terça-feira, outubro 05, 2010
sexta-feira, setembro 24, 2010
É deixa eu falar do meu comparsa..
tá bom, a pessoa que pensa, não come,
pipoca.
Não vamos remoer, como ratos, juntar papéis, acumulando lutas, projeções falhas, a mesma merda que aflige...não precisa dizer que tá tudo bem, está tudo bem, alegremos a vida, uhu!!!Acho que era pra gente ter bebido..Nossa to surtando!É um rascunho intão,tudo a lápis..
oiô oiô, eu já sei que não dá pra apagar,
vai ficar tudo aqui, guardado...acumulando, acumulando...tudo vai ser melhor...Prevendo escolhas erradas e certas, e por aí..Que vontade de você, que vontade da vida. ahaaaa demorou, vai ser melhor..
Tive razão,posso falar...
Sâmara e Jenyfer,no auge do surto....
quinta-feira, setembro 16, 2010
A imagem do ego
eu amo
eu devo
eu atrevo
eu quero
eu busco
eu sigo
eu miro
eu percebo
eu reflito
eu afloro
eu enveneno
eu padeço
eu canso
eu resisto
eu critico
eu minto
eu fujo
eu respiro
eu fico
eu oculto
eu mudo
eu ilumino
eu rio
eu devo
eu pago
eu interpreto
eu morro
eu padeço
eu vingo
eu sacrifico
eu vivo
eu renasço
eu raciocino
eu filosofo
eu permaneço
eu elogio
eu amo
eu converso
eu sinto
eu apaixono
eu liberto
eu avalio
eu conduzo
eu exercito
eu encontro
eu gozo
eu cuido
Independência do Brasil....
deu pra tirar um pouco do preto do cinza insistente...
Faço contas, a forma mostra mais beleza,
a filosofia se faz na conversa com o mundo.
O olhar é meu, o espelho também. Procuro aquela liberdade que faz o mundo
ser pequeno demais, tem muito pra se conhecer...
Os meus espelhos já não refletem a mesma imagem, e não procuro em ti o que há em
mim, conclusões bastante úteis...num fim de ponderação numa vida,
a minha, que é mais que uma aventura, uma loucura...
A alma busca refletir o novo, o antes interessa só pra não se repetir e saborear, sofrer.
Basta!
Será preciso um purgatório agora?
Não, o querer é meu, flutuando nos meus humores histéricos, obssessivos, compulsivos...
Tomo as rédeas, é o momento certo, a escolha certa, a vida que eu escolhi (em termos) e escolho.
Ainda é momento de definição? será?
Acho que sempre...
Escolho o que querer, (?!) livre uso esse sentimento para buscar e conhecer... Afinal o mundo é pequeno pra quem é free...
segunda-feira, junho 28, 2010
No limbo
à luz da razão não vale a pena tirar conclusões,
seriam tristes...
Num relance sente-se a retirada,
num último círculo..
Para enfim dizer: Eu lá fui!
Para o meu bem não há quem possa seguir,
não há mais guias...
Saio do inferno,
para subir aos céus.
sexta-feira, maio 21, 2010
Desalento
não dá pra ser a mulher sem passado, e sem essa de remontar o discurso trágico...
A vontade mesmo é de se comer, comer o outro, traçar tudo...come-come...
A filosofia nunca dá. Vai se ferrar,
não é amar, nem prazeres fugazes...é um não sei o quê, que falta...
não é filho, nem marido, nem mãe, nem pai...
O coração pulsa, pulando no peito pede, pede, pede?????
Corre, oxigena o cérebro...
Eu preciso fazer amor,
preciso fazer amor,
Where is the love?
Desalento,
total desalento...
O que tá pegando?
É um não se encontrar com o outro,
é idealizar o outro.
Não dá ainda pra saber o que quer dá vida?
Putz....
Adrenalina, é....
no drugs,
que caminho?
esse que tá rolando mesmo?
o que falta?
o eterno retorno..
tornar-me o que sou,
que sou, que soou...
O caos, o perigo, o anjo, o eu...
quinta-feira, maio 13, 2010
Relatórios que não existem
sem saber o quanto a vida pode ser tão rara.
O príncipio do fim,
que já começou faz um tempo,
determinado; em média...
Fazer o quê da vida?
Encontrar-se consigo num momento imaginado.
Olhar pra dentro, expelir toda fumaça,
abrasar-se em chamas.
A beleza só existe nos meus sonhos, no mundo das ideias...
Ah sim...sou naturista,
e daí? natureza...beleza...pobreza...
A vida é tão rara, e jogo-a num canto do quarto,
nas tendas dos homens que vendem, vendem...
Já não ensinas, não ensinas nada,
não aprendes, não muda...sim mudam...muda...
Tonterias,
Não és precisa,
vá direto ao ponto,
eu não sei...
não aprendes.
O que tendes a fazer?
Relatórios???
ahahahahahahaa
terça-feira, abril 20, 2010
...Correndo do sonho...
vou ficar, e não fugir...
não correr das responsabilidades,
dos amores, dos filhos, dos homens,
das mulheres, do psicológo, da boa forma,
nem de mim...
Continuarei na incerteza, claro, e sempre de
todas incertezas dos amanhãs...
Na incapacidade de planejar, no medo de planejar
e falhar...e na certeza de ter a imagem nas mãos
sem vislumbrar qualquer mudança que não seja mera
fatalidade...
Refém das fatalidades, a famosa vítima de si mesma...
É tudo tão rídiculo, tão estranho, tão errado,
ter sempre o mesmo script pra interpretar...
Um dia eu mudo...um dia eu mudo,
ah...esperem...esperem bastante, ....eu espero...
um dia eu mudo,...
eu estudo, eu viajo, eu passo num concurso....
eu vou pra outro país, eu vendo minha alma ao diabo...
eu fico na merda...é esse lugar de gentinha pequenininha...idiotinha...
Volta pro psicológo, afinal já tá velha, o discurso melancólico já tá batido,
tá tudo muito repetitivo,
Chega!
O princípe virou sapo.
E aí vai voar???
Decola agora?
Dá pra ter pressa?
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Emanuel
Agregado infeliz de sangue e cal,
Fruto rubro de carne agonizante,
Filho da grande força fecundante
De minha brônzea trama neuronial,
Que poder embriológico fatal
Destruiu, com a sinergia de um gigante,
Em tua morfogênese de infante
A minha morfogênese ancestral?!
Porção de minha plásmica substância,
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!
Ah! Possas tu dormir, feto esquecido,
Panteisticamente dissolvido
Na noumenalidade do NÃO SER!
De suspirar em vão já fatigado,
Dando trégua a meus males eu dormia;
Eis que junto de mim sonhei que via
Da Morte o gesto lívido, e mirrado
Emprega noutro objeto os teus rigores;
que esta vida infeliz está guardada
para vítima só de meus furores.
Já sobre o coche de ébano estrelado
Deu meio giro a noite escura e feia;
Que profundo silêncio me rodeia
Neste deserto bosque, à luz vedado!
Só eu velo, só eu, pedindo à sorte
Que o fio, com que está minh'alma presa
À vil matéria lânguida, me corte:
Consola-me este horror, esta tristeza;
Porque a meus olhos se afigura a morte
No silêncio total da Natureza.
Poderia vê-lo e amá-lo,
não pode sentir o meu amor,
sempre penso..
Eu o amo em minha imaginação,
vejo-o crescendo junto aos meus sonhos.
Sinto-o em meu peito e como seria abraçá-lo.
É só uma dor por não tê-lo visto existir aqui fora,
e saber que existiu em mim.
É estranho chorar por ti, e amá-lo ainda mais
Vê-lo tranformar-se em meu Salvador,
àquele que sempre fora
o meu Emanuel.
Augusto dos Anjos, Bocage e eu...
terça-feira, dezembro 22, 2009
Mudadadada...
as coisas ficam mais claras
até o cinza, o meu cinza...
Foi bom pra mim ter tido
esse fim, ? , cicatriz _na alma, na vagina, na vida_
acabou o amor fugaz que viveu na
espera de um filho.
Perder o que não pode ter,
não quisera ganhar da espécie?
Grite sua infeliz vitória..
Jogue na loteria agora, quem pode saber?
Continue a viver chapada com tanta fumaça,
e com os mesmos planos de antes de antes...?
O compromisso com a vida resume em ter compromisso
consigo mesmo. Muda-se tudo... muda a relação, muda eu,
muda o outro, mudamos nós, muda a vida.
E fico muda de novo.
quinta-feira, outubro 08, 2009
Dia pra tomar chá e escutar Pink Floyd...
falar das impressões de hoje...
Dos novos olhares,
mesmo que seja recolher o lixo, com o fedor dos restos de comida.
Na mesmice da vida doméstica,
eu não lembro se era assim que brincava de casinha,
de mamãe-papai...
Ainda assim num dia em que só chove, e recolhe-se o lixo, eu posso escutar música,
viajar, lembrar, conhecer...
Num saudosismo tão brega... lembro que não pude sair pra caminhar, estou presa!! ahahahahahaha
Vou beber um chá e fingir que não há tanta metafísica em mim...
Num estranhamento de fenômenos, domésticos com tanta paz.
Ah! Eu não estava acostumada em estar em paz...
Numa ridícula vida doméstica, na espera de um filho e de uma mãe.
Chá, chá....
domingo, setembro 20, 2009
Conselho do dia
fechada melancolicamente num mundo que criastes pra si.
Digo-lhe com toda certeza, precisas de um conselho,
e assim o faço a mim;
deves recorrer a uma filosofia fácil, sabes bem, aquela voltada ao senso
comum, incorre em ação...sabes que é essa que lhe fará bem...
Já és melancólica, não precisa de tanta metafísica, menina...
Menina nada...sem essa de apelo infantil.
Encontra somente incertezas em teus discursos,
já sabes estás segura num entendimento prático que o porvir lhe reserva.
Nasce vida em ti,
uma nova vida em si.
Sinto muito não sei quando poderá lutar por ti, os teus anseios mudaram de lugar
na lista das prioridades.
Uma boa notícia, permaneces viva, sobrevivente eu diria, não fugindo de toda a dramaticidade
casual...
Será que é a minha aniquilação? o que será meu eu diante do outro?
Será a possível luta pelo outro a base de minha força doravante?
Será, será....?
Não sei dizer se é mais bom que ruim,
recuso escutar o senso comum, o que vai ser inevitável...se sou o senso comum.
O que eu sou agora?
Sem conselhos por ora.
domingo, setembro 06, 2009
Inferno
e matar o mal é propriamente se ferir..
Quando não há auto-ajuda ou algum manual que venha ser de alguma valia,
até mesmo porque ignora-se todos..
Quando já se sabe a causa, os meios para algum fim otimista, mas com um discurso sempre
morno,
prestes a causar algum enjoô..
No fundo és egoísta, o seu próprio mal-estar insistente é um poço de egoísmo.
Fugiria de tudo e todos e logo depois se arrependeria, afinal você é o próprio inferno
em todos os lugares.
Vai chegar uma hora em que serás indefensável, se já não o és...
E permanece nos mesmos sonhos de fuga,
fugir de si mesma não se pode...
Sorria! O inferno não existe,
e olhe-se no espelho vê-lo em si
já causou transtornos demais.
sexta-feira, setembro 04, 2009
Romance LIII ou das Palavras Aéreas
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
ai, palavras, ai, palavras,
sois de vento, ides no vento,
no vento que não retorna,
e, em tão rápida existência,
tudo se forma e transforma!
Sois de vento, ides no vento,
e quedais, com sorte nova!
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
todo o sentido da vida
principia à vossa porta;
o mel do amor cristaliza
seu perfume em vossa rosa;
sois o sonho e sois a audácia,
calúnia, fúria, derrota...
A liberdade das almas,
ai! com letras se elabora...
E dos venenos humanos
sois a mais fina retorta:
frágil, frágil como o vidro
e mais que o aço poderosa!
Reis, impérios, povos, tempos,
pelo vosso impulso rodam...
Detrás de grossas paredes,
de leve, quem vos desfolha?
Pareceis de tênue seda,
sem peso de ação nem de hora...
- e estais no bico das penas,
e estais na tinta que as molha,
e estais nas mãos dos juizes,
e sois o ferro que arrocha,
e sois barco para o exílio,
e sois Moçambique e Angola!
Ai, palavras, ai, palavras,
íeis pela estrada afora,
erguendo asas muito incertas,
entre verdade e galhofa,
desejos do tempo inquieto,
promessas que o mundo sopra...
Ai, palavras, ai, palavras,
mirai-vos: que sois, agora?
- Acusações, sentinelas,
bacamarte, algema, escolta;
- o olho ardente da perfídia,
a velar, na noite morta;
- a umidade dos presídios,
- a solidão pavorosa;
- duro ferro de perguntas,
com sangue em cada resposta;
- e a sentença que caminha,
- e a esperança que não volta,
- e o coração que vacila,
- e o castigo que galopa...
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Perdão podíeis ter sido!
- sois madeira que se corta,
- sois vinte degraus de escada,
- sois um pedaço de corda...
- sois povo pelas janelas,
cortejo, bandeiras, tropa...
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Éreis um sopro na aragem...
Cecília Meireles
sábado, agosto 01, 2009
Macbeth,
sábado, junho 20, 2009
O que está feito, está feito...
às vezes, surge uma certa ambivalência
com momentos de aceitação e de rejeição
que se acompanham de um sentimento de culpa.
Quando meu filho nascer,
não façam desta vida um estandarte,
nem acenem para ele com esperanças de melhores tempos.
Não que a vida seja uma causa perdida,
pelo menos nunca sabida.
E a felicidade talvez seja uma causa velha..
Quem garante?
implore a si mesma...seja paciente...espere a vida.
O que pode querer uma mulher em seu estado?
Só poderá querer uma coisa... deverá que ser assim...
ES muss sein, es muss sein
sexta-feira, junho 19, 2009
terça-feira, junho 16, 2009
Desenvolvendo afetos
insanidade,
hormônios insólitos...
Pode também ser brisa,
com toda essa chapação.
Desenvolvendo tal maturidade no olhar
para a simplicidade fugaz da vida,
do tal milagre...
Percebendo tanta futilidade
antes mascarada.
O ser visto numa praticidade pura e
recebida por quem tanto apreciava o não-ser.
A vida bem-vinda,
os afetos invólucros,
crescem.