machete a la culebra;
la conciencia, la transparencia traspasada,
la mirada ciega de mirarse mirar;
las palabras, guantes grises, polvo mental sobre la yerba,
el agua, la piel;
nuestros nombres, que entre tú y yo se levantan,
murallas de vacío que ninguna trompeta derrumba.
Ni el sueño y su pueblo de imágenes rotas,
ni el delirio y su espuma profética,
ni el amor con sus dientes y uñas nos bastan.
Más allá de nosotros,
en las fronteras del ser y el estar,
una vida más vida nos reclama.
Afuera la noche respira, se extiende,
llena de grandes hojas calientes,
de espejos que combaten:
frutos, garras, ojos, follajes,
espaldas que relucen,
cuerpos que se abren paso entre otros cuerpos.
Tiéndete aquí a la orilla de tanta espuma,
de tanta vida que se ignora y se entrega:
tú también perteneces a la noche.
Extiéndete, blancura que respira,
late, oh estrella repartida,
copa,
pan que inclinas la balanza del lado de la aurora,
pausa de sangre entre este tiempo y otro sin medida.
Octavio Paz
Un amor más allá del amor,
Un amor más allá del amor,
por encima del rito del vínculo,
más allá del juego siniestro
de la soledad y de la compañía.
Un amor que no necesite regreso,
pero tampoco partida.
Un amor no sometido
a los fogonazos de ir y de volver,
de estar despiertos o dormidos,
de llamar o callar.
Un amor para estar juntos
o para no estarlo
pero también para todas las posiciones
intermedias.
Un amor como abrir los ojos.
Y quizá también como cerrarlos.
por encima del rito del vínculo,
más allá del juego siniestro
de la soledad y de la compañía.
Un amor que no necesite regreso,
pero tampoco partida.
Un amor no sometido
a los fogonazos de ir y de volver,
de estar despiertos o dormidos,
de llamar o callar.
Un amor para estar juntos
o para no estarlo
pero también para todas las posiciones
intermedias.
Un amor como abrir los ojos.
Y quizá también como cerrarlos.
Roberto Juarroz
Los amorosos
Los amorosos callan.
El amor es el silencio más fino,
el más tembloroso, el más insoportable.
Los amorosos buscan,
los amorosos son los que abandonan,
son los que cambian, los que olvidan.
Su corazón les dice que nunca han de encontrar,
no encuentran, buscan.
Los amorosos andan como locos
porque están solos, solos, solos,
entregándose, dándose a cada rato,
llorando porque no salvan al amor.
Les preocupa el amor. Los amorosos
viven al día, no pueden hacer más, no saben.
Siempre se están yendo,
siempre, hacia alguna parte.
Esperan,
no esperan nada, pero esperan.
Saben que nunca han de encontrar.
El amor es la prórroga perpetua,
siempre el paso siguiente, el otro, el otro.
Los amorosos son los insaciables,
los que siempre -¡que bueno!- han de estar solos.
Los amorosos son la hidra del cuento.
Tienen serpientes en lugar de brazos.
Las venas del cuello se les hinchan
también como serpientes para asfixiarlos.
Los amorosos no pueden dormir
porque si se duermen se los comen los gusanos.
En la oscuridad abren los ojos
y les cae en ellos el espanto.
Encuentran alacranes bajo la sábana
y su cama flota como sobre un lago.
Los amorosos son locos, sólo locos,
sin Dios y sin diablo.
Los amorosos salen de sus cuevas
temblorosos, hambrientos,
a cazar fantasmas.
Se ríen de las gentes que lo saben todo,
de las que aman a perpetuidad, verídicamente,
de las que creen en el amor
como una lámpara de inagotable aceite.
Los amorosos juegan a coger el agua,
a tatuar el humo, a no irse.
Juegan el largo, el triste juego del amor.
Nadie ha de resignarse.
Dicen que nadie ha de resignarse.
Los amorosos se avergüenzan de toda conformación.
Vacíos, pero vacíos de una a otra costilla,
la muerte les fermenta detrás de los ojos,
y ellos caminan, lloran hasta la madrugada
en que trenes y gallos se despiden dolorosamente.
Les llega a veces un olor a tierra recién nacida,
a mujeres que duermen con la mano en el sexo,
complacidas,
a arroyos de agua tierna y a cocinas.
Los amorosos se ponen a cantar entre labios
una canción no aprendida,
y se van llorando, llorando,
la hermosa vida.
Jaime Sabines.
El amor es el silencio más fino,
el más tembloroso, el más insoportable.
Los amorosos buscan,
los amorosos son los que abandonan,
son los que cambian, los que olvidan.
Su corazón les dice que nunca han de encontrar,
no encuentran, buscan.
Los amorosos andan como locos
porque están solos, solos, solos,
entregándose, dándose a cada rato,
llorando porque no salvan al amor.
Les preocupa el amor. Los amorosos
viven al día, no pueden hacer más, no saben.
Siempre se están yendo,
siempre, hacia alguna parte.
Esperan,
no esperan nada, pero esperan.
Saben que nunca han de encontrar.
El amor es la prórroga perpetua,
siempre el paso siguiente, el otro, el otro.
Los amorosos son los insaciables,
los que siempre -¡que bueno!- han de estar solos.
Los amorosos son la hidra del cuento.
Tienen serpientes en lugar de brazos.
Las venas del cuello se les hinchan
también como serpientes para asfixiarlos.
Los amorosos no pueden dormir
porque si se duermen se los comen los gusanos.
En la oscuridad abren los ojos
y les cae en ellos el espanto.
Encuentran alacranes bajo la sábana
y su cama flota como sobre un lago.
Los amorosos son locos, sólo locos,
sin Dios y sin diablo.
Los amorosos salen de sus cuevas
temblorosos, hambrientos,
a cazar fantasmas.
Se ríen de las gentes que lo saben todo,
de las que aman a perpetuidad, verídicamente,
de las que creen en el amor
como una lámpara de inagotable aceite.
Los amorosos juegan a coger el agua,
a tatuar el humo, a no irse.
Juegan el largo, el triste juego del amor.
Nadie ha de resignarse.
Dicen que nadie ha de resignarse.
Los amorosos se avergüenzan de toda conformación.
Vacíos, pero vacíos de una a otra costilla,
la muerte les fermenta detrás de los ojos,
y ellos caminan, lloran hasta la madrugada
en que trenes y gallos se despiden dolorosamente.
Les llega a veces un olor a tierra recién nacida,
a mujeres que duermen con la mano en el sexo,
complacidas,
a arroyos de agua tierna y a cocinas.
Los amorosos se ponen a cantar entre labios
una canción no aprendida,
y se van llorando, llorando,
la hermosa vida.
Jaime Sabines.
terça-feira, julho 14, 2015
Las paredes del pozo, con un tapiz de lama
y con un centelleo de gotas cristalinas,
eran como el camino de esperanza en que todos
hemos llorado un poco... Y aquellas peregrinas
veladas de mayo y junio
mostráronme del pozo el secreto de amor:
preguntaba el durazno: «¿Quién es Ella?»,
y el pozo, que todo lo copiaba, respondía
no copiando más que una sola estrella.
Ramón Lopez Velarde, El Viejo Pozo.
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
y con un centelleo de gotas cristalinas,
eran como el camino de esperanza en que todos
hemos llorado un poco... Y aquellas peregrinas
veladas de mayo y junio
mostráronme del pozo el secreto de amor:
preguntaba el durazno: «¿Quién es Ella?»,
y el pozo, que todo lo copiaba, respondía
no copiando más que una sola estrella.
Ramón Lopez Velarde, El Viejo Pozo.
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-PoemasLas paredes del pozo, con un tapiz de lama
y con un centelleo de gotas cristalinas,
eran como el camino de esperanza en que todos
hemos llorado un poco... Y aquellas peregrinas
veladas de mayo y junio
mostráronme del pozo el secreto de amor:
preguntaba el durazno: «¿Quién es Ella?»,
y el pozo, que todo lo copiaba, respondía
no copiando más que una sola estrella.
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-PoemasLas paredes del pozo, con un tapiz de lama
y con un centelleo de gotas cristalinas,
eran como el camino de esperanza en que todos
hemos llorado un poco... Y aquellas peregrinas
veladas de mayo y junio
mostráronme del pozo el secreto de amor:
preguntaba el durazno: «¿Quién es Ella?»,
y el pozo, que todo lo copiaba, respondía
no copiando más que una sola estrella.
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
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Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achastes
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144665 © Luso-Poemas
Blá Blá Blá
cuanto tiempo
alma mia
alma sola
alma mia
no sé de mi
sé que estoy aqui
hace tiempo
cuerpo
soy así
vivo aqui
pasa que pasa
vida vida vida
persona
persona
versos
persona
siempre
la mirada
los brazos
el pozo
mi cuerpo
puedo escribir versos de que?
te quiero no te quiero?
de nada
estoy como ausente
estoy solo para mi
como estaria de otra manera?
estoy pensando que soy niilista...
pero és mentira
sé que no estoy pronta..y ora estoy pronta
no sé que soy
desperté
y hay veces que soy sola existencia....
mentira....
sin estar envolta de estas emociones que llenan...
mentira
ocupo mi soledad
y ya estoy acostumbrada com mi melancolia.
mentira
la angustia de Heidegger sin objeto....que busca
autenticidade, que sabe que és ser para la muerte
y que tienes que salir del impessoal
blá blá blá
..sabes,
teorias.....
blá blá blá.............
teorias..............
que piensa que sabes.
blá blá blá.
de ti no sabes.
confabulas
busca razones
para lo que sientes
pero no sabe...
de nadie.
de nadie
arde, arde la luz de la vida sola
la vida vivida.
sin blá blá blá
olas, olas, olas
Lâmpada
Sâmara
quien eres tu?
no blá blá blá ?
eso no es tristeza
me parece una reta
un trazo reto
en una hoja blanca
me parece lucidez...
devo ser loca...
mentira
por que la vida és círculo Sâmara?
ha la vida és....
vida
blá blá blá
verdade coisa
absurdo mentira
verdade absurdo
mentira coisa
blá blá blá
blá blá blá blá blá blá
blá blá blá
estoy cansada de hablar
pienso que es eso
o son mis hormonas....
yo sé que el silencio
veces parece triste...
pero el silêncio total nunca es posible
mi voz calla en la defensa del amor.
alma mia
alma sola
alma mia
no sé de mi
sé que estoy aqui
hace tiempo
cuerpo
soy así
vivo aqui
pasa que pasa
vida vida vida
persona
persona
versos
persona
siempre
la mirada
los brazos
el pozo
mi cuerpo
puedo escribir versos de que?
te quiero no te quiero?
de nada
estoy como ausente
estoy solo para mi
como estaria de otra manera?
estoy pensando que soy niilista...
pero és mentira
sé que no estoy pronta..y ora estoy pronta
no sé que soy
desperté
y hay veces que soy sola existencia....
mentira....
sin estar envolta de estas emociones que llenan...
mentira
ocupo mi soledad
y ya estoy acostumbrada com mi melancolia.
mentira
la angustia de Heidegger sin objeto....que busca
autenticidade, que sabe que és ser para la muerte
y que tienes que salir del impessoal
blá blá blá
..sabes,
teorias.....
blá blá blá.............
teorias..............
que piensa que sabes.
blá blá blá.
de ti no sabes.
confabulas
busca razones
para lo que sientes
pero no sabe...
de nadie.
de nadie
arde, arde la luz de la vida sola
la vida vivida.
sin blá blá blá
olas, olas, olas
Lâmpada
Sâmara
quien eres tu?
no blá blá blá ?
eso no es tristeza
me parece una reta
un trazo reto
en una hoja blanca
me parece lucidez...
devo ser loca...
mentira
por que la vida és círculo Sâmara?
ha la vida és....
vida
blá blá blá
verdade coisa
absurdo mentira
verdade absurdo
mentira coisa
blá blá blá
blá blá blá blá blá blá
blá blá blá
estoy cansada de hablar
pienso que es eso
o son mis hormonas....
yo sé que el silencio
veces parece triste...
pero el silêncio total nunca es posible
mi voz calla en la defensa del amor.
domingo, julho 12, 2015
perdão
não sei amar todos os dias
tem horas que eu acho isso tudo um saco
e eu tenho que ler Merleau-Ponty
e lhe passar meu fogo
lhe amar
e eu não sei ok
nem sei o que eu sinto
eu soprei hoje
não há chama
só chocolate na cama
claro, ele Minha Pica transcendental.
Merleaaaaaaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuu---------------Pontyyyy
Hoje descobri o que é a ambiguidade na percepção
ora com significado
ora não...
o absurdo é ficar pedindo explicação
a coisa é evidência absoluta
temos as duas experiências juntas
ambiguidade...ahah
ah q novidade
quem falou então?
e estas duas, a coisa como evidência absoluta
e o absurdo
não são experiências filosóficas
mas
experiências vividas...
o racionalismo e o ceticismo
são duas merdinhas que ficam
nessa punheta sem fim
dessa vida da consciência
sem os quais não poderiam ser pensados ou vividos
é claro, consciência é consciência de algo,
o aparecer não é ser, mas fenômeno...
contra outra novidade....
toda sensação é sempre impregnada de sentido
perceber é crer num mundo
ok
os cachorros latem e eu não quero mais ler nem escrever.
não sei amar todos os dias
tem horas que eu acho isso tudo um saco
e eu tenho que ler Merleau-Ponty
e lhe passar meu fogo
lhe amar
e eu não sei ok
nem sei o que eu sinto
eu soprei hoje
não há chama
só chocolate na cama
claro, ele Minha Pica transcendental.
Merleaaaaaaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuu---------------Pontyyyy
Hoje descobri o que é a ambiguidade na percepção
ora com significado
ora não...
o absurdo é ficar pedindo explicação
a coisa é evidência absoluta
temos as duas experiências juntas
ambiguidade...ahah
ah q novidade
quem falou então?
e estas duas, a coisa como evidência absoluta
e o absurdo
não são experiências filosóficas
mas
experiências vividas...
o racionalismo e o ceticismo
são duas merdinhas que ficam
nessa punheta sem fim
dessa vida da consciência
sem os quais não poderiam ser pensados ou vividos
é claro, consciência é consciência de algo,
o aparecer não é ser, mas fenômeno...
contra outra novidade....
toda sensação é sempre impregnada de sentido
perceber é crer num mundo
ok
os cachorros latem e eu não quero mais ler nem escrever.
arrancando peles
começaste a babar?
quando é que firmará o seu olhar?
uma tatuagem em cada corpo
a testa enrugada
o olhar, de novo, o olhar
o leão
e o cabelo escorrendo óleo de coco
pra passar na cara
pra ficar em frente o espelho
muita dança, rebola, rebola
yoga, transa com Minha Pica transcendental
eu preciso de um banho pra tirar o tédio de
um sábado.
começaste a babar?
quando é que firmará o seu olhar?
uma tatuagem em cada corpo
a testa enrugada
o olhar, de novo, o olhar
o leão
e o cabelo escorrendo óleo de coco
pra passar na cara
pra ficar em frente o espelho
muita dança, rebola, rebola
yoga, transa com Minha Pica transcendental
eu preciso de um banho pra tirar o tédio de
um sábado.
as palavras de um poema são coisas?
quais delas? todas?
o esmalte
o bolo de cenoura
poderia ser uma crônica de domingo
uma tela
um retrato
uma cara
um livro
um suspiro
a respiração
a falta de poesia
não é falta de coisas
é falta de palavras?
mas há tantas...
e coisas também
há o mundo
natural
e o das palavras
e meu corpo
precisa de um banho
pra tirar o tédio de um domingo.
quais delas? todas?
o esmalte
o bolo de cenoura
poderia ser uma crônica de domingo
uma tela
um retrato
uma cara
um livro
um suspiro
a respiração
a falta de poesia
não é falta de coisas
é falta de palavras?
mas há tantas...
e coisas também
há o mundo
natural
e o das palavras
e meu corpo
precisa de um banho
pra tirar o tédio de um domingo.
Não há uma um foco
são muitas luzes
e coisas
pra ver
eu não sei se me sinto confortável
YOu never close your eyes
I show you
que tal um canto
para seus olhos poderem escolher
o que quiser ver
nos dois mundos
o natural, e este
do pensamento, das palavras
feeling
now is gone
gone
gone
blá blá blá
I feel love
ooooooooooooooooooooooooooo
o love
o love
o love
dont
dont
"Se o mito, o sonho, a ilusão devem poder ser possíveis, o aparente e o real devem permanecer ambíguos no sujeito, assim como no objeto. Frequentemente se disse que, por definição, a consciência não admite a separação entre aparência e realidade, e isso era entendido no sentido de que, no conhecimento de nós mesmos, a aparência seria realidade, se isso é verdade, está excluído que a ilusão e a percepção até mesmo tenham aparência, que minhas ilusões sejam percepções sem objeto ou minhas percepções sejam alucinações verdadeiras.MP
A percepção verdadeira será simplesmente uma percepção verdadeira. A ilusão não o será, a certeza deverá estender-se da visão ou da sensação como pensamentos à percepção como constitutiva de um objeto."MP
A transparência da consciência acarreta
a carreta
a imanência
imanência
e a absoluta certeza do objeto.
Todavia,
Todavia
é próprio da ilusão não apresentar-se como ilusão, e aqui é preciso que eu possa, se não perceber um objeto irreal
irreal,
pelo menos perder de vista sua irrealidade; aqui é preciso que haja pelo menos inconsciência da impercepção, que a ilusão não seja aquilo que parece ser e que por sua vez a realidade de um ato de consciência esteja para além de sua aparência. Então, iremos cortar no sujeito a aparência da realidade? Mas, uma vez feita a ruptura, ela é irreparável: doravante, a mais clara aparência pode ser enganosa, e desta vez é o fenÔmeno da verdade que se torna impossível.
Não precisamos escolher entre uma filosofia entre uma filosofia da imanência ou um racionalismo que só dá conta da percepção e da verdade,e uma filosofia da transcendência ou do absurdo que só dá conta da ilusão ou do erro. Só sabemos que existem erros por que temos verdades, em das quais corrigimos os erros e os conhecemos como erros.
REciprocamente, o reconhecimento expresso de uma
a
são muitas luzes
e coisas
pra ver
eu não sei se me sinto confortável
YOu never close your eyes
I show you
que tal um canto
para seus olhos poderem escolher
o que quiser ver
nos dois mundos
o natural, e este
do pensamento, das palavras
feeling
now is gone
gone
gone
blá blá blá
I feel love
ooooooooooooooooooooooooooo
o love
o love
o love
dont
dont
"Se o mito, o sonho, a ilusão devem poder ser possíveis, o aparente e o real devem permanecer ambíguos no sujeito, assim como no objeto. Frequentemente se disse que, por definição, a consciência não admite a separação entre aparência e realidade, e isso era entendido no sentido de que, no conhecimento de nós mesmos, a aparência seria realidade, se isso é verdade, está excluído que a ilusão e a percepção até mesmo tenham aparência, que minhas ilusões sejam percepções sem objeto ou minhas percepções sejam alucinações verdadeiras.MP
A percepção verdadeira será simplesmente uma percepção verdadeira. A ilusão não o será, a certeza deverá estender-se da visão ou da sensação como pensamentos à percepção como constitutiva de um objeto."MP
A transparência da consciência acarreta
a carreta
a imanência
imanência
e a absoluta certeza do objeto.
Todavia,
Todavia
é próprio da ilusão não apresentar-se como ilusão, e aqui é preciso que eu possa, se não perceber um objeto irreal
irreal,
pelo menos perder de vista sua irrealidade; aqui é preciso que haja pelo menos inconsciência da impercepção, que a ilusão não seja aquilo que parece ser e que por sua vez a realidade de um ato de consciência esteja para além de sua aparência. Então, iremos cortar no sujeito a aparência da realidade? Mas, uma vez feita a ruptura, ela é irreparável: doravante, a mais clara aparência pode ser enganosa, e desta vez é o fenÔmeno da verdade que se torna impossível.
Não precisamos escolher entre uma filosofia entre uma filosofia da imanência ou um racionalismo que só dá conta da percepção e da verdade,e uma filosofia da transcendência ou do absurdo que só dá conta da ilusão ou do erro. Só sabemos que existem erros por que temos verdades, em das quais corrigimos os erros e os conhecemos como erros.
REciprocamente, o reconhecimento expresso de uma
a
domingo, julho 05, 2015
Não quero esperar nada
ir livre e leve
e ver o que é
não me prender a sonhos
por que o que eu quero é o real
te digo agora: Não vou te sonhar
se tua alma se mostrar
quero estar lá
quero também seus dedos
sua boca
seu corpo inteiro
não quero sonho algum
eu quero o que vier, o que der, o que for
mas
que seja real
vou jogar fora todos os sonhos
e irei ver o que encontro
Quero um abraço
quando chegar.
ir livre e leve
e ver o que é
não me prender a sonhos
por que o que eu quero é o real
te digo agora: Não vou te sonhar
se tua alma se mostrar
quero estar lá
quero também seus dedos
sua boca
seu corpo inteiro
não quero sonho algum
eu quero o que vier, o que der, o que for
mas
que seja real
vou jogar fora todos os sonhos
e irei ver o que encontro
Quero um abraço
quando chegar.
"Aqui
na minha frente a folha branca do papel, à espera; dentro de mim esta
angústia, à espera: e nada escrevo. A vida não é para se escrever. A
vida — esta intimidade profunda, este ser sem remédio, esta noite de
pesadelo que nem se chega a saber ao certo porque foi assim — é para se
viver, não é para se fazer dela literatura"
~ Miguel Torga, Diário (1936)
~ Miguel Torga, Diário (1936)
sábado, julho 04, 2015
Devaneio I das férias.
não há lugar nesta mudança
não há casa
não há lugar no mundo
não estou ancorada
e agora?
esta casa
não é mais minha casa
estas pessoas
são outras
eu sou outra
Fudeu!
vou sair correndo daqui
depois de guardar as roupas
e as imagens
deixar os discos e a vitrola me esperando
voltar
por que tenho vontade de sumir agora?
será cansaço?
não há realidade alguma que consiga pensar
ok
mentira
eu me vejo num Porto
um Rio Douro
que está do outro lado
eu esperando eu ir
eu eu eu...blá blá blá
ok mas agora eu quero escuro debaixo da coberta
e um fone com Chopin pra eu esquecer de tudo
a que coisa mais não sei quê...
cabeça pensa
eu queria só ser.
eu não quero ser cabeça, please.
há uma dor no meio da testa
meu terceiro olho tá criando um raio laser?
pootz
que energia é essa?
será de tanto pensar?
escuro e nada, now.
eu sou.
ora eu invejo os mendigos que só carregam uma coberta
tão prático,
mas sem pedir nada..........................................................
eu fecho a porta
eles não tem portas
eu não queria pedir nada a ninguém, nem ao mundo.
eu quero criar a realidade...
com portas, pontes e rios.
eu sou navio
vi a nave
visão
do mar
visionar
visoamar
andar
nadar
voar
ah que adianta esses verbos no ar?
atualizar...
não há casa
não há lugar no mundo
não estou ancorada
e agora?
esta casa
não é mais minha casa
estas pessoas
são outras
eu sou outra
Fudeu!
vou sair correndo daqui
depois de guardar as roupas
e as imagens
deixar os discos e a vitrola me esperando
voltar
por que tenho vontade de sumir agora?
será cansaço?
não há realidade alguma que consiga pensar
ok
mentira
eu me vejo num Porto
um Rio Douro
que está do outro lado
eu esperando eu ir
eu eu eu...blá blá blá
ok mas agora eu quero escuro debaixo da coberta
e um fone com Chopin pra eu esquecer de tudo
a que coisa mais não sei quê...
cabeça pensa
eu queria só ser.
eu não quero ser cabeça, please.
há uma dor no meio da testa
meu terceiro olho tá criando um raio laser?
pootz
que energia é essa?
será de tanto pensar?
escuro e nada, now.
eu sou.
ora eu invejo os mendigos que só carregam uma coberta
tão prático,
mas sem pedir nada..........................................................
eu fecho a porta
eles não tem portas
eu não queria pedir nada a ninguém, nem ao mundo.
eu quero criar a realidade...
com portas, pontes e rios.
eu sou navio
vi a nave
visão
do mar
visionar
visoamar
andar
nadar
voar
ah que adianta esses verbos no ar?
atualizar...
sexta-feira, julho 03, 2015
HAD I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.
W.B. Yeats (1865–1939)
"He Wishes For the Cloths of Heaven"
from the Collected Works of W.B. Yeats
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.
W.B. Yeats (1865–1939)
"He Wishes For the Cloths of Heaven"
from the Collected Works of W.B. Yeats
He decidido cesar las aventuras sexuales...
José Miguel Rojas: La odalisca y el efebo trastornado, 2004, óleo y acrílico sobre tela, 110 x 130 cm. .

José Miguel Rojas: Esquizofrenia de un perfume, 2002, óleo y acrílico sobre tela, 110 x 130 cm. Propiedad privada.
http://www.josemiguelrojas.com/php/photos.php#&slider1=34
He decidido cesar las aventuras sexuales. Al menos, hasta que el amor no me arrastre fuera de mí y me obligue a cumplirlas. Lo demás, en mí, es literatura.
Texto: fragmento de la entrada del 15 de enero de 1959 del diario personal de Alejandra Pizarnik. En: Diarios Nueva Edición de Ana Becciu (Barcelona: Lumen).
quarta-feira, julho 01, 2015
Rilke e traduções.... musst é dever..."Tu deves mudar tua vida." eu...
Archaïscher Torso Apollos
RAINER MARIA RILKE
Wir kannten nicht sein unerhörtes Haupt,
darin die Augenäpfel reiften. Aber
sein Torso glüht noch wie ein Kandelaber,
in dem sein Schauen, nur zurückgeschraubt,
sich hilt and glänzt. Sonst könnte nicht der Bug
der Brust dich blenden, and im leisen Drehen
der Lenden könnte nicht ein Lächeln gehen
zu jener Mitte, die die Zeugung trug.
Sonst stünde dieser Stein entstellt and kurz
unter der Schultern durchsichtigem Sturz
and flimmerte nicht so wie Raubtierfelle;
und bräche nicht aus alien seinen Rändern
aus wie ein Stern: denn da ist keine Stelle,
die dich nicht sieht. Du musst dein Leben ändern.
—
Torso arcaico de Apollo
Não sabemos como era a cabeça, que falta,
De pupilas amadurecidas, porém
O torso arde ainda como um candelabro e tem,
Só que meio apagada, a luz do olhar, que salta
E brilha. Se não fosse assim, a curva rara
Do peito não deslumbraria, nem achar
Caminho poderia um sorriso e baixar
Da anca suave ao centro onde o sexo se alteara.
Não fosse assim, seria essa estátua uma mera
Pedra, um desfigurado mármore, e nem já
Resplandecera mais como pele de fera.
Seus limites não transporia desmedida
Como uma estrela; pois ali ponto não há
Que não te mire. Força é mudares de vida.
Tradução de Manuel Bandeira
—
Torso arcaico de Apolo
Não conhecemos sua cabeça legendária
na qual as pupilas maturavam. Porém
seu torso ainda arde como uma luminária,
em que seu olhar, mais tênue, se detém,
fica e brilha. Senão o leve reflexo
da curva do seu peito não te cegaria,
nem o sorrir, no giro dos quadris, iria
correr para esse centro que portava o sexo.
Seria apenas uma pedra deformada
sob os ombros de diáfana derrocada
e como pêlos de fera não brilharia
e nem teria toda sua forma rompida
como uma estrela: lugar não haveria
que não ti veja. Precisas mudar tua vida.
Traduçâo de Karlos Rischbieter
—
Torso arcaico de Apolo
Não sabemos como era a cabeça inaudita,
onde as pupilas amadureciam. Glabro
no entanto o torso aclara como um candelabro,
onde apenas mais tênue, o seu olhar nos fita
e brilha. Senão como poderia o plexo
do peito assim cegar-te, e iria, no impreciso
arquear de parte da cintura, um leve riso
correr para esse centro, onde existia o sexo?
Seria um simples bloco mutilado e falto
e de seus ombros nunca o translucente salto
reluziria assim como um lombo de fera
nem romperia as órbitas qual explodida
estrela: pois ali ponto nenhum se espera
que não te veja. Tens que mudar tua vida.
Tradução de Ivo Barroso
RAINER MARIA RILKE
Wir kannten nicht sein unerhörtes Haupt,
darin die Augenäpfel reiften. Aber
sein Torso glüht noch wie ein Kandelaber,
in dem sein Schauen, nur zurückgeschraubt,
sich hilt and glänzt. Sonst könnte nicht der Bug
der Brust dich blenden, and im leisen Drehen
der Lenden könnte nicht ein Lächeln gehen
zu jener Mitte, die die Zeugung trug.
Sonst stünde dieser Stein entstellt and kurz
unter der Schultern durchsichtigem Sturz
and flimmerte nicht so wie Raubtierfelle;
und bräche nicht aus alien seinen Rändern
aus wie ein Stern: denn da ist keine Stelle,
die dich nicht sieht. Du musst dein Leben ändern.
—
Torso arcaico de Apollo
Não sabemos como era a cabeça, que falta,
De pupilas amadurecidas, porém
O torso arde ainda como um candelabro e tem,
Só que meio apagada, a luz do olhar, que salta
E brilha. Se não fosse assim, a curva rara
Do peito não deslumbraria, nem achar
Caminho poderia um sorriso e baixar
Da anca suave ao centro onde o sexo se alteara.
Não fosse assim, seria essa estátua uma mera
Pedra, um desfigurado mármore, e nem já
Resplandecera mais como pele de fera.
Seus limites não transporia desmedida
Como uma estrela; pois ali ponto não há
Que não te mire. Força é mudares de vida.
Tradução de Manuel Bandeira
—
Torso arcaico de Apolo
Não conhecemos sua cabeça legendária
na qual as pupilas maturavam. Porém
seu torso ainda arde como uma luminária,
em que seu olhar, mais tênue, se detém,
fica e brilha. Senão o leve reflexo
da curva do seu peito não te cegaria,
nem o sorrir, no giro dos quadris, iria
correr para esse centro que portava o sexo.
Seria apenas uma pedra deformada
sob os ombros de diáfana derrocada
e como pêlos de fera não brilharia
e nem teria toda sua forma rompida
como uma estrela: lugar não haveria
que não ti veja. Precisas mudar tua vida.
Traduçâo de Karlos Rischbieter
—
Torso arcaico de Apolo
Não sabemos como era a cabeça inaudita,
onde as pupilas amadureciam. Glabro
no entanto o torso aclara como um candelabro,
onde apenas mais tênue, o seu olhar nos fita
e brilha. Senão como poderia o plexo
do peito assim cegar-te, e iria, no impreciso
arquear de parte da cintura, um leve riso
correr para esse centro, onde existia o sexo?
Seria um simples bloco mutilado e falto
e de seus ombros nunca o translucente salto
reluziria assim como um lombo de fera
nem romperia as órbitas qual explodida
estrela: pois ali ponto nenhum se espera
que não te veja. Tens que mudar tua vida.
Tradução de Ivo Barroso
terça-feira, junho 30, 2015
Rose is rose, is rose, is rose
I see Vênus e Júpiter
lado a lado
eu antes via só um
agora vejo dois
não me afogarei no Tejo
terei o Natal e Reveillon
vinho, vinho, vinho
a roseira se iluminou quando parei diante
a luz acendeu!
eu tomei um susto
algumas pétalas já estavam no chão
I see
rose, is rose, is rose, is rose...
comi pêssegos com castanhas
e não pareço mais doente de amor...
pareço feliz
mudarei daqui
Vênus e Júpiter da cama pela janela...
não sei mais
eu luneta, eu astronauta,
eu chega daqui
eu mudar
e levar todas as imagens comigo.
lado a lado
eu antes via só um
agora vejo dois
não me afogarei no Tejo
terei o Natal e Reveillon
vinho, vinho, vinho
a roseira se iluminou quando parei diante
a luz acendeu!
eu tomei um susto
algumas pétalas já estavam no chão
I see
rose, is rose, is rose, is rose...
comi pêssegos com castanhas
e não pareço mais doente de amor...
pareço feliz
mudarei daqui
Vênus e Júpiter da cama pela janela...
não sei mais
eu luneta, eu astronauta,
eu chega daqui
eu mudar
e levar todas as imagens comigo.
quarta-feira, junho 24, 2015
What you see?
Qual o conceito daquela roseira branca entre o dia e a noite,
naquela luz que se esvai
e ali permanece, todos sabem, aquelas rosas serão brancas durante a noite
ela é uma obra de arte?
ela é beleza?
ela é uma planta?
ela é simplesmente uma roseira branca...
What is you see?
Is what you see?
what you see is what you get?
Eu já sei a diferença entre textos e a vida
eu sei do espanto quando se vê o sol que se põe todos os dias
o espelho na lagoa do céu, as cores sem conceitos, aquilo é rosa? aquilo é lilás?
os pássaros voando em círculo perto da ilha
antes disso à margem...
eu sei da dor e da chama em cada homem
eu fico muda com a dor nos rostos..
é de não saber de onde, pra onde, nem pra quê...
é de construir pedra sobre pedra sem saber de nada...
eu sei do amor que se sonha
eu sei dos sonhos, das montanhas de tantos países
dos verdes espalhados pelo mundo
de uns céus mais cinzas e altos que outros..
eu sei da filosofia contemporânea que é feita nos EUA
eu sei que este quarto não será mais meu
e eu sei que esta cidade tampouco é minha...
e ontem no café olhando o passeio do centro da cidade,
os que passavam, eu pelo vidro olhava e pensei: aqui pareço pertencer,
mas não pertenço!
e quando estiver em Porto sentirei o não pertencimento...
e eu sei que não tenho raízes
e sei olhar pra rosa e ver sua indiferente beleza a olhar pra mim.
naquela luz que se esvai
e ali permanece, todos sabem, aquelas rosas serão brancas durante a noite
ela é uma obra de arte?
ela é beleza?
ela é uma planta?
ela é simplesmente uma roseira branca...
What is you see?
Is what you see?
what you see is what you get?
Eu já sei a diferença entre textos e a vida
eu sei do espanto quando se vê o sol que se põe todos os dias
o espelho na lagoa do céu, as cores sem conceitos, aquilo é rosa? aquilo é lilás?
os pássaros voando em círculo perto da ilha
antes disso à margem...
eu sei da dor e da chama em cada homem
eu fico muda com a dor nos rostos..
é de não saber de onde, pra onde, nem pra quê...
é de construir pedra sobre pedra sem saber de nada...
eu sei do amor que se sonha
eu sei dos sonhos, das montanhas de tantos países
dos verdes espalhados pelo mundo
de uns céus mais cinzas e altos que outros..
eu sei da filosofia contemporânea que é feita nos EUA
eu sei que este quarto não será mais meu
e eu sei que esta cidade tampouco é minha...
e ontem no café olhando o passeio do centro da cidade,
os que passavam, eu pelo vidro olhava e pensei: aqui pareço pertencer,
mas não pertenço!
e quando estiver em Porto sentirei o não pertencimento...
e eu sei que não tenho raízes
e sei olhar pra rosa e ver sua indiferente beleza a olhar pra mim.
sábado, junho 20, 2015
Os Três Mal-Amados
João Cabral de Melo Neto
Joaquim:
O amor comeu meu nome, minha identidade,
meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O
amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera
meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços,
minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus
ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura,
meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas
receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus
raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus
livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no
dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de
meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor
devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o
aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a
mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido.
Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde
irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos
sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino
esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua
chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que
tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade.
Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas
duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados
pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de
cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não
saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não
anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as
linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande
poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra.
Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de
cabeça, meu medo da morte.
As falas do personagem Joaquim foram extraídas da poesia "Os Três Mal-Amados", constante do livro "João Cabral de Melo Neto - Obras Completas", Editora Nova Aguilar S.A. - Rio de Janeiro, 1994, pág.59.
quinta-feira, junho 11, 2015
Llagas de amor
Esta luz, este fuego que devora.
Este paisaje gris que me rodea.
Este dolor por una sola idea.
Esta angustia de cielo, mundo y hora.
Este llanto de sangre que decora
lira sin pulso ya, lúbrica tea.
Este peso del mar que me golpea.
Este alacrán que por mi pecho mora.
Son guirnaldas de amor, cama de herido,
donde sin sueño, sueño tu presencia
entre las ruinas de mi pecho hundido.
Y aunque busco la cumbre de prudencia
me da tu corazón valle tendido
con cicuta y pasión de amarga ciencia.
Federico García Lorca
Este paisaje gris que me rodea.
Este dolor por una sola idea.
Esta angustia de cielo, mundo y hora.
Este llanto de sangre que decora
lira sin pulso ya, lúbrica tea.
Este peso del mar que me golpea.
Este alacrán que por mi pecho mora.
Son guirnaldas de amor, cama de herido,
donde sin sueño, sueño tu presencia
entre las ruinas de mi pecho hundido.
Y aunque busco la cumbre de prudencia
me da tu corazón valle tendido
con cicuta y pasión de amarga ciencia.
Federico García Lorca
quarta-feira, junho 10, 2015
Hilda
Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
©Hilda Hilst
In Da noite, 1992
terça-feira, junho 09, 2015
Erosqueleto
meus dedos caminharão em seu corpo lentamente
depois disso darei um mergulho em sua boca
sabendo da impossibilidade de entrar em ti
com a língua
será tua vez de encher-me com sua carne
possuída
depois disso irei para o meu Porto
e só,
talvez sinta falta do teu corpo,
não será possível inventarmos amor
já que sabemos o que nos espera
nosso fim esqueleto.
Inventa a ressurreição! Profetiza alma minha, diga as palavras de vida ao pé do meu
ouvido
é preciso crer, é preciso crer!
Amor, amor, ressuscita o morto! Vida, vida, vida
Para que volte a gozar e amar!
Poema erótico imaginário
Quero fazer um poema erótico
sem corpo
um corpo imaginário
sensações imaginárias
enfim, tudo se fazerá
e será inventado.
A pele que trará arrepios
os beijos que não terão fim
o abraço que de tão bom doerá
e depois desse poema
imaginário
eu vou dormir
já é 00:02
sem corpo
um corpo imaginário
sensações imaginárias
enfim, tudo se fazerá
e será inventado.
A pele que trará arrepios
os beijos que não terão fim
o abraço que de tão bom doerá
e depois desse poema
imaginário
eu vou dormir
já é 00:02
domingo, junho 07, 2015
O RIO DA POSSE
Que somos todos diferentes, é um axioma da nossa naturalidade. Só nos parecemos de longe, na proporção, portanto, em que não somos nós. A vida é, por isso, para os indefinidos; só podem conviver os que nunca se definem, e são, um e outro, ninguéns.
Cada um de nós é dois, e quando duas pessoas se encontram, se aproximam, se ligam, é raro que as quatro possam estar de acordo.
O homem que sonha em cada homem que age, se tantas vezes se malquista com o homem que age, como não se malquistará com o homem que age e o homem que sonha no Outro.
Somos forças porque somos vidas. Cada um de nós tende para si próprio com escala pelos outros. Se temos por nós mesmos o respeito de nos acharmos interessantes, (...) Toda a aproximação é um conflito. O outro é sempre o obstáculo para quem procura. Só quem não procura é feliz; porque só quem não busca encontra, visto que quem não procura já tem, e já ter, seja o que for, é ser feliz (como não pensar é a parte melhor, de ser rico).
Olho para ti, dentro de mim, noiva suposta, e já nos desavimos antes de existires. O meu hábito de sonhar claro dá-me uma noção justa da realidade. Quem sonha demais precisa de dar realidade ao sonho. Quem dá realidade ao sonho tem que dar ao sonho o equilíbrio da realidade. Quem dá ao sonho o equilíbrio da realidade, sofre da realidade de sonhar tanto como da realidade da vida (e do irreal do sonho com o de sentir a vida irreal).
Estou-te esperando, em devaneio, no nosso quarto com duas portas, e sonho-te vindo e no meu sonho entras até mim pela porta da direita; se, quando entras, entras pela porta da esquerda, há já uma diferença entre ti e o meu sonho. Toda a tragédia humana está neste pequeno exemplo de como aqueles com quem pensamos nunca são aqueles em quem pensamos.
O amor perde identidade na diferença, o que é impossível já na lógica, quanto mais no mundo. O amor quer possuir, quer tornar seu o que tem de ficar fora para ele saber que só torna seu se não é. Amar é entregar-se. Quanto maior a entrega, maior o amor. Mas a entrega total entrega também a consciência do outro. O amor maior é por isso a morte, ou o esquecimento, ou a renúncia — os amores todos que são os absurdiandos do amor.
No terraço antigo do palácio, alçado sobre o mar, meditaremos em silêncio a diferença entre nós. Eu era príncipe e tu princesa, no terraço à beira do mar. O nosso amor nascera do nosso encontro, como a beleza se criou do encontro da Lua com as águas.
O amor quer a posse, mas não sabe o que é a posse. Se eu não sou meu, como serei teu, ou tu minha? Se não possuo o meu próprio ser, como possuirei um ser alheio? Se sou já diferente daquele de quem sou idêntico, como serei idêntico daquele de quem sou diferente.
O amor é um misticismo que quer praticar-se, uma impossibilidade que só é sonhada como devendo ser realizada.
Metafísico. Mas toda a vida é uma metafísica às escuras, com um rumor de deuses e o desconhecimento da rota como única via.
A pior astúcia comigo da minha decadência é o meu amor à saúde e à claridade. Achei sempre que um corpo belo e o ritmo feliz de um andar jovem tinham mais competência no mundo que todos os sonhos que há em mim. E com uma alegria da velhice pelo espírito que sigo às vezes — sem inveja nem desejo — os pares casuais que a tarde junta e caminham braço com braço para a consciência inconsciente da juventude. Gozo-os como gozo uma verdade, sem que pense se me diz ou não respeito. Se os comparo a mim, continuo gozando-os, mas como quem goza uma verdade que o fere, juntando à dor da ferida a consciência de ter compreendido os deuses.
Sou o contrário dos espiritualistas simbolistas, para quem todo o ser, e todo o acontecimento, é a sombra de uma realidade de que é a sombra apenas. Cada coisa, para mim, é, em vez de um ponto de chegada, um ponto de partida. Para o ocultista tudo acaba em tudo; tudo começa em tudo para mim.
Procedo, como eles, por analogia e sugestão, mas o jardim pequeno que lhes sugere a ordem e a beleza da alma, a mim não lembra mais que o jardim maior onde possa ser, longe dos homens, feliz a vida que o não pode ser. Cada coisa sugere-me não a realidade de que é a sombra, mas a realidade para que é o caminho.
O jardim da Estrela, à tarde, é para mim a sugestão de um parque antigo, nos séculos antes do descontentamento da alma.
Que somos todos diferentes, é um axioma da nossa naturalidade. Só nos parecemos de longe, na proporção, portanto, em que não somos nós. A vida é, por isso, para os indefinidos; só podem conviver os que nunca se definem, e são, um e outro, ninguéns.
Cada um de nós é dois, e quando duas pessoas se encontram, se aproximam, se ligam, é raro que as quatro possam estar de acordo.
O homem que sonha em cada homem que age, se tantas vezes se malquista com o homem que age, como não se malquistará com o homem que age e o homem que sonha no Outro.
Somos forças porque somos vidas. Cada um de nós tende para si próprio com escala pelos outros. Se temos por nós mesmos o respeito de nos acharmos interessantes, (...) Toda a aproximação é um conflito. O outro é sempre o obstáculo para quem procura. Só quem não procura é feliz; porque só quem não busca encontra, visto que quem não procura já tem, e já ter, seja o que for, é ser feliz (como não pensar é a parte melhor, de ser rico).
Olho para ti, dentro de mim, noiva suposta, e já nos desavimos antes de existires. O meu hábito de sonhar claro dá-me uma noção justa da realidade. Quem sonha demais precisa de dar realidade ao sonho. Quem dá realidade ao sonho tem que dar ao sonho o equilíbrio da realidade. Quem dá ao sonho o equilíbrio da realidade, sofre da realidade de sonhar tanto como da realidade da vida (e do irreal do sonho com o de sentir a vida irreal).
Estou-te esperando, em devaneio, no nosso quarto com duas portas, e sonho-te vindo e no meu sonho entras até mim pela porta da direita; se, quando entras, entras pela porta da esquerda, há já uma diferença entre ti e o meu sonho. Toda a tragédia humana está neste pequeno exemplo de como aqueles com quem pensamos nunca são aqueles em quem pensamos.
O amor perde identidade na diferença, o que é impossível já na lógica, quanto mais no mundo. O amor quer possuir, quer tornar seu o que tem de ficar fora para ele saber que só torna seu se não é. Amar é entregar-se. Quanto maior a entrega, maior o amor. Mas a entrega total entrega também a consciência do outro. O amor maior é por isso a morte, ou o esquecimento, ou a renúncia — os amores todos que são os absurdiandos do amor.
No terraço antigo do palácio, alçado sobre o mar, meditaremos em silêncio a diferença entre nós. Eu era príncipe e tu princesa, no terraço à beira do mar. O nosso amor nascera do nosso encontro, como a beleza se criou do encontro da Lua com as águas.
O amor quer a posse, mas não sabe o que é a posse. Se eu não sou meu, como serei teu, ou tu minha? Se não possuo o meu próprio ser, como possuirei um ser alheio? Se sou já diferente daquele de quem sou idêntico, como serei idêntico daquele de quem sou diferente.
O amor é um misticismo que quer praticar-se, uma impossibilidade que só é sonhada como devendo ser realizada.
Metafísico. Mas toda a vida é uma metafísica às escuras, com um rumor de deuses e o desconhecimento da rota como única via.
A pior astúcia comigo da minha decadência é o meu amor à saúde e à claridade. Achei sempre que um corpo belo e o ritmo feliz de um andar jovem tinham mais competência no mundo que todos os sonhos que há em mim. E com uma alegria da velhice pelo espírito que sigo às vezes — sem inveja nem desejo — os pares casuais que a tarde junta e caminham braço com braço para a consciência inconsciente da juventude. Gozo-os como gozo uma verdade, sem que pense se me diz ou não respeito. Se os comparo a mim, continuo gozando-os, mas como quem goza uma verdade que o fere, juntando à dor da ferida a consciência de ter compreendido os deuses.
Sou o contrário dos espiritualistas simbolistas, para quem todo o ser, e todo o acontecimento, é a sombra de uma realidade de que é a sombra apenas. Cada coisa, para mim, é, em vez de um ponto de chegada, um ponto de partida. Para o ocultista tudo acaba em tudo; tudo começa em tudo para mim.
Procedo, como eles, por analogia e sugestão, mas o jardim pequeno que lhes sugere a ordem e a beleza da alma, a mim não lembra mais que o jardim maior onde possa ser, longe dos homens, feliz a vida que o não pode ser. Cada coisa sugere-me não a realidade de que é a sombra, mas a realidade para que é o caminho.
O jardim da Estrela, à tarde, é para mim a sugestão de um parque antigo, nos séculos antes do descontentamento da alma.
s.d.
sexta-feira, junho 05, 2015
Tres retratos
con sombras
con sombras
que nunca diré,
se ha dormido en mis labios.
La canción,
que nunca diré.
Sobre las madreselvas
había una luciérnaga,
y la luna picaba
con un rayo en el agua.
Entonces yo soñé,
la canción,
que nunca diré.
Canción llena de labios
y de cauces lejanos.
Canción llena de horas
perdidas en la sombra.
Canción de estrella viva
sobre un perpetuo día.
García Lorca
Acostumada com a dor e o sonho.
Preparando para entrar no meu inverno
ao tentar entender sentimentos que por ora são inventados
mas isso nada importa, já que são verdades
preparando para saber como vou povoar o meu mundo
e senti-lo sobretudo...sobre todos
sobre mim
já sei a poesia me acalma, faz expulsar emoções estanques
a música roda o pensamento, o tira dos vícios destas emoções
a arte representando um não-sei-quê de imagens robustas
enfim, meu mundo é povoado por estas
o meu esquema, os meus sentimentos
eu vou modificando, o meu olhar, meu olho vai inchando...
ontem o esquerdo, hoje o direito
será uma luz nova?
uma sexta na qual seletivamente meus prazeres se resumem
no desejo de fazer filosofia apenas,
escrever sobre o amor sem propriedade alguma.
Mas agora digo o que quero dizer a partir de algumas citações
seja por Proust ou Merleau-Ponty, ou cantando Janis,
ou lendo Lorca, Pessoa, Cecília..
Há uma concordância e uma paz de não desejar inventar sentimentos...ou prazeres.
Sinto a paz de uma lua cheia indiferente.
Há uma transfiguração de meu esquema corporal, atormentado ainda,
sabendo daquelas incontroláveis emoções, ou sentindo sem medo...sabendo
que são assim...
mas lutando pela modificação
agora o esquema é outro...começo a pensar em coisas que me povoava
dez anos atrás,
um tempo perdido...viver é perder tempo....
acho que esse treco de dar sentido pra vida vai caindo aos poucos...
sejam filhos, sejam amores, tudo arbitrário, inventado...
não sei, me acostumo a ficar só, sinto prazer agora, estou feliz por isto.
Isso não me parece bom numa análise, ich...me confundi...mas, me sinto melhor
em conformidade com o próprio tormento que é a vida e como significá-la.
Enfim, se vive, em família, como assim me sinto em casa, ao mesmo tempo
sei que todas estas casas não são minhas...mesmo esta que é.
Aumenta cada vez mais a minha fé em mim, sinto a obrigação de pensar em Deus que é amor.
Sim por que peço a Deus que não seja uma vida insignificante, não posso ter vindo aqui pra nada...
parece uma necessidade novamente de dar sentido, um humanismo, desprezível?
ah não sei...me confundo novamente....
Onde está o amor?
Está em mim? Acho que não.
Então como podes acreditar em ti? se não acreditas no amor?
Acredito que me amo e amo minha família, mais a mim...
Não sei, a filosofia me parece cada vez mais desprovida de paz, devido a multiplicidade
de significações possíveis que vou absorvendo,
mas fico em paz filosofando, mas é hoje
tu sabes que o conflito é saber que não se explora o mundo por textos...
ah hoje os hormônios devem ser naranjas por si mismos...estão em paz...
pareço ficar mais forte, mesmo que me veja fraca.
Sigo lutando por mim.
Pelo amor, já não sei mais. Mas se me amo, e luto por mim, luto pelo amor, certo?rsrs
Eu sou amor..rs pootz...Eu sou deus? ich....
Eu sou Sâmara, eu não sou um nome...rs
eu sou isso aqui que amo...ama? como? ah sei lá...
Enfim, acostumada com a dor e o sonho.
ao tentar entender sentimentos que por ora são inventados
mas isso nada importa, já que são verdades
preparando para saber como vou povoar o meu mundo
e senti-lo sobretudo...sobre todos
sobre mim
já sei a poesia me acalma, faz expulsar emoções estanques
a música roda o pensamento, o tira dos vícios destas emoções
a arte representando um não-sei-quê de imagens robustas
enfim, meu mundo é povoado por estas
o meu esquema, os meus sentimentos
eu vou modificando, o meu olhar, meu olho vai inchando...
ontem o esquerdo, hoje o direito
será uma luz nova?
uma sexta na qual seletivamente meus prazeres se resumem
no desejo de fazer filosofia apenas,
escrever sobre o amor sem propriedade alguma.
Mas agora digo o que quero dizer a partir de algumas citações
seja por Proust ou Merleau-Ponty, ou cantando Janis,
ou lendo Lorca, Pessoa, Cecília..
Há uma concordância e uma paz de não desejar inventar sentimentos...ou prazeres.
Sinto a paz de uma lua cheia indiferente.
Há uma transfiguração de meu esquema corporal, atormentado ainda,
sabendo daquelas incontroláveis emoções, ou sentindo sem medo...sabendo
que são assim...
mas lutando pela modificação
agora o esquema é outro...começo a pensar em coisas que me povoava
dez anos atrás,
um tempo perdido...viver é perder tempo....
acho que esse treco de dar sentido pra vida vai caindo aos poucos...
sejam filhos, sejam amores, tudo arbitrário, inventado...
não sei, me acostumo a ficar só, sinto prazer agora, estou feliz por isto.
Isso não me parece bom numa análise, ich...me confundi...mas, me sinto melhor
em conformidade com o próprio tormento que é a vida e como significá-la.
Enfim, se vive, em família, como assim me sinto em casa, ao mesmo tempo
sei que todas estas casas não são minhas...mesmo esta que é.
Aumenta cada vez mais a minha fé em mim, sinto a obrigação de pensar em Deus que é amor.
Sim por que peço a Deus que não seja uma vida insignificante, não posso ter vindo aqui pra nada...
parece uma necessidade novamente de dar sentido, um humanismo, desprezível?
ah não sei...me confundo novamente....
Onde está o amor?
Está em mim? Acho que não.
Então como podes acreditar em ti? se não acreditas no amor?
Acredito que me amo e amo minha família, mais a mim...
Não sei, a filosofia me parece cada vez mais desprovida de paz, devido a multiplicidade
de significações possíveis que vou absorvendo,
mas fico em paz filosofando, mas é hoje
tu sabes que o conflito é saber que não se explora o mundo por textos...
ah hoje os hormônios devem ser naranjas por si mismos...estão em paz...
pareço ficar mais forte, mesmo que me veja fraca.
Sigo lutando por mim.
Pelo amor, já não sei mais. Mas se me amo, e luto por mim, luto pelo amor, certo?rsrs
Eu sou amor..rs pootz...Eu sou deus? ich....
Eu sou Sâmara, eu não sou um nome...rs
eu sou isso aqui que amo...ama? como? ah sei lá...
Enfim, acostumada com a dor e o sonho.
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