O centro do universo se unifica
ah sim, não mais nas imagens que projetaram
nos prédios
e nos outros que não dizem mais quem eu sou
a merda da vontade de aprovação
misturada com o desejo, que é o que eu mais desejo
teu sim e não
o objeto emanava destruição
eu fujo antes do fim trivial
eu desejo é só desejo
a minha loucura arranca as máscaras
o mundo vira observação
o Epimeteu vem depois
depois de ver a obsessão na livraria
com capa branca
e páginas frágeis
agora a ação não pode vir ébria
a leveza está em saber do eu meu
e a santa no alto do morro
era Aparecida
eu colocando-a ali com minha mão de deusa
a Métis
e se era pra ser pejorativo, não tem como ser melhor!
eu pergunto no sonho
se a mulher que devoro
aquela conhecida que tem olhos azuis
então tem falo?
Tem sim
pego em minhas mãos e o aumento
e meto
e se a mentira pode aparecer como arte política
eu invento a fêmea Alfa
e quem vai dizer não?ahhh...
domingo, abril 28, 2013
segunda-feira, abril 22, 2013
Fêmea Alfa, vai se fuder?
Acabo de ver
e você bem que podia me curar e salvar
eu ainda tenho um pouco de rivotril
eu vi o médico psiquiatra na tv
aquele que dizia não é bom
e a consulta era duzentos reais
hahaha
e saudades que não se excluem
não se bloqueiam
são imagens representadas
agora eu já faço experimentos
e os fetiches eu descarto somente por já estarem
velhos nessa representação
de cérebros em púlpitos
pedestal
banquinhos, degraus, num lugar acima
que eu inventei de sacralizar
eu experimento a impotência de se ver
impedida de crescer, de mobilidade
eu gosto é de me arrastar
eu pinto a cara pra fazer isso e visto uma roupa
colorida
é só pra ver se é você quem vai salvar
eu me preservo assim
sabendo da cura do outro
juízo insano
do que poderia ser amor
e agora eu sei
que é sempre o próximo..
Ah eu achei que você fosse a fêmea alfa!
tão despachada...aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh
eu mereço
a grande contradição
Sâmara
a graça está em destruir a força
eu também achei que você fosse o tipo
assexuado antes de amar....ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
de novo..
Insegura?
Vamos pra negação que fica mais fácil
acho que o termo pode ser encaixado
quando busco a confiança
no outro
que é a via pra confiança em mim...
aí sim...q merda
e você bem que podia me curar e salvar
eu ainda tenho um pouco de rivotril
eu vi o médico psiquiatra na tv
aquele que dizia não é bom
e a consulta era duzentos reais
hahaha
e saudades que não se excluem
não se bloqueiam
são imagens representadas
agora eu já faço experimentos
e os fetiches eu descarto somente por já estarem
velhos nessa representação
de cérebros em púlpitos
pedestal
banquinhos, degraus, num lugar acima
que eu inventei de sacralizar
eu experimento a impotência de se ver
impedida de crescer, de mobilidade
eu gosto é de me arrastar
eu pinto a cara pra fazer isso e visto uma roupa
colorida
é só pra ver se é você quem vai salvar
eu me preservo assim
sabendo da cura do outro
juízo insano
do que poderia ser amor
e agora eu sei
que é sempre o próximo..
Ah eu achei que você fosse a fêmea alfa!
tão despachada...aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh
eu mereço
a grande contradição
Sâmara
a graça está em destruir a força
eu também achei que você fosse o tipo
assexuado antes de amar....ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
de novo..
Insegura?
Vamos pra negação que fica mais fácil
acho que o termo pode ser encaixado
quando busco a confiança
no outro
que é a via pra confiança em mim...
aí sim...q merda
seguro
(latim securus, -a, -um, tranquilo)
adj.
s. m.
(latim securus, -a, -um, tranquilo)
1. Preso; firme.
2. Inabalável.
3. Garantido.
4. Eficaz (ex.: remédio seguro).
5. Confiado.
6. Certo.
7. Leal.
8. Prudente.
9. Afoito.
10. Livre de perigo. ≠ INSEGURO
11. [Veterinária ] Prenhe (ex.: égua segura).
12. Salvo-conduto.
13. Caução; garantia.
14. Amparo; proteção ; salvaguarda.
15. Contrato aleatório em que uma das partes se obriga, mediante um certo pagamento, a indemnizar outra de um perigo ou prejuízo eventual.
pelo seguro: com cuidado para evitar danos ou prejuízos.
segurar - Conjugar
(seguro + -ar)
v. tr.
v. pron.
(seguro + -ar)
1. Tornar seguro, firmar.
2. Sustentar.
3. Agarrar.
4. Certificar.
5. Acautelar.
6. Caucionar.
7. Pôr no seguro.
8. Tranquilizar .
9. Conter.
10. Prender.
11. Agarrar-se; apoiar-se em.
12. Prevenir-se.
13. Tomar carta de seguro; fazer um contrato de seguro.
sexta-feira, abril 19, 2013
Objeto de desejo: um cérebro encubado
Depois das percepções equivocadas
pode ser a influência cartesiana, heraclitiana, parmenidiana
e as que ainda virão
pode ser a vida que eu sei
não sei
já não penso amor
e os sentidos? vejo imagens
os sonhos? vejo imagens
ainda aparecem salvadores
neles o outro pode libertar-me da loucura
de projetar-me no outro minha liberdade..rs
E assim continuo a imaginar divagando
as formas que virão sobre mim
porém
chega
em fetiches arcaicos
com cérebro encubado num corpo infantil
eu empurrarei para salvar e não ser salva..mas buscando
ser salva..
enfim
é tanta confusão mental,
que o sono é descanso pra não pensar
e no sonho hoje apareceu o primeiro amor
chegou do nada, eu fiquei surpresa, já que ele largou
tudo pra vir me salvar, só estranhamento
agora que veio não quero, nem precisava...
e os desejos? eu observo a insana encenação...
são professores, são cérebros
posições de poder, objetos de desejo
sempre a mesma coisa,
e no fim eu me pergunto
quando foi que alguém lhe conheceu?
e agora suponho, não conhecerão.
pode ser a influência cartesiana, heraclitiana, parmenidiana
e as que ainda virão
pode ser a vida que eu sei
não sei
já não penso amor
e os sentidos? vejo imagens
os sonhos? vejo imagens
ainda aparecem salvadores
neles o outro pode libertar-me da loucura
de projetar-me no outro minha liberdade..rs
E assim continuo a imaginar divagando
as formas que virão sobre mim
porém
chega
em fetiches arcaicos
com cérebro encubado num corpo infantil
eu empurrarei para salvar e não ser salva..mas buscando
ser salva..
enfim
é tanta confusão mental,
que o sono é descanso pra não pensar
e no sonho hoje apareceu o primeiro amor
chegou do nada, eu fiquei surpresa, já que ele largou
tudo pra vir me salvar, só estranhamento
agora que veio não quero, nem precisava...
e os desejos? eu observo a insana encenação...
são professores, são cérebros
posições de poder, objetos de desejo
sempre a mesma coisa,
e no fim eu me pergunto
quando foi que alguém lhe conheceu?
e agora suponho, não conhecerão.
quinta-feira, abril 11, 2013
Divagações sobre a cera cartesiana, blá blá blá
A consciência examina a cor e a figura, aparência,
sem poder absorver a essência
Descartes nega a aparência?
o fenômeno atual quando diz que
estamos sempre supondo
superficialidades...
seria negar a realidade?
Já que tudo é aparência...
E será que posso dizer se sei da minha
própria essência?
E se eu conheço o outro pela imaginação?
Já que num plano cartesiano esta é menor...
Então já que a mente do cogito
que examina o fenômeno e não pode dizer
que sabe
o que é a coisa
lida com mentiras?
E se a consciência de quem examina a si, não há
o todo, portanto não se sabe da essência?
e de novo a própria vida seriam aparências
que nada dizem da verdade?
hum?
Se eu percebo pela visão tudo é só superfície?
E não se sabe da essência?
Mas e o ser cartesiano se transformou em mente?
E se pressupões que em tudo há uma essência, substância?
E a aparência de transeuntes podem ser comparadas
às aparências da cera de Descartes?
Então a essência das coisas desconhecidas
poderia ser Deus?
O Todo se conhece, contem todas as aparências,
logo
sabe da essência..
sem poder absorver a essência
Descartes nega a aparência?
o fenômeno atual quando diz que
estamos sempre supondo
superficialidades...
seria negar a realidade?
Já que tudo é aparência...
E será que posso dizer se sei da minha
própria essência?
E se eu conheço o outro pela imaginação?
Já que num plano cartesiano esta é menor...
Então já que a mente do cogito
que examina o fenômeno e não pode dizer
que sabe
o que é a coisa
lida com mentiras?
E se a consciência de quem examina a si, não há
o todo, portanto não se sabe da essência?
e de novo a própria vida seriam aparências
que nada dizem da verdade?
hum?
Se eu percebo pela visão tudo é só superfície?
E não se sabe da essência?
Mas e o ser cartesiano se transformou em mente?
E se pressupões que em tudo há uma essência, substância?
E a aparência de transeuntes podem ser comparadas
às aparências da cera de Descartes?
Então a essência das coisas desconhecidas
poderia ser Deus?
O Todo se conhece, contem todas as aparências,
logo
sabe da essência..
Aphrós = espuma
Comece a cantar musa
o teu canto de um céu
do meio da noite
com voz que soa mansa
vinda dos ventos que descem do
horizonte
Esquece os males e agradece
ao Deus
que aquece
no movimento mudança
pausando as aflições
nas vozes entoadas
onde lá existem testes de inteligência
e não importam o lugar em que sentam
o brilho do Desejo e Graças
glorificam o estar ali
o doce conhecimento
seja da origem dos deuses
desviam minha melancolia
e na Noite Negra irmã do Caos
sinto a ordem do Kósmos
em mim Eros fecunda
a virtude que seria para o outro,
mas será virtude?
Não seria astúcia, poesia, história, saber?
Ou nada disso?
E se a virtude é bela,
e indicasse a diferença entre o bem e o mal
Eu perecerei amando a beleza
e meu amor poderá ser dito de várias formas,
primitivas..
Que designe então a virtude
que o ser amado
verá
e assim
façamos o bem..
Ao meu ver, teríamos a posse do bem..
Sim, pra mim, posse. Dane-se.
Que as ondas espumem e que boiem
o doce gozo..
vencida pela ilusão de curvo pensar...
o teu canto de um céu
do meio da noite
com voz que soa mansa
vinda dos ventos que descem do
horizonte
Esquece os males e agradece
ao Deus
que aquece
no movimento mudança
pausando as aflições
nas vozes entoadas
onde lá existem testes de inteligência
e não importam o lugar em que sentam
o brilho do Desejo e Graças
glorificam o estar ali
o doce conhecimento
seja da origem dos deuses
desviam minha melancolia
e na Noite Negra irmã do Caos
sinto a ordem do Kósmos
em mim Eros fecunda
a virtude que seria para o outro,
mas será virtude?
Não seria astúcia, poesia, história, saber?
Ou nada disso?
E se a virtude é bela,
e indicasse a diferença entre o bem e o mal
Eu perecerei amando a beleza
e meu amor poderá ser dito de várias formas,
primitivas..
Que designe então a virtude
que o ser amado
verá
e assim
façamos o bem..
Ao meu ver, teríamos a posse do bem..
Sim, pra mim, posse. Dane-se.
Que as ondas espumem e que boiem
o doce gozo..
vencida pela ilusão de curvo pensar...
quarta-feira, abril 10, 2013
O cara do rio
A alma como centro da razão, aumentando a si mesma,
sendo impossível alcançar seu limite.
Como seria isso Heráclito?
A alma como comando da mente, duma mente sem limites?
E o coração centro dos desejos?
Já que a sensibilidade tá na pele, como a dos porcos?
E mesmo que a natureza adore se esconder
eu irei ver a mudança
o que já me disseste..
ou a mudança que eu ver vai ser diferente...
sim...vai...
Um caminho sem fim, que aumentará
a cada passo, tornando se maior por
descobrir por mais que caminhes..uii
Aristocrata arrogante,
oracular, diálogo com Delfos...
e bom é se garantir por séculos...
Com a união dos opostos linear
e recíproca
tensionado por Deus..
sendo impossível alcançar seu limite.
Como seria isso Heráclito?
A alma como comando da mente, duma mente sem limites?
E o coração centro dos desejos?
Já que a sensibilidade tá na pele, como a dos porcos?
E mesmo que a natureza adore se esconder
eu irei ver a mudança
o que já me disseste..
ou a mudança que eu ver vai ser diferente...
sim...vai...
Um caminho sem fim, que aumentará
a cada passo, tornando se maior por
descobrir por mais que caminhes..uii
Aristocrata arrogante,
oracular, diálogo com Delfos...
e bom é se garantir por séculos...
Com a união dos opostos linear
e recíproca
tensionado por Deus..
terça-feira, abril 09, 2013
Inferno Astral 2
Os axiomas e teoremas de Frege
um discurso de manipulação de símbolos
num sermão matemático cheio de sentenças
verdadeiras auto-evidentes
rejeição de sujeito de predicado...ahhhhhhhhhhh
tão
triste
e quem disse que é tão certo?
e
quando eu falo que agora devo acordar pra vida
nos afazeres domésticos
talvez na lucidez ao ver que eu não estou
dormindo
sem o encosto que sugou toda a minha
energia durante a noite
fazendo os nós que vão doer durante o dia
volto a morrer
bebo um litro de café
e se for um déficit hormonal
ou trauma, trauma, trauma
que trauma?
sei lá..o sonho de hoje diz algo?
ahh que ótimo, lógica analítica do sonho...
Fugindo pelo teto das casas pra não ser
estuprada, ah... merda,
isso não pode ser engraçado
mas ao menos os sonhos
mudam
e neles não há projeção no outro
nem a tristeza de saber da projeção
Quer que eu coloque o Bolero de Ravel pra você escutar?
sim...duas vezes seguidas
Se for pra se sentir melhor...
E assobiar, como que proclamando o entusiasmo do dia.
um discurso de manipulação de símbolos
num sermão matemático cheio de sentenças
verdadeiras auto-evidentes
rejeição de sujeito de predicado...ahhhhhhhhhhh
tão
triste
e quem disse que é tão certo?
e
quando eu falo que agora devo acordar pra vida
nos afazeres domésticos
talvez na lucidez ao ver que eu não estou
dormindo
sem o encosto que sugou toda a minha
energia durante a noite
fazendo os nós que vão doer durante o dia
volto a morrer
bebo um litro de café
e se for um déficit hormonal
ou trauma, trauma, trauma
que trauma?
sei lá..o sonho de hoje diz algo?
ahh que ótimo, lógica analítica do sonho...
Fugindo pelo teto das casas pra não ser
estuprada, ah... merda,
isso não pode ser engraçado
mas ao menos os sonhos
mudam
e neles não há projeção no outro
nem a tristeza de saber da projeção
Quer que eu coloque o Bolero de Ravel pra você escutar?
sim...duas vezes seguidas
Se for pra se sentir melhor...
E assobiar, como que proclamando o entusiasmo do dia.
domingo, abril 07, 2013
Inferno Astral
Ah não era você queria que fizesse sentido agora?
Afinal era quase o Jesus de óculos
diretamente do carnaval, pra te salvar!
que bonitinha
quer fazer direitinho
fazer amorzinho num ninho quentinho...humm
ohhhhh
já que bronzeados sarados não fazem
a menor diferença, no fim das contas
muito digno...
pro inferno
astral dos 30,
quando imagina-se que está tudo indo
como se deve
aí vem o balde de água fria
deve ser o Gênio maligno..esfriando a cabeça..kkk
Aquarianos são livres demais para os possessivos
taurinos..incompatíveis
Enfim, engenheiros elétricos são autistas e que se fodam...
No eterno retorno de The Doors e Mutantes, vá pra
puta que o pariuuuuuuuuuuuuuuuu,
Sem luto me desfaço de tudo, que só traz mal agouro
eu quero acreditar é em mim e, já que a porra do amor
se fode
na minha imaginação que disseste ter limites
foi tu que pôs
tem rabo de dinossauro, cabeça de peixe e corpo de
borboleta, mais um platonismo idiota
fetiche de merda
é só um pigmeu que disse pra eu continuar assim
pensando o texto..
É tem limites mesmo..rs
E ficar imaginando Deus e amor, tá difícil,
amanhã vou pra Lógica, ver Frege,
ich será, os caminhos são impostos?...merd..
Tô começando a acreditar em determinismo Lógico no
colegiado de Filosofia...se assim for, fudeu..
Afinal era quase o Jesus de óculos
diretamente do carnaval, pra te salvar!
que bonitinha
quer fazer direitinho
fazer amorzinho num ninho quentinho...humm
ohhhhh
já que bronzeados sarados não fazem
a menor diferença, no fim das contas
muito digno...
pro inferno
astral dos 30,
quando imagina-se que está tudo indo
como se deve
aí vem o balde de água fria
deve ser o Gênio maligno..esfriando a cabeça..kkk
Aquarianos são livres demais para os possessivos
taurinos..incompatíveis
Enfim, engenheiros elétricos são autistas e que se fodam...
No eterno retorno de The Doors e Mutantes, vá pra
puta que o pariuuuuuuuuuuuuuuuu,
Sem luto me desfaço de tudo, que só traz mal agouro
eu quero acreditar é em mim e, já que a porra do amor
se fode
na minha imaginação que disseste ter limites
foi tu que pôs
tem rabo de dinossauro, cabeça de peixe e corpo de
borboleta, mais um platonismo idiota
fetiche de merda
é só um pigmeu que disse pra eu continuar assim
pensando o texto..
É tem limites mesmo..rs
E ficar imaginando Deus e amor, tá difícil,
amanhã vou pra Lógica, ver Frege,
ich será, os caminhos são impostos?...merd..
Tô começando a acreditar em determinismo Lógico no
colegiado de Filosofia...se assim for, fudeu..
sexta-feira, abril 05, 2013
A ideia da existência de Deus ser perfeita ainda não desceu
não será eu que a transformei e a coloquei desta forma?
mas se dizes que é inata, ainda força mais..
Eu gostei foi da relação da ideia perfeita com a causa perfeita,
e parece-me que está tudo interligado
a partir dos gregos tudo foi se construindo
já que se vê deles nos outros...
E a audácia de usar mesmos exemplos, tão óbvios
como o sol do tamanho do pé do Heráclito
como o sol do Descartes que só não é do tamanho
do pé, mas diz o mesmo..pra dizer da perspectiva humana..
É, começo a entender a dinâmica da coisa...
Agora ser a tensão entre os opostos Deus,
e o Logos ser de proveito de poucos
numa arrogância de Oráculo
dá pra ver que desde o início aproveita-se algo
e rejeita-se muito..
Enfim, há filósofo que não tente provar que no seu
discurso há verdade? Mas se não o tentar não terá valor...
O meu discurso sempre vai ignorar o discurso do outro?
Acho que não.. ninguém tem posse da verdade, mesmo que o diga..
não será eu que a transformei e a coloquei desta forma?
mas se dizes que é inata, ainda força mais..
Eu gostei foi da relação da ideia perfeita com a causa perfeita,
e parece-me que está tudo interligado
a partir dos gregos tudo foi se construindo
já que se vê deles nos outros...
E a audácia de usar mesmos exemplos, tão óbvios
como o sol do tamanho do pé do Heráclito
como o sol do Descartes que só não é do tamanho
do pé, mas diz o mesmo..pra dizer da perspectiva humana..
É, começo a entender a dinâmica da coisa...
Agora ser a tensão entre os opostos Deus,
e o Logos ser de proveito de poucos
numa arrogância de Oráculo
dá pra ver que desde o início aproveita-se algo
e rejeita-se muito..
Enfim, há filósofo que não tente provar que no seu
discurso há verdade? Mas se não o tentar não terá valor...
O meu discurso sempre vai ignorar o discurso do outro?
Acho que não.. ninguém tem posse da verdade, mesmo que o diga..
Fogueira
Na geografia fizeram uma fogueira
ao lado duma matinha pra fazer xixi
quem bebe catuaba
e calouro é só uma vez
tem gente que cai
tem gente que busca água
tem gente que busca brasa
tem gente que assiste
tem carona
e fim
estranho..
Já que a linguagem muda,
tudo é novo.
quarta-feira, abril 03, 2013
Frag. I
Com o Logos, porém, que é sempre, os homens se comportam como quem não compreende tanto antes como depois de já ter ouvido. Com efeito, tudo vem a ser conforme e de acordo com estes Logos e, não obstante, eles parecem sem experiência nas experiências com palavras e obras, iguais às que levo a cabo, discernindo e dilucidando, segundo o vigor, o modo em que se conduz cada coisa. Aos outros homens, porém, lhes fica encoberto tanto o que fazem acordados, como se lhes volta a encobrir o que fazem durante o sono.
Frag. II
(Torna-se necessário seguir a con-juntura) mas enquanto o Logos vive na con-juntura, a massa vive como se tivesse um entendimento próprio e particula.
Frag. III
(O sol) da largura de um pé humano
IV
(Se a felicidade estivesse nos prazeres do corpo), deveríamos chamar felizes os bois quando encontrassem capim para comer.
V
É em vão que se purificam, aspergindo-se com sangue, como se alguém, que tivesse pisado na lama, quisesse lavar-se com lama; e fazem suas preces às imagens como se alguém pudesse falar com as paredes.
VI
(O sol) novo de dia.
VII
Se todas as coisa se transformassem em fumaça, o nariz é que as distinguiria.
VIII
O Contrário em tensão é convergente; da divergência dos contrários, a mais bela harmonia.
IX
Os asinos prefeririam os ramos ao ouro.
X
Conjunções: completo e incompleto (convergente e divergente, concórdia e discórdia, e de todas as coisas, um e de um, todas as coisas).
XI
Tudo, pois, que rasteja, partilha da terra.
XII
Para os que entram nos mesmos rios, afluem sempre outras águas; mas do úmido exalam também os vapores.
XIII
(os porcos) se comprazem na lama (mais do que na água limpa).
XIV
(Para quem profetiza Heráclito?) : para os errantes noturnos, os magos, os bacantes, as mênades, os mistas. (...) É sem piedade que se iniciam nos mistérios em voga entre os homens.
XV
Não fosse para Dionísio a procissão que fazem e o hino, que entroam com as vergonhas sagradas, praticariam a coisa mais monstruosa. Mas Hades e Dionísio é o mesmo, para quem deliram e festejam.
XVI
Como se alguém poderia manter-se encoberto face ao que nunca se deita?
XVII
Não percebem estas coisas tais quais são, quantos as encontram em seu caminho, e ainda que aprendidas não discernem; é para si mesmos que aparecem.
XVIII
Se não se espera, não se encontra o inesperado, sendo sem caminho de encontro nem vias de acesso.
XIV
Não sabendo ascultar, não sabem falar.
XX
Nascidos consentem em viver e partilhar da vida, mais ainda, porém, em repousar, e deixam assim filhos, para nascerem outras participações.
XXI
Morte, tudo que vemos acordados, sono, o que vemos adormecidos.
XXII
Os que procuram ouro, cavam muita terra e encontram pouco.
23
Não houvesse tais coisas, não re-colheriam o nome da justiça.
24
Aos mortos de Ares honram os deuses e os homens.
25
Maiores partes de vida obtêm maiores partes de viver.
26
O homem toca a luz na noite, quando com visão extinta está morto para si; mas vivendo, toca o morto, quando com visão extinta dorme; na vigília toca o adormecido.
27
Na morte advém aos homens o que não esperam nem imaginam.
28
O mais conhecido decide das coisas reconhecidas para conservar; mas a Justiça saberá apossar-se dos artesãos e testemunhas de mentiras.
29
Uma coisa a todas as outras preferem os melhores: a glória sempre brilhante dos mortais; a multidão está saturada como o gado.
30
O mundo, o mesmo em todos, nenhum dos deuses e nenhum dos homens o fez mas sempre foi, é e será, fogo sempre vivo, acendendo segundo a medida e segundo a medida apagando.
31
Tropos do fogo: primeiro, mar; do mar, a metade terra, a metade vento ardente. O mar se estica de ponta a ponta e encontra sua medida de acordo com o mesmo Logos que era primeiro.
32
Um, o único sábio, não se dispõe e se dispõe a ser chamado com o nome de Zeus.
33
Lei, também a vontade de seguir um só coisa.
34
Sem compreensão: ouvindo, parecem surdos, o dito lhes atesta: presentes estão ausentes.
35
É bem necessário serem os homens amantes da sabedoria para investigar muitas coisas.
36
Para os ventos, morte vem a ser água, para a água, morte vem a ser terra; mas da terra nasce água, da água, vento.
37
(Os porcos se lavam na lama, as aves de baixo curso, no pó.)
38
(Tales parece, segundo alguns, haver sido o primeiro a investigar os astros... Heráclito e Demócrito são testemunhas).
39
Em Priene nasceu Bias, filho de Teutames, sua fama é maior do que a dos outros.
40
Muito saber não ensina sabedoria, pois teria ensinado a Hesíodo e Pitágoras, a Xenófanes e Hecateu.
41
Um, o saber: compreender que o pensamento, em qualquer tempo, dirige tudo através de tudo.
42
Este Homero deve ser expulso dos concursos e bastonado, este Arquíloco também.
43
É presunção que deve ser apagada mais do que incêndio.
44
O povo deve lutar pela lei em processo, como pelas muralhas.
45
Não encontraria a caminho os limites da vida mesmo quem percorresse todos os caminhos, tão profundo é o Logos que possui.
46
(E chamava a auto-suficiência de doença sagrada e (dizia) que a visão induz a erro).
47
Nas grandes coisas não nos acordemos apressadamente.
48
O arco tem por nome a vida, por obra, a morte.
49
Um para mim vale mil, se for o melhor.
49a
No mesmo rio entramos e não entramos; somos e não somos.
50
Auscultando não a mim mas o Logos, é sábio concordar que tudo é um.
Com o Logos, porém, que é sempre, os homens se comportam como quem não compreende tanto antes como depois de já ter ouvido. Com efeito, tudo vem a ser conforme e de acordo com estes Logos e, não obstante, eles parecem sem experiência nas experiências com palavras e obras, iguais às que levo a cabo, discernindo e dilucidando, segundo o vigor, o modo em que se conduz cada coisa. Aos outros homens, porém, lhes fica encoberto tanto o que fazem acordados, como se lhes volta a encobrir o que fazem durante o sono.
Frag. II
(Torna-se necessário seguir a con-juntura) mas enquanto o Logos vive na con-juntura, a massa vive como se tivesse um entendimento próprio e particula.
Frag. III
(O sol) da largura de um pé humano
IV
(Se a felicidade estivesse nos prazeres do corpo), deveríamos chamar felizes os bois quando encontrassem capim para comer.
V
É em vão que se purificam, aspergindo-se com sangue, como se alguém, que tivesse pisado na lama, quisesse lavar-se com lama; e fazem suas preces às imagens como se alguém pudesse falar com as paredes.
VI
(O sol) novo de dia.
VII
Se todas as coisa se transformassem em fumaça, o nariz é que as distinguiria.
VIII
O Contrário em tensão é convergente; da divergência dos contrários, a mais bela harmonia.
IX
Os asinos prefeririam os ramos ao ouro.
X
Conjunções: completo e incompleto (convergente e divergente, concórdia e discórdia, e de todas as coisas, um e de um, todas as coisas).
XI
Tudo, pois, que rasteja, partilha da terra.
XII
Para os que entram nos mesmos rios, afluem sempre outras águas; mas do úmido exalam também os vapores.
XIII
(os porcos) se comprazem na lama (mais do que na água limpa).
XIV
(Para quem profetiza Heráclito?) : para os errantes noturnos, os magos, os bacantes, as mênades, os mistas. (...) É sem piedade que se iniciam nos mistérios em voga entre os homens.
XV
Não fosse para Dionísio a procissão que fazem e o hino, que entroam com as vergonhas sagradas, praticariam a coisa mais monstruosa. Mas Hades e Dionísio é o mesmo, para quem deliram e festejam.
XVI
Como se alguém poderia manter-se encoberto face ao que nunca se deita?
XVII
Não percebem estas coisas tais quais são, quantos as encontram em seu caminho, e ainda que aprendidas não discernem; é para si mesmos que aparecem.
XVIII
Se não se espera, não se encontra o inesperado, sendo sem caminho de encontro nem vias de acesso.
XIV
Não sabendo ascultar, não sabem falar.
XX
Nascidos consentem em viver e partilhar da vida, mais ainda, porém, em repousar, e deixam assim filhos, para nascerem outras participações.
XXI
Morte, tudo que vemos acordados, sono, o que vemos adormecidos.
XXII
Os que procuram ouro, cavam muita terra e encontram pouco.
23
Não houvesse tais coisas, não re-colheriam o nome da justiça.
24
Aos mortos de Ares honram os deuses e os homens.
25
Maiores partes de vida obtêm maiores partes de viver.
26
O homem toca a luz na noite, quando com visão extinta está morto para si; mas vivendo, toca o morto, quando com visão extinta dorme; na vigília toca o adormecido.
27
Na morte advém aos homens o que não esperam nem imaginam.
28
O mais conhecido decide das coisas reconhecidas para conservar; mas a Justiça saberá apossar-se dos artesãos e testemunhas de mentiras.
29
Uma coisa a todas as outras preferem os melhores: a glória sempre brilhante dos mortais; a multidão está saturada como o gado.
30
O mundo, o mesmo em todos, nenhum dos deuses e nenhum dos homens o fez mas sempre foi, é e será, fogo sempre vivo, acendendo segundo a medida e segundo a medida apagando.
31
Tropos do fogo: primeiro, mar; do mar, a metade terra, a metade vento ardente. O mar se estica de ponta a ponta e encontra sua medida de acordo com o mesmo Logos que era primeiro.
32
Um, o único sábio, não se dispõe e se dispõe a ser chamado com o nome de Zeus.
33
Lei, também a vontade de seguir um só coisa.
34
Sem compreensão: ouvindo, parecem surdos, o dito lhes atesta: presentes estão ausentes.
35
É bem necessário serem os homens amantes da sabedoria para investigar muitas coisas.
36
Para os ventos, morte vem a ser água, para a água, morte vem a ser terra; mas da terra nasce água, da água, vento.
37
(Os porcos se lavam na lama, as aves de baixo curso, no pó.)
38
(Tales parece, segundo alguns, haver sido o primeiro a investigar os astros... Heráclito e Demócrito são testemunhas).
39
Em Priene nasceu Bias, filho de Teutames, sua fama é maior do que a dos outros.
40
Muito saber não ensina sabedoria, pois teria ensinado a Hesíodo e Pitágoras, a Xenófanes e Hecateu.
41
Um, o saber: compreender que o pensamento, em qualquer tempo, dirige tudo através de tudo.
42
Este Homero deve ser expulso dos concursos e bastonado, este Arquíloco também.
43
É presunção que deve ser apagada mais do que incêndio.
44
O povo deve lutar pela lei em processo, como pelas muralhas.
45
Não encontraria a caminho os limites da vida mesmo quem percorresse todos os caminhos, tão profundo é o Logos que possui.
46
(E chamava a auto-suficiência de doença sagrada e (dizia) que a visão induz a erro).
47
Nas grandes coisas não nos acordemos apressadamente.
48
O arco tem por nome a vida, por obra, a morte.
49
Um para mim vale mil, se for o melhor.
49a
No mesmo rio entramos e não entramos; somos e não somos.
50
Auscultando não a mim mas o Logos, é sábio concordar que tudo é um.
Massagem
Será que vai ser assim
de parar pra pensar
e passar a mão no cabelo
e falando numa perspectiva: livros
pode-se pressupor que possa ler em russo
ou francês
ou ter uma barba imensa pra alisar lentamente
meio vermelha
mas a questão são dos fantasmas
que tratam de visitar às vezes
e os céus em que se poderiam ver tantas estrelas
tá poluído
ah e cortaram os ipês amarelos para construir
aqueles prédios na rua lá embaixo
e tanto faz se você os viu ou não
e se é pra ligar o ventilador ou não..
não será o vento que há mais movimento
ou será o fogo? por isto escolheu Heráclito, será?
poderia sentir-se inflamado? anedotas... ah como a da punheta do Descartes...
as suas pretensões não vemos,
ah eu gosto muito de Ética,
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
e eu sendo a única que o leva pra passear
ele ainda entra no meu quarto e faz xixi no meu tapete
ok
agora massagem
reuniria tudo.
de parar pra pensar
e passar a mão no cabelo
e falando numa perspectiva: livros
pode-se pressupor que possa ler em russo
ou francês
ou ter uma barba imensa pra alisar lentamente
meio vermelha
mas a questão são dos fantasmas
que tratam de visitar às vezes
e os céus em que se poderiam ver tantas estrelas
tá poluído
ah e cortaram os ipês amarelos para construir
aqueles prédios na rua lá embaixo
e tanto faz se você os viu ou não
e se é pra ligar o ventilador ou não..
não será o vento que há mais movimento
ou será o fogo? por isto escolheu Heráclito, será?
poderia sentir-se inflamado? anedotas... ah como a da punheta do Descartes...
as suas pretensões não vemos,
ah eu gosto muito de Ética,
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
e eu sendo a única que o leva pra passear
ele ainda entra no meu quarto e faz xixi no meu tapete
ok
agora massagem
reuniria tudo.
sábado, março 30, 2013
Bruno Tolentino
VIA CRUCIS
A Via Crucis foi uma selvageria,
A Via Crucis foi uma selvageria,
a Crucifixão uma brutalidade;
mas em três, quatro horas, acabou a agonia,
baixou a eternidade.
Eu vivo aqui, crucificada noite e dia,
carrego da manhã à tarde
o meu lenho de opróbrio e a noite me excrucia,
lenta, fria, covarde.
Ah, como eu preferia
que crucificassem de uma vez, sem o alarde
de algum terceiro dia!
Mas toca-me seguir nessa monotonia,
a agonia de alçar-me do catre
e abrir de novo os braços, vazia.
Extraído de As Horas de Katharia*.
O VERME
O coração, enfermo porque vive
do que morre,debruça-se à janela,
vê a luz desertando-o no declive
entre a vida e a paixão do ser por ela,
e comovido vai compor a tela
em que a reduz para contê-la. Eu tive
essa mesma ilusão, compus a bela
equação passional da mente livre
e pus meu coração nesse vazio.
Mas falhei. Ele nunca permitiu
o oásis ilusório na epiderme
sensível do real. Eu tinha um verme
no coração, que foi roendo o fio
da ilusão e acabou por socorrer-me.
80 WIEDERGEKOMMEN
E aqui venho de volta e Te agradeço
me haveres socorrido,
porque não levo mais no corpo combalido
a dor que ainda mereço.
Perdi-me muitas vezes, mas paguei logo o preço,
e por fim o alarido
do fogo eterno já não faz nenhum sentido.
A minha longa litania foi um terço
Rezado às escondidas,
sem que a consolação
da vida eterna me curasse desta vida.
Mas Te agradeço que um martírio sem razão
fechasse uma ferida
sem culpa e sem perdão.
FRAGMENTO DE UM CORO
Nós
os de cinza e tempo
nós os de olhar barrado
nós os de céus ardendo
e ventos desfigurados
nós os de mito e queda
nós os de mãos atadas
ecos
desdobrando
gritos
mudos mantos desdobrados
nós silenciados muros
de desesperos caiados
nós cegos irmãos em luto
por mundos manietados
nós sonâmbulos
remotos
nós vagos
só recordados
os estáticos andantes
escuramente pisados
nós os egressos da sede
diuturnamente velada
nós o exílio de nós mesmos
viva lâmpada apagada
nós entre o infinito e o medo
esparsos
desencontrados
nós frios
de cinza e tempo
em tempo e cinza
encerrados
De Anulação e outros reparos, 1963
Nós
os de cinza e tempo
nós os de olhar barrado
nós os de céus ardendo
e ventos desfigurados
nós os de mito e queda
nós os de mãos atadas
ecos
desdobrando
gritos
mudos mantos desdobrados
nós silenciados muros
de desesperos caiados
nós cegos irmãos em luto
por mundos manietados
nós sonâmbulos
remotos
nós vagos
só recordados
os estáticos andantes
escuramente pisados
nós os egressos da sede
diuturnamente velada
nós o exílio de nós mesmos
viva lâmpada apagada
nós entre o infinito e o medo
esparsos
desencontrados
nós frios
de cinza e tempo
em tempo e cinza
encerrados
De Anulação e outros reparos, 1963
Bruno Tolentino
sexta-feira, março 29, 2013
O ente branco arcaico
Kouros
c 560-550 aC
E o que são os sonhos
em que apareces nu
e eu ainda amando-o
não és o mesmo objeto que um
dia fora
talvez a nudez seja minha
e o mais provável é que não signifique
nada
e eu deveria ter o olhar sistêmico de um lógico
mas tô cansada de amar-te em meus
sonhos
traiçoeiros
em cenas no cosmos tão negro
trazendo a lembrança de uma brancura
como uma estátua que traz o ente
em que há só verdade
o Ser em que há causa do meu amor arcaico
e no fim eu acordo pra lembrar disso
com o real tão opaco
num destino de dever ser
fazendo de ti meu mito, meu objeto de culto...
Ah deem me Lógica, fazem bem...
Como pude ter a audácia de em ti mimetizar Kóuros em meus sonhos,
ah me poupe e vá direto pro não-ser...anda..
Rascunhos
O meu arrependimento é genuíno
mas a fome do moribundo pretendido filósofo
é maior que tudo
ainda duvido da minha ação
como poderei confessar o quanto posso ser
eu nem sei o nome disso tudo que fui
em alguns segundos
o nome é monstro, um monstrinho com tanta
boa vontade em ignorar
a fome, e uma dieta baseada em bolachas...
Meu Deussssssssss
que eu descobri,
uma falácia..
mas a fome do moribundo pretendido filósofo
é maior que tudo
ainda duvido da minha ação
como poderei confessar o quanto posso ser
eu nem sei o nome disso tudo que fui
em alguns segundos
o nome é monstro, um monstrinho com tanta
boa vontade em ignorar
a fome, e uma dieta baseada em bolachas...
Meu Deussssssssss
que eu descobri,
uma falácia..
Noduloso
Ah se, e somente se, eu implicasse disjunção a partir
de um bocado de signos vazios
afinal eles querem só a forma
e isso de eu
ter de aprender a ser lógica e ter
no gozo
tudo que poderia ser aquele tão importante anestésico
d´uma melancolia com premissas que eu nem sei
ah sei
fiz um monte de merda, escolhi errado
agora tô tentando fazer o certo
mas dane-se
já que a Filosofia trata de ir substituindo tudo
rapidamente, menos o
momento em que fica muito claro o que você deve deixar para trás, Sâmara.
Com coragem é hora de se despedir de uma velha realidade que se inflamava..
Enfim, a esbórnia ficou opaca, nesse mundo sublunar...
E o que tá dentro seduz mais do que está fora,
e o querer não é poder
e sem essa de induzir através da paixão
eu sei que querem é forma, sentenças, opinismo e muitas certezas
lógicas de preferência...
ok
eu sigo, e os pigmeus já não são tão gigantes como pareciam
tudo só passa pela questão do tempo que eu leio mais que você
durante ou pelo menos uns vinte anos..
e os nódulos voltaram, e não pergunte-me o porquê...
de um bocado de signos vazios
afinal eles querem só a forma
e isso de eu
ter de aprender a ser lógica e ter
no gozo
tudo que poderia ser aquele tão importante anestésico
d´uma melancolia com premissas que eu nem sei
ah sei
fiz um monte de merda, escolhi errado
agora tô tentando fazer o certo
mas dane-se
já que a Filosofia trata de ir substituindo tudo
rapidamente, menos o
momento em que fica muito claro o que você deve deixar para trás, Sâmara.
Com coragem é hora de se despedir de uma velha realidade que se inflamava..
Enfim, a esbórnia ficou opaca, nesse mundo sublunar...
E o que tá dentro seduz mais do que está fora,
e o querer não é poder
e sem essa de induzir através da paixão
eu sei que querem é forma, sentenças, opinismo e muitas certezas
lógicas de preferência...
ok
eu sigo, e os pigmeus já não são tão gigantes como pareciam
tudo só passa pela questão do tempo que eu leio mais que você
durante ou pelo menos uns vinte anos..
e os nódulos voltaram, e não pergunte-me o porquê...
terça-feira, março 19, 2013
Poema em linha reta
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Monstrinho pigmeu e vil
Depois do domingo recorrer a maior tela que era azul
saber da necessidade de existir mais amor
depois de acrescentar tanto vermelho
e fazer outra tela só vermelha
ou seja a necessidade é imensa
de ver pigmeus crescerem pelo número de livros
que leram
e a cúpula dos que tentam desvendar os segredos de todo
o universo,
no fim a questão é destruir o discurso do outro..pura erística
ontem, transformei-me em um monstro
nunca fui tão mesquinha
um monstro vil e mesquinho
daqueles sem nenhuma compaixão a uma confissão
de fome
de desespero
enquanto eu duvidava
me fazendo de mal entendida e, fujo, como sempre
e o pior
eu só pensava em mim todo o tempo..
e a porra da ética prática,
quando é que eu me compadeço do outro,
quando eu chego na van e começo a pensar no quanto
sou egoísta, e quanta maldade há em mim...e eu não fiz merda nenhuma
pra ajudar, quem claramente me pediu..
Depois de muito arrependimento, a ação de repulsa
pois o momento de ser ética acho que já passou,
e eu não mereço ajuda nenhuma, já que não ouço
o pedido de socorro de um desesperado tão próximo..
Acho que Deus já me perdoou, porém
eu não sabia que poderia ser tão cruel com o outro...
comigo eu já sabia, mas com o outro..
Talvez Deus me dê a oportunidade de remissão hoje,
quem sabe..talvez numa confissão ridícula na aula de
Ética Prática...uma vergonha..
saber da necessidade de existir mais amor
depois de acrescentar tanto vermelho
e fazer outra tela só vermelha
ou seja a necessidade é imensa
de ver pigmeus crescerem pelo número de livros
que leram
e a cúpula dos que tentam desvendar os segredos de todo
o universo,
no fim a questão é destruir o discurso do outro..pura erística
ontem, transformei-me em um monstro
nunca fui tão mesquinha
um monstro vil e mesquinho
daqueles sem nenhuma compaixão a uma confissão
de fome
de desespero
enquanto eu duvidava
me fazendo de mal entendida e, fujo, como sempre
e o pior
eu só pensava em mim todo o tempo..
e a porra da ética prática,
quando é que eu me compadeço do outro,
quando eu chego na van e começo a pensar no quanto
sou egoísta, e quanta maldade há em mim...e eu não fiz merda nenhuma
pra ajudar, quem claramente me pediu..
Depois de muito arrependimento, a ação de repulsa
pois o momento de ser ética acho que já passou,
e eu não mereço ajuda nenhuma, já que não ouço
o pedido de socorro de um desesperado tão próximo..
Acho que Deus já me perdoou, porém
eu não sabia que poderia ser tão cruel com o outro...
comigo eu já sabia, mas com o outro..
Talvez Deus me dê a oportunidade de remissão hoje,
quem sabe..talvez numa confissão ridícula na aula de
Ética Prática...uma vergonha..
sexta-feira, março 15, 2013
O verbo e questão primeira era, não ter,
não ter..
gramados verdes a mirar e possuir
e agora que os via
não havia nenhum pau
nem um discurso amoroso
nada e ninguém
não sabia de que falta era
objetos? atos?
a resposta sanada
Deus, poderia tê-lo em minha visão
já que inicia a vontade de negação
de tudo
o medo de nunca conhecer
de morrer em ignorância desprezível
de ser toda errada
e ainda sim, não ter..
Muda-se o discurso imbecil
os hábitos ridículos
da inclinação ao inflamar que me parecia eterno
numa tristeza de biblioteca vazia
e uma batucada externa que só me trazia mais
apatia..
No fim, estou triste, rego as maçãs um pouco
até com o prazer de sentir-me revolvida por algo
acendo uma vela e observo
a chama no início, que é pequena...
na madrugada acordo,
a chama está vermelha
acordo de novo e está normal..
de manhã tudo se queimou..
Não sei de nada pro meu discurso,
reservo-me a falta de opiniões..
de amores, de punhetas e cacetes..
não ter..
gramados verdes a mirar e possuir
e agora que os via
não havia nenhum pau
nem um discurso amoroso
nada e ninguém
não sabia de que falta era
objetos? atos?
a resposta sanada
Deus, poderia tê-lo em minha visão
já que inicia a vontade de negação
de tudo
o medo de nunca conhecer
de morrer em ignorância desprezível
de ser toda errada
e ainda sim, não ter..
Muda-se o discurso imbecil
os hábitos ridículos
da inclinação ao inflamar que me parecia eterno
numa tristeza de biblioteca vazia
e uma batucada externa que só me trazia mais
apatia..
No fim, estou triste, rego as maçãs um pouco
até com o prazer de sentir-me revolvida por algo
acendo uma vela e observo
a chama no início, que é pequena...
na madrugada acordo,
a chama está vermelha
acordo de novo e está normal..
de manhã tudo se queimou..
Não sei de nada pro meu discurso,
reservo-me a falta de opiniões..
de amores, de punhetas e cacetes..
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