segunda-feira, março 28, 2016

Eu não sei se é simplesmente tpm
mas eu gosto dessa mudança de percepção
seja de mim, do entorno, do meu recorte
parece estranho novamente todo esse movimento
que me parece com propósitos, novamente ridículos
porque não podem ser sérios, nada consegue ser sério
nenhum dos meus projetos por mais importantes que sejam
pra mim, pro mundo
não sei...
a filosofia ao mesmo tempo que insiste em ser séria
me parece muitas vezes uma grande piada
uma masturbação mental sem fim
ok
me mudou
mudou meu mundo
ok
a filosofia é séria
e pode sair das universidades...
ah sei lá...o mundo não é nada sério..............
o meu corpo é a única coisa que importa
e onde ele pode estar
mas como se sentirá, eu me importo
pq essa sensação de estranhamento com qualquer sentido
é o absurdo...que eu me canso de sentir.................
e não importa onde, ele estará lá.........
eu quero trocar o absurdo por outra coisa
im feeling.........good
im feeling love
não é romantismo, é pragmatismo.

quinta-feira, março 24, 2016

bora, show do eu, vc anda existindo por aí, nos mesmos lugares
aliás, isso aqui é íntimo, show força demais...rs
não há show algum
aliás quando tudo tá indo como o eu pensava, digamos então
o espetáculo
mesmo assim, não há nada de extraordinário
e as tantas possibilidades?
sim, eu devo esperar pelas surpresas.
a vida é linda, eu não posso esquecer.

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

onde tem rio e mar
tudo no mesmo lugar
chuva caindo do céu, se calhar
naquele lugar do farol
as luzes da usina que tinha mais pontos
de luz
de olhos voltados pro mar
onde gostava o Antonio Nobre
estar
romantismo português
não tem diferente...ele é como os românticos, está farto do mundo
a esta hora
se calhar de novo
dorme
dorme
que dor há?
nenhuma
eu já preciso de uma fenomenologia de um self
que parece que não conheço
eu busco a memória
mas é tudo novo agora
que eu há de estar
essência?
pera aí
estás a cambiar
voar
com visão gaivota
sobre a terra plainar
esse vento bom por cima do palácio de Cristal
um vento com cor de neblina
baforadas do hálito do mar
quem tantos não cismam a esta hora
e o que fazem é calar
a saudade esse sentimento que os daqui só
o sentem...é de rir, quando em Filosofia em Portugal e no seu livrinho
"os portugueses e os galegos sentem"....tive de rir
tão metafísico
que é preciso um analítico
é preciso um humor
..........

terça-feira, janeiro 12, 2016

dormi mal
ok
já são quase 12:00
e eu ainda tenho todo o dia
para ler Hegel
ao menos tem sol no meu quarto
que felicidade.................................................
aaaaaaaaaa

domingo, janeiro 10, 2016

La lluvia

hay un desierto con tanta chuva
una isla en casa vieja
ok
no pasa nada
la ilusión se desvanece
en el aire caliente de mi pequeño
acalentador
la ventana en gotas
los pájaros a planair en viento con el
cielo blanco, blanco, blanco
un poema de Lorca
y otro de Neruda
un poco de Hegel
e Merleau-Ponty
café y lluvia.
cerra la voz
cerra su voz
me gustas cuando callas
...............................
y yo no sé
desta matrix
para otra matrix
seguro
seguro
voi a ver
desde lejos
esto acá...
mis ojos...
que van a ver?
lo familiar?
no hay familiaridad...
hay un poco ahora
el viento no deja de hablar
ni la lluvia
.................

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Tonterias dos piri piri meus

eu não sou uma santa é isso?
pq sou brasileira?
ok
quem disse q eu queria?
um idiota das montanhas
ok
eu tbm sou das montanhas
de um belo horizonte
distante daqui
há alguns animais selvagens
uns porcos selvagens tbm
ok
eu vou fazer filosofia pra sempre sim
não vou trabalhar em estações de esqui no inverno
nem vou dar instruções de Kaiaki no verão
fodas
uma vida
outra vida
outra vida
outra vida
outro?
outro?
cada corpo um ser
um estilo
um mundo
um ambiente
fodas
white gold is comming?
ui?
eu queria ter a percepção do branco total
da noite black sem lua...
mas não
eu vou voltar pra vidinha de estudante de filosofia
de quarto
de livros
de universidades
de poucas pessoas interessadas
de nada de novo
de homens idiotas...
de país de muitas mulheres...muitas
vc iria ficar louco
ok
finish
chega natal
Noë
preciso saber de ti...
escrever o artigo...
pluralismo conceitual
ok
7 pages
ok
ok
ce tout...
o céu daqui me mata
as montanhas daqui ficam em mim
o branco dos picos
ficam em mim
ce tout
o frio vai sair de mim
rapidamente

segunda-feira, dezembro 21, 2015

Como é que
que as francesas fazem?
essa carinha
esse jeitinho
tô possessa
as brasileiras...
que diferença
eu não sei nem dizer
o nível
la crém de la crem
sei lá se escreve assim
são atrizes, ótimas
os papeis estão cada qual em seu lugar
a situação só se perde com o vinho
mas aí...há o vinho
e se pode perder
e os franceses?
que lindos...
que lindos
que bêbados
que bêbados
ok
sem generalizações
volte pra percepção, now!

sábado, dezembro 19, 2015

não há problema com os bêbados franceses
hoje casa voltou a estar tranquila
esses medievais....eu me sinto feudal
ok no pasa nada
a paz deve estar dentro de mim
eu vou escrever meu artigo
fodas vcs todos!

sexta-feira, dezembro 18, 2015

Devaneios piri piri meus

Esse céu quadrado de estrelas
Na minha cara
É pra eu escutar a casa dormir
Eu devo pensar na percepção a essa hora?
Eu só queria não viajar tanto...
E tudo q estou a tentar perceber
Penso q muito do q percebo é inventado
Por mim
Penso q estou a ter uma percepção exata
Do q se passa no mundo
Nas outras mentes
Mas minha percepção é permeada
Pelos meus medos
Não é possível uma percepção pura..
De sentidos apenas


Os sentidos vem de outros sentidos
Do background de sentidos
Acho q do esquema... Mas é um esquema
Corporal
Viciado
Em dar as mesmas significações
E a se ver como uma situação
Q é dependente do eu...
OK
Merleau... Merleau...merleau
A luz do celular apaga as estrelas...
A percepção e suas coisas...
Eu e meus pensamentos
As estelas e as montanhas
Sim..
As estrelas são sempre lindas
Eu vou ler o céu..
Eu acho q quero ir embora...
Eu não sei estar..
Eu penso muito..eu penso tanto..
Eu confabulo o todo tempo
Eu prefiro estudar do que relacionar...
Fudeu...
Ich
Eu quero teletransportar e estar só...
Meu Deus


E aqui Deus é difamado de maneira
Revoltante
Eu não sei o q sentir
😴😴😴

Como se isso fosse oproblema
Será q não é um peito cabeludo
En Porto?
Volta pras estrelas agora!

as montanhas

eu estou nas montanhas
com alguns franceses bëbados
esse teclado onde o a eh o q
e tbm nao sei o acento
o ceu te, estrelas demais
mas a noite eh escura e fria
e eh preciso muito vinho
e sentarmos a mesa
para estar mais perto
e euscuto Criolo
e escutam toda noite musica brasileira
acho a sem saberem
eu nao quero sair do pc
alguns a volta
a inspecionarme
o q pensam?

agora a musica ta enchendo
e tudo mais
a borracheira
as montanhas

segunda-feira, dezembro 07, 2015

domingo, dezembro 06, 2015

Serra da Estrela

depois dessa Serra da Estrela
que virada
aquele crepúsculo aqueceu meu coração
a completude
e todos estes acontecimentos
mas, sabe o que é melhor
eu não sou mais a mesma
eu sei que poderia te amar
mas não vou
simplesmente porque eu devo voltar.
Aquele cachorro que salva trazendo vinho
na neve
é até bom...
mas, eu não preciso de salvação mais
de homem nenhum.
Sem significações gigantescas e de profundis como esta Sâmara
que está tão atenta ao jogo
e à pele...
atenta ao jogo e à pele...
e a pele diz só do momento...a pele não faz planos...
quem atualiza?
o meu corpo já sabe que há outros vários corpos
vivos como eu no mundo...
não preciso de mais nada, eu atualizo o meu corpo, a minha vida
o sentimento de fundo da consciência
está bem
precisa de estímulos, mas não está preso a nenhuma pele
que não seja a minha.

quinta-feira, dezembro 03, 2015

eu não acredito nesse amor
parece que queremos essas coisas
é porque elas não estão no mundo
o que existe entre os homens não se trata mais de temas como este
e isso tudo são máscaras
essas pessoas não sentes o que tu sentes
não pense que podes
tu não podes
ele chegou

Devaneio português

talvez eu morra agora
mas meu bem
eu não vou morrer
e vou ver tudo isso
agora
estes pêlos
aquela curva da pele
Madri é escuro
eu agora imagino Berlin
ok
não podemos ficar juntos
será que vai ter guerra civil no Brasil?
eu acho vc tão perigoso
eu preciso voltar
meu amor
eu não tenho nada
além de mim
fujo
corro
e chego ao corpo
o próprio
sabe aquele sentimento que gera a consciência
o subjetivo
que precisa existir
é preciso continuar
a memória
eu não sei bem de quem gosto
qual cor
qual comida
predileta
qual música
eu devo voltar
pra formar
pra ser universidade
e se não tiver bolsa
ai...
aí tem casa
eu fui lá
ver os poetas portugueses
e estes rios
e estas chuvas
e este mar
e este cinza
tão bonitooooo
tão bonito
sou eu
sou eu
sou eu
agora eu me acho
agora eu me acho
sim
eu me acho
eu pego a taça
desta saudade
e mato
a tosse desse tempo
o pigarro desta espera
saudade
saudade
que é outra coisa aqui
eu devo ir embora?
Meu Deus
o que eu quero?
eu quero ir?
uns vão..em suas caravelas conhecer outras terras
eles vão
eu volto
eu fico
que vento
que céu nublado rosa, lilás..sei lá
longe da luz dorada de Granada
foi bom
ver os gitanos
estavam tristes pelos turistas
eu sou turista?
q merda
Porca de Murça
prêmio 2013
fodas
força
pois
pronto
ainda bem q há um aquecedor
um ventilador de ventinho quente
eu vou pra onde agora?
fim de ano nos Pirineus?
meu Deus
ah sei lá
quando eu voltar
q saco
q merda
eu não vou mais gozar.


sábado, outubro 24, 2015

os jogos...os jogos

Não sei, depois de muita vida
eu fiquei com um certo medo
o tronco precisa estar ereto e forte
as mãos precisam de uma certa atenção
sem objetivos é foda
aí não dá
eu miro toda a gente
eu não sei exatamente os discursos
parecem perfomances
é chato eu acho que eu faço
de ficar analisando os discursos
e tudo
eu preciso estudar perfis
a fenomenologia poderia traçar perfis?
não Sâmara
mas e esquemas?
sabe, esquemas corporais
às vezes eu penso que as pessoas querem me convencer
de algo
eu acho que é: vc deve pensar assim tbm
vc deve fazer isso que eu faço também...
será que é viagem minha?
no fundo estão testando suas próprias visões
uns se associando a outros
e líderes buscando fazer algumas cabeças
cara
qual é o caminho?
eu estou percorrendo
e porque eu sempre acho que é a filosofia precisa de
solidão?
eu sinto que as pessoas não querem pensar as mesmas coisas
que eu
então começo com uma performance desengonçada
e todos veem a minha resistência

é uma resistência que diz: Não, seu discurso é só mais um,
se liga
tem tantos
eu gostaria de contar de alguns dos filósofos
mas quando eu começo a falar parece tudo
tão ridículo
é pq a filosofia necessita de não sei que.....
disposição?
é um treco louco
talvez eu tô precisando diferenciar vivências
de estudar filosofia
mas é impossível.

Eu acho que sempre no fim
era melhor eu estar estudando
ou viver sozinha

essa dinâmica da vida
me cansa
essas performances das pessoas
falando diretamente e indiretamente
falando sem saber o que falam
pq dizem de outras formas
dizem com algumas palavras que parece que pra elas diz uma coisa
mas pra mim eu sinto que elas estão a dizer outra

os jogos de linguagem
eu lembro dos jogos da linguagem

quinta-feira, outubro 22, 2015

Resisting Naturalism- The case of free will- Hugh J. McCann

Não é fácil dizer o que é naturalismo
está na filosofia, está na ciência
o problema é que filósofos não empregam a linguagem da física
se eles são reduzidos a mentalistas
conceitos que não tem nenhuma influência no mundo
que nós conhecemos
certamente filósofos desejam evitar isso
uma positiva tese que
conceitos da ciência física que desejam fundar e serem suficientes
e que tem providenciado conhecimento suficiente para nossa experiência
Eu penso que o naturalismo é um tipo de ortodoxia dentro da filosofia analítica.
mas é um tipo que não chama a adesão universal
uma das questões que impede é o problema da vontade livre
que tem sempre soluções resistentes em termos que concernem ao naturalismo
e continua sendo.
São essencialmente duas razões: amigos do naturalismo nunca encontram soluções
para o problema, e uma indeterminada ou libertária solução viola os dogmas do
naturalismo.
Neste trabalho, eu defendo este caso, e digo apenas um pouco o que isso implica
sobre perspectivas para uma filosofia analítica sem o naturalismo.

Alguma história

Naturalismo como nós conhecemos hoje está enraizado numa revolução científica
e movimentos filosóficos que emergeram atualmente.
Estes tendiam para retratar um universo físico e uma grande contradição mecânica, em que
todos estes lugares estão de acordo com leis deterministas. Isto, é claro, um longo caminho
de nossa concepção de mundo físico, e isto deixa aberto questões em que naturalistas
contemporâneos tem fortes visões. Notoriamente, isto é silenciado em relação do mental
para o físico: sobre se fenômenos físicos são meramente aspectos ou produtos de um mundo
material ou em vez de fazer isto separar realmente, e que possui sua própria eficácia.
A imagem do universo como máquina é muda sobre outras questões, como bem, por exemplo,
sobre a origem do universo, o desenvolvimento da vida, e até certo ponto, o status de valores.
Mas há aqui alguns sujeitos com que a revolução científica fala com equívocos claros,
e o que tem a dizer deixou pouco espaço ou nenhum para a vontade livre.
O maior  desses assuntos foi o que conta como uma explicação adequada. Para a nova ciência,
a explicação de fenômenos físicos são mecanicistas, não teológicos.
Uma boa explicação deveria proceder não em termos de suposições propostas para que coisas
existam, os fins que eles naturalmente procuram, ou de bons comportamentos adquiridos, mas em termos
de diacrônicos relações de causa e efeito.
Coisas em movimento dizem suas causas

terminando sem isso aqui....

Alfred R. Mele - Acting Intentionally: Probing Folk Notions

o que é fazer alguma coisa intencional?
filósofos trabalham nessa questão por vários motivos
para tentar explicar a ação humana, um projeto que é velho como
Platão e Aristóteles
também para discutir a liberdade da ação
se as pessoas são moralmente responsáveis
o senso-comum descreve estas ações
muitas intuições são ancoradas em seus juízos
e digamos que são os que mais acertam
e há boas razões para isso
Joshua Knobe e Bertram Malle
escrevem um paper muito interessante sobre
estudos empíricos em fok concept da ação intencional
 5 questões básicas

1.um desejo para um resultado; 
2.crenças sobre uma ação que leva a esse resultado; 
3.uma intenção de executar a ação; 
4.habilidade para executar a acção;  
5.consciência de cumprir a intenção durante a realização da ação

a pergunta É verdade que executar uma ação intencionalmente requer "um desejo de umaresultado e crenças sobre uma ação que leva a esse resultado "? Considereo seguinte caso. Enquanto está  feliz fazendo algum trabalho de carpintaria em sua oficina,John assobia uma melodia alegre e gosta de seu assobio. Ele é bastante conscientetanto de seu assobio e de estar gostando.  John  está assobiando intencionalmente?

Mele diz que não!
sempre o par crença e desejo direcionam a ação?
Os desejos e crenças influenciam nossas ações intencionais, influenciandoo que pretendemos (p. 108). Se a minha sugestão sobre o caso de John é correta,pode ser que alguns propósitos, não são produzidos por uma combinação de desejoe crença instrumentais, e que de Malle e Knobe o desejo instrumental e as condições de crenças são dispensáveis ​​no caso de ações intencionais queexecutam essas intenções.

Será que executar uma ação intencionalmente exige "uma intenção de executar
a acção"?
 


onde se dá o encontro  entre a intenção e sua racionalização conceitual 

ah fazendo o meu trabalho direto... 

quarta-feira, outubro 21, 2015

Eu tremo,
eu não sei dançar
eu danço igual africana
eu não sou húngara
sou brasileira e vc já viu
foi só rebolar e ver como eu olho
é...
nós somos sensuais e sexuais...
e eu digo que o mais importante:
é o amor verdadeiro.
isso é ridículo, mas eu sei que todos buscam.
hahahaha
frio pra caraleo
e o frio nem começou
uiiii
Nietzsche não é bom, sério...hahahaha
hahahaha

"Amigo − respondeu Zaratustra −
palavra de honra que tudo isso de que
falas não existe, não há demônio nem
inferno. A tua alma ainda há de morrer
mais depressa do que o teu corpo; nada
temas". O homem olhou receoso. "Se
dizes a verdade – respondeu − nada
perco ao perder a vida. Não passo de
uma besta que foi ensinada a dançar a
poder de pancadas e de fome". Nietzsche

ele joga demais, é confuso
primeiro se diz um demônio por ser reconhecido com um
depois fala que não existe
pode ser,
mas perdes muito ao perder a vida
perdes tudo
e besta é tu


"Zaratustra fez hoje uma boa pesca!
Não alcançou um homem, mas um
cadáver!
Coisa para nos preocupar é a vida
humana, e sempre vazia de sentido: um
trovão lhe pode ser fatal! Nietzsche

cadáver é vc, aliás esqueleto agora
vazia foi a sua vida
sim, um trovão pode ser fatal



Quero ensinar aos homens o sentido da
sua existência, que é o Super−homem,
o relâmpago que brota da sombria
nuvem homem.
Estou, porém, longe deles, e o meu
sentido nada diz aos seus sentidos.
Para os homens sou uma coisa
intermediária entre o doido e o cadáver.
Escura é a noite, escuros são os
caminhos de Zaratustra. Vem,
companheiro frio e rígido! Levar−te−ei
ao lugar onde por minha mão te
enterrarei".Nietzsche

olha isso.....a me poupe
olha a pompa do cara

Um raio de luz me atravessa a alma:
não é à multidão que Zaratustra deve
falar, mas a companheiros! Zaratustra
não deve ser pastor e cão de um
rebanho! Nit

hã???

companheiros vivos?
mas tem de segui-lo né Zaratustra?
se te seguem vc se torna o que????????
pastor e cão de um rebanho!
ah me poupe, não vou comentar mais, vou ler essa
coisa.....e resmungar sozinha.
como se não fosse assim, agora
q só tem palavra na rede.
Legal voltar a ler Nietzsche depois de não sei quantos
anos.

não resisto
olha isso

O criador procura companheiros, não
procura cadáveres, rebanhos, nem
crentes; procura colaboradores que
inscrevam valores novos ou tábuas
novas.Nietzsche

criador?????????
meu Deus, agora eu entendo
a piração dele
ele quer ser um deus às avessas
ô meninu revoltado...hahaha
valores mesmo vc não criou né?? sabichão!
destruir é fácil meu caro...
cria, cadê o q criou? o q anunciou? o super-homem?
são só ossos
e uma filosofia destrutiva,
mas a culpa não é sua...
será que vc anunciou um homem-cadáver Nietzsche
eu não posso acreditar nisso
é pesado demais
e esse seu Zaratustra, seu alterego?
é trágicômico
mas não deve ser levado a sério
perdemos sim muitos valores companheiro
mas não somos cadáveres
ainda estamos vivos
não sabemos pra onde vamos
mas sabemos que não podemos nos destruir totalmente
sim! sabemos disso
e não vamos fazê-lo.
restará homens que não serão super
essa vontade de poder
fode com tudo
voltaremos ao amor.
sim, voltaremos ao amor.
ridículo é vc pensar que pode destruir coisas desse nível
eu não sei bem o que são
mas sei o que significam.....

VIDA

A Paula Romero

Después de todo, todo ha sido nada,
a pesar de que un día lo fue todo.
Después de nada, o después de todo
supe que todo no era más que nada.

Grito «¡Todo!», y el eco dice «¡Nada!».
Grito «¡Nada!», y el eco dice «¡Todo!».
Ahora sé que la nada lo era todo,
y todo era ceniza de la nada.

No queda nada de lo que fue nada.
(Era ilusión lo que creía todo
y que, en definitiva, era la nada.)

Qué más da que la nada fuera nada
si más nada será, después de todo,
después de tanto todo para nada.

 
José Hierro

Ámen


No circo cheio de luz
Há tanto que ver!...

«Senhores!»
— Grita o palhaço da entrada,
Todo listrado de cores —
«Entrai, que não custa nada!»
«À saída é que se paga»

(E eu sou aquele palhaço
Com listras!, e estardalhaço,
Chamando público...)

Na arena,
Está toda a companhia.
E o público contracena
Com a arena,
Como a arena com o público,
Agonias de alegria...

Uma bailarina dança.
A bailarina que dança
Já correu França e Aragança
Dançando do mesmo modo
Com todo o seu corpo todo.

Mas sempre, de cada vez,
Seu pés,
Seus voláteis pés,
Tiveram diverso modo
De raptar da mesma forma
Seu corpo todo!

Os seus movimentos de hoje
São, talvez, iguais aos de ontem,
Aos olhos de quem não vê
Que o gesto feito uma vez
Já se não faz como fez.

Ai!, a vida!
E eu que ouvi que a vida é um dia!
Mas acaba e principia
A cada instante do dia...

(E eu também sou bailarino:
Também danço!;
Também não tenho descanso;
Também cá vivo fingindo
Que só vivo repetindo,
Muito embora
Saiba como a toda a hora
Vario e crio,
Ruo e fluo,
Como um rio...)

Na plateia, um homem bêbado
Tem olhos vítreos do vinho.
Seus olhos vítreos
Pegaram-se às pernas ágeis
Da bailarina.
Seu olhar que foi subindo
A foi despindo...
E ali a cara de todos
Aquele bêbado a goza,
Gemendo, arquejando, rindo...

... De tal modo,
Que, súbito, o circo todo
é um grande leito em festa, a receber
O espasmo daquele homem
Que possui essa mulher.

Que mentira e que verdade
Que é a vida!

(E eu sou, também, esse bêbado
Que a força de desejar
Transformou em realidade
O seu desejo.
Na verdade...,
Sim, na verdade, não vejo
Porque me não enganar...)

O acrobata, que belo,
Cinturado de amarelo!
Que belo
Ser acrobata!
Seu corpo é de oiro e de prata,
Com fogo e gelo a correr...
Pendurado do trapézio,
Crucificado no ar,
Causa angústia e faz prazer
Ver esse corpo bailar,
Voar
Entre a vida e a morte...

E é belo ser assim forte,
Ficando assim delicado.

Ora esse alado elegante
Que sorri com tal desplante
Tem, no entanto,
Há já tanto!,
Uma loucura com ele
Que o impele:
Quer subir
Até onde puder ir;
Além do que puder ir;
Mais e mais!
Seus belos saltos mortais
Desenham cada vez mais
Voos cada vez mais trágicos.
Até que ele há-de chegar
À tristíssima vitória
De não ter mais que avançar.

Então...,
Ele há-de, ainda, sorrir.
Ora verão!
E há-de deixar-se cair.

E há-de deixar-se cair,
Do sétimo céu ao chão.

Ai!, a vida!
Poema da Tentação...

(E eu sou aquele acrobata:
Não subi nem me exibi;
Não me tapei de amarelo,
Nem meu corpo é de oiro e prata,
Nem eu sou belo...
Tenho dó de não ser belo!
Mas sou aquele acrobata.)

Ri, palhaço!

O palhaço entrou em cena,
Ri, cabriola, rebola,
Pega fogo à multidão.

Ri, palhaço!

Corpo de borracha e aço,
Rebola como uma bola,
Tem dentro não sei que mola
Que pincha, emperra, uiva, guincha,
Zune, faz rir!

Ri, palhaço!

Ri..., ri de ti para os outros,
Ri dos outros para ti,
Ri de ti para ti... ri!,
Ri dos outros para os outros...,
Ri, arre!, ri, irra!, ri!

Não!, que não!, que eu não lamente
Quem então, mesmo que o tente,
Não deixa de se exprimir
Tão brutalmente.

Palhaço, ri!

Eu não sei ter dó de ti:
Por miserável que seja,
Não se tem dó do que é belo.

(... Porque,
Será preciso dizê-lo?,
Também sou esse palhaço
Feito de borracha
E aço...)

Ai!, a vida!
Que trambolhões na subida,
Que ascenções pela descida...!

Entre os mil espectadores,
Encolhido,
Pequenino,
— Meu menino, ino, ino... —
Sim, fixo aquele menino.

Seus olhos, duas estrelas,
Acesinhos como velas
E maiores
Que os dos mais espectadores,
São de Menino Jesus
Que dá lição aos doutores.

Esses olhos fazem luz
Sobre todo o circo... São
Duas varas de condão.

Eis como, a luz que eles dão,
Tudo, em redor, se enriquece
De outra significação:

Que linda história de fadas
Se não vai desenrolando!,
Com princesas encantadas
Desencantadas,
E jovens reis escalando
Que muralhas invencíveis
Ao ritmo de árias terríveis,
Enquanto um príncipe excêntrico
Engole espadas e chamas,
Vem divertir o seu povo,
Trava prélios
Com dragões,
Gigantes,
Bruxas,
Anões,
—Criações
Dum mundo novo...

Ai!, a vida!
Maravilhosa historieta!

(E eu sou aquele menino:
Sou poeta...)

Mas em frente,
Do outro lado da arena,
Certa cara mascarada
Foca a cena:
Mascarada de silêncio,
De serenidade e enigma.

Bailados e acrobacias,
Amazonas e corcéis,
Músicas, luzes, e cores,
— Não me parecem que existam
Naqueles ouvidos surdos
E naqueles olhos foscos
De lágrimas,
Sangue,
Suores...

Quem é que ali sabe a história
Destes olhos esvaziados.
Dessa testa de sepulcro,
Daqueles lábios selados?

Poque está ali essa máscara,
Sozinha na multidão,
Fechada no seu caixão
De solidão e silêncio?...

E ai, minha mãe e meu pai!,
Todos que me quereis... ai
Que eu sou também, afinal,
Todo esse frio mortal...!

... Porque eu sou tudo!, — afinal.

E, mais do que bailarino,
Clown, acrobata, menino,
Bêbado ou esfinge, sou
A terra,
O chão que eles pisam,
E o pó que sobe e os envolve...
Moro lá em baixo, enterrado,
Muito lá em baixo!, e calado.
Pairo por cima ondulando,
Ando
No ar
Espalhado...

Ai!, a vida!

Que a vida não tem limites,
E quem vive não tem paz,
Menino, por mais que sonhes!,
Por mais que desejes, bêbado!,
Palhaço, por mais que grites!,
Por ais que vás, acrobata!,
Por mais que vás...!

Ai!, a vida!

... Assi, me surge tão bela,
Tão digna de ser vivida,
Sorvida
Até se esgotar,
Que eu sei que é faminto dela
Que me hei-de matar.

 
José Régio