quinta-feira, julho 19, 2007

Parvoíce

Olha hoje eu vi que quase todos nas ruas leêm o popular, sangrento "Super Notícias".

As notícias são verdadeiramente "Super, hiper, mega, power" trágicas e sangrentas.

Eu lendo Schopenhauer, Kant como uma louca,

sem nenhuma paridade com a minha volta.

Leio, leio, penso, penso...

faço o que não quero, vivo num mundo que me é estranho, e as metafísicas e ensaios...cansam...metafísica dos costumes, do amor, da morte, do sofrimento do mundo...

Já não sei mais, estou perdida em meio a tantas idéias enquanto as minhas borbulham, exalam por meus poros

e não há quem as ouça.

Os meus conflitos gritam tão mais alto que os outros e, não sei definir qual angústia é maior, de saber tantas e não saber o que sou.

É um mundo fantástico que criei, nos meus quartos em desordem rogando afeto;

em meio às traças dos livros.

Enfumaçada em pensamentos que tentam compreender e curar as feridas que eu mesma faço, punindo-me na insistência de pedir sacrifícios ou demonstrações de apego.

O que adianta ter a razão pra entender representações do outro se ainda não reconheço as minhas.

Não me digas que foi usado, experimentado; o bel prazer foi para ambos.

E não diga que contigo é diferente, afinal o que é diferente?

Agora já sabes, o palco já foi montado, o jogo começou, eu sei...

Ficou comovido e excitado com minha parvoíce...no pasa nada!

Sâmara Araújo

quarta-feira, julho 18, 2007

Baboseiras...

Café bem doce, com muito doce aliás...
Até que enfim, finalizando as atividades laborais.
E é só isso que se passa, um affair aqui outro ali,
que só faz bem pro meu ego encolhido.
E eu ainda lembro daquele sorriso,
o pior de tudo é que eu sei que não é tudo isso
que eu penso.
Cansa-me toda essa tortura inútil, em função de realizações
que não são minhas...e se fosse fácil eu não ia querer...
eu já nem queria, mas como é triste ficar na estação se não foi
você que disse adeus.
E se o amor não prevalece, o que é que fica?
Não é necessário sacrifícios, o sentido da vida para essa nossa
razão inquieta é compor dramas dos quais o conteúdo patético tem
a sua mola tão somente na falta de sentido.
E por mais amarga, breve e incerta que a vida possa ser, o conhecimento,
está bem longe de ser a causa do apego à vida, que revela pouco valor.
Ah...quantas declamações eu poderia imaginar, o que é incontestável é o fato
de que após o intermédio momentâneo de uma existência "efêmera",
o espírito do homem elevado e com excelentes pensamentos e idéias,
esse espírito capaz de abarcar o mundo, pleno de tão nobres e lúcidos
projetos, também descem para o túmulo!
ah chega!

terça-feira, julho 17, 2007

Mal humor...

que porcaria de tarde que não passa,
eu enjaulada entre a repulsa e o desejo,
entre o tédio das obrigações
e o necessário.
A vida sempre foi tão intensa, parece que agora
os momentos são tão rotineiros...
Eu sempre esperando que algo extraordinário aconteça,
e o novo já nasce velho.
A minha lassidão aparente vence o cotidiano sem maiores
desejos.
Eu te amo,
mas bem longe de mim, e a vida assim segue.
Como se sempre eu me completasse com o outro...
que ridículo, dependência que vai exaurindo
as minhas forças.
E como a Sibéria me cansa, óh cielos!
onde vou conseguir forças para salvar a mim?
Salvar de que?
salvar-me da falta de entusiasmo com a mesmice,
com o trabalho cotidiano.
Se pudesse viajaria, viajaria, mas como?
como viver de novo a mesma coisa?
eu não posso...eu não devo...
eu não quero nada...
ah como sempre eu só quero
amar,
patéticamente como sempre.
Ai que dor no pescoço da p...

sexta-feira, julho 13, 2007

White flag

I know you think that I shouldn't still love you,
I'll tell you that.But if I didn't say it, well I'd still have felt it
where's the sense in that?
I promise I'm not trying to make your life harder
Or return to where we were
But I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will beI know I left too much mess and
destruction to come back again
And I caused nothing but trouble
I understand if you can't talk to me again
And if you live by the rules of "it's over"
then I'm sure that makes sense
But I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be
And when we meet
Which I'm sure we will
All that was thenWill be there still
I'll let it passAnd hold my tongue
And you will thinkThat I've moved on....
I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be
I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be
I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

Dido

quinta-feira, julho 12, 2007

O presente

HOJE acordei sem despertar,
e a rotina "plausível" caiu sobre mim.
Lendo "Da morte" de Schopenhauer,
voltei a mim,
com a percepção da minha existência
e consciência de não mais perder-me no outro.
Dar forma ao verbo transitivo
do latim transformare.
Principalmente com toda a profundidade
que em mim faz-se necessária.
O tempo é fugaz, passa, passa, passa...
Como será o amanhã?
O processo se desenvolve;
bom, eu espero que seja evolutivo.
E a minha narrativa,
_pronome possessivo
pertence a mim.
Viver o presente, olhar o passado
para enfim, num futuro próximo,
continuar vivendo o presente.
Olhar pra si e perceber-se clareando
os pensamentos,
com a minha máxima influenciada
pela leitura matinal
dita por jovens hegelianos,
conduzindo à fórmula final:
Edite, bibite, post mortem nulla voluptas.
E por mais que possa levar a uma bestialidade
materialista,
criticada por Schopenhauer, faz com que minhas
inclinações tornem-se não somente racionais,
que nada mais é, minha vontade,
meu desejo de realização racionalizada por mim.
E as inclinações, essas tais inclinações...
Eu estou procurando...como defini-las, todos os dias...
logo, eu as encontrarei, com muito prazer.
Passar o olho sobre a minha história,
coisas boas acontecem sempre, se é bom ou ruim,
só o futuro dirá;
descobrir-se mais forte
quando a vida o surpreende.

S.A

quarta-feira, julho 11, 2007

Hola, Afrodite!

No meu seio que delira,
ais da paixão inesperada,
beijos que ardem,
para fazer-me esquecer as santas ilusões
que eu vivia.
Não poderia acreditar que melhor existia,
trazendo aprazimento num gozo
que nem a noite se via.
Cielos, luego tu me quieres?
Consonância vulgar,
volúpia...em teus braços febris,
receber teu corpo.
Com particular influxo
movendo minha'lma.
Ler em teus olhos,
e satisfazer-me,
Ai, Jesus!
é só para o meu bel prazer.

S.A

"Vós, sábios de elevada e profunda ciência,
Vós que meditais e que sabeis,
Quando, onde e como tudo se une:
Por que todo esse amor e essas carícias?
Vós, grandes sábios, dizei-me!
Revelai-me o que sinto,
Revelai-me onde, como, quando
E por que tais coisas me sucederam."

Bürger

segunda-feira, julho 09, 2007

AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno;
o amor não é invejoso;
o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha;
mas havendo profecias, serão aniquiladas;
havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

1 Coríntios

sexta-feira, julho 06, 2007

Sensações do tempo

Como poderia tentar definir
a sonoridade que soou e que eu não reconheci...
Sim, era linda, melodiosa e harmônica.
Ouvi-la e não reconhecê-la...
prontamente apreciá-la?
Perceber que o estranho,
inexistente em minha memória,
seja poética, musical...seja qual for...
pode ser ainda mais belo e singular.
Extraordinário e desconhecido,
e eu ainda não sei qual é a vibração
que produziu essa sensação
e que fez-me compreender o tempo
que há de vir.

quinta-feira, julho 05, 2007

Eu sei que vou amar
Por toda minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que a ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda minha vida ......

Inclinações

Na sensatez da manhã
no silêncio concentrado e suave de todos
pelas ruas despertando para mais um tempo...
Um tempo dividido, sempre novo e velho.
As minhas inclinações para a razão e entedimento
das minhas inclinações...a minha máxima é mínima.
E nem sempre o que prevalece não é vontade,
não é razão, não é nada.
O que é?
É meu dever moral buscar a felicidade,
satisfação pessoal...buscar o que?
o que pra mim é felicidade?
"Felicidade foi-se embora e a saudade no meu peito ainda mora"!
ops...firma o corpo...
As minhas inclinações...
Essas tais inclinações, vontade...

terça-feira, julho 03, 2007

Hoje

O dia começou,
e este é novo, depois do ontem...
que pra mim há pouca diferença,
da dor que ficou pra hoje.
Na rotina que mata-me e não há
remédio pra alma...
Como a noite é mais agradável...
Noturna e melancólica.
Ah! o dia tá lindo!
Está! e não vejo a hora que ele acabe...
E que a claridade loira do luar possa
fazer-me companhia
na despedida de mais um dia,
mais um dia feliz...larari...lalalá...larri...lalalá...
hahaha

segunda-feira, julho 02, 2007

eu pós fim

É a última vez que tento escrever algo
que interessa...que interesse a mim, ora!
Chega de sabotar, a esfera continua
não há obstáculos reais...
é simplesmente ridículo e,
ignoraria-me se pudesse,
se soubesse,
se não fosse previsível tanta tolice.
Já cansei em tentar definir-me....pós....alguém...
tá chato...
Tive um sonho interessante já vai dizer muito,
estava
em um cordilheira linda
e não poderia
perder o crepúsculo...
pedi o carro pra mamãe...ela não me emprestou...
quis esperar um amor...ele não apareceu,
tentei fazer que subisse alguém comigo, não havia tempo...
0 sol já ia se pôr...
Quando vi já estava muito atrasada
se não chegasse ao topo bem
rápido perderia...
Fui correndo, quando cheguei fiquei contente, pude ver sua forma final
e o rastro de luz por detras da montanha,
fiquei tão extasiada, contentamento...
olhei pra trás e não havia ninguém,
a melancolia de um crepúsculo lindo
que se viu até o fim,
essa sou eu depois do fim.

sábado, junho 30, 2007

eu pós fim -continuação

Eu não sei o que sou eu após o fim...
não me peça tarefas difícieis Amanda,
como podes pedir o que sou depois do fim
se eu nem sei quem sou...
depois do fim, ensinaram-me que deve vir
um começo...sim! foi isso que falaram....
mas com a lua cheia, com a melancolia habitual,
com o meu fatídico transtorno bipolar...
que eu mesma caracterizei, vai lá...é melhor falar que
eu tenho é isso aí...
Com a luz da lua cheia no meu quarto por estas noites
entendi que é término de muitas das minhas
expectativas...que foram, partiram.
Eram duvidas e esperanças que envolviam algumas
de minhas crenças pessoais, postas a luz da realidade
pela dinâmica de todos os eventos...
Eu,
como sempre me expressei mal,
ou certos condicionamentos limitaram a minha compreensão...
A história termina no mesmo fluxo que iniciou,
Es muss sein...
Es muss sein...

sexta-feira, junho 29, 2007

eu pós fim

Eu pós fim, término de mim....



Porque me perco no outro,



e demora é a tardança de quem se



espera



O que sou sem o outro ser?



Sou pura melancolia num martelo pensamento



de um amor a agulhadas que insistem a perturbar



num rio de lamúrias...


Eu não estou me suportando, eu não sei o que realmente ficou depois do fim...



Ficou um ser vivente, uma depressiva sem amor próprio, quase louca de vez....



O que pode ficar é a possibilidade do novo, o que é óbvio...

terça-feira, junho 26, 2007

Testamento

Minha boca já pronunciou o que era necessário,
não preciso dizer-lhe mais nada.
Sei que é uma tarefa que exige uma sinceridade
sem orgulho.
Não lhe pedi nada, além de amor.
Mas amor não convém nesse momento.
Não posso dar nada que eu não tenho,
coragem, esperança, sonhos...
Eu pensei que tivesse amor, e até acho que tenho.
O amor bem sucedido interessa a quem?
o amor interessa tanto?
ah....amor...
aceitar o que é impossível deixar de acontecer...
o amor tem que morrer!

Escárnio perfumado

Quando no enleio
De receber umas notícias tuas,
Vou-me ao correio,
Que é lá no fim da mais cruel das ruas,

Vendo tão fartas,
D'uma fartura que ninguém colige,
As mãos dos outros, de jornais e cartas
E as minhas, nuas - isso dói, me aflige...

E em tom de mofa,
Julgo que tudo me escarnece, apoda,
Ri, me apostrofa,

Pois fico só e cabisbaixo, inerme,
A noite andar-me na cabeça, em roda,
Mais humilhado que um mendigo, um verme...

Cruz e Souza

segunda-feira, junho 25, 2007

então tá...

é,..
não tá fazendo efeito...
não tá fazendo...
ah tá um mês...isso tudo?
falar o que?
pode parecer, falar o que?
ansíoliticos....demais....
excessooioooooiooo...
fui lá no Topo do mundo...vi o pôr-do-sol....
tava bonito, quando chegou a noite...o céu todo estrelado...
é bom estar mas eu não estava.
ah não eu já voooooeeeeiii...
pois é...ah tá valorizar o passe....aff
ah surda....é sou mesmo...
que, que, que???
então tá.

domingo, junho 24, 2007

Não podes morrer

Caindo no abismo de uma manhã qualquer de domingo,
fresca, pálida, insípida.
há alguns dias que caio no abismo dentro de mim...
e pertubações, à mim que somente sei que perdi.
Porque com a distância, com a manhã de domingo,
e sem É VOCÊ! sem sentido nenhum mais nessa hora.
Esforço-me para entender o caos absoluto dentro de mim.
A volta da insônia melancólica, numa ansiedade tamanho sem-fim,
o medo de se afastar e partir...
E treme em mim tudo que espero sem chegar, por causa daquela criatura
adoece meu pensamento num caloroso chamamento.
Não podes morrer o meu querer-te.

sexta-feira, junho 08, 2007

Sra Efemeridade

De volta a narrativa fugaz,
de versinhos em versinhos...
em idas e findas,
poder novamente sentir a pulsação...
e respirar, e respirar.
Eu, agora em mim, encontrar-me sem saber
com o que...
na busca da certeza de não mais
estar perdida dentro do outro...
ah...como perco-me!
e como dói voltar em si...
somente em si.
"todas as alegrias e todos os divertimentos
se esgotam na repetição" - Milan Kundera...
Holá Sra Efemeridade!!

quarta-feira, junho 06, 2007

Dispepsia

É impossível acompanhar meu rasto tortuoso.
Se eu pudesse,
se ao menos soubesse lhe faria feliz.
Mas como dizes entre rochedos e espinhos
mais fácil é cansar os olhos e os sentidos...
sinto-me esgotada, meu coração despedaçou-se.
Engoliu um sapo bem gordo, de uma só vez
e sem olhar.
É remédio soberbo para a minha dispepsia.
Já não queres beber em copos muito cheios
donde deixam cair muito vinho...
Vede a criança, derramando a sua volta
desamparada, encolhendo os dedos dos pés!
Chora, não sabe fazer nada senão chorar.
Não podes ser seu próprio intérprete...és uma criança!
Tu que és adulto e não derramas, segue teu caminho e
encontra teu gosto.
Será algum dia capaz de ficar em pé e caminhar?
Coragem! esta é a glória que aspiras...
Podereis ver essa criança dançar!

sábado, janeiro 13, 2007

Eu sei de mim

Alto lá...
você pode até pensar em ter o direito de se dirigir
a mim dessa forma,
eu sei, você é uma mulher realizada,
bem resolvida e ainda com um amor...
trabalhando no seu orgulhoso meio-horário...
Um arco-íris depois da tempestade,
que coisa mais linda!!!
Quanto amor pra dar não é mesmo?
O amargo é bem vindo ao resto...
Não agora, o ninho sou eu que faço.
Bom, os laços e nós posso escolher,
e vínculos morais não são o suficiente.
Não venha somente cobrar o que eu possa ser...
O que de fato foi você que sempre quis.
Não lhe peço nada,
poderia ser um pouco de amor,
quem sabe?
Aquele amor fraternal e materno que tantos falam.
Auto-comiseração?
ah...tudo bem, eu fico na "minha casa" e
inúltimente olho pro óleo de peixe
e eu já sei dizer do que preciso...
Portanto não venha exigir canudo
se não me dá nem um puto.
Nessa rima rídicula eu termino,
nessa angústia de pequenas coisas...
Escutando enxovalhos calada,
já bastam todas minhas próprias
cobranças de sucesso,
de um fim com sucesso.
Eu não entendo teu escárnio,
como você não me entende...
Mas agora pouco importa,
portanto acalme-se e somente
cuide-se...
Eu sei de mim.
Não preocupe-se, daqui a pouco
eu ligo pra perguntar sobre o que fazer no cabelo...
e logo vai saber que tudo continua bem,
ou simplesmente como é...

SOMETHING

IN THE WAY SHE MOVES
ATTRACTS ME LIKE NO OTHER LOVER
SOMETHING IN THE WAY SHE WOOS ME

I DON´T WANT TO LEAVE HER NOW
YOU KNOW I BELIEVE AND HOW

SOMEWHERE IN HER SMILE SHE KNOWS
THAT I DON´T NEED NO OTHER LOVER
SOMETHING IN HER STYLE THAT SHOWS ME

I DON´T WANT TO LEAVE HER NOW
YOU KNOW I BELIEVE AND HOW

YOU´RE ASKING ME WILL MY LOVE GROW
I DON´T KNOW, I DON´T KNOW
YOU STICK AROUND NOW IT MAY SHOW
I DON´T KNOW, I DON´T KNOW

SOMETHING IN THE WAY SHE KNOW
SAND ALL I HAVE TO DO IS THINK OF HER
SOMETHING IN THE THINGS SHE SHOWS ME

I DON´T WANT TO LEAVE HER NOW
YOU KNOW I BELIEVE AND HOW

GEORGE HARRISSON
Em mim só há vontade...e não de símbolos!
Em mim só há vontade...e não de símbolos!

terça-feira, janeiro 09, 2007

Contentamento

Um dia que soou em bom tom!
Entoando algo mais prazeroso em
júbilo jovial!
Contentamento,

Filha de Dionísio,
prestando ouvidos
a Beethoven, num
dia especial...
Sim! Ode à alegria!
Brindemos à vida,
Sequiosa por vinho e seus beijos,
pela magia que une
E não no costume que
rigorosamente dividiu.
E Todo o resto não nos detém
ali onde o doce vôo mantem.
Abrir um baú com tesouros,

qualquer que seja
aquele que conquistou apenas uma alma,
uma única alma em todo o mundo.
Rejubile conosco!
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!
Da alegria bebem os amantes

Todos os bons, todos os maus,
Seguem rastro de lírios e esmeraldas.
Dia pleno, deu-nos força para vingar o amor.

Alegremente, como seus sóis corram
Através do esplêndido espaço celeste
Extasiados pela graça profunda,
Terno, vida pura a brotar.
Ébrios pelo fogo entramos
e que com grande contentamento,
Muss es sein?
Es muss sein!
Es muss sein!
"Der schwer gefasste Entschluss"

Os Três Mal-Amados

Joaquim:

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.


João Cabral de Melo Neto.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Para o coração

Não estorvarei agora em meus pensamentos,
Para que em mim se reflitam
opada pelo cúmulo de poesia...
Abrirei agora a garganta
até que vejam o coração,
que nem tem a ver com
ácido lático
no gastrocnêmio...que só causa
tensão...ai!
Foram muitos andares,
e agora lhe escrevo pela tarde,
Na tardança,
de quem se espera...
Para sentir lhe a carícia,
de nadar em minhas águas,
para então fixar o vôo dos píndaros,
nos píncaros da montanha.
junto à marcha das nuvens.
Correr por suas entranhas.
E se, na sabatina de hoje,
em minhas águas,
Houver o espelho nítido e profundo
Onde se reflita o gesto de tuas mãos
E a graça do teu rosto.
Então adormecerei no fundo de mim mesma
Assim como as flores que murcham
e o crepúsculo de hoje que jaz no chão.
A cada apelo da vida deve o coração,
âmago coração...
Dizer-nos que sim e não.
Nos espaços que deixamos vagos,
sustento-me
numa anatomia que é só coração.
Sobranceiro às ameaças errantes,
do torpor de amantes.
Transparência é também mal-estar ao
abrir o coração,
matando aranhas com a palma da mão.

Os Imortais

Dos vales terrenos
chega até nós o anseio da vida:
impulso desordenado, ébria exuberância,
sangrento aroma de repastos fúnebres.

São espasmos de gozo, ambições sem termo,
mãos de assassinos de usurários, de santos,
o enxame humano, fustigado pela angústia e o prazer.
Lança vapores asfixiantes e pútridos, crus e cálidos,
respira beatitude e ânsia ensopitada,
devora a si mesmo para depois se vomitar.

Manobra a guerra e faz surgir as artes puras
adorna de ilusões a casa do pecado,
arrasta-se, consome-se, prostitui-se todo
nas alegrias de seu mundo infantil;
ergue-se em ondas ao encalço de qualquer novidade
para de novo retombar na lama.

Já nós vivemos
no gelo etéreo transluminado de estrelas;
não conhecemos os dias nem as horas,
não temos sexos nem idades.Vossos pecados e angústias,
vosso crimes e lascivos gozos,
são para nós um espetáculo como o girar dos sóis.
Cada dia é para nós o mais longo.
Debruçados tranqüilos sobre as nossas vidas,
contemplamos serenos as estrelas que giram,
respiramos o inverno do mundo sideral;
somos amigos do dragão celeste:
fria e imutável é nossa eterna essência,
frígida e astral o nosso eterno riso.

Herman Hesse

Dedução

Não acabarão com o amor
nem com as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.

Maiakovsky (1922)

domingo, janeiro 07, 2007

Versos Intímos



Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


Augusto dos Anjos
Ah! quem há-de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve
Ardes, sangras, pregada à tua cruz e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava...

O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...
E a Palavra pesada abafa a Idéia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.

Quem o molde achará para a expressão de tudo
Ai! quem há-de dizer as ânsias infinitas
Do sonho e o céu que foge à mão que se levanta

E a ira muda e o asco mudo e o desespero mudo
E as palavras de fé que nunca foram ditas
E as confissões de amor que morrem na garganta.

Luz pequena se apagou.

O que foi?
Eu voltei no tempo,
onde existem os jardins destruídos
por filhotes mimados.
Chega de ofensas...
desacato, desconsideração,
acometendo para além do bem
ou do mal.
Está certo, o Diabo passou por aqui e eu o vi.
Eu vi o que te torna capacitado...a desmoronar...
A manhã foi um universo de trevas,
e quem foi que me disse em sonho?
Possa ser Deus...
Encarnado "borracho" não se viu,
e se perdeu.
Lançou sonhos pela janela,
quebrou copos e firmou a tristeza de todo um domingo.
E o que faremos agora?
a efemeridade de todos os momentos justificam
dores e agressões?
Não podes falar por ninguém além de ti,
estourar todas as bolhas-de-sabão,
teu inferno é a ignorância.
Condenado e vagando,
assustando com sua negridão.
Não venha dizer que são influências malígnas...
que hilário,
você é algum tipo de fantoche?
Exorcise-se então,
e não destrua o que tens de mais belo,
o resto de um amor
luz pequena apagado hoje
nas trevas desta casa,
que neste domingo habitou a dor.

sábado, janeiro 06, 2007

.......

Não dá pra dizer tudo,
mas talvez o suficiente,
para entender o todo,
o muito é insuficiente.
Nada parece dizer o que realmente é,
o que merece não parece,
o que se perde padece.
O dia já acabou, se foi...
dormir e acordar no amanhã,
me falta algo.
Vontade de saber,
o jogo não está sob controle...
e daí?
Frescobol...
o tempo passa e você não mudou nada.
Ah! sim, estamos bem mais amargos...
Falem, falem o que quiser,
basta a minha consciência...
de coisa alguma,
de criar um grande martírio para tentar
salvar algo.
Nada compreenderá e,
desnecessário pra mim, agora.
ah...tô cansada..
buenas noches....

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Social dispensável

Para que sair da concha confortável?
Para que vejam meu desalento para com todos?
Sim, pesados são vocês...
Eu não molesto a nada...
ah! minha cara?
o que tem ela, de merda?
você acha mesmo?
então não olhe para ela sua tola!
tenho sempre que estar revelando minha
nobre benevolência?
vá para os diabos!
são todos uns desinteressantes,
drogadas...decadentes...inaladores de merda!
E eu que ainda insisto nesse inútil social...
como é melhor meu ócio caseiro!
nem me sabe o quanto...
e quanto agradeço por existirem táxi's...
Só eu poderia ficar bêbada hoje,
mas como não aconteceu,
prefiro não amanhecer conversando
com biltres, patifes...
Rameiras à paisana,
inconvenientes...
Bagatelas que pra mim pouco importam.
Se soubessem ao menos pequenas porções
do que realmente importa...
Ah! são todos cansativos, como também é a
boêmia tão aclamada, proferida com orgulho,
inútil...
Eu nem sei o que dizer,
enoja-me saber que pude
estar à mesa com gente...
gente...
gente de merda...
que não sabem de nada,
vomitando asneiras...
putz...enchem o saco...
me faz chegar em casa e amar muito mais estar
aqui,
sã e salva...
longe do repelido.
A minha recusa é que vocês,
nunca me conhecerão e tampouco serão meus amigos...
ah...tolices...
suspiro..
Alívio.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Durmo ou não? Passam juntas em minha alma

Durmo ou não? Passam juntas em minha alma
Coisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.


Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado.


Mas, lento, vago, emerjo de meu dois.
Disperto. Enfim: sou um, na realidade.
Espreguiço-me. Estou bem... Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?


Fernando Pessoa

Lampejos

É... eu sei, pode ser indescritível,
o fato é que eu estava bem ali,
e como a lâmpada impressa nos gibis,
lampejos de coisa alguma,
interessantes só pra mim...
Bom, é o ácido,
eu estaria me deterrendo,
mas nada aconteceu...faíscas.
Eu só vi o que era mais que claro,
mas que maneira inefável de ver,
de sentir.
Eu me vi, ridícula,
com espasmos de lucidez,
de loucura,
de sei lá o quê,
o silêncio era céu e estrela...
e as pessoas eram noite,
só eu me fiz dia,
iluminei minha volta,
vi a luz que emanava de tudo.
Do teu rosto refletido em minha memória
poética,
sim, quanta poesia...
clara, límpida...
mas também insondável,
na devida profundidade de inferno e mar...
de quase poder apalpar lua cheia, Três Marias,
não, o Cruzeiro do Sul é ali...
é, isso mesmo uma cruz.
Eu entranhada em mim,
em tudo.
Com a certeza de entender
o não entendido.
E agora tentaria descrever
e dito,
que em verdade
eu nem sei bem o que
de fato foi...

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Às vezes...



Às vezes,
Vida me parece...
Cinza, desbotada,
Onde andam as cores?
Um tal de arco-íris...
Tudo tão confuso,
Parece um acidente,
Uma explosão...
pensamentos correm, colidem,
Não se entendem.
Estou sob ameaça purpúrea,
Tu derramarás comigo como água entornada,
Selaremos o silêncio.
Não há respostas,
Sobram desejos...
Vida misteriosa,
Momentos abstratos,
Respostas que não respondem...
Azar, sorte, devaneios...
Estou atada...
Tudo poderia ser...
Uma aventura,
Um caso, uma desventura,
Não foi!
Quero ver-te, razão e amor como duas asas gêmeas.
Se puderes falar,
Se puderes ouvir,
Sinta, ao menos...
Veja...
Quem sabe?
Este sentimento,
Não me deixa pensar,
Quem te ensinou os passos que até mim te levaram?
Não consigo apagar o ardor,
Alguns tolos tentam.
Muito longe,
Extremamente perto,
É tão patético...
Me faça entender,
Onde nossa covardia vai nos levar?
A lugar nenhum,
Divididos serão os pesares:
A alma dará um golpe de vento,
Faminta buscando-te,
buscando teu coração e teu riso resvalado.
Você pode me ouvir?
Sentir meu toque?
Vamos pular,
Vamos viver,
Cantar...
Falo da fome de tua boca,
De tua voz, de teu pêlo,
pelas ruas vou sem nutrir-me, calada...
Não me sustenta o pão, a aurora me desequilibra,
busco o som líquido de teus pés no dia.
Não deixemos a ilusão chegar...
Não poderás me esquecer,
Nem deverá tentar.
Vivemos e sonhamos o dia que...
Vida pura brotará.
Você faz parte do meu ser,
Eu faço parte de você.
Somos um só.
Amantes...
presentes, ausentes, longe, divinamente perto.
Como negar...
É mais forte que a esplêndida razão, demônio claro.
Mais alegre, colorido,
Vida plena, teu desejo mais profundo...
Aquele que não consegue disfarçar.
Então assim se construiu a tranparência.
Neste momento penso em você...
Sinta,
Você é meu anjo,
Não saia voando, venha me ter...

O outro



Certa vez, alguém, perguntou-me quem era o outro. Fácil de responder, diria prontamente se não tivesse parado para pensar... Em tese, o outro seria todo aquele que não sou eu. Métrica simetria ortográfica que não permite dúvidas.
Talvez, apenas uma... Quem sou eu, afinal?
Obviamente sonho em ser único, diferente de todos, especialmente de mim mesma... Mas não consigo! Podemos apresentar lampejos de criatividade...
Sentimo-nos como se fossemos verdadeiramente fazer a diferença...Não por muito tempo;
não por toda a vida, apenas e tão somente por momentos especiais, onde os sentimentos apresentam-se com a força dos Deuses do Olimpo, como Anjos caídos que fazem questão de levantar na euforia de provar momento singular, imperfeito e finito, sem travas e retoques.
Chego perto deste momento quando estou apaixonada, febril, praticamente em cólera por alguém, que em geral não posso ter... Lembro dos outros, pois geralmente o empecilho para ter a pessoa amada, costuma invariavelmente ser o outro.
Talvez não exista o outro, muito menos o eu. É tudo uma brincadeira de mal gosto, feita por alguém diferente de nós. Ou mais provavelmente o eu tenha sido absolvido pelo "nós" que dita o que vários "eus" acreditam, de alguma maneira ser o certo.
Eu, outro, nós certos e errados, somos emaranhados que tentamos desembaraçar, na esperança de achar, o que de fato nos remete aos significados da vida, que pode e deve perdurar, apenas enquanto emaranhados puderem continuar.
Somos a ânsia do afogado misturado ao fraco desbotado dos dentes amarelados do monge enclausurado. De toda forma não faz sentido, pois, ser é único na alma de quem sente, individualmente o que foi padronizado pelo outro que não pode apresentar-se por não existir.
Somos a mais bela confusa criatura que ousou existir...Não nos explicamos por achar uma tarefa demasiada difícil; mas cobramos que todos se expliquem.
Devaneios, surtos, ataques de nervos... Por não poder ser eu que o outro desaprova sob a luz da lareira na sala do Diabo que aquece o inferno da nossa própria consciência vil e profana dos belos sonhos arcanjos que harpas parecem tocar...

sexta-feira, dezembro 29, 2006

O fim da estória

Eu nunca sei quando as estórias acabam. Por isso sempre
fico preso entre uma e outra, ou entre nenhuma e nenhuma
outra; entre um recomeço sem fim e um fim sem término.

Talvez por ser mais espectador, ou coadjuvante, do que
protagonista da minha vida, tenha essa enfermidade de
não dar conta de quando baixa o pano.

As luzes apagam, o público sai, os colegas limpam a
maquiagem e eu continuo lá: com a fala na cabeça, o
texto decorado, aguardando a deixa.

A deixa que nunca vem.

Sempre tive medo das coisas e das pessoas. Um pavor e
uma falta de fé. Talvez por isso eu tenha criado minha
própria companhia teatral, onde sou diretor; contra-
regra; atores e público.

Enceno só para mim uma tragicomédia.

A realidade me faz tão mal e me deixa tão fraco que
fico, no fundo do palco, muitas vezes, a sussurrar o
texto a mim mesmo.

Às vezes não ouço.

Quase sempre não ouço, porque sussurro baixo e minha voz
é trêmula...

O público não entende a peça, logo, não aplaude. Eu,
furioso, demito a todos: ao autor; ao diretor; aos
atores...

Expulso o público do teatro e ateio fogo a tudo.

E ali dentro fico eu, junto às cortinas e aos holofotes,
incandescentes; queimando, queimando, queimando...

Alejandro da Costa Carriles

Passei a noite toda, sem dormir...

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

Alberto Caeiro

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Momento de entropia...

Estale todos os dedos,
escute todas as canções,
olhe mais uma vez pela janela,
e em todas as direções,
não se perca mais uma vez.
Agitação de coisas nenhumas,
coisas que são umas coisas,
tão boas que, não querem o fim.
coisas que são só coisas,
e eu nem sei pelas ruas que eu passei.
Hoje, que é 29...
é um dia de fato,
ah...
que leveza insustentável nessa noite...
Esmagaram-me com o peso de tudo
que eu não gostaria que fosse.
Puxa, até a minha indiferença hoje pesa...
A grande leveza me pesa...
mas vai passar, eu sei...
eu vou pro mato,
serra, cachoeira...
...
repouso,
sol,
novo ano,
não...
eu tinha que ter lavado minhas roupas,
respingos aqui...
não...
tá eu quis lembrar...
ah que importa?
são tantas coisas,
eu não sei de nada.
Nenhuma certeza.
Aspirações lúcidas ou não,
falta a razão,
ah que me importa...
venha o que vier,
traga me cor,
metafísica, o que for.
Façamos o que desejamos, o que vier a frente.
O que for consagrado
ou deixado no abandondo,
será.
E é possível ser o que não se espera,
fazer o que não queira,
acordar desprezível,
e se não ficasse sempre existindo,
esperando.
ah que me importa,
sejamos ignorantes
e deixaremos o que?
ah...
dê-me ânimo!
pois eu,
eu não sei de nada...
Agora sim,
percebi o tamanho da tormenta...
não é nada interessante.
E eu agora só preciso esquecer,
e ruim é não fazer, não ser,
como deveria...
Sem justificações para nada,
volta pra cama, vai.
Talvez, acorde mais disposta.

Noite que finda.

O dia de ontem acabou,
Deixemos a aurora invadir...
Alguma coisa esquecida ficou,
Se ao menos tivesse disposto a sentir
Realmente o silêncio que restou...

Confusões, refletem para perturbar,
Tudo o que pode ser medido e desfeito,
Meneando a cabeça mirando pro ar,
Profundo, divinamente dentro do peito
Foi o que eu pensei, desejei projetar.

Negarás sempre, inflamado e ocioso,
Cuspindo toda imundicíe provinda
De alvoroço em fim de noite, sobressalto duvidoso,
Memórias circulantes, sabe se ainda
Bom é querer-te em cada noite que finda.
S.A

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

Não, não é cansaço...

Não, não é cansaço...
Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.

Álvaro de Campos

Aprendendo sobre demônios...

Demônio

E se um dia um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse:" Esta vida, assim como a vives e sempre viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes, não haverá nela nada de novo!
Cada dor, cada pensamento, tudo que há de pequeno em tua vida há de retornar. Tudo, na mesma ordem e sequência. E, do mesmo modo, esse instante e eu próprio: o demônio.
O eterno relógio da existência reiniciará outra vez a contagem do seu tempo, e do tempo das tuas desgraças.
Não te lançarias ao chão rangendo os dentes e amaldiçoando o demônio?
Não, não. Responderias medrosamente que nunca te disseram algo mais divino. Diga, nunca te disseram algo mais divino?
Mentirias que queres para sempre a tua própria desgraça? Vê bem, se disseres que sim, estarás apenas piorando a eternidade.

Nietzsche
Interpretação de Antônio Abujamra

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Alvoroço

O que eu devo fazer com
todas essas bobagens?
idiotices..
estou perplexa e dividida..
indesculpavelmente com toda
sujidade...
acabo de golfar-te...
desembucho-me de ti.
Vejo-o agora
opaco,
alheio...
indefinido...
partindo para o impossível,
"insuportable" e melindroso,
Num desprezo sem lágrimas...
irrompendo irascível,
e agora, onde está o verbo?
Separado de minhas entranhas
de que me valem?
Meu coração é carne
que não se deduz pela razão...
ou proposita algo...
Circunlóquio inconsiso,
impreciso,
somente...
Deslumbramento desconfortável,
inquieta estupidez
realidade reles de querer-te,
de não querer o querer-te...
Na saída fugaz dos pensamentos,
e especulações.
Apática à todo ideal que padece,
esquivando-me
numa ardente aspiração,
acabo em amar-te e odiar-te...
Talvez tenha existido apenas e não
incorre em nada besuntar-me com jorra
em meio à tua podridão.
Expectorar-te
lançar-te do meu peito, escarrar...
Aqui estão teus detritos esbulhados,
vacilantes não passaram em surdina;
torpe,
horrendo e disconforme.
Impregnando-me com suas
polvilhadas de enxofre,
Vagas mentiras,
versos que morrem
piando no buraco da agulha,
com expectatativas de fogo à pólvora.
Coibindo o peso de minhas pálpebras
tornando-me indolente
eriçando...
Arranhando-me a garganta,
náusea e mal-estar
um de frente o outro.
somente um gosto amargo na boca, fel..
Irreal
...
bem na hora!
as expectativas mudam,
vão pra longe,
me afastam do inferno...
e de Álvaro de Campos,
e nada mais é..
que espanto nauseabundo,
proferindo com violência
latejantes dores no estômago,
agora entretidas pela inquietação do vício,
da embriaguez adormentada,
e saltando com ímpeto
junto à pressa sem direção
uma volta no quarteirão,
nada mais que um edifício no centro,
vendo a chuva afilada,
que cai do ar na madrugada em desalento,
que se apaga,
que desprende...
Num desfecho desagradável...
com mosaico na calçada,
estranhos e dois semáforos,
siga e pare!
Cigarros,
que não me valeram de nada...
luzes que agora estão apagadas
na qualidade do que resta de real
e límpido,
transluzindo o que efetivamente
é.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Gostara, realmente,
de sentir com uma alma só,
não ser eu tanta gente
de muitos, causa-me dó.
Não ter lar, vá.
Não ter calma
está bem, nem ter pertencer.
Mas eu, de ter tanta alma,
nem minha alma chego a ter. – (Fernando Pessoa)

Tirando os olhos de mim...

Eu poderia escrever um poema,
algumas bobagens e filosofar precariamente
num fim de tarde natalino...
logo, lembro advertindo-me
diante à mesa farta de comilanças,
sobre minhas vãs filosofias...
ah! família...
sim, não há nada tão óbvio e também propício...
família X Natal,
que tal a nossa?
e mesmo que pareça piegas,
cada qual com seus "probleminhas".
Lembrei-me de você;
assustada com o nível do seu colesterol...
preocupa-me tudo isso,
agora estou preocupada até com suas preocupações atuais,
tuas...somente;
do alcoolismo e tabagismo, meu...
e do caçula mimado...exageradamente
frizado por você...
É mais um natal... e eu escrevo à lápis,
coisas que logo serão esquecidas até o próximo,
(como já foi o gosto amargo de meu mousse de limão!)
É bem verdade que não cuidamos de nós mesmos
como deveríamos e,
estamos cientes das grandes diferenças
entre vícios e virtudes.
Estamos falindo temporariamente,
não é nada permanente.
como também não o é, teu colesterol.
Invariavelmente o natal acaba,
o dia de...
E a esperança, (sebe se lá, é essa palavra mesmo),
não se encontra somente na Vitória,
na linda Vitória prematura.
Está conosco, mesmo que pareçamos indiferentes à
construção de filhos desta terra, mesmo que nos
digam o que fazer
com esse monte de coisas a fazer,
limitadas num tempo previsto e imprevisto,
num espaço contínuo,
circunferência vivida
é a vida.
É cada filho teu,
parte de tua visão,
não sinta-se ferida por não poder prever,
os nossos caminhos...
não se pode prever o imprevisível.
Estamos todos somente andando,
para no fim chegarmos,
talvez,
donde partimos ou
a lugar nenhum...
Portanto, andaremos atentos,
(incluso ao nível do colesterol..),
conscientes da volta
do contorno e o circuito;
dos arrabaldes visitados..
do ir e vir,
das ésferas,
das rodas,
do nascer ao morrer,
dos amores,
"de uma estação à outra",
de nada,
de só dormir e sonhar ou não...
sonhar acordado...
da hora,
da volta...
Cada passo, é um...
Cuide-se, cuidaremos de..?
(de não nos cuidar!)
Os seus passos, os nossos passos.


Sâmara

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Vida Corriente

La misma luz del sol el mismo sol y el mismo desayuno
—recuelo tibio y pan duro de recoleta—
el mismo beso y el mismo sombrero.
El periódico y siempre paralela
la calle a lado y lado su lectura
mismas letras igual nomenclatura
marcha del hambre sobre el capitolio
gobierno de los mismos misma guerra
siempre hacia el paredón o hacia el telonio.
Y el carro colectivo y su destino
de alfoz a plaza en alternada meta
a la misma hora con la misma gente
en la esquina de siempre pero siempre
fatal itinerario y rauda suerte
la misma ruta la misma rutina
alguien viene de lejos y aún le queda
alguien apenas entra ya se apea
alguien se baja acá y alguien avanza
alguien de pie adelante atrás sentado
alegre triste distraído humilde
estrecho holgado libre perseguido
a éste dónde lo he visto qué más vale
uno habla dos replican ella otea
yo en silencio tú sueñas él dormita
soledad recordando compañías
Juan rozagante Pedro deslardado
pobre al trabajo rico a su mercado
un hombre una mujer una familia
viejos al parque niños a la escuela
ruanas y diores chompas prendedores
ajos y gasolina anís espliego
no se puede fumar apague el fuego
una mano en bolsillo equivocado
calderón calderilla tango roto
tocata en Bach y fuga de Gorgona
y moto con andante moderato
una limosna una canción protesta
el agente y el árbol cuánto falta
déjeme por favor perdón señora
el seguro de muerte en la cabrilla
cómo no te había visto adiós y ciao
de dónde viene aunque subió en la esquina
adónde va aunque vaya aquí conmigo
tan pronto como estamos ya no estamos
es que la vida es este bus corriendo
que de pronto paró y hemos llegado.

RogelioEchavarría (1926- )

Algum espasmo

Sem graça,
vazia
noite
onde não se viveu nada
só fez morrer
expectativas
ganhos ou saldos de vida
perdas
ou ganhos.
Dados jogados à meia-luz
frases ditas
frases não ditas
e depois
a demora
a tardança
o querer contínuo
taciturno
drogado
vamos lá, rápido!
enojado
torturado
arrependido
amargurado
revoltado
talvez
nuvem
já é de manhã
evidente
passou
e brando
a brisa
acalma
dá aliento
folêgo
sono
sono
sono
ternura
torcicolo de novo
facilitasse as coisas,
complicado isso...
que correria não?
agora vamos devagar...
que grande ilusão não é tudo isso?
lembranças de uma ilha...
do riso,
da viagem...
meu deslumbramento
o meu querer em ti
o meu desprender-me de ti...
o meu escurecer ao longe
da chama acesa daquela frágil vela.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Ausente

Em ruas distantes que andastes,

continuam ali as portas e janelas que então

olhavas. Os que ouviram casualmente teu passo

haviam todavia muros que te escondiam

agora, pouco a pouco, em tua mente, apagados.

Pelas noites, há vezes, os que foram amigos

teus, bebem e riem nos bares.

De vez em quando, eles convidam sem querer-te;

as gargalhadas ficam convertidas em um

olhar no escuro, raro, vago e distante.


Um que já não és, sombra de ti, se formam

com escombros de imagens que guardas

em turvo lugar na memória,

incoerentes pedaços do que foi, troféus...

das batalhas entre amor e esquecimento.

Los lobos

Los lobos andan en parejas.
Azules en la noche, sus cuerpos
se extienden entre las sombras.
Son sólo dos lobos
pintados en el Museo de Ciencias Naturales
y yo siento gratitud al vidrio
que me resguarda de sus furias.
Los lobos son altos como yo,
aún más altos, y están colocados
al lado de las marmotas y de los conejos.
Los lobos se mueven en un paisaje nocturno,
y la nieve cubre los bosques
y el cielo está empapado de estrellas.
Hay algo que yo quiero preguntarles a los lobos,
y sin embargo no me atrevo.
Los lobos son todos dientes y furia.
Hay un vidrio que nos separa
y, de quererlo, ellos podrían devorarme
en un instante.
Yo también he andado en parejas
a través de una noche oscura.
Este es un rincón oscuro del Museo.
Este es el rincón de las confesiones y de los desvaríos.
Este es el rincón de los lobos.
Esta es la trampa letal al que anda sin guía.
El amor también es un lobo,
es un andar por un bosque oscuro,
es una noche peligrosa con promesas de estrellas.
Es tan sólo un vidrio que nos separa.
Es tan sólo un momento de indecisión
para romper el vidrio y tocar al lobo.
Jaime Manrique Ardila (1949)

sábado, dezembro 16, 2006

Ich...tédio

Trabalhe em prol de sua própria causa.
Você passou toda a semana fazendo lindos planos,
imaginando,
esperando ter tempo para cuidar de suas coisas e agora fica aí,
com o controle remoto na mão,
zapeando todos os canais,
sem chegar nunca à sua estação.
Essas e outras armadilhas,
você só cai nelas porque quer...

sexta-feira, dezembro 15, 2006

to repeat,
repeat,
to repeat the same music...
"I've still got sand in my shoes
And I can't shake the thought of you
I should get on, forget you"...
e toda vez esqueço meu cigarro no cinzeiro...
I know you think that I shouldn't still love you,
I'll tell you that.
But if I didn't say it, well I'd still have felt it
where's the sense in that?
I promise I'm not trying to make your life harder
Or return to where we were...
And when we meet
Which I'm sure we will
All that was then,
Will be there still
I'm coming round to open the blinds...

I should get on, forget you
But why would I want to?
Anything else would've been confused but
I wanna see you again

And I can't shake the thought of you
I should get on, forget you
But why would I want to?
Anything else would've been confused but
I wanna see you again....

I'm no angel - Dido

If you gave me just a coin
for every time we say goodbye ...
Well, I'd be rich beyond my dreams
I'm sorry for my weary life

I know I'm not perfect
but I can smile
And I hope that you see this heart
behind my tired eyes

If you tell me that
I can'tI will, I will, I'll try all night
And if I say I'm coming home
I'll probably be out all night

I know I can be afraid
but I'm alive
And I hope that you trust this heart
behind my tired eyes
'cause
I'm no angel, but please don't think that I won't try and try
I'm no angel, but does that mean that I can't live my life?
I'm no angel, but please don't think that I can't cry
I'm no angel, but does that mean that I won't fly?

I know I'm not around each night
and I know I always think I'm right
and I can believe that you might look around
'cause I'm no angel, but please don't think that I won't try and try
I'm no angel, but does that mean that I can't live my life?
I'm no angel, but please don't think that I can't cry
I'm no angel, but does that mean that I won't fly?


Dido

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Espasmo de loucura...

Joder!
é inútil olhar pra si mesmo,
ter consciência disso,
de si...
Como um idiota que tivesse consciência
que é idiota!
Onde fui que eu me perdi?
Já sei...
Dionísio!
insight...
É a dança, a leveza e a éféméridade,
de todas as coisas!
ótimo!
olvida-te.
E páre de esperar explosões emocionais,
esses seus ataques de paixonite...rídicula...
se atropelando com essas manifestações barulhentas.
Vamos manter os pratos da balança bem alinhados...
Sim, vamos dançar,
Mira...aqui se baila así!
traz mais um anestésico...
Brindemos a leveza...
a falta de esperança em coisa alguma,
não! não é esperança, a segunda das virtudes...
nem é espera,
sei lá o que é!
tá, eu sei que preferiria estar sozinha,
numa constante incógnita
andando do quarto pra cozinha...
e vice-versa.
Tá bom! eu sou flexível...
Vamos respirar a noite!
Eu vou, ver no que dá...
Vamos curtir no arco-íris!
Eu, junto a Pequena e Cheia de Graça!
Ficarei suspirando por minhas perdas a noite toda,
se não te importa?
Vamos...

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Insônia e noite derrogadas

Quanta coisa...
dois telefones, fumaça, café gelado, biscoito frito...que asia...
insônia, femproporex, omeprazol...
sem sono, sem sombra,
cortinas bem fechadas,
esmalte vermelho, cortinas...vermelho...
Noites com burriqueiros nos contaminam assim...
Coisas e lousas...
Meus olhos mentiram,
não adormecem e todavia não quero calar-me...
Inventando motivos para continuar.
Vá se acostar, que o tempo não está fixado,
e o equilíbrio talvez venha após o repouso.
já não adianta ficar a balbuciar;
desassido e fastidioso;
quem vai digerir essa porcaria?
náuseas...
vertigens.
Vivi muito hoje e o que ficou?
Foram mais algumas horas que não duraram,
simplesmente passaram...
uma noite em vão,
assuntos medíocres, pessoas medíocres...néscios insignificantes.
que me deixam assim,
olhando pra toda a bagunça a minha volta...
nada eloqüente pra dizer.
O efêmero abreviado,
o desprazer em consentir tacitamente;
ser indulgente;
deixar passar;
permitir;
desculpar;
suportar.

S.A

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernando Pessoa

terça-feira, dezembro 12, 2006

Autopsicografia

Autopsicografia
Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Para "tu"..

A lareira era você,
e assim percorria o fogo de tua
forma beijando-te...
sim, chovia e estava frio...
eu, alma frágil te procuraria onde agora?
Minhas memórias circulantes?
meus vícios, poemas de Álvaro Campos,
e a voz eloqüente ao fundo?
onde estaria agora?
onde eu estaria agora?
retalhos expostos e devorados no varejo,
nessa vitrina de imbecilidades,
fugindo... eu te encontro,
falando e cantando, como pode ser assim?
Cinzas espalhadas, respingos não falam de mim...
Enquanto ias comigo te toquei,
te amei sem que eu o soubesse, e busquei tua memória.
Entreguei-te minha nudez e muito mais espesso
foi o que eu te dei.
Além de nomes...discursos e declarações.
Sim, também acordei triste,
longe da perseverança dos pingüins.

Do riso e do esquecimento...

Me propusera a falar de amor...
sim, eu iria começar a dizê-lo,
contemplar a amenização do tédio de rotina,
não se pode tê-la com a cabeça nas nuvens...
transportados
pelo que chamamos amor.
Eu, estalando os dedos para mudar de dimensão,
e ir habitar o mundo dos enamorados,
tolos e encharcados de engano,
num prazer que sempre morre.
Num vazio que estando vivo, não manifesta os sintomas próprios da vida.
Desenganos...
mais uma vez me faz calar,
bocejar,
enojar...disso, de tudo isso..
Fazer muita fumaça e não dar a mínima ao porvir,
afinal,
tudo cai no esquecimento,
e todas as alegrias e divertimentos se esgotam
na repetição.
Exausta vou perdendo minhas forças
para alcançar boa reputação...
de autorizar junto a ti metáforas num texto sem nexo,
poesia, metafísica e mentiras...
ilusões,
torno-me escrava de uma dívida que fiz ao espelho.
E agora esqueci, já são 4:20 e preciso dormir...

sábado, dezembro 09, 2006

O que é positivo em Nietzsche? - Por Paulo Ghiraldelli Jr.


Ao avaliar alguns passos da história da filosofia, o filósofo estadunidense Richard Rorty disse que ao final do século XIX jamais poderíamos imaginar que ao final do século XX os únicos dois filósofos daquela época que ainda apresentariam interesse ao público seriam Nietzsche e Frege. Penso que Rorty está certo. Atualmente, se alguém se dedica a fazer filosofia analítica, então ganha o direito de filosofar. Nesse caso, a base é a compreensão de Frege e a tradição da nova lógica e os problemas da filosofia da linguagem atual. Se alguém se recusa a isto, então resta se transformar em professor de história da filosofia ou, se quer continuar filósofo, pode seguir Nietzsche ou alguns daqueles que trilharam seus caminhos ou aderiram a posições também anunciadas por ele.
Mas, apesar de Nietzsche ainda ser um filósofo lido, será que ele é bem lido?
Deleuze dizia que não se poder ler Nietzsche sem rir. Rorty disse que rimos muito, sim, ao ler Nietzsche, mas que rimos mais quando rimos de termos ficado rindo de Nietzsche. Em um primeiro momento, como foi o caso de Deleuze, rimos muito ao ler Nietzsche porque ele não deixa de ser engraçado com suas frases duras contra tudo que é o moderno, iluminista e crítico. Tudo aquilo que acostumamos a chamar de “ponto de vista filosófico”, distante do senso comum, é tomado por Nietzsche como sendo o senso comum de fato. Lemos Platão e seguimos com Marx, e então aprendemos que há algo como a ilusão dos sentidos ou então a ideologia, e nos tornamos críticos, ou seja, os que podem escapar da ilusão ou da ideologia e enxergar o que está por detrás das coisas. Nietzsche nos pega: quem disse a vocês que essa idéia de que existe algo por detrás das coisas não é, ela própria, uma grande invenção? Ora, então, não há como não rir.
Mas o que Rorty fala é que essa visão de Nietzsche, que nos faz rir, só é engraçada quando, depois de um tempo, vemos que a verdadeira graça está em acharmos que ela era engraçada. Como pudemos rir do que Nietzsche dizia? Achar que aquilo era engraçado, eis aí a verdadeira coisa engraçada. Pois, de fato, do mesmo modo que podemos rir da idéia de que há algo por detrás das coisas, também podemos rir da idéia de desmascarar quem diz que não há algo por traz das coisas. Pois se o primeiro riso foi por conta do filósofo parecer pedante diante do que ele chama de senso comum, e então ser desestabilizado pelo riso contra a pedanteria, no segundo caso o riso vem de percebermos que aquele que diz que não há máscaras, ilusões e ideologias está, ele também, naquele momento, mesmo que não queira, tentando tirar uma máscara, desfazer uma ilusão, destruir uma ideologia.
Assim, ler Nietzsche nos levaria a um abismo. A denúncia da denúncia é também ela nada mais que uma denúncia.
Mas Nietzsche, então, é só isso, só aquele que nos leva ao abismo? Seria ele apenas o criador do jogo de espelhos, como chamou a isso Foucault?
Não, Nietzsche deixa várias coisas positivas. Uma delas é sua própria doutrina da “vontade de potência”, que alguns acham que se trata de metafísica, e outros acham que é uma proposta de um modo de filosofar diferente – uma cosmologia em vez de uma metafísica ou qualquer outra coisa. O que vejo em Nietzsche, além disso, é que ele nos remete à percepção do caráter completamente metafórico de nossa linguagem. E isso me parece tão interessante quanto a sua proposta de filosofar como cosmólogo e não como metafísico ou filósofo moral ou como filósofo social.
Como Nietzsche faz isso? Simples. Em sua época, ou melhor, pouco depois de sua época, vários atacaram o positivismo, dizendo que este usava de uma linguagem das ciências físicas para querer compreender as ciências sociais e humanas, e que isso, ao não ser aceito como um procedimento metafórico, nos daria uma compreensão errada – coisificada – da vida humana. Nietzsche inverteu a seta. Ele disse que nossa aceitação da vida social como ela havia se organizado modernamente, ou seja, de modo democrático, é que havia conformado nosso modo de conversar e teorizar sobre a natureza. Assim, ele escreveu que era do fato de não vivermos mais sob as hierarquias do mundo dos nobres que havíamos achado natural que nada tivesse hierarquia. Por conta disso, teríamos inventado a idéia da regularidade e igualdade das leis naturais (Galileu e Newton à frente). Toda a nossa física, ao achar que leis universais podem ser aplicadas em todo e qualquer lugar, de modo equivalente, nada mais seria que a vitória, na cabeça científica, de um tipo de “sociologia” ou, melhor, de pré-sociologia feita sob a batuta da Revolução Francesa, a que instaurou no mundo a tal da igualdade.
Nietzsche foi quem alertou: acreditar que estamos sob leis, que todos nós estamos sob leis – as mesmas – nada mais é que a incorporação, por parte dos físicos, da idéia de “igualdade perante a lei”, algo próprio da Revolução Francesa e da Revolução Americana, algo do mundo moderno, algo do homem moderno, democrático e fraco. O homem que não suporta hierarquias.
Considero esse insight nietzschiano o suficiente para mostrar a positividade de Nietzsche. Se aprendemos algo de positivo com Nietzsche, esse algo é a idéia de que nunca falamos de modo literal, sempre estamos, quando nos expressamos, “figurando”, fazendo metáforas, metonímias, etc. Aliás, é isso mesmo que é a definição de verdade de Nietzsche: um bando de metáforas. Uma concepção da nossa linguagem, quando ela fala o que chamamos de verdade, como sendo um bando de metáforas, não é algo positivo? Não nos ensina algo, filosoficamente falando, que nos ajuda a ter uma espécie de “teoria da linguagem”?
Paulo Ghiraldelli Jr. é filósofo e diretor do Centro de Estudos em Filosofia Americana e Coordenador do GT-Pragmatismo da ANPOF.

Tolices...do senso comum...

Por que deveria eu pensar em você?
em mim?
isso só me faz esquecer, e eu sei que é chato o verbo conjugado
sempre na 1º pessoa.
Mas o que posso fazer se somente sei falar de mim?
e mesmo que queira traduzir uma alma,
ou que sejam muitas...
total realidade minha
de tão infinita e eloqüente na ausência, na necessidade de sentidos...
pobres mortais...
desprezível singularidade,
autêntica indiferença, provinda de uma imbecilidade de inseto...
e com sentidos maiores,
vamos comer juntos?
sentarmos em um grande banquete onde todos estão felizes,
celebraremos, brindaremos,
e mesmo assim...
insatisfeitos questionaremos...
ou questionarei...como é mais confortável a primeira pessoa...
egocentrismo?
ah! que me importa,
questionarei a efêmeridade e significados de todas as coisas.
O que não passa de tolices ao senso comum,
ao ridículo senso comum.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Ócio e baboseiras...

Por não ter nada a fazer,
procuro algo pra roer,
rimas?
não! nada disso.
Que vontade de nada,
sem o adjetivo de niilista,
é pura ociosidade mesmo..
além do mais não dá pra fazer muita
coisa com esse torcicolo...
feriado e noite...
perfeito!
Ócio que nem Dostoievski
traz entusiasmo...
nem mesmo regueton,
nenhum brinde e saldos de vida,
já me anestesiei...
num ócio empobrecido, sem cor...
e se me fazem aquela perguntinha peculiar de
feriado a noite...tá de bobeira em casa?
é realmente tudo uma bobeira..
e com mais uma única rima...
uma baboseira!

Ode triunfal

Para Theron de Acragás (a II Olímpica

Sempre em noites iguais,
em dias iguais
com sol, isenta de penas
os bons recebem a vida, e a terra
não revolvem com a força de seus braços,
nem a água do mar,
ao longo de uma vida vazia; pelo
contrário, junto dos que são caros
aos deuses, aqueles que se
regozijaram com a fidelidade aos juramentos
passam uma vida
sem lágrimas.
Os outros padecem
uma provação
que o olhar não suporta.

Píndaro

Esternocleiodomastódeo

Ainda bem que cheguei a ver o sol,
acordar duas vezes não é bom...
a primeira muito cinza e agora
raios solares...ah! que bom!
tudo anda noturno demais...
só faltou o píndaro pra assoviar
aos meus ouvidos!
Acordei...
acordei?
feriado cansativo com esse
latente e inflamado
esternocleidomastódeo
é pra pedir cama,
massagem, contos de Tolstoi, que bom!
O problema é a distância entre dois pontos...
dois bem-te-vis...
dois esternocleidomastódeos..
que dói.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Pensamentos vários...

Como meus horários estão confusos,
e o meu tempo passa com maior
facilidade
do que
dos outros...
ultimamente
ele
o meu tempo
vai se perdendo...
pensando que talvez pudesse morrer
de amores;
de sei lá o quê...?...
as coisas acontecem e ficam aqui
na lembrança,
e vem outra,
outra,
mais aquela,
não...olvida te..
e vem uma nova,
e surge um sonho,
um anseio,
um querer, um livro,
uma fome do que me faz bem...
do que eu quero ser,
do que eu gosto...
ich...da minha melancolia,
de meu desespero,
do que eu sei, e recorrer aos primórdios de filosofias...
saber de nada, duvidar de tudo.
Penso, penso em que?
Pensamentos vários...
e não importa qual vai a frente de...hã?

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Estranho, muito estranho...

Outra vez fui pega desprevenida,
e além de ter intenção para falar do meu dia,
tento entender o que se passou,
o que poderia ser mais nostalgico...?
e muito mais filosófico e atraente,
você é tudo o que eu queria ser!
O que de verdade queremos é alguém que veja
o mundo parecido com os nossos olhos,
com o que vemos...
e numa perspectiva de um futuro;
de construção de mim???
talvez.
Não são títulos, são almas afins...
cheias de símbolos, cobertos por razão
e muita dúvida...
Estranho, muito estranho...
mais uma vez posso dizer o que vem
em memórias circulantes,
de um prazer louco e desesperado,
numa entrega de afinidades,
agradeço mais uma vez a Nietzsche...

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Tardes Cinzas...

Agora, por párar um pouco e
tentar simplesmente descobrir
o que se passou...
e que já não seja mais a mesma,
desses últimos dias que se passaram.
Onde eu me encontrava doente,
Sócraticamente falando viver estava sendo uma
enfermidade,
tudo porque???
mais tolices, e efemêridades que
tentaram aprisionar-me,
eu ainda não sei quem sou, sempre
perco-me em amores vãos...
E prefiro muito mais agora minha
melancolia latente de ânsia de não saber de
que,
agora já entendo,
como dizia Nietzsche,
o desespero é o preço que
se paga pela autoconsciência.

terça-feira, novembro 28, 2006

Dia de chuva

Muitos litros de água vem despencando dos céus
neste dia,
uma terça às 4 da tarde,
o dia não importa...é mais um dia sem você,
e o que se pensa numa horas dessas?
o que vem pensando sucessivamente...no meu caso,
estás agora com o coração partido e sentir-se assim
é penoso,
eu, literalmente quero voltar a pisar em terra firme,
não numa razão sem emoções...
mas viver romances impossíveis é minha praxis..
sou tão ambígua que mesmo achando o amor
muitas vezes, ou na maioria delas...
ridículo,
eu o busco a cada momento...
Nossa! e como minha busca vai longe,
hoje tá passeando em Guadalajara,
e eu nem sei como está o céu por lá...e tampoco devo perguntar.
Sem esperar regresso,
só desejo minha sanidade de volta.
E logo eu,
que sempre digo...
não coloque sua felicidade nas
mãos de nada...sob o julgo de nada...
blá blá blá
e mais uma vez não entendi nada do que se passou,
de que me adianta Nietzsche agora?
me enojo de toda essa gente,
simplesmente,
por não poder tê-lo
eu o desejo mais que tudo que tenho...

domingo, novembro 26, 2006

Sunday, down...

Depois de esperar um dia inteiro por um telefonema,
ou uma video conferência,
até o amor está modernizando,
mas a chuva cai la fora,
e o dia já se despede,
eu cheia de vícios latentes,
escrevo tolices ao vento,
canto amores que não existem,
ou existem,
eu nem sei...
ainda te espero,
e esperarei pelo o que?
não me faça suplicar por teu amor,
o meu amor é somente um regalo...
e exprimindo o que de mais belo há em
mim,
e que antes era somente virtude,
hoje se fez, vício, depressão e melancolia,
num pálido e domingo cinzento e em vez de
crepúsculo,
me veio a tempestade,
e a agora queria estar em um sonho,
aquele sonho onde teve aquela lagoa,
aquele céu, aquela lua, aquele espanhol roto,
como estampado em um quadro,
e agora em minha alma poética,
que me faz rir,
que me faz chorar de saudade...
e o que não gosto em você é a minha
ausência.

E a chuva cai lá fora...

É melhor esquecer...

Não saberei o que fazer agora diante dessa
próxima fase...
sem ter poemas direcionados...
de uma fragilidade, de uma poesia
do amor,
estou novamante "enojada"
de tais entregas...
puxa! eu outra vez me senti perdida,
entrei em realidades que já não eram minhas,
me senti em um pesadelo,
de uma efêmeridade, e de sentidos...
que ora bonitos, ora tão feios,
eu sinto muita saudade,
e as novidades?
que novidades?
meu mundo se desabou,
eu me perdi em confiar além de
minhas possibilidades reais...
Alguém me salve desse mundo,
agora sim estou no esquecimento,
e o meu riso?
esse se perdeu com a partida de sentimentos,
emoções poéticas...
e que agora não passam de arquivos memorizados
e que levemente vão mofando e se perdendo com
o tempo...
e na distância eu posso te ver,
te sentir,
me odiar por isso,
chorar só por isso...
me cansar desse mundo por não ter você por perto,
como um abismo entre lembranças,
e uma realidade que me pede os
dias que estive ao teu lado.
Mas que agora tenho que esquecer...
ou melhor olvidalos...

segunda-feira, novembro 20, 2006

Hoje...

Depois de ter sido atropelada
a nível de ônibus e caminhão,
que me pegou destraídamente,
deixando lesões, arranhões...
e estou sangrando...
ah..que nostalgia a minha,
foi só um amor que não me deixa pensar,
me faz pensar,
me deixa ridícula, me faz esperar...
que tolice,
que lindo...
muda todos os meus planos e,
me inspira momentos maravilhosos,
impossível olvidar tudo o que se passou,
minha alma precisa de cura,
e é de uma cura desconhecida,
não pergunte se é amor...eu não sei,
me atropelou e não me deixa em paz,
agora não sei mais muito bem o que escrevo,
entrei no mundinho dos tolinhos...
que se entregam para
um outro ser cuidar,
dar carinho,
beijinho,
cheiro...
e literalmente ambos verbalizarem a realização do amor,
em todas suas formas e expressões,
símbolos e fantasia...
alguém me liberte
dessas amarras
lembranças
assim
não me curo...
Meu Deus...
o que é isto?
já estou apelando para os céus...
é meu fim...vou morrer de amores,
posso até ser perdoada de tantos errores....
Sâmara

"Aún ni siquiera te tengoy ya tengo miedo de perderte,
amor que rápido se me ha clavadoque dentro todo esté dolor.
Es poco lo que te conoscoy ya pongo todo el juego a tu favor no tengo miedo de apostarte,
perderte si me da pavor.
No me queda más refugio que la fantasíano me queda más que hacer
que hacerte una poesía.
por que te vi venir y no dudéte
vi llegar y te abrazé
y puse toda mi pasión para que te quedaras
y luego te besé y me arriesgue con la verdad te acaricié
y al fin abrí mi corazón para que tú pasaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras.
Ahora esperaré algunos días para ver se lo que te di fue suficiente
no sabes que terror se siente
espera cada madrugada
si tú ya no quisieras volverse perdería el sentido del amor por siempre
no entenderia ya este mundo
me alejaria de la gente
No me queda más refugio que la fantasía
no me queda más que hacer
que hacerte una poesía.
por que te vi venir y no dudé
te vi llegar y te abrazé
y puse toda mi pasión para que te quedara
sy luego te besé y me arriesgue con la verdad
te acaricié y al fin abrí mi corazón para que tú pasaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras.
Mi amor te di sin condición para que te quedaras...." Cancion Te vi venir (Sin Banderas)

segunda-feira, novembro 13, 2006

Agora lo sé...

Todos los dias me acuerdo de ti,
y no hay nada que cambie lo mas belo que siento,
y como duele por que esteas tan lejos...
ahora sí,
escribo para otro corazón específico,
y no hay distancias que no me llevam a ti.
Y lo amor me mata
se no me deja mirar tus ojos, tu boca,
y que seas solo estar contigo,
y que sepas lo amo demasiado,
no se porque, no se como,
no nada,
pero te amo.
Y ahora entiendo las músicas de los enamorados,
me muero, te quiero.
Te busco y mi tiempo solo és para esperar,
la demasiada gana que tengo de ver te otra vez.
Y no importa cuanto tiempo tenemos,
estas clavado en mi corazón,
desde que llegaste a mi vida...
No hay noches belas sin ti.
Y desde que te vi entrego todo,
y simpre sepas que soy tua,
y no hay raziones para solamente una razion,
el amor que siento por ti.