quinta-feira, dezembro 13, 2007

Happy Ending




This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
Then live the rest of our life,
But not together

Wake up in the morning,
Stumble on my life,
Can't get no love without sacrifice,
If anything should happen,
I guess I wish you well,
Mmm a little bit of heaven,
But a little bit of hell

This is the hardest story,
that I have ever told,
No hope, or love, or glory,
Happy ending's gone forever more
I feel as if I'm wasting,
And I've wasted every day

This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
We live the rest of our life,
But not together

Two o'clock in the morning,
Someone's on my mind,
Can't get no rest,
Keep walking around,
If I pretend that nothing ever went wrong,
I can get to my sleep,
I can think that we just carried on.

This is the hardest story,
that I have ever told,
No hope, or love, or glory,
Happy ending's gone forever more,
I feel as if I'm wasting,
And I've wasted every day

Oh I feel as if I'm wasting,
And I've wasted every day

(In Background:
This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
And live the rest of our life,
But not together)

A little bit of love
Little bit of love (repeated)

I, feel as if i'm wasting,
And I, wasted every day,
Hey, hey, hey, hey!

This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
Then live the rest of our life,
But not together

This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
And live the rest of our life,
But not together

This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending.

Mika

sábado, dezembro 08, 2007

DÉBIL

Saber de coisas que sempre foram
minhas...
Descer ao vazio e estar só,
ser perseguida por um amor.
Da náusea crescente a frivolidades que só
eu sei inventar...tento me reduzir a nada...
Mas eu fujo... a cada dia, da minha própria ruína.
Já não é preciso viver no inferno.
Este grande inferno que me afligia desabou.
O Anjo voou, e pra que eu não possa desistir jamais.
E volte acreditar em mim...
Em toda minha debilidade, e em todo esse melindre...
não poderia...
Oh....que eu possa acreditar na paz...
Na paz que deve-se inventar pra si....
se tornar excelente em tudo isso.
E depois de muita fadiga e fragilidade tantas,
eu possa...eu deva viver e
ficar em paz.
Na ausência sem espera,
de ser eu e não outra.

PRELÚDIOS - INTENSOS PARA OS DESMEMORIADOS DO AMOR

I
Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca
Austera. Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.

Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.

Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.

II
Tateio. A fronte. O braço. O ombro.
O fundo sortilégio da omoplata.
Matéria-menina a tua fronte e eu
Madurez, ausência nos teus claros
Guardados.

Ai, ai de mim. Enquanto caminhas
Em lúcida altivez, eu já sou o passado.
Esta fronte que é minha, prodigiosa
De núpcias e caminho
É tão diversa da tua fronte descuidada.

Tateio. E a um só tempo vivo
E vou morrendo. Entre terra e água
Meu existir anfíbio. Passeia
Sobre mim, amor, e colhe o que me resta:
Noturno girassol. Rama secreta.
(...)

Hilda Hilst

quinta-feira, novembro 22, 2007

Erros meus, má fortuna, amor ardente

Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!

Luís de Camões

quarta-feira, outubro 24, 2007

Merda

Permita que eu volte à narrativa banal
e quem sabe em alguns milhões de insights
sejam necessários pra que eu possa ver
a razão
que me faça perceber...
O caos que deve conter.
Permita que eu olhe-me no espelho
e sinta paz...
E que o amor já não tenha tanta importância,
se for esperar que me salve
da ignorância de possíveis traumas..
E na tragédia que crei eu me reinvento,
cuidemos da vida,
e deixe de versos de angústia rouca...
E encerra em ti sua tristeza inteira.

Canção

Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!

Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
o lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te escuto!

Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo...
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te digo...


(Cecília Meireles)

Eu

Blá blá blá blá me
Eu blá blá blá blá
blá blá blá blá blá
Eu blá blá blá
blá blá blá me...
isso tá enjoando...

quinta-feira, outubro 11, 2007

ABRE TODAS LAS PUERTAS

Abre todas las puertas: la que conduce al oro,
la que lleva al poder, la que esconde el misterio
del amor; la que oculta el secreto insondable
de la felicidad, la que te da la vida
para siempre en el gozo de una visión sublime.
Abre todas las puertas sin mostrarte curioso
ni prestar importancia a las manchas de sangre
que salpican los muros de las habitaciones
prohibidas, ni a las joyas que revisten los techos,
ni a los labios que buscan los tuyos en la sombra,
ni a la palabra santa que acecha en los umbrales.
Desesperadamente, civilizadamente,
conteniendo la risa, secándote las lágrimas,
en el borde del mundo, al final del camino,
oyendo cómo cantan los ruiseñores,
no lo dudes, hermano: abre todas las puertas.
Aunque nada haya dentro.

(Luis Alberto de Cuenca, de Los mundos y los días, 1998)

Las palabras

Las palabras son inútiles, tercas, retorcidas
como tornillos que no entran rectos.
Y me cansan. Pero son lo único que tengo.
Los juguetes de un niño pobre.
Yacen destripadas a mi alrededor.
Todo su encanto se derrama por sus vientres abiertos.
El mecanismo hace tiempo que dejó de resultar
intrigante o atractivo.
No hay desafío. No hay chispa. No hay color.
El mundo es tan gris como mi asco.
Las palabras son los puntales de mi abulia.
Pero son –lo he dicho, lo repito– lo único que tengo.
Roger Wolf, 2001