terça-feira, abril 10, 2018

tarde sem estudo. Q absurdo...

O que é a vida?
Eu me pergunto essa tarde
Depois de lavar toda a roupa de cama
E secar ...pela primeira vez na lavanderia..
Que luxo!
Eu me revejo numa tarde sem estudo
Agora tenho as persianas fechadas...
Antes era uma coberta pra impedir a luz entrar
Pela janela
Agora escrevo em cabaninha na cama
Entro ao trabalho e termina o dia
A vida vai passar
Eu mergulhada em minha existência
Vou morrer
O ser-para-a-morte
A angústia. O absurdo
Tudo junto.
Uma alergia que coça a garganta e olhos
Uma vontade de sol....
Um suspiro.
Talvez eu nunca ame
Talvez meu modus operandi é avulso
Não me imagino dividindo minha vida...
Eu lembro que nunca dizia o que se passava comigo
Na escola e vice-versa....ninguém entenderia...
Mas tudo isso faz o que eu sou pra sempre?
Já que hoje me vi como se estivesse na casa da Rua Lazaristas
Sou a mesma?
Essa habituação da própria representação
Da ação e intencionalidade
Eu não gosto mais de fumar e ainda fumo...pq?
Ou já nem o q gosto...
Ao menos já não são caralhos...ou amores platônicos...
Ficou um espaço em branco..e eu preciso criar novos
Significados.
Fudeu.
Eu me sinto incapaz..o que poderia ir além de se reproduzir
Casa e família?
Filosofia?
Amigos?
....filosofia...sim. Filosofia.

terça-feira, abril 03, 2018

Tufão

Chocada
Com o próprio espanto
Sem saber ao certo da vida
É o quê a vida?
E sobre os esquemas representacionais
Que sequestram a racionalidade da minha
Percepção?
Era pra dizer do que as imagens dizem
Me disseram representação
Versus intencionalidade
Eu já nem sei...comparar relacionismo x representacionismo?
A minha vida
E o fundo simbólico?
E a percepção não analítica?
Me perdi
Não sei o tema.
Eu dirijo algo?
Como aquele Taxi Driver de Seoul..uau
Que filme...
Estou sozinha
Já me canso dessa cultura
O que é que tem errado? Eu poderia tentar descrever...mas
O q?
Quais impressões..acabou de passar um vendaval por aqui...
Eu pensei...talvez tudo pudesse ser levado nesse tufão...
Mas agora
Já escuto as gaivotas.

sábado, março 24, 2018

Tema Confissão

acabou de mudar a hora
saímos do horário de inverno
bem-vinda primavera!
renove a minha pele
meu cabelo
minha cara
meu corpo
faça nascer flores
em cada olho meu
eu tenho limões à mesa
não há peixes
aquele que ressona
aquele que joga com o meu desejo
o do casaco bordô casado
pra que tanta moralidade?
que merda
tá dentro aquelas crenças todas
aquela alfabetização moral
a minha cara branca
o meu melasma
aff achei que iria destruir essa porra aqui
esse sérum só piorou
e chove tanto
chove tanto
eu já acostumei com a chuva de repente
em qualquer hora
será que amanhã fará sol?
afinal, é primavera.
e eu nem tenho um tema
é consciência perceptiva?
hábito?
subjetividade?
percepção não conceitual?
intencionalidade X representacionalismo?
relacionismo?
aff
agora era pra ser uma e são duas já...
meu espadal que era de ontem já tá no fim
e a confissão tbm
tô lendo a do Tolstói
eu abro a bíblia Fenomenologia da Percepção todos os
dias pra minha Pica meu Pau meu Ponty, MP
me diga algo
e ele diz tudo junto
é preciso escolher uma coisa...entendeu?
que tal o hábito como formação do estilo
subjetividade?
hein? fala analíticamente Sâmara
Ponty fala analíticamente poético...
bora pra confissão do Tolstói. amanhã a busca pelo tema continua.
Subjetividade experiência de propriedades? hein?

sábado, março 17, 2018

Espada

Eu olho e acho maravilhoso
Eu me assusto
O corpo
Os corpos
E meu cenho
Eu no espelho
Uma ficção? Eu morro de rir com os
Analíticos
Eles são um monte de sensações
Conceitos
Representações
Crenças eles tem muita crenças
Ah a linguagem
Ela se safa tanto
E o olhar?
Ah o olhar é sei lá
Uma perspectiva
Um foco
Uma noção espaço temporal
São sobretudo neurônios e muita lógica
Pode ser a modal
Os mundos possíveis
Superveniência
Emergentismo
Reducionismo
Ai que frio.
Amanhã tá se bem arrumar o quarto.
Poix
Bebe o espadal
E aquele olhar?
Meu Deus..aquele olhar
Aquela taça de Aveledo
Eu agarrado nele
Eu todo vinho
Eu querendo
Encrenca
Ou é só o corpo mesmo...
A olheira aff..
Tava vermelho seu olhar
No fim na mesa sozinho
Se apagam as luzes
É hora de fechar o mercado
E vc me assusta
Não se pode fazer essas coisas
Achas pq sou brasileira...podes perguntar se estou a fugir do teu olhar?
Nem penses...
Vá cuidar da sua vida.

MP

A cara no espelho tah mais magra
A gordura dos quadris e pernas diminuem
O reto femural cresce
O cor jah nao eh tao laranja na cabeleira
Melhora a cada dia
Nao sei mais o que querer saber da percepção
Parece que sempre que tô com a fenomenologia na mão MP me fala tudo
Ele sabe me dizer
E a síntese? É feita a cada momento
É espacial. É subpessoal
E a crença representação proposição
Disposição o caralho
Intencionalidade sempre representacional?
Aff
Por que não vão direto ao cerne e descrevem a experiência?
Não substituir a significação do mundo
Pelo mundo. Minha Pica das Galáxias.MP
Me diz um tema...tá ali.

quarta-feira, janeiro 17, 2018

MP

Fui atrás de ti
a ver sua cara numa tumba
a te ver herói "philosophe"
te perdi entre tanto cimento
misturado com folha, humus,
lodo,
ferrugem
tempo, vento
nada
...
o por do sol
entre cruzes num horizonte qualquer
de Paris
Merleau-Ponty
nem te vi
me perseguias, eu pensava que podia
pisar sobre seu corpo a qualquer momento
pisava lento as folhas todas e verde do tempo, da vida
morrida, viva
talvez passei por ti
nem acenaste nem nada...
 indiferente, morto
93 seção 52...
vivo..

"Na atitude natural, não tenho percepções, não ponho este
objeto ao lado deste outro objeto e suas relações objetivas,
tenho um fluxo de experiências que se implicam e se explicam
umas às outras tanto no simultâneo quanto na sucessão.
Paris não é para mim um objeto com mil facetas, uma soma
de percepções, nem tampouco a lei de todas essas percepções.
Assim como um ser manifesta a mesma essência afetiva nos
gestos de sua mão, em seu andar e em sua voz, cada percepção
expressa em minha viagem através de Paris — os cafés,
os rostos das pessoas, os choupos dos cais, as curvas do Sena
— é recortada no ser total de Paris, não faz senão confirmar
um certo estilo ou um certo sentido de Paris. E, quando ali
cheguei pela primeira vez, as primeiras ruas que vi à saída
da estação foram, como as primeiras falas de um desconhecido,
as manifestações de uma essência ainda ambígua, mas
já incomparável. Nós não percebemos quase nenhum objeto,
assim como não vemos os olhos de um rosto familiar, mas
seu olhar e sua expressão. Existe ali um sentido latente, difuso
através da paisagem ou da cidade, que reconhecemos em
uma evidência específica sem precisar defini-lo. Apenas as percepções
ambíguas emergem como atos expressos, quer dizer,
apenas aquelas percepções às quais nós mesmos damos um
sentido pela atitude que assumimos ou que correspondem a questões
que nós nos colocamos. Elas não podem servir para
a análise do campo perceptivo, já que são antecipadamente
retiradas dele, já que o pressupõem e que nós as obtemos justamente
utilizando as montagens que adquirimos na freqüentação
do mundo. Uma primeira percepção sem nenhum fundo
é inconcebível. Toda percepção supõe um certo passado
do sujeito que percebe, e a função abstrata de percepção, enquanto
encontro de objetos, implica um ato mais secreto pelo
qual elaboramos nosso ambiente."

Enquanto atravesso a praça da Concórdia
e me acredito inteiramente tomado por Paris, posso
deter meus olhos em uma pedra do muro do jardim das Tuileries, a Concórdia desaparece e só existe esta pedra sem história;
posso ainda perder meu olhar nessa superfície granulosa
e amarelada, e não existe mais nem mesmo pedra, só
resta um jogo de luz em uma matéria indefinida. Minha percepção
total não é feita dessas percepções analíticas, mas ela
sempre pode dissolver-se nelas, e meu corpo, que por meus habitas assegura minha inserção no mundo humano, justamente
só o faz projetando-me primeiramente em um mundo natural
que sempre transparece sob o outro, assim como a tela
sob o quadro, e lhe dá um ar de fragilidade. Mesmo se existe
uma percepção daquilo que é desejado pelo desejo, amado
pelo amor, odiado pelo ódio, ela sempre se forma em torno
de um núcleo sensível, por mais exíguo que ele seja, e é no
sensível que ela encontra sua verificação e sua plenitude. Dissemos
que o espaço é existencial; poderíamos dizer da mesma
maneira que a existência é espacial, quer dizer, que por
uma necessidade interior ela se abre a um "fora", a tal ponto
que se pode falar de um espaço mental e de um "mundo
das significações e dos objetos de pensamento que nelas se
constituem"


"é na experiência do mundo que todas as nossas operações lógicas de significação comum
a todas as nossas experiências, que leríamos através delas, uma idéia que viria a animar a matéria do conhecimento. Não temos uma série de perfis do mundo, dos quais uma consciência em nós operaria a ligação. Sem dúvida o mundo se perfila, espacialmente em primeiro lugar: só vejo o lado sul da avenida, se eu atravessasse a rua veria seu lado norte; só vejo Paris, o campo que acabo de deixar caiu em uma espécie de vida latente; mais profundamente, os perfis espaciais são também temporais: um alhures é sempre algo que se viu ou que se poderia ver; e, mesmo se o percebo como simultâneo ao presente, é porque ele faz parte da mesma onda de duração."

Con ojos abertos

Foi selado
com sangue
num beijo
toda a frieza cerrada
de olhos fechados
pra serem abertos
sentados ou caminhando juntos
ali a tocar, beijar, esbarrar, escorar
comer, falar, rir, abraçar
foi-se janeiro em Paris
contigo
a começar contente de forma abismal
espantosamente sombria
maravilhosamente sombria
iluminada
under the dance of moon
a digerir tudo que se passou
sob sua luz negra e amarela
Je suis perdu
royalty
en ti
a fazer com que Espanca
me espanque
em cada seio
e em cada soneto amoroso
volver me a ti
sem receio a mirar Paris
con ojos bien abertos en ti.


domingo, janeiro 07, 2018

Eu era um esqueleto de alumínio
Na última meditação
Perdi-me sem saber

sexta-feira, janeiro 05, 2018

I want to see you
I want give you
un poco de mi
estar contigo
hablar de tonterias de la vida
de cosas importantes para nosotros
no es solo "yo te amo"
és un tipo de "yo te amo" distinto.....
de los demas
y que al paso
yo no preciso confiar en ti
solo en mi.
És todo en algun sítio latino
a cerca de algun jardin
en carne y huesso
analíticamente juntos.
Joder, solo estamos libres
y tu me proporcionas algo así
és perfecto estar libre contigo.
No me importa todo el resto
solo el instante que estamos juntos.

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Comme une folle

A querer llenar mis taças
De gozo
A poner mi cabeleira rubia
A poner mis dedos rojos
A contar lunares
Con mi boca roja
A beber unas verdades y mentiras
De una sola vez
Hey
we're chained
tu con estos pies
tu con estos pechos
con esta boca seca
con esto corpo que me 
intento ...aaa....ya no sé mas
sé de algo....
con estos ojos mas abiertos
yes, a song 
we're chained
and Im go out tonight
sin ti
por que vivo
vivo
com tu.
About how many ships we have it?
ninguna canción pop grudará en nós...
saíremos ilesos
como fazíamos
hein?
heaven
its go to heaven
in my dreams
estupidezes
diversas vezes
in my heart
everything is gone be...
eu só preciso abrir os braços
e a boca
pra fechá-los em ti
hey no hay tormentos
o huesos brilhantes sob la luna
we're chained
merd
c'est la vie, la crém de la crém..hein?
dacord
comportaremos de modo punk
usually
comportaremos como amantes
inventaremos qualquer coisa óbvia
de amantes analíticos
que desconfiam até de ovos mexidos pela manhã
isso deve lhe sair caro....
fuderemos toda a noite uhhh
fodassss
meu coração puto de tanta sensação vai 
esquecer das ilusões e as possíveis descrições
mentais
se ele pudesse pensar, já sabem, não pode
depois de você tirar esses coturnos novos
pra ir com teus pés de Rei de Francia
a roçar a cada manhã em mim
merd. Pa pa pa pa pa 
passionamént....
le pas..le pas
passe passe
paspas passe paspaspasse passe passe il passe il pas pas



vos passes passions vos pas vos vos pas dévo dévorants ne do ne dominez pas vos rats pas vos rats ne do dévorants ne do ne dominez pas vos rats vos rations vos rats rations ne ne ne dominez pas vos passions rations vos ne dominez pas vos ne vos ne do do minez minez vos nations ni mais do minez ne do ne mi pas pas vos rats vos passionnantes rations de rats de pas

émerger aimer je je j'aime émer émerger é é pas passi passi éééé ém éme émersion passion passionné é je

je t'ai je t'aime je t'aime passe passio ô passio passio ô ma gr ma gra cra crachez sur les rations ma grande ma gra ma té ma té ma gra ma grande ma té ma terrible passion passionnée je t'ai je terri terrible passio je

je t'aime passio passionnément  
profiter  jouisse  fleuves rios 

qu'il est bon ou très bon
comme une folle.

sábado, novembro 25, 2017

Efficacy of desire

não se passa nada
prazer desinteressado porra nenhuma
imaginação?
onde?
quem?
passarinhos a cantar uma da manhã?
Minhas mãos
elas poderiam deslizar
poderiam afagar tua cara
poderiam ir até seu peito
e fazê-lo tombar
pra eu ir dentro de ti
sim, conteúdo meu seria
te beijar
eu só tenho imaginação pra
te sugar
eu sou um fingidor
que finge o desejo que deveras sente
eu imito esses versos do Pessoa
sem ser poeta
afinal, é muita pretensão
querer poesia do desejo
vai imita a Hilda...
falta o Túlio...não há ato irreparável
algum
aquelas montanhas sombrias
tocam algum hino noturno
eu sei lá o que poderia imaginar?
tem musos por aqui perto?
hein?
Davidson muso, vem pra mim...
vem...
vem com esse olhar infantil
e velho ao mesmo tempo
faz eu ver o que tu querias dizer....
merda, cita Hume...
não há indução ...
existe alguma lei causal caralho?
hahahaha
mete o caralho...isso
Melden...
hein?
Melden...
ah movimentos corporais
tem causas...
sim, caralho! hahaha
mas as causas não são as causas das ações?

DAvidson diz: você está errado, simplesmente por pensar assim:

This is, I think, a contradiction. He is led to it by the following sort of consideration: 'It is futile to attempt to explain conduct through the causal efficacy of desire—all that can explain is further happenings, not actions performed by agents. The agent confronting the causal nexus in which such happenings occur is a helpless victim of all that occurs in and to him' (128, 129).


o fdp termina assim sem mais nem menos...

Unless I am mistaken, this argument, if it were valid, would show that actions cannot have causes at all. I shall not point out the obvious difficulties in removing actions from the realm of causality entirely. But perhaps it is worth trying to uncover the source of the trouble. Why on earth should a cause turn an action into a mere happening and a person into a helpless victim? Is it because we tend to assume, at least in the arena of action, that a cause demands a causer, agency an agent? So we press the question; if my action is caused, what caused it? If I did, then there is the absurdity of infinite regress; if I did not, I am a victim. But of course the alternatives are not exhaustive. Some causes have no agents. Among these agentless causes are the states and changes of state in persons which, because they are reasons as well as causes, constitute certain events free and intentional actions.

ok.
love. hahaha


sexta-feira, novembro 24, 2017

Último Soneto

Que rosas fugitivas foste ali!
Requeriam-te os tapetes, e vieste...
--- Se me dói hoje o bem que me fizeste,
É justo, porque muito te devi.

Em que seda de afagos me envolvi
Quando entraste, nas tardes que apareceste!
Como fui de percal quando me deste
Tua boca a beijar, que remordi...

Pensei que fosse o meu o teu cansaço ---
Que seria entre nós um longo abraço
O tédio que, tão esbelta, te curvava...

E fugiste... Que importa? Se deixaste
A lembrança violeta que animaste,
Onde a minha saudade a Cor se trava?...

                      Mário de Sá-Carneiro

quinta-feira, novembro 23, 2017

Solipsista sonolenta sem estrofe ideal

Como esvaziar de mim?
se estou somente a me encher?
cheia de quê?
do todo em mim
de imagens
de sentimentos
de vontades
de música
de Expadalll
nem tanto..
como dizer-te poesia
sem pecar na fala
as razões ditas
os motivos escolhidos
as ações Sâmara...
as ações...
quais ações?
todas de todos os dias
o hábito?
qual?
Hábito de quê?
eu sinto igual?
eu faço o mesmo caminho todos os dias?
eu penso cigano..
eu  penso montanha
eu  penso açúcar
todo lustroso
eu não preciso me repetir...
eu repito...
o meio riso fixado na cara
as sobrancelhas arqueadas
o cigarro
eu não preciso me repetir
há um tambor no meu peito
e um franzir a testa
um último pensamento.
eu queria dizer o primordial
escolher as melhores razões sentimentais
dos desejos
das crenças
eu queria razões ou ações?
 o que importa?
o gole primordial?
Eu quero Cinismos
Cesário Verde
a vida, o gozo..
o choro, a risada
eu hei de lhe falar......
se soubesse estabelecer
relações causais razoáveis...
a estrofe ideal.
Todos os passos na areia
devem ser levados pelo vento da noite.
não há cárceres
há imaginação
cabelos e lombar
sangues nas veias
na noite cismada
um rosto
você do outro lado
olhando os outros, como eu
não! eu olhei pra ti..
é perigoso contemplar sua seriedade
seu sorriso
não é nada disto!

...

eu nem sei de suas mãos
esculpe-me nelas..

não!

polindo a minha pele
tornando-me intelígivel
no teu desejo

não cintila nada em tua imagem
é tudo magreza em ti
Q mentira!
Não vês como queres?
não vi arte alguma
o que foi que vi?

Meu Deus!
eu não vi exatamente nada
eu fechava os olhos e te beijava
eu precisava fugir
eu fui até a lombar

meu Deus, não foi nada!
imagina Sâmara,
suspeita
de gozo
espreita o gozo
sonha o gozo
goza..
ha-ha

goza, apenas
o inverno bate à porta!

goza no peito,
goza na boca,

Não sejas tão exigente...
a pensar sentimentos
pensar gozos...
gozando dentro do peito
transparecendo nesse meio sorriso na cara
que soberba!
Solipsista em todos os sentidos...aff
que tenta fundar na imaginação
sua lei
explicativa da relação causal..

para...descansa. Amanhã inventa de novo.
Inventa o desejo? Hein?
abre os olhos.




quarta-feira, novembro 22, 2017

Rastros

Palpitações
Sem desalento
Atento
Mas sem saber
Sempre
O melhor
O meu prazer
Um frio do caraça
Por que já não é do caralho
Davidson
Tá morto
Eu querer cigano
Querer London
Querer chuva
Querer aquecer
Podia ser qualquer stand up comedy?
Poderia ser NY?
Poderia ser Bourdeax?
Eu no Porto
Quero tanto
Ouço os sem-sono..
Sem artigo
Sem libro
Sem amor
Andando nos tacos soltos...
Trocaram a bandeira
Agora há uma limpa e nova
Ao vento
Que não se debate presa ao mastro
A geladeira cheia de sushi
São 3 e eu somente trabalhei.
Work
Work
Antes era mundo da lua e eu queria
Mundo dos homens
Agora é mundo dos homens (zombie sexy) e eu quero
Sofia..lua...
Bem..no Porto.
My mood?
I can..can..change..

segunda-feira, novembro 13, 2017

Ser..ente..serpente

Sonha serpente...arrasta-se volumosa
E contorcendo move-se com leveza
Sinuosa
E brilhante verde
Ergue-se com os olhos abertos
Olha ereta
Freud explica..

Cachorra

Eu era um cão sorridente
Apenas
No sonho
A minha consciência era
Debater com as orelhas e sorrir
Fatigante
Com um sorriso
Ofegante e aberto
Querendo algo...
Sem saber sorrindo...
Hei olha eu sorrindo pra ti
Eu sinto e sorrio
E nem sei se peço algo
Algo eu quero hahahaha
Ok dormes...sonha águia, peixe...
Uma montanha vermelha
Sonha Sâmara

Dei vi sommm omm

Que tesão transar contigo
Davidson... Hahaha
Me deixou pensando em ti..uau!
Dá pra dormir tranquila agora hahaha
Sofrer para gozar contigo hahaha
Aff faz assim
Ok
Será assim.

sábado, novembro 11, 2017

Colapsé

Há não me digam vem por aqui

eu não quero caminhos prontos
eu não escuto o que dizem
eu penso nuns cabelos
como uns colapsos do real durante o dia

entre caldos verde e papas de serrabulho
que eu nunca vou experimentar
Expadallllll

ok
não tenho poesia
action, reasons and causes

não há montanhas
sim, sim, sim
ok, ok, ok..ok...
"ok"
mercado e presuntos

Bom Sucesso...
legalize...

aquele vapor da máquina de lavar louças
que eu odeio
a minha pele da cara

abstinência
colapso

não franze o cenho Sâmara
que horas vai descansar?
umas seis, sete horas? ahahahaha

acordar ao meio-dia...uma hora da tarde
almoçar e recomeçar

Actions, reasons and causes
a relação causal é convencional...
quais são as razões primárias?

diz, Sâmara
repete pra si...
todos os dias....
se convença que tens uma identidade pessoal blá blá blá

não dá pra poesifilar?

esse eu que segue
que quer carreira, se sustentar, caralho...
sim, caralho, importante questão....

Ó musa do Caralho..
cadê você, sua linda
aparece cigano pra mim...hahahaha

que merda
você quer se aquecer....
você pensa que faz filosofia, que é filósofa
O caralhooo

tá, você até cochila agora na aula do Tunhas
quem foi que chorou de saudade da Filosofia???
afinal, agora é saudade
quem foi?

Caralhoooo
respira
suspira
olha sua cara
essa olheira
vai servir um pratinho de orelha, caralhoooo
Alheira...o caralho ..sim! De novo!

tás a ver? o mais propenso caralho..
Musa o Caralho..

Já não tens mais imaginação,
lógica transcendental...o caralho de novo...hahahaha

dorme, Sâmara.

sexta-feira, novembro 03, 2017

The light of the moon

há começos hoje...
há início de coisas aqui dentro
eu sinto, eu escrevo
eu não quero pensar em fins
Gravuras da sua figura
que eu remonto

Eros
veio me ver
esta noite.
Já foste embora
com a chuva da manhã
aguaceiros que limpam
meus olhos para ver
o quanto embaçados
se encontram meus sentimentos

Não importa
a imaginação, argumentação
razões, justificações...
Friday, I'm in love.




Tempestade

Os trovões dizem que eu não poderia
Querer-te
Falam-me
Somos estranhos..será mesmo?