terça-feira, julho 17, 2007

Mal humor...

que porcaria de tarde que não passa,
eu enjaulada entre a repulsa e o desejo,
entre o tédio das obrigações
e o necessário.
A vida sempre foi tão intensa, parece que agora
os momentos são tão rotineiros...
Eu sempre esperando que algo extraordinário aconteça,
e o novo já nasce velho.
A minha lassidão aparente vence o cotidiano sem maiores
desejos.
Eu te amo,
mas bem longe de mim, e a vida assim segue.
Como se sempre eu me completasse com o outro...
que ridículo, dependência que vai exaurindo
as minhas forças.
E como a Sibéria me cansa, óh cielos!
onde vou conseguir forças para salvar a mim?
Salvar de que?
salvar-me da falta de entusiasmo com a mesmice,
com o trabalho cotidiano.
Se pudesse viajaria, viajaria, mas como?
como viver de novo a mesma coisa?
eu não posso...eu não devo...
eu não quero nada...
ah como sempre eu só quero
amar,
patéticamente como sempre.
Ai que dor no pescoço da p...

sexta-feira, julho 13, 2007

White flag

I know you think that I shouldn't still love you,
I'll tell you that.But if I didn't say it, well I'd still have felt it
where's the sense in that?
I promise I'm not trying to make your life harder
Or return to where we were
But I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will beI know I left too much mess and
destruction to come back again
And I caused nothing but trouble
I understand if you can't talk to me again
And if you live by the rules of "it's over"
then I'm sure that makes sense
But I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be
And when we meet
Which I'm sure we will
All that was thenWill be there still
I'll let it passAnd hold my tongue
And you will thinkThat I've moved on....
I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be
I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be
I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

Dido

quinta-feira, julho 12, 2007

O presente

HOJE acordei sem despertar,
e a rotina "plausível" caiu sobre mim.
Lendo "Da morte" de Schopenhauer,
voltei a mim,
com a percepção da minha existência
e consciência de não mais perder-me no outro.
Dar forma ao verbo transitivo
do latim transformare.
Principalmente com toda a profundidade
que em mim faz-se necessária.
O tempo é fugaz, passa, passa, passa...
Como será o amanhã?
O processo se desenvolve;
bom, eu espero que seja evolutivo.
E a minha narrativa,
_pronome possessivo
pertence a mim.
Viver o presente, olhar o passado
para enfim, num futuro próximo,
continuar vivendo o presente.
Olhar pra si e perceber-se clareando
os pensamentos,
com a minha máxima influenciada
pela leitura matinal
dita por jovens hegelianos,
conduzindo à fórmula final:
Edite, bibite, post mortem nulla voluptas.
E por mais que possa levar a uma bestialidade
materialista,
criticada por Schopenhauer, faz com que minhas
inclinações tornem-se não somente racionais,
que nada mais é, minha vontade,
meu desejo de realização racionalizada por mim.
E as inclinações, essas tais inclinações...
Eu estou procurando...como defini-las, todos os dias...
logo, eu as encontrarei, com muito prazer.
Passar o olho sobre a minha história,
coisas boas acontecem sempre, se é bom ou ruim,
só o futuro dirá;
descobrir-se mais forte
quando a vida o surpreende.

S.A

quarta-feira, julho 11, 2007

Hola, Afrodite!

No meu seio que delira,
ais da paixão inesperada,
beijos que ardem,
para fazer-me esquecer as santas ilusões
que eu vivia.
Não poderia acreditar que melhor existia,
trazendo aprazimento num gozo
que nem a noite se via.
Cielos, luego tu me quieres?
Consonância vulgar,
volúpia...em teus braços febris,
receber teu corpo.
Com particular influxo
movendo minha'lma.
Ler em teus olhos,
e satisfazer-me,
Ai, Jesus!
é só para o meu bel prazer.

S.A

"Vós, sábios de elevada e profunda ciência,
Vós que meditais e que sabeis,
Quando, onde e como tudo se une:
Por que todo esse amor e essas carícias?
Vós, grandes sábios, dizei-me!
Revelai-me o que sinto,
Revelai-me onde, como, quando
E por que tais coisas me sucederam."

Bürger

segunda-feira, julho 09, 2007

AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno;
o amor não é invejoso;
o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha;
mas havendo profecias, serão aniquiladas;
havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

1 Coríntios

sexta-feira, julho 06, 2007

Sensações do tempo

Como poderia tentar definir
a sonoridade que soou e que eu não reconheci...
Sim, era linda, melodiosa e harmônica.
Ouvi-la e não reconhecê-la...
prontamente apreciá-la?
Perceber que o estranho,
inexistente em minha memória,
seja poética, musical...seja qual for...
pode ser ainda mais belo e singular.
Extraordinário e desconhecido,
e eu ainda não sei qual é a vibração
que produziu essa sensação
e que fez-me compreender o tempo
que há de vir.

quinta-feira, julho 05, 2007

Eu sei que vou amar
Por toda minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que a ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda minha vida ......

Inclinações

Na sensatez da manhã
no silêncio concentrado e suave de todos
pelas ruas despertando para mais um tempo...
Um tempo dividido, sempre novo e velho.
As minhas inclinações para a razão e entedimento
das minhas inclinações...a minha máxima é mínima.
E nem sempre o que prevalece não é vontade,
não é razão, não é nada.
O que é?
É meu dever moral buscar a felicidade,
satisfação pessoal...buscar o que?
o que pra mim é felicidade?
"Felicidade foi-se embora e a saudade no meu peito ainda mora"!
ops...firma o corpo...
As minhas inclinações...
Essas tais inclinações, vontade...

terça-feira, julho 03, 2007

Hoje

O dia começou,
e este é novo, depois do ontem...
que pra mim há pouca diferença,
da dor que ficou pra hoje.
Na rotina que mata-me e não há
remédio pra alma...
Como a noite é mais agradável...
Noturna e melancólica.
Ah! o dia tá lindo!
Está! e não vejo a hora que ele acabe...
E que a claridade loira do luar possa
fazer-me companhia
na despedida de mais um dia,
mais um dia feliz...larari...lalalá...larri...lalalá...
hahaha

segunda-feira, julho 02, 2007

eu pós fim

É a última vez que tento escrever algo
que interessa...que interesse a mim, ora!
Chega de sabotar, a esfera continua
não há obstáculos reais...
é simplesmente ridículo e,
ignoraria-me se pudesse,
se soubesse,
se não fosse previsível tanta tolice.
Já cansei em tentar definir-me....pós....alguém...
tá chato...
Tive um sonho interessante já vai dizer muito,
estava
em um cordilheira linda
e não poderia
perder o crepúsculo...
pedi o carro pra mamãe...ela não me emprestou...
quis esperar um amor...ele não apareceu,
tentei fazer que subisse alguém comigo, não havia tempo...
0 sol já ia se pôr...
Quando vi já estava muito atrasada
se não chegasse ao topo bem
rápido perderia...
Fui correndo, quando cheguei fiquei contente, pude ver sua forma final
e o rastro de luz por detras da montanha,
fiquei tão extasiada, contentamento...
olhei pra trás e não havia ninguém,
a melancolia de um crepúsculo lindo
que se viu até o fim,
essa sou eu depois do fim.

sábado, junho 30, 2007

eu pós fim -continuação

Eu não sei o que sou eu após o fim...
não me peça tarefas difícieis Amanda,
como podes pedir o que sou depois do fim
se eu nem sei quem sou...
depois do fim, ensinaram-me que deve vir
um começo...sim! foi isso que falaram....
mas com a lua cheia, com a melancolia habitual,
com o meu fatídico transtorno bipolar...
que eu mesma caracterizei, vai lá...é melhor falar que
eu tenho é isso aí...
Com a luz da lua cheia no meu quarto por estas noites
entendi que é término de muitas das minhas
expectativas...que foram, partiram.
Eram duvidas e esperanças que envolviam algumas
de minhas crenças pessoais, postas a luz da realidade
pela dinâmica de todos os eventos...
Eu,
como sempre me expressei mal,
ou certos condicionamentos limitaram a minha compreensão...
A história termina no mesmo fluxo que iniciou,
Es muss sein...
Es muss sein...

sexta-feira, junho 29, 2007

eu pós fim

Eu pós fim, término de mim....



Porque me perco no outro,



e demora é a tardança de quem se



espera



O que sou sem o outro ser?



Sou pura melancolia num martelo pensamento



de um amor a agulhadas que insistem a perturbar



num rio de lamúrias...


Eu não estou me suportando, eu não sei o que realmente ficou depois do fim...



Ficou um ser vivente, uma depressiva sem amor próprio, quase louca de vez....



O que pode ficar é a possibilidade do novo, o que é óbvio...

terça-feira, junho 26, 2007

Testamento

Minha boca já pronunciou o que era necessário,
não preciso dizer-lhe mais nada.
Sei que é uma tarefa que exige uma sinceridade
sem orgulho.
Não lhe pedi nada, além de amor.
Mas amor não convém nesse momento.
Não posso dar nada que eu não tenho,
coragem, esperança, sonhos...
Eu pensei que tivesse amor, e até acho que tenho.
O amor bem sucedido interessa a quem?
o amor interessa tanto?
ah....amor...
aceitar o que é impossível deixar de acontecer...
o amor tem que morrer!

Escárnio perfumado

Quando no enleio
De receber umas notícias tuas,
Vou-me ao correio,
Que é lá no fim da mais cruel das ruas,

Vendo tão fartas,
D'uma fartura que ninguém colige,
As mãos dos outros, de jornais e cartas
E as minhas, nuas - isso dói, me aflige...

E em tom de mofa,
Julgo que tudo me escarnece, apoda,
Ri, me apostrofa,

Pois fico só e cabisbaixo, inerme,
A noite andar-me na cabeça, em roda,
Mais humilhado que um mendigo, um verme...

Cruz e Souza

segunda-feira, junho 25, 2007

então tá...

é,..
não tá fazendo efeito...
não tá fazendo...
ah tá um mês...isso tudo?
falar o que?
pode parecer, falar o que?
ansíoliticos....demais....
excessooioooooiooo...
fui lá no Topo do mundo...vi o pôr-do-sol....
tava bonito, quando chegou a noite...o céu todo estrelado...
é bom estar mas eu não estava.
ah não eu já voooooeeeeiii...
pois é...ah tá valorizar o passe....aff
ah surda....é sou mesmo...
que, que, que???
então tá.

domingo, junho 24, 2007

Não podes morrer

Caindo no abismo de uma manhã qualquer de domingo,
fresca, pálida, insípida.
há alguns dias que caio no abismo dentro de mim...
e pertubações, à mim que somente sei que perdi.
Porque com a distância, com a manhã de domingo,
e sem É VOCÊ! sem sentido nenhum mais nessa hora.
Esforço-me para entender o caos absoluto dentro de mim.
A volta da insônia melancólica, numa ansiedade tamanho sem-fim,
o medo de se afastar e partir...
E treme em mim tudo que espero sem chegar, por causa daquela criatura
adoece meu pensamento num caloroso chamamento.
Não podes morrer o meu querer-te.

sexta-feira, junho 08, 2007

Sra Efemeridade

De volta a narrativa fugaz,
de versinhos em versinhos...
em idas e findas,
poder novamente sentir a pulsação...
e respirar, e respirar.
Eu, agora em mim, encontrar-me sem saber
com o que...
na busca da certeza de não mais
estar perdida dentro do outro...
ah...como perco-me!
e como dói voltar em si...
somente em si.
"todas as alegrias e todos os divertimentos
se esgotam na repetição" - Milan Kundera...
Holá Sra Efemeridade!!

quarta-feira, junho 06, 2007

Dispepsia

É impossível acompanhar meu rasto tortuoso.
Se eu pudesse,
se ao menos soubesse lhe faria feliz.
Mas como dizes entre rochedos e espinhos
mais fácil é cansar os olhos e os sentidos...
sinto-me esgotada, meu coração despedaçou-se.
Engoliu um sapo bem gordo, de uma só vez
e sem olhar.
É remédio soberbo para a minha dispepsia.
Já não queres beber em copos muito cheios
donde deixam cair muito vinho...
Vede a criança, derramando a sua volta
desamparada, encolhendo os dedos dos pés!
Chora, não sabe fazer nada senão chorar.
Não podes ser seu próprio intérprete...és uma criança!
Tu que és adulto e não derramas, segue teu caminho e
encontra teu gosto.
Será algum dia capaz de ficar em pé e caminhar?
Coragem! esta é a glória que aspiras...
Podereis ver essa criança dançar!