quarta-feira, dezembro 06, 2006

Estranho, muito estranho...

Outra vez fui pega desprevenida,
e além de ter intenção para falar do meu dia,
tento entender o que se passou,
o que poderia ser mais nostalgico...?
e muito mais filosófico e atraente,
você é tudo o que eu queria ser!
O que de verdade queremos é alguém que veja
o mundo parecido com os nossos olhos,
com o que vemos...
e numa perspectiva de um futuro;
de construção de mim???
talvez.
Não são títulos, são almas afins...
cheias de símbolos, cobertos por razão
e muita dúvida...
Estranho, muito estranho...
mais uma vez posso dizer o que vem
em memórias circulantes,
de um prazer louco e desesperado,
numa entrega de afinidades,
agradeço mais uma vez a Nietzsche...

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Tardes Cinzas...

Agora, por párar um pouco e
tentar simplesmente descobrir
o que se passou...
e que já não seja mais a mesma,
desses últimos dias que se passaram.
Onde eu me encontrava doente,
Sócraticamente falando viver estava sendo uma
enfermidade,
tudo porque???
mais tolices, e efemêridades que
tentaram aprisionar-me,
eu ainda não sei quem sou, sempre
perco-me em amores vãos...
E prefiro muito mais agora minha
melancolia latente de ânsia de não saber de
que,
agora já entendo,
como dizia Nietzsche,
o desespero é o preço que
se paga pela autoconsciência.

terça-feira, novembro 28, 2006

Dia de chuva

Muitos litros de água vem despencando dos céus
neste dia,
uma terça às 4 da tarde,
o dia não importa...é mais um dia sem você,
e o que se pensa numa horas dessas?
o que vem pensando sucessivamente...no meu caso,
estás agora com o coração partido e sentir-se assim
é penoso,
eu, literalmente quero voltar a pisar em terra firme,
não numa razão sem emoções...
mas viver romances impossíveis é minha praxis..
sou tão ambígua que mesmo achando o amor
muitas vezes, ou na maioria delas...
ridículo,
eu o busco a cada momento...
Nossa! e como minha busca vai longe,
hoje tá passeando em Guadalajara,
e eu nem sei como está o céu por lá...e tampoco devo perguntar.
Sem esperar regresso,
só desejo minha sanidade de volta.
E logo eu,
que sempre digo...
não coloque sua felicidade nas
mãos de nada...sob o julgo de nada...
blá blá blá
e mais uma vez não entendi nada do que se passou,
de que me adianta Nietzsche agora?
me enojo de toda essa gente,
simplesmente,
por não poder tê-lo
eu o desejo mais que tudo que tenho...

domingo, novembro 26, 2006

Sunday, down...

Depois de esperar um dia inteiro por um telefonema,
ou uma video conferência,
até o amor está modernizando,
mas a chuva cai la fora,
e o dia já se despede,
eu cheia de vícios latentes,
escrevo tolices ao vento,
canto amores que não existem,
ou existem,
eu nem sei...
ainda te espero,
e esperarei pelo o que?
não me faça suplicar por teu amor,
o meu amor é somente um regalo...
e exprimindo o que de mais belo há em
mim,
e que antes era somente virtude,
hoje se fez, vício, depressão e melancolia,
num pálido e domingo cinzento e em vez de
crepúsculo,
me veio a tempestade,
e a agora queria estar em um sonho,
aquele sonho onde teve aquela lagoa,
aquele céu, aquela lua, aquele espanhol roto,
como estampado em um quadro,
e agora em minha alma poética,
que me faz rir,
que me faz chorar de saudade...
e o que não gosto em você é a minha
ausência.

E a chuva cai lá fora...

É melhor esquecer...

Não saberei o que fazer agora diante dessa
próxima fase...
sem ter poemas direcionados...
de uma fragilidade, de uma poesia
do amor,
estou novamante "enojada"
de tais entregas...
puxa! eu outra vez me senti perdida,
entrei em realidades que já não eram minhas,
me senti em um pesadelo,
de uma efêmeridade, e de sentidos...
que ora bonitos, ora tão feios,
eu sinto muita saudade,
e as novidades?
que novidades?
meu mundo se desabou,
eu me perdi em confiar além de
minhas possibilidades reais...
Alguém me salve desse mundo,
agora sim estou no esquecimento,
e o meu riso?
esse se perdeu com a partida de sentimentos,
emoções poéticas...
e que agora não passam de arquivos memorizados
e que levemente vão mofando e se perdendo com
o tempo...
e na distância eu posso te ver,
te sentir,
me odiar por isso,
chorar só por isso...
me cansar desse mundo por não ter você por perto,
como um abismo entre lembranças,
e uma realidade que me pede os
dias que estive ao teu lado.
Mas que agora tenho que esquecer...
ou melhor olvidalos...

segunda-feira, novembro 20, 2006

Hoje...

Depois de ter sido atropelada
a nível de ônibus e caminhão,
que me pegou destraídamente,
deixando lesões, arranhões...
e estou sangrando...
ah..que nostalgia a minha,
foi só um amor que não me deixa pensar,
me faz pensar,
me deixa ridícula, me faz esperar...
que tolice,
que lindo...
muda todos os meus planos e,
me inspira momentos maravilhosos,
impossível olvidar tudo o que se passou,
minha alma precisa de cura,
e é de uma cura desconhecida,
não pergunte se é amor...eu não sei,
me atropelou e não me deixa em paz,
agora não sei mais muito bem o que escrevo,
entrei no mundinho dos tolinhos...
que se entregam para
um outro ser cuidar,
dar carinho,
beijinho,
cheiro...
e literalmente ambos verbalizarem a realização do amor,
em todas suas formas e expressões,
símbolos e fantasia...
alguém me liberte
dessas amarras
lembranças
assim
não me curo...
Meu Deus...
o que é isto?
já estou apelando para os céus...
é meu fim...vou morrer de amores,
posso até ser perdoada de tantos errores....
Sâmara

"Aún ni siquiera te tengoy ya tengo miedo de perderte,
amor que rápido se me ha clavadoque dentro todo esté dolor.
Es poco lo que te conoscoy ya pongo todo el juego a tu favor no tengo miedo de apostarte,
perderte si me da pavor.
No me queda más refugio que la fantasíano me queda más que hacer
que hacerte una poesía.
por que te vi venir y no dudéte
vi llegar y te abrazé
y puse toda mi pasión para que te quedaras
y luego te besé y me arriesgue con la verdad te acaricié
y al fin abrí mi corazón para que tú pasaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras.
Ahora esperaré algunos días para ver se lo que te di fue suficiente
no sabes que terror se siente
espera cada madrugada
si tú ya no quisieras volverse perdería el sentido del amor por siempre
no entenderia ya este mundo
me alejaria de la gente
No me queda más refugio que la fantasía
no me queda más que hacer
que hacerte una poesía.
por que te vi venir y no dudé
te vi llegar y te abrazé
y puse toda mi pasión para que te quedara
sy luego te besé y me arriesgue con la verdad
te acaricié y al fin abrí mi corazón para que tú pasaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras...." Cancion Te vi venir (Sin Banderas)

segunda-feira, novembro 13, 2006

Agora lo sé...

Todos los dias me acuerdo de ti,
y no hay nada que cambie lo mas belo que siento,
y como duele por que esteas tan lejos...
ahora sí,
escribo para otro corazón específico,
y no hay distancias que no me llevam a ti.
Y lo amor me mata
se no me deja mirar tus ojos, tu boca,
y que seas solo estar contigo,
y que sepas lo amo demasiado,
no se porque, no se como,
no nada,
pero te amo.
Y ahora entiendo las músicas de los enamorados,
me muero, te quiero.
Te busco y mi tiempo solo és para esperar,
la demasiada gana que tengo de ver te otra vez.
Y no importa cuanto tiempo tenemos,
estas clavado en mi corazón,
desde que llegaste a mi vida...
No hay noches belas sin ti.
Y desde que te vi entrego todo,
y simpre sepas que soy tua,
y no hay raziones para solamente una razion,
el amor que siento por ti.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Volta e meia a viagem habitual do "é estranho, muito estranho"

Lembro quando li "Um lugar ao sol" de Érico Veríssimo,
aquela bíblia de um cotidiano
chato e monótono,
a saga de um jovem,
e não sei pq lembrei agora,
acho que foi um feixe de luz...
um lugar ao sol...
o que ele queria dizer eu ainda não sei
bem o que era...
o sol brilha hoje e sempre...
e daí?
me deixe falar de minha angústia latente,
de não saber bulhufas de coisa alguma,
de querer sempre me dar alguma chance,
em uma espera que eu não sei bem de que...
e como dizem esses terroristas de almas,
se o inferno existe,
e se toda uma filosofia cristã me vem destorcida,
meu fim lá seria,
mas hoje como Sartre disse,
O inferno são os outros...
e a minha cabeça está confusa,
é culpa de quem?
essa minha insistente faculdade de cogitar,
imaginar,
viajar num mar desconhecido...
Óh imenso besteirol de coisas,
fadigada estou com meus 23 anos...
e meu grito é cada vez mais alto,
e perco a voz,
e me canso de gritar...
e minhas feridas da alma se dilatam com
cada grito meu...
pedem-me para calar,
numa melancolia transparente...
não, eu já me escondo,
ninguém sabe quem sou...
dentro de mim
ecoa..
e eu fico a escutar os ecos...
e ouvir minha própria voz me é ainda estranho,
porque eu nem sei quem sou,
e as demais perguntas existencialistas...materialistas...
e todas as esperas e memórias,
é estranho, muito estranho.

terça-feira, outubro 24, 2006

Saberei eu?

Eu insisto em escrever,
e hoje me parece tolice,
enfim um Diazepan de ontem
me deixou indiferente...
será?
nossa, que ócio...
é como olhar pro infinito
e ficar sem palavras...
como um obelisco apontando pro
nada...
um nada infinito...
e se tudo for uma mentira,
uma tremenda brincadeira de mal gosto,
onde pelo menos pra mim
poucas coisas fazem sentido...
e eu tô perdida?
sim, lhe pedi conselhos...
mas somente quis ouvir sua opinião,
já sei o que quero...
e se for efemêro e fugaz,
o que é fato,
pra mim, pouco importa,
tô sendo levada?
nada, eu tô é bem sóbria...
narcóticos ineficientes...
transcendência do nada...
pseudotranscendência do nada...
e ao fim,
e ao infinito,
e ao prazer,
e ao desprazer,
saberei eu?

sexta-feira, outubro 20, 2006

Procurando...

Eu nesse fim de tarde,
procurando palavras,
sem me espelhar num horizonte
no finalzinho de um outono
e mesmo tendo as cortinas vermelhas
o crepúsculo não ficou mais
colorido que poderia...
Uma abelinha passeou por aqui...
e eu não tenho palavras pra falar de mim ou do meu "grande dia"...
me faltam símbolos, sentidos...
por isso os diários sempre se tornam um pouco exagerados,
tudo tem sua metáfora aumentada,
seja o que for...
fiz um chazinho de canela,
estou me animando para algum exercício...
físico...aff..
tenho que dar sentido pra isso?
procurando palavras e inspiração...
e nem no céu e nas cortinas estão...
bom, o chá tá gostoso!
sim...esse sim tá uma delícia...
e nem a abelinha a procura do mel sobre a mesa
o encontrou....
portanto,
o que são palavras?

O que vejo...

Vejo dor,
como sempre luzes acesas,
leio o amor,
sinto fragmentos de momento de solidão,
acompanhado ao ócio, ao tédio...
o que me satisfaria?
Simplesmente estar aqui?
Olhar pro céu?
O que torna agradável a relação do meu eu
com as satisfações que imprimo pra o meu
meio?
Linhas de pensamento me atraem, a confissão de um
empirismo sobrecarregado de epistemologias.
As idéias são mais enriquecedoras quando
florescem em almas inquietas,
como a minha...
Me detenho ao existêncialismo e a nada
no caos de minhas memórias, só sei onde parei,
agora,
minhas faculdades pensantes,
meus questionamentos crescem...
afloram...com ou sem filosofias,
e isento de ideologias falidas...
A razão sugeriu que eu visse o mundo
"além do véu",
eu sei descrever horizontes
e hei de fazê-lo muito mais...

quinta-feira, outubro 19, 2006

Sem saber..

Sem saber o porquê das coisas, perguntas na qual se fazem vários mortais.
Os que estão acordados,
olhando pela janela,
há algumas luzes acesas,
o Itaú me informa a temperatura e as horas por toda noite...
Lendo os "Cem sonetos de amor" de Neruda, sinto surgir em mim pensamentos
tediosos,
não pela estética em si,
mas estes me traem,
não posso evitá-los...
Por isso os questiono, tolice minha é claro,
mas de que me importa se a cada dia vou acostumando
com a vida que me aparece,
eu aprendo de vida, aprendo de morte.
Nunca estarei madura pra perceber o céu que me mostram.
Eu o vejo com olhos curiosos,
tudo é ambíguo demais..
e há homens que vivem dormindo,
como todos que não sabem
exatamente onde estão,
mas numa grande angústia vivem em vão,
são levados com o tempo...
Enfim, como disse Platão... uma vida não questionada, não merece
ser vivida.

Tabuleiro


Minha arte ociosa, metade cachoeira do tabuleiro e metade fruto de uma visão sob narcóticos..haha

domingo, outubro 15, 2006

Equilíbrio..

Vieram me pedir e chamar a atenção pra minha
instabilidade de humor...
e não acreditei no que estava escutando...
pediram-me equilíbrio...
e ainda me questionaram,
como poderia eu estar um dia tão contente e outro tão triste...
ah...puta merda...
tive que explicar que o que sinto não é tristeza e sim
melancolia...
O pior foi ainda escutar que isso não é saudável e eu tenho que mudar...
buscar o equilíbrio...ah...que asco...
essa foi boa,
vou cantar Raul...
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante,
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...
na verdade não é bem isso que eu queria dizer...
o fato é que meu humor é muito mais volúvel,
e confesso isso não me incomoda...
sou introspectiva e te mostrarei o que eu quiser,
minha felicidade sou eu quem crio...
disseram que isso dá medo de se relacionar...
ah me poupem outra vez...
como o mar que a pouco eu mirava,
ele é constante na sua instabilidade...
se eu não sou tão previsível
isso me torna perigoso?
pode ser que sim...
melhor seria dizer
confuso demais pra mentes que procuram
a normalidade,
o padrão...
o óbvio.
Amo tanto minha melancolia e tudo que ela me proporciona
como fonte de inspiração que seria incapaz de imaginar
viver sem a mesma...
o hilário,
o cômico pra mim vem em segundo plano...
talvez eu seja cabeção demais mesmo!

terça-feira, outubro 10, 2006

Meu narcisismo de hoje...

Estava eu a mirar uma foto minha,
bom,
tentava procurar em meus olhos não sei o que...
ver a cor que são realmente..
ou como seria olhar pra mim mesma...
confesso que senti esperança,
um otimismo qualquer que baixou...
queria escrever algo
e logo percebi que sou narcisista...
só falo de mim...
os outros só me servem de análise,
ultimante...
hoje fiquei assoviando...hahauhauah
as vezes é estranho,
falo de coisas que só eu sei...
acho que por querer falar tanto de mim,
o faço somente pra quem realmente quer escutar...
eu!
Nossa...cadê a minha hulmidade?
ultimamente costumo falar com Deus
só quando aperta mesmo...
e bombas nucleares em baixo da Terra,
coincidentemente o embaixador geral da
ONU é coreano...
mas isso pra mim pouco importa,
nunca gosto de falar de guerra,
tampouco de genocídios...
Política???
ah, não...é tão perca de tempo...
de religião talvez já gosto muito de discutir, de pensar de escrever...
não de fundamentalismos, por favor...
se for assim prefiro falar de meus dias sem importância
em vez de valores de uma humanidade desumana.
Eu busco pela transmutação dos valores que Nietzsche dizia,
sim, fui bastante influenciada...
confesso que acho Nietzsche bastante narcisista e presunçoso...
mas adoro a descrição de seu "Super-Homem"...são tão excitantes,
e os conselhos de Zaratustra são bem mais humanos,
não nos tornam decadentes humildes...
Ele não diz quem se humilha será exaltado...
mas sim que se humilha quer ser exaltado.
é muito mais perto de minha realidade,
uma realidade que me recuso a interpretar,
minha função, penso eu,
é de conseguir não me encaixar numa moral consumista,
parece de fato,
para recordar uma palavra de Zaratustra, que as coisas
se aproximam com vontade própria,
se oferecendo a comparações,
"aqui todas as coisas vêm acariciantes em busca
do teu discurso e te adulam: pois elas querem
cavalgar sobre tuas costas. Sobre todas as comparações tu cavalgas
em direção a todas as verdades; tudo o que é ser quer se tornar
palavra, tudo o que é vir-a-ser quer aprender a falar contigo"
Esta é a minha experiência com a inspiração,
libertadora,
e ao mesmo tempo que nos acorrenta,
por querer sempre falar de nossas
carentes pretensões...
memórias latentes,
traduzir o empírico, transformá-lo
em símbolos...
dar algum sentido na angústia
pela falta do mesmo.
E melhor voltar ao verde do olhos
que me dá esperanças
e deixa mais feliz! Em estado de graça...
e hipnotizado pelos símbolos de beleza
em si encotrados,
cai no lago do esquecimento.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Ultimamente...

Olho pra vida com olhos cansados,
como se tudo que há já se tornou gasto...
Ultimamente a casa da mamãe tá dando
medo,
aliás quando eu estava me conformando
com a idéia de viver ali,
sai de casa...isso é ótimo!
todo mundo me pergunta se é revolta,
enfim,
quer que eu lhes deem motivos "mui fuertes"
para sair do ninho...
já não aguento mais responder,
é um saco.
Acabei de ler meu último livro,
e tô perdida...acho que vou começar A náusea...
de Sartre,
vamos lá..de dionísiaco ao existencialismo,
me pergunto o que eu estou fazendo comigo mesma...
que figurinha estou pintando,
não olho muito ao espelho...cada dia me vejo de um jeito...
e isso me é sempre muito esquisito!
acho graça na minha ociosidade por todas as noites...
é muita fumaça que eu faço!
e pouco fogo...haha
é claro algumas mais calorosas que outras...
ontem assisti 9 e 1/2 semanas de amor
estou forçadamente romântica,
recuo sempre ao amor,
tenho medo dessa coisa que já me mostrou ser
de tamanha
sagacidade em nos tornar e a ter
objetos de desejo...
e penso comigo,
como tá o meu desejo?
puxa..ultimamente não tô desejando ninguém...
e os desejos que são
não me satisfazem...
o que busco?
ah...não me perguntem pois não sei...
o amor?
ich...o amor é bem-vindo,
mas não venha sem avisar...hehe

quinta-feira, outubro 05, 2006

Fala sério...

olha só, pouca gente teve a oportunidade de ver isso...Na serra, 03 da manhã, larica,
eu fazendo miojo...hauahauaha tô igual ao Ciclope!hauahaua
ainda bem, pouca gente vem aqui...hehe
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Ostracismo...

Esses dias atrás sem nenhuma inspiração...
foram os mais inspiradores...
foi quando não escrevi e nem li...
simplesmente escutei e falei,
numa dialética onde línguas se perderam...
me diz de ostracismo,
confesso que não soube o que era,
no meu real vocabulário essa expressão
ainda não tinha ganhado forma,
eu procurei e encontrei termos gregos para exilados políticos...
que boa...é quando alguém é expulso da cidade por 10 anos...
puxa,
pensei que eu me resumo no atual momento como
ostracismo voluntário
onde caímos no esquecimento
e queremos passar dez longos anos
longe
de coisas...
digamos pra nós,
de
escadinhas que impõem uma subida.
Eu simplesmente estou surpreendida
por tamanha crueldade
e curso que se faz numa vida,
sem melancolias,
mas realidades contraditórias,
tempos confusos,
memórias latentes...
mutantes,
logo voltou a inspiração a pairar...
Sâmara