Olha quem está presente...
Eis que tudo se faz novo,
as trombetas anunciaram o que o fogo
fez... e toda a purificação na formação
fidedigna da atual narrativa.
Na formação de valores pendentes, no resgate
da própria alma.
Agora tudo é revestido da mais pura lucidez,
a vida doa para a razão toda a praticidade,
mas mostra o produto final de hoje...
Como disse um amigo: É isso!
É tudo isso... eu digo!
quinta-feira, maio 08, 2008
sexta-feira, abril 11, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
Espasmos de lucidez
Minha predisposição suícida de lançar
ao abismo
partiu...
Achegou-se sentimentos que são filhos bastardos
da realidade projetada.
E agora eu os projeto.
Estudo, estudo...leio, leio...e no fim acabarei como
todos, no meu fim.
Tentam me enforcar durante o sono,
o que obviamente traz me o não bem-vindo torcicolo...
que coisa rídicula...eu e torcicolo, se a segunda é bem
mais real, parece que sim.
Mas agora a Doroty chega em casa,
e pensa uma forma de deixar as malas como estão,
pra que a partida seja em pronto..
Doroty às avessas...
O tempo me acaba, sobram café e livros..
Sâmara
ao abismo
partiu...
Achegou-se sentimentos que são filhos bastardos
da realidade projetada.
E agora eu os projeto.
Estudo, estudo...leio, leio...e no fim acabarei como
todos, no meu fim.
Tentam me enforcar durante o sono,
o que obviamente traz me o não bem-vindo torcicolo...
que coisa rídicula...eu e torcicolo, se a segunda é bem
mais real, parece que sim.
Mas agora a Doroty chega em casa,
e pensa uma forma de deixar as malas como estão,
pra que a partida seja em pronto..
Doroty às avessas...
O tempo me acaba, sobram café e livros..
Sâmara
terça-feira, abril 08, 2008
Soneto
Agregado infeliz de sangue e cal,
Fruto rubro de carne agonizante,
Filho da grande força fecundante
De minha brônzea trama neuronial,
Que poder embriológico fatal
Destruiu, com a sinergia de um gigante,
E tua morfogênese de infante
A minha morfogênese ancestral?!
Porção de minha plásmica substância,
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!
Ah! Possas tu dormir, feto esquecido,
Panteisticamente dissolvido
Na monumentalidade do NÃO SER!
Augusto dos Anjos
Fruto rubro de carne agonizante,
Filho da grande força fecundante
De minha brônzea trama neuronial,
Que poder embriológico fatal
Destruiu, com a sinergia de um gigante,
E tua morfogênese de infante
A minha morfogênese ancestral?!
Porção de minha plásmica substância,
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!
Ah! Possas tu dormir, feto esquecido,
Panteisticamente dissolvido
Na monumentalidade do NÃO SER!
Augusto dos Anjos
quarta-feira, abril 02, 2008
A Fausto
Aquele que parte em busca do definido,
o tornar-à-ser.
Grandes aspirações, prisioneiro e só.
Ondas propícias ao conquistar a vida;
ao se mostrar para o mundo e se afirmar
diante as Helenas.
Arrojado em terras estranjeiras,
coisa alguma ensinar que
aos púpilos sirva, entusiasmo ou dor?
Nas fotografias que não estás?
Sem cessar de meu peito,
promete o botão desabrochando;
enquanto flores tu já colhias.
Fostes presente e sempre o serás.
Já não há contentar um homem feito, e
nas vãs aparências desdenhando...
No úmido ou no seco, frio ou cálido,
novo sangue vivaz, incansável?
Pensei que não...
Nada tivera que me fosse próprio,
amor de verdade e doce apego,
que seja ilusões da vida, ardentes, livres,
restitui-me
agora!
E caminhai, com rapidez medida, desde o céu,
pela terra, ao fundo inferno.
Desejo beber contigo, mas não se cumpre amanhã o que
hoje não for feito.
E nem um dia só perder se deve.
Enfim, licença lhe dou de a si mentir algumas vezes,
que não dura isso muito.
Ânsia ou terror te dilaceram.
Basta já disso! Isso que tem de ser, enfim suceda!
Espera a tua amante, tudo no mundo achando
escuto e triste, não sais do sentido,
loucamente te ama.
Sâmara, a Margarida.
o tornar-à-ser.
Grandes aspirações, prisioneiro e só.
Ondas propícias ao conquistar a vida;
ao se mostrar para o mundo e se afirmar
diante as Helenas.
Arrojado em terras estranjeiras,
coisa alguma ensinar que
aos púpilos sirva, entusiasmo ou dor?
Nas fotografias que não estás?
Sem cessar de meu peito,
promete o botão desabrochando;
enquanto flores tu já colhias.
Fostes presente e sempre o serás.
Já não há contentar um homem feito, e
nas vãs aparências desdenhando...
No úmido ou no seco, frio ou cálido,
novo sangue vivaz, incansável?
Pensei que não...
Nada tivera que me fosse próprio,
amor de verdade e doce apego,
que seja ilusões da vida, ardentes, livres,
restitui-me
agora!
E caminhai, com rapidez medida, desde o céu,
pela terra, ao fundo inferno.
Desejo beber contigo, mas não se cumpre amanhã o que
hoje não for feito.
E nem um dia só perder se deve.
Enfim, licença lhe dou de a si mentir algumas vezes,
que não dura isso muito.
Ânsia ou terror te dilaceram.
Basta já disso! Isso que tem de ser, enfim suceda!
Espera a tua amante, tudo no mundo achando
escuto e triste, não sais do sentido,
loucamente te ama.
Sâmara, a Margarida.
quarta-feira, março 05, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
sábado, fevereiro 16, 2008
sábado, dezembro 15, 2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Happy Ending
This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
Then live the rest of our life,
But not together
Wake up in the morning,
Stumble on my life,
Can't get no love without sacrifice,
If anything should happen,
I guess I wish you well,
Mmm a little bit of heaven,
But a little bit of hell
This is the hardest story,
that I have ever told,
No hope, or love, or glory,
Happy ending's gone forever more
I feel as if I'm wasting,
And I've wasted every day
This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
We live the rest of our life,
But not together
Two o'clock in the morning,
Someone's on my mind,
Can't get no rest,
Keep walking around,
If I pretend that nothing ever went wrong,
I can get to my sleep,
I can think that we just carried on.
This is the hardest story,
that I have ever told,
No hope, or love, or glory,
Happy ending's gone forever more,
I feel as if I'm wasting,
And I've wasted every day
Oh I feel as if I'm wasting,
And I've wasted every day
(In Background:
This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
And live the rest of our life,
But not together)
A little bit of love
Little bit of love (repeated)
I, feel as if i'm wasting,
And I, wasted every day,
Hey, hey, hey, hey!
This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
Then live the rest of our life,
But not together
This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
And live the rest of our life,
But not together
This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending.
Mika
segunda-feira, dezembro 10, 2007
sábado, dezembro 08, 2007
DÉBIL
Saber de coisas que sempre foram
minhas...
Descer ao vazio e estar só,
ser perseguida por um amor.
Da náusea crescente a frivolidades que só
eu sei inventar...tento me reduzir a nada...
Mas eu fujo... a cada dia, da minha própria ruína.
Já não é preciso viver no inferno.
Este grande inferno que me afligia desabou.
O Anjo voou, e pra que eu não possa desistir jamais.
E volte acreditar em mim...
Em toda minha debilidade, e em todo esse melindre...
não poderia...
Oh....que eu possa acreditar na paz...
Na paz que deve-se inventar pra si....
se tornar excelente em tudo isso.
E depois de muita fadiga e fragilidade tantas,
eu possa...eu deva viver e
ficar em paz.
Na ausência sem espera,
de ser eu e não outra.
minhas...
Descer ao vazio e estar só,
ser perseguida por um amor.
Da náusea crescente a frivolidades que só
eu sei inventar...tento me reduzir a nada...
Mas eu fujo... a cada dia, da minha própria ruína.
Já não é preciso viver no inferno.
Este grande inferno que me afligia desabou.
O Anjo voou, e pra que eu não possa desistir jamais.
E volte acreditar em mim...
Em toda minha debilidade, e em todo esse melindre...
não poderia...
Oh....que eu possa acreditar na paz...
Na paz que deve-se inventar pra si....
se tornar excelente em tudo isso.
E depois de muita fadiga e fragilidade tantas,
eu possa...eu deva viver e
ficar em paz.
Na ausência sem espera,
de ser eu e não outra.
PRELÚDIOS - INTENSOS PARA OS DESMEMORIADOS DO AMOR
I
Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca
Austera. Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.
Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.
Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.
II
Tateio. A fronte. O braço. O ombro.
O fundo sortilégio da omoplata.
Matéria-menina a tua fronte e eu
Madurez, ausência nos teus claros
Guardados.
Ai, ai de mim. Enquanto caminhas
Em lúcida altivez, eu já sou o passado.
Esta fronte que é minha, prodigiosa
De núpcias e caminho
É tão diversa da tua fronte descuidada.
Tateio. E a um só tempo vivo
E vou morrendo. Entre terra e água
Meu existir anfíbio. Passeia
Sobre mim, amor, e colhe o que me resta:
Noturno girassol. Rama secreta.
(...)
Hilda Hilst
Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca
Austera. Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.
Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.
Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.
II
Tateio. A fronte. O braço. O ombro.
O fundo sortilégio da omoplata.
Matéria-menina a tua fronte e eu
Madurez, ausência nos teus claros
Guardados.
Ai, ai de mim. Enquanto caminhas
Em lúcida altivez, eu já sou o passado.
Esta fronte que é minha, prodigiosa
De núpcias e caminho
É tão diversa da tua fronte descuidada.
Tateio. E a um só tempo vivo
E vou morrendo. Entre terra e água
Meu existir anfíbio. Passeia
Sobre mim, amor, e colhe o que me resta:
Noturno girassol. Rama secreta.
(...)
Hilda Hilst
quinta-feira, novembro 22, 2007
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
Luís de Camões
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
Luís de Camões
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