Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busca anelante
O palácio encantado da Ventura!
Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!
Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!
Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!
Antero de Quental
sábado, fevereiro 28, 2009
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Uma flor desidratada...
Ela espera o seu tempo.
Que seu tempo passe.
Parece carecer de algo, ela é muito pobre, mas isso é o que ela é..
indelevelmente pobre...
Já não quer mais se levantar,
Os dias vão passando deitados,
nos olhos úmidos, numa casa onde não sabem o que é o amor.
O sentido de estar ali também não se sabe mais.
Como se existisse sem vontade, mas tivesse a lembrança do que poderia
vir-a-ser...
Não há mais pelo que chorar,
Já não está mais condicionada em nenhuma dor,
ainda sim tem as palpebras inchadas, talvez sejam lágrimas
aprisionadas...
Já não se questina a melancolia com que trata seus dias,
como uma flor desidratada, só espera que seu tempo passe...
Já não brinda à Dioniso, à nadie...
Permanece estática... tem preguiça até de seus pensamentos mórbidos...
O que há com essa vida que não sabe viver, senão como uma bulha?
Não sabe o que lhe falta para que possa enfim contemplar, que seja bucólicamente
pobre, que seja... mas lhe falta contemplação.
Onde está o desejo?
E o prazer?
Onde foi que ela perdeu aquela singular satisfação de viventes que se limitam em viver?
Ou que ela possa contentar-se simplesmente em ser...
Não que ela não seja interessante, ela é sim, ou o é o suficiente para desprezar quem quer
que seja, mas isso também é pouco, ou é nada.
Ela não sabe qual o atual problema, nem há problemas aparentes,
nem conceitos, há somente uma vida que já não busca sentido algum e como poderia deixá-la assim?
Sei que não quer inventar nenhum sentido,
por isso temo que seu tempo passe pobre assim...
Que seu tempo passe.
Parece carecer de algo, ela é muito pobre, mas isso é o que ela é..
indelevelmente pobre...
Já não quer mais se levantar,
Os dias vão passando deitados,
nos olhos úmidos, numa casa onde não sabem o que é o amor.
O sentido de estar ali também não se sabe mais.
Como se existisse sem vontade, mas tivesse a lembrança do que poderia
vir-a-ser...
Não há mais pelo que chorar,
Já não está mais condicionada em nenhuma dor,
ainda sim tem as palpebras inchadas, talvez sejam lágrimas
aprisionadas...
Já não se questina a melancolia com que trata seus dias,
como uma flor desidratada, só espera que seu tempo passe...
Já não brinda à Dioniso, à nadie...
Permanece estática... tem preguiça até de seus pensamentos mórbidos...
O que há com essa vida que não sabe viver, senão como uma bulha?
Não sabe o que lhe falta para que possa enfim contemplar, que seja bucólicamente
pobre, que seja... mas lhe falta contemplação.
Onde está o desejo?
E o prazer?
Onde foi que ela perdeu aquela singular satisfação de viventes que se limitam em viver?
Ou que ela possa contentar-se simplesmente em ser...
Não que ela não seja interessante, ela é sim, ou o é o suficiente para desprezar quem quer
que seja, mas isso também é pouco, ou é nada.
Ela não sabe qual o atual problema, nem há problemas aparentes,
nem conceitos, há somente uma vida que já não busca sentido algum e como poderia deixá-la assim?
Sei que não quer inventar nenhum sentido,
por isso temo que seu tempo passe pobre assim...
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Gozei...
LXXV
Como se moço e não bem velho eu fosse
Uma nova ilusão veio animar-me.
Na minh'alma floriu um novo carme,
O meu ser para o céu alcandorou-se.
Ouvi gritos em mim como um alarme.
E o meu olhar, outrora suave e doce,
Nas ânsias de escalar o azul, tornou-se
Todo em raios que vinham desolar-me.
Vi-me no cimo eterno da montanha,
Tentando unir ao peito a luz dos círios
Que brilhavam na paz da noite estranha.
Acordei do áureo sonho em sobressalto:
Do céu tombei aos caos dos meus martírios,
Sem saber para que subi tão alto...
Alphonsus de Guimaraens
Como se moço e não bem velho eu fosse
Uma nova ilusão veio animar-me.
Na minh'alma floriu um novo carme,
O meu ser para o céu alcandorou-se.
Ouvi gritos em mim como um alarme.
E o meu olhar, outrora suave e doce,
Nas ânsias de escalar o azul, tornou-se
Todo em raios que vinham desolar-me.
Vi-me no cimo eterno da montanha,
Tentando unir ao peito a luz dos círios
Que brilhavam na paz da noite estranha.
Acordei do áureo sonho em sobressalto:
Do céu tombei aos caos dos meus martírios,
Sem saber para que subi tão alto...
Alphonsus de Guimaraens
Sonetos pra eu gozar...
"Último Credo"
Como ama o homem adúltero o adultério
E o ébrio a garrafa tóxica de rum,
Amo o coveiro este ladrão
arrasta a gente para o cemitério!
É o transcendentalíssimo mistério!
o nous, é o pneuma, é o ego sum qui sum,
É a morte, é esse danado número Um,
Que matou Cristo e que matou Tibério.
Creio como o filósofo mais crente,
Na generalidade decrescente
Com que a substância cósmica evolue...
Creio, perante a evolução imensa,
Que o homem universal de amanhã vença
O homem particular que eu ontem fui!
Augusto dos Anjos
terça-feira, janeiro 13, 2009
Fa-Fa-Fa
I need a shot
I need a shot of ambition
I need a hit
I need a hit of nutrition
I need a fix
I need to fix my ignition
If you want to whip me into shape
I need a plan or a mission
Cause I'm gunna ride fast, going nowhere
And I left my brain in the past
I'm gunna ride fast
To where I don't care
Faa Faa Faa FA FA FA FA Faa
Datarock
sábado, janeiro 03, 2009
Meu deus
Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo?
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E que ele fará com os seus
Braços de amansar desejos
Boca de beijo
Corpo de tocar
Meu coração muito tonto
Quer sair de mim
Olhos flechando meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Tentação das mais safadas
Sem dor sem penar
Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria
Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E o que ele fará com os seus
Braços de arrancar desejos
Olhos de gato
Sabor de hortelã
Meu coração muito louco
Quer chegar-se em mim
Olhos flechando os meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Conclusão das mais safadas
Sem dor sem penar
Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria
Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais
O que quer de mim
O que ele fará comigo?
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E que ele fará com os seus
Braços de amansar desejos
Boca de beijo
Corpo de tocar
Meu coração muito tonto
Quer sair de mim
Olhos flechando meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Tentação das mais safadas
Sem dor sem penar
Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria
Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E o que ele fará com os seus
Braços de arrancar desejos
Olhos de gato
Sabor de hortelã
Meu coração muito louco
Quer chegar-se em mim
Olhos flechando os meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Conclusão das mais safadas
Sem dor sem penar
Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria
Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Passagem
As correntes foram soltas,
não há mais nenhuma algema...
Quando não se pega mais atalhos,
nem que seja somente uma vez,
segue-se em algum caminho,
dito certo,
eu digo fatal...
e mais um dia de término,
num ano,
numa vida.
Num pequeno pixel em alguma galáxia.
Numa consciência, numa ideia, numa imagem...
em todos os sentidos...
livres, alçando sei lá o quê...
sonhando beijos melhores que já sonhei,
Sonho, determino, aliás parece já estar determinado;
parece...
Levanto os olhos para o horizonte,
contemplo tudo e nada.
muita projeção num novo ano.
Como antes, entender o valor do amor
em mim.
não há mais nenhuma algema...
Quando não se pega mais atalhos,
nem que seja somente uma vez,
segue-se em algum caminho,
dito certo,
eu digo fatal...
e mais um dia de término,
num ano,
numa vida.
Num pequeno pixel em alguma galáxia.
Numa consciência, numa ideia, numa imagem...
em todos os sentidos...
livres, alçando sei lá o quê...
sonhando beijos melhores que já sonhei,
Sonho, determino, aliás parece já estar determinado;
parece...
Levanto os olhos para o horizonte,
contemplo tudo e nada.
muita projeção num novo ano.
Como antes, entender o valor do amor
em mim.
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Quando não se vê mais espectros nos espelhos,
ideais palpáveis, circunstanciais...
Vontade, pura vontade.
Não é possível ter dois,
quem diria que haveria tantos caminhos,
e pra que tantos?
Já não sigo dormente...
Não podem simplificar?
Fluxo...fluxo perfeito...
Não leve a mal é que realmente é hilário,
essa vida já me cansa dar-te as costas,
eu vou é te abraçar,
de uma vez por todas...
ideais palpáveis, circunstanciais...
Vontade, pura vontade.
Não é possível ter dois,
quem diria que haveria tantos caminhos,
e pra que tantos?
Já não sigo dormente...
Não podem simplificar?
Fluxo...fluxo perfeito...
Não leve a mal é que realmente é hilário,
essa vida já me cansa dar-te as costas,
eu vou é te abraçar,
de uma vez por todas...
sábado, dezembro 20, 2008
Retrato

Enfim magra, de olhos verdes, carão amarelo,
Com pés esquisitos, a meia altura,
o cabelo loiro que ilumina a figura,
traz nos dedos o fim vermelho.
No arco do vestido um sorriso
com propenso amor à ternura
e por carecer cor na mesma gravura
o preto, o branco do ciso.
os olhos pararam neste momento
Deram uma volta,
eternizaram o sentimento:
Eis Sâmara, que rabisca verdades ao relento;
lendo um retrato
num dia qualquer que se achou vivendo.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
abandono
mais um abandono de emprego...
que coisa...
que insistência em não ser persistente
de não submeter-se aos sacrifícios...
eu já cansei deles..
mas não vou me oferecer como próprio sacrífcio
numa bandeja...
I dont wanna...
ai, ai,
terapia...
mas é tudo tão consciente que agora só me faz bem...
a educação física,
a minha afamada educação física, um diploma,
que pede outro...
ótimo,
a objetividade é um ponto na parede que eu perco
de vista quase sempre...
mas agora não,
2009 é nascimento,
solares...
e...
e....
e.......
nada...
que coisa...
que insistência em não ser persistente
de não submeter-se aos sacrifícios...
eu já cansei deles..
mas não vou me oferecer como próprio sacrífcio
numa bandeja...
I dont wanna...
ai, ai,
terapia...
mas é tudo tão consciente que agora só me faz bem...
a educação física,
a minha afamada educação física, um diploma,
que pede outro...
ótimo,
a objetividade é um ponto na parede que eu perco
de vista quase sempre...
mas agora não,
2009 é nascimento,
solares...
e...
e....
e.......
nada...
terça-feira, outubro 28, 2008
Amor que morre
O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...
Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.
E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!
Florbela Espanca
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...
Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.
E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!
Florbela Espanca
Inatingível
O QUE SOU EU, gritei um dia para o infinito
E o meu grito subiu, subiu sempre
Até se diluir na distância.
Um pássaro no alto planou vôo
E mergulhou no espaço.
Eu segui porque tinha que seguir
Com as mãos na boca, em concha
Gritando para o infinito a minha dúvida.
Mas a noite espiava a minha dúvida
E eu me deitei à beira do caminho
Vendo o vulto dos outros que passavam
Na esperança da aurora.
Eu continuo à beira do caminho
Vendo a luz do infinito
Que responde ao peregrino a imensa dúvida.
Eu estou moribundo à beira do caminho.
O dia já passou milhões de vezes
E se aproxima a noite do desfecho.
Morrerei gritando a minha ânsia
Clamando a crueldade do infinito
E os pássaros cantarão quando o dia chegar
E eu já hei de estar morto à beira do caminho.
Vinicius de Moraes
E o meu grito subiu, subiu sempre
Até se diluir na distância.
Um pássaro no alto planou vôo
E mergulhou no espaço.
Eu segui porque tinha que seguir
Com as mãos na boca, em concha
Gritando para o infinito a minha dúvida.
Mas a noite espiava a minha dúvida
E eu me deitei à beira do caminho
Vendo o vulto dos outros que passavam
Na esperança da aurora.
Eu continuo à beira do caminho
Vendo a luz do infinito
Que responde ao peregrino a imensa dúvida.
Eu estou moribundo à beira do caminho.
O dia já passou milhões de vezes
E se aproxima a noite do desfecho.
Morrerei gritando a minha ânsia
Clamando a crueldade do infinito
E os pássaros cantarão quando o dia chegar
E eu já hei de estar morto à beira do caminho.
Vinicius de Moraes
quarta-feira, outubro 22, 2008
ícones
trabalho
diploma
casa
almoço
manhã
quarta
cinza
clichê
clichê
clichê
michê
dinheiro
telefone
créditos
maconha
viagem
sonhos
ação
?
ideal
semiótica
email
currículo
paraglider
!
crepúsculo
maconha
!
universo
presente
destino
nem existe
fim de ano
mais um ano
amor
sexo
momento sabático
merdas
da minha
cabecinha...
diploma
casa
almoço
manhã
quarta
cinza
clichê
clichê
clichê
michê
dinheiro
telefone
créditos
maconha
viagem
sonhos
ação
?
ideal
semiótica
currículo
paraglider
!
crepúsculo
maconha
!
universo
presente
destino
nem existe
fim de ano
mais um ano
amor
sexo
momento sabático
merdas
da minha
cabecinha...
sexta-feira, outubro 03, 2008
Atitude
Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.
O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.
Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.
E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes.
Cecília Meireles
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.
O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.
Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.
E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes.
Cecília Meireles
4º Motivo da rosa
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Cecília Meireles
quinta-feira, outubro 02, 2008
Apostila de semiótica
Que clichê, escrever em outra quinta cinza.
Posso senti-la pela manhã já sabendo das possibilidades de chuva,
para todo o dia.
As minhas, possibilidades, estão nubladas familiarizadas com a manhã.
Minhas possíveis representações, chapadas ainda de ontem, faz-me lembrar
o céu, a estrela que caiu e o pedido projeção ridícula e viciosa...
Aquele ritano, que nem é ele..
Vejo-as claras, projeções que não mais enganam-me, e meu desejo é
enforcá-las... eu já faço.
ah...aquela promiscuidade da carne, foi suja...limpa e suja...
Freud explica...
Essa vontade de engolir o mundo, faz-me comer tanta merda.
Usar, brincar com o sexo do outro... Freud explica e a natureza também...
O céu dessa manhã, e o que eu posso fazer se é cinza?
Minhas inúteis percepções apresentadas ao léu, mostram a cara batida que tem,
a banal comparação dos meus versos da quinta cinza da semana passada.
Eu estou como?
Permitindo que assistam-me todo o tempo, parece-me ingenuidade....
Que relação triádica quinta-feira cinza e Sâmara, signos que realmente se fizeram
melancólicos, impossível compreender isso... tal ordem e relação que só eu poderei
representar na síntese presente,
como um regalo, com ou sem chuva,
seguindo ao acaso, iguais aos fogos de ontem e o paraglider que voa sobre minha testa
agora...
Relação triádica perfeitamente concretizada na subjetividade
das possibilidades lógicas...
No fim, eu interpretante, com a apostila de semiótica ao lado.
Posso senti-la pela manhã já sabendo das possibilidades de chuva,
para todo o dia.
As minhas, possibilidades, estão nubladas familiarizadas com a manhã.
Minhas possíveis representações, chapadas ainda de ontem, faz-me lembrar
o céu, a estrela que caiu e o pedido projeção ridícula e viciosa...
Aquele ritano, que nem é ele..
Vejo-as claras, projeções que não mais enganam-me, e meu desejo é
enforcá-las... eu já faço.
ah...aquela promiscuidade da carne, foi suja...limpa e suja...
Freud explica...
Essa vontade de engolir o mundo, faz-me comer tanta merda.
Usar, brincar com o sexo do outro... Freud explica e a natureza também...
O céu dessa manhã, e o que eu posso fazer se é cinza?
Minhas inúteis percepções apresentadas ao léu, mostram a cara batida que tem,
a banal comparação dos meus versos da quinta cinza da semana passada.
Eu estou como?
Permitindo que assistam-me todo o tempo, parece-me ingenuidade....
Que relação triádica quinta-feira cinza e Sâmara, signos que realmente se fizeram
melancólicos, impossível compreender isso... tal ordem e relação que só eu poderei
representar na síntese presente,
como um regalo, com ou sem chuva,
seguindo ao acaso, iguais aos fogos de ontem e o paraglider que voa sobre minha testa
agora...
Relação triádica perfeitamente concretizada na subjetividade
das possibilidades lógicas...
No fim, eu interpretante, com a apostila de semiótica ao lado.
quinta-feira, setembro 18, 2008
Miércules
Essa inquietação infantil faz com que eu não me sinta
à vontade
seja em casa ou na rua,
e essa abertura de demonstrar meu humor com palavras...
sempre a emoção sobre a razão...
mas o que é razão?
é perceber o dia cinza,
é buscar palavras pra definir a explosão no peito...
esse meu humor turbulento sem fazer cerimônias para desmonstrar o descontentamento...
até incoscientemente pra quem tá lá do lado de lá...
sentimentos profundos que insistem em direcionar-me de
maneira...
carece controle,
estabilidade psíquica...
ah que merda...
dias cinzas...
sanidade...
relax, não há nenhuma decisão irrevogável...
miércules está pela metade e cinza...
canais construtivos, cósmicos, lunares...
particulares com juízos de cores e valores sem a qualidade
de dualidade...
ah...coisa agora é dentro pra fora.
ah....ontem que foi miércules...
jueves cinza, entoncés...
dia frio pra
esquentar...
à vontade
seja em casa ou na rua,
e essa abertura de demonstrar meu humor com palavras...
sempre a emoção sobre a razão...
mas o que é razão?
é perceber o dia cinza,
é buscar palavras pra definir a explosão no peito...
esse meu humor turbulento sem fazer cerimônias para desmonstrar o descontentamento...
até incoscientemente pra quem tá lá do lado de lá...
sentimentos profundos que insistem em direcionar-me de
maneira...
carece controle,
estabilidade psíquica...
ah que merda...
dias cinzas...
sanidade...
relax, não há nenhuma decisão irrevogável...
miércules está pela metade e cinza...
canais construtivos, cósmicos, lunares...
particulares com juízos de cores e valores sem a qualidade
de dualidade...
ah...coisa agora é dentro pra fora.
ah....ontem que foi miércules...
jueves cinza, entoncés...
dia frio pra
esquentar...
segunda-feira, setembro 08, 2008
Espasmo fumaça
Já não há espaços espásmicos
a vida prevalecida
é vencida sem desânimo
extermina-se a política
que só é feita no peito
sem dar comidinha à ideologias sem dono
sem inventar um qualquer que seja
que se eleja
e na fartura de inventar símbolos
chega de inventá-los
quando o cigarro apaga só é
preciso fogo...
A Britney tá de pé,
não conseguia ser...
ser...ah! símbolos.
Dá pra gostar de hip-hop, ah! os negros são ótimos!!
Kanie West e os tambores
pra honrar a pica...muitos batuques... ah! aquele Lupe Fiasco, hum...superstar!
onde vão levam seus batuques, esses tambores que unem a tribo...
e se cantam ao dinheiro e poder é dando adeus à miséria,
ah! os negros americanos, estão em alta...
e que não atirem no Obama, um negro intelectual...ah! é até bonito de se ver...
mas o que importa?
Sou nada,
uma ficção...no trópico sul...
e se o Lula quer eleger uma mulher...
e se as mulheres...e ... e se...ah...
Eu, mulher, tenho uma alma porque a sinto?
eu pertenço a mim, nem sei onde quero ir...
Não invoco a nadie,
tenho debruçado muitas vezes
olhando a cisterna que sou
e minha voz ecoa
no poço que eu tapei.
A cabeça dourada,
os sonhos dourados,
e El dourado?
e pensar, é só o que faz,
se calhar...
Se calhar também não é nada disso.
Na utilidade do fundo,
na futilidade do eco
na cabeleira loura
na cara morena
que faz fumaça
ah! é só espasmo fumaça...
a vida prevalecida
é vencida sem desânimo
extermina-se a política
que só é feita no peito
sem dar comidinha à ideologias sem dono
sem inventar um qualquer que seja
que se eleja
e na fartura de inventar símbolos
chega de inventá-los
quando o cigarro apaga só é
preciso fogo...
A Britney tá de pé,
não conseguia ser...
ser...ah! símbolos.
Dá pra gostar de hip-hop, ah! os negros são ótimos!!
Kanie West e os tambores
pra honrar a pica...muitos batuques... ah! aquele Lupe Fiasco, hum...superstar!
onde vão levam seus batuques, esses tambores que unem a tribo...
e se cantam ao dinheiro e poder é dando adeus à miséria,
ah! os negros americanos, estão em alta...
e que não atirem no Obama, um negro intelectual...ah! é até bonito de se ver...
mas o que importa?
Sou nada,
uma ficção...no trópico sul...
e se o Lula quer eleger uma mulher...
e se as mulheres...e ... e se...ah...
Eu, mulher, tenho uma alma porque a sinto?
eu pertenço a mim, nem sei onde quero ir...
Não invoco a nadie,
tenho debruçado muitas vezes
olhando a cisterna que sou
e minha voz ecoa
no poço que eu tapei.
A cabeça dourada,
os sonhos dourados,
e El dourado?
e pensar, é só o que faz,
se calhar...
Se calhar também não é nada disso.
Na utilidade do fundo,
na futilidade do eco
na cabeleira loura
na cara morena
que faz fumaça
ah! é só espasmo fumaça...
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Alberto García-Alix